Ideias de looks com combinações de cores quentes e frias!

Sempre que nos vemos limitadas de alguma forma com nosso guarda-roupa (como a chegada da estação mais quente do ano, que já limita muito em termos de tecidos, formas e sobreposições), esbravejamos e o primeiro ímpeto é o de fazer aloka e sair comprando mais opções.

Então segura aí que eu vou dar a dica de como mudar a cara das suas produções com um truque de styling muito do possível, gastando zero reais: blocos de cores!

“Ah, Ana, essa moda  já se foi”, vocês dirão. Não, gente, esquece isso! Teve uma época em que a galera descobriu esse recurso e saturou bem, mas a real é que é um truque atemporal, que ajuda a criar contrastes interessantes e modificar completamente a carinha da roupa de todo dia – sem exigir muitas camadas. Também é uma mistura bem descontraída (cores coloridas são mais informais que as cores neutras), o que cria um link coerente com o verão, que pede mais essa leveza. 🙂

Como parte da série de postagens sobre criar looks diferentes com poucos recursos, hoje eu mostro como criar blocos de cores de um jeito bem simples e sem tantos contrastes, para quem não quer algo ultra-mega-hiper-colorido!

Combine por grupos de cores: quentes e frias!

Cores quentes são o vermelho, laranja e amarelo, que remetem a luz solar, energia e calor, por isso estimulam;

Cores frias são o roxo, azul e verde, que são associadas ao mar e ao céu e têm o efeito de acalmar.

cores-temperatura

Para criar blocos de cores sem uma diferença gritante entre elas (ou contraste alto), podemos combinar por harmonias cromáticas: cor fria com cor fria e quentes com cores quentes.

Lembrando de alguns dos esquemas básicos de coordenações do círculo cromático:

circulo-cores

Combinações entre cores frias

Usei a mesma saia em todos os looks porque achei boa para os exemplos, mas as combinações entre tons frios pode render muito mais do que exemplifiquei aqui.

  1. Blusa azul + saia roxa: a ideia desse post surgiu a partir desse look. Roxo e azul são cores frias, por isso ficaram tão boas juntas! Não teve um contraste alto entre elas (pelo contrário, a diferença entre seus tons é bem sutil), e rendeu também uma coordenação de cores análogas.

combinacao-cores-frias-hvaoff

Blusa Enjoy e saia roxa de brechó

2) Blusa verde com saia roxa: mais um exemplo de coordenação de cores frias! Elas têm valores próximos – são mais escuras do que intensas -, e a diferença entre as texturas das peças (o crepe da blusa com o couro da saia) deixa a mistura mais criativa ainda, mesmo que com poucos recursos. Essa combinação é mais calminha, o impacto num ambiente fica mais discreto.

combinacao-cores-frias-3-hvaoff

Blusa Zara e saia roxa de brechó

3) A blusa fúcsia foi uma outra ideia que rendeu com a saia roxa. A coordenação de cores análogas são as matizes vizinhas no círculo cromático. Como elas estão próximas, uma acaba emprestando seu pigmento pra outra, o que cria um link entre elas e resulta em coordenações joviais e também super elegantes. 🙂

combinacao-cores-frias-2-hvaoff

Blusa de seda e saia de couro de brechó – todos os looks com acessórios Luiza Dias 111

Combinações entre cores quentes
  1. Blusa vermelha com pantalona amarelo-gema: esse look literalmente pega fogo! Cores quentes, intensas e luminosas juntas, que abalam as estruturas e são boas para quem quer chegar chegando! Eu só não usaria essa combinação em um primeiro encontro (em todas as esferas), para apresentar um trabalho, reuniões ou entrevistas de emprego: é muita energia junto, pode intimidar um pouco. 😉

combinacao-cores-quentes-1-hvaoff

Blusa C&A e pantalona de linho Cantão

2) Blusa laranja com calça amarelona: mais uma possibilidade entre cores quentes e esse laranja é mais suave, tem mais amarelo que vermelho na sua composição, o que o deixa mais próximo da tonalidade da calça, rendendo uma combinação menos contrastante.

combinacao-cores-quentes-3-hvaoff

Blusa Jardin e colar Montagearte

3) Saia vermelha com blusa laranja: apesar da quantidade de estampas azuis na saia, o vermelho ainda é parte predominante, o que apresenta mais uma ideia de coordenação entre as cores que pegam fogo.

combinacao-cores-quentes-2-hvaoff

Blusa Jardin e saia Maria Filó – todos os looks com scarpin Santa Lolla

fotos: Denise Ricardo

Ufa! Lendo de primeira pode parecer complicado, por isso eu recomendo que pegue as cores que você tem no armário, mesmo que o verde seja mais claro do que o que usei, ou o roxo seja mais vibrante, não importa: a intenção era mostrar basicamente os grupos de cores e mostrar que rendem muito juntas, principalmente para quem não tinha ideia de que elas poderiam conversar entre si! 🙂

No próximo post da série eu vou mostrar, especialmente para as adoradoras de looks mais discretos, como podemos usar as cores quentes e frias apenas em pontos de cor espalhados numa produção mais neutra. 😉

Considerações:

A teoria das cores é um pouco mais complexa, com diferenças entre tons desde os mais claros aos mais escuros, dos mais vivos aos mais opacos numa mesma família de cores, por isso tentei simplificar todas as explicações de forma que a maior parte dos leitores que não conhecem o assunto a fundo, possam arriscar mais nas ideias de forma prática.

Para quem quiser conferir meu post anterior sobre ideias com combinações de cores, só clicar aqui.

Compartilhe nas redes sociais
pinterest: pinterest
tumblr:
google plus:

Gótica suave e feliz no calor

Depois do dramalhão nada relevante pro mundo do post anterior, rs, sentei e resolvi focar em ideias boas pra quem também não tá muito animada pra se arrumar nessa época do ano. Eu adoro vestidos com mangas, mas o que acontece? Morro de calor com eles. Então, quando provei esse macaquinho durante um trabalho na semana passada, eu pensei o quanto ele estava alinhado com o que expus naquele texto!

macaquinho-verao-hvaoff-4

É uma peça simples, mas que funciona bem para as altas temperaturas e serve para vários programas. Ele é soltinho – o que garante que o corpo fique arejado, sem nada grudando –, acinturado, o que é outro detalhe fundamental, pois engordei um pouco e perdi a minha cintura, por isso estou catando mais peças que deem alguma impressão de curvas; e ele não só não tem mangas como as costas ostentam um decote!

Minha única questão era a estampa, que parece ser fofa (vocês viram aqui que não faz parte do meu estilo), mas a real é que os desenhos são bem no estilo old navy, o que já traz mais atitude. Ah, e é preto, cor que mais sinto falta de usar no verão! #góticasuave

macaquinho-verao-hvaoff

macaquinho-verao-hvaoff-5

macaquinho-verao-hvaoff-6

macaquinho-verao-hvaoff-2

Macaquinho Liritty – 119,90
Brincos Delicatta, que ganhei em Natal
Espadrille Felipa – 100,00
Bolsa Adô Atelier antiga – 280,0
Pulseiras Luiza Dias 111

fotos: Denise Ricardo

Adorei também o fato de ser um macaquinho e não um vestido, o que garante mais conforto inclusive se eu quiser andar de bicicleta. Em outras estações eu posso jogar por cima uma jaquetinha jeans com tênis, ou jaqueta de couro com meia calça e sapatilha e mudar completamente esse ar jovial cute-cute dele 🙂

Estou trabalhando com a máxima de não entulhar meu armário, então, assim que ele chegou, tirei outra peça com o mesmo “peso”, um vestido que eu tinha há anos e já não usava mais porque estava apertado.

Ai, gente, até me animei, me senti linda nas fotos (obrigada, Denise!) e já usei esse bendito umas 4 vezes desde que comprei. Ó como é importante entendermos mais até sobre o que nos desagrada e o que nos faz feliz em nosso estilo, para que possa reverberar na imagem que recebemos de volta no espelho. Sorrisão mesmo suando bicas hahahah!

Compartilhe nas redes sociais
pinterest: pinterest
tumblr:
google plus:

A inadequada da estação

Todo verão é a mesmíssima coisa: eu finjo que tá tudo bem, mas na verdade eu me coço de vontade de atualizar o armário, até mais do que as outras estações. Acho que, na real, eu me sinto muito deslocada: gosto de camadas, texturas, estruturas e terceiras pecas, mas o calor bizarro é uma prova de fogo constante e irritante. Não consigo me sentir alinhada e, muitas vezes, nem bonita 🙁

look-verao-hvaoff
Alguns dos poucos looks de verão que eu gosto

Num primeiro momento, vejo aquela galera toda good vibes nas fotos com mil penduricalhos (como conseguem usar tanto colar suando?), mil maiôs (ou body?) que já são a novidade da temporada, um novo-velho modelito de chinelo que eu usava aos 17 anos, quando era nadadora (hahaha e eu gosto, já quero de novo), batas esvoaçantes, chapelão e eu acho super legal, mas não consigo me imaginar com na-da daquilo. Não curto batas, achei que arrasasse de chapéu, mas descobri que fico é esquisita (HAHAHA) e, por mais que eu sinta uma vontade louca de comprar todos os maiôs e biquinis que eu vejo, não tenho coragem de pagar mais de 300 contos numa parada que vou usar uma vez por ano (sim, porque essa é a frequência com que vou à praia aqui no Rio, hahahaha).

Minha alegria sempre foi comprar biquini a 14 reais na Saara; infelizmente não tenho feito mais esse garimpo, mas certamente ainda não desconstruí algumas coisas a ponto de achar tranquilo gastar tanto em roupa de banho. Sem querer desmerecer, mas não é um bom custo x benefício pra mim.

Mas ainda assim, mesmo com esse pensamento consolidado, mesmo fingindo não estar muito interessada, confesso: sinto um certo recalque do desfile de lindas peças de moda praia que vejo por aí, sigo as marcas que as meninas linkam, namoro todas, brinco de encher e esvaziar o carrinho…até que encontrei duas marcas que tinham itens legais, estampa e cores bonitas e preço mais lindo ainda – um maiô prateado custou 69 reais na liqui – e arrematei! Estou só esperando ele chegar para montar um post de ideias com looks assim e aí conversamos mais sobre o assunto. 🙂

A real é que acho realmente tudo lindo, mas não consigo acompanhar todas as novidades e me sentir eu mesma. E, se eu tento acompanhar, demoro tanto pra decidir comprar, que, quando eu vejo, já passou a estação, hahaha #piscianismos! Acho o máximo o enfeite, o colorido, o despojado – esse sim eu me identifico, até pela minha carioquice – mas tô tentando não entrar nessa onda boho tropicalista que todo verão eu fico tentada a mergulhar. Dá-lhe influência das redes, né não?

As estampas são outro desafio: até gosto de novidades, mas desenho que não diz nada pra mim, não dá. Uns coqueiros aleatórios, um monte de abacaxi tudo igual…não tenho identificação com nada disso, faço um super esforço pra conseguir olhar com outros olhos as cores e estampas desse período do ano. Maravilhosa foi minha cliente dessa foto, que fazia pesquisas em seu trabalho sobre febre aftosa, e descobriu, numa marca que indiquei, uma estampa que tinha significado pra ela: de vacas!

estampa-verao-vacas
A minha cliente querida em look que montei, super feliz com suas vaquinhas 🙂

É isso. Tem que bater identificação, tem que ter a ver com o estilo, senão não rola trazer pra casa e abandonar no armário. Na real, na real, também não me sinto arrumada só de short jeans e havaianas e eu tento, a cada ano, brincar mais com o que tenho, do que comprar o que eu nem gostei tanto assim.

Eu acho que este é um dos posts mais nada a ver desse blog, rs, mas precisava desabafar e buscar coro em vocês: mesmo que eu me vista inteirinha de todas as tendências calorentas do momento, dificilmente me reconhecerei. Não digo isso em tom desanimado – quer dizer, só o calor que desanima mesmo –, mas eu estou bem, assim, como sou!

Gosto de novidades, mas gosto mais de não gastar meu dinheiro tentando me encaixar. Que dá pra simplesmente admirar quem brilha em meio a tanta luz do verão e se reconhece nele. Que tá lindo também fazer a gótica suave com 40 graus, porque não é toda moradora de cidade praiana que quer usar bolsa de palha com pompom.

O dedinho coça caçando alguns achados, porque ninguém é de ferro, continuo desejando a canga que vira um lindo pareô, mas também celebro os dias nublados que virão para poder dar um pulinho ali na Saara e caçar um monte de equivalente pra gente brincar de tendências do momento. Aguardem, que teremos bolsa, brinco e até maiôs vindos da nossa amada rua de comércio popular, sim. <3

E vocês, também se sentem fora do contexto nessa época? Quais são as formas de se sentir mais interessantes nas altas temperaturas: mistura de cores, estampas, detalhes? Ou quem tem alguma dica de loja de moda praia com preços bons, manda ver aí nos comentários para um segundo post dos sem canga e sem documento do verão 🙂

Compartilhe nas redes sociais
pinterest: pinterest
tumblr:
google plus:

Menos é mais e o minimalismo que abraça

Um breve hiato desde a última postagem e estou de volta! Não gosto de deixar o blog parado mesmo que por pouco tempo, mas enquanto não fotografo novas pautas (vamos começar nessa quarta!), aproveitei para terminar aquele livro que comentei, o Menos é mais, da blogueira precursora do minimalismo, Francine Jay, iniciar um coach de organização (que eu vou contar mais pra frente, mas que já adianto que só no primeiro encontro, foi impactante!) e receber a Rafa para a revisão da organização do meu guarda-roupa, que vai render posts cheios de dicas!

Acho que caiu a ficha que é difícil avançar quando estamos soterrados de pendências e de hábitos que não são bons pra nossa vida e produtividade, e eu passei boa parte da vida com ansiedade como consequência de não conseguir administrar bem meu tempo nem meus compromissos e objetivos. A ideia é entender melhor sobre os métodos e ferramentas para ter mais tranquilidade para tocar minhas ideias, orientar melhor quem atendo e ter paz pra ser criativa, hahaha.

livro-menos-e-mais

O livro da Francine foi mais impactante pra mim do que o da Marie Kondo, que eu nem terminei de ler, btw, achei que era muito radical pro meu gosto, hehe. A autora conduz todos os processos de uma forma mais fundamentada nos limites do outro, observando mais nossa relação com o consumismo e como podemos nos desatar de esterótipos que nos fazem acreditar que existem padrões até para quem quer ter uma vida mais leve.

Um dos capítulos fundamentais diz que devemos aproveitar mais sem possuir. Somos impelidos a acreditar que precisamos ter tudo que gostamos e queremos, mas na prática isso é ruim a longo prazo: ou a casa ficará abarrotada de objetos, com armários sem espaço, ou teremos mil preocupações com a manutenção de cada item, lavar, passar, dobrar, guardar, cuidar da bainha que desmanchou, o botão que soltou, a mancha que ficou.

Eu tinha muito dessa ideia que precisava ter as coisas de estilistas que admirava e, por isso, comprava sem critério; ou quando me identificava com alguma tendência e comprava vários itens para garantir que teria a maior variedade possível; ou ainda, já cheguei a comprar ao menos uma peça de cada coleção especial de C&A que surgisse para dizer que estive ali, como uma pedra fundamental colecionável.

Muitos desses hábitos eu já me livrei desde que comecei a atender, mas esse capítulo foi bacana para sacramentar o que eu já havia percebido. E isso nem se aplicou só nas roupas, mas já coloquei em prática na minha viagem a Praga, onde eu me bastava por admirar tanta boniteza, deixando lá na terra da Bohemia muitos bibelôs, tricôs e lembrancinhas que eu cruzei. Eu gosto de lembranças, mas elas podem permanecer mais intensas na minha vivência. 🙂

Roupas também são adquiridas como se fossem troféus do nosso êxito, da nossa necessidade de pertencimento, de acompanhar a espetacularização até do que deveria ser orgânico, como a moda de rua. Tenho feito esse exercício há mais de um ano, de mergulhar menos nas poses compartilhadas à exaustão, e observar o que de fato é usado em movimento, no calor do dia, entre um ônibus e um metrô. Olha aí os guarda-roupas compartilhados caindo no gosto de quem curte ter variedade no armário sem precisar necessariamente comprar e ter aquela roupa.

Outro capítulo que me pegou pelo cangote foi o que ela escancara que tudo que consumimos tem um impacto ecológico e social, e que nem sempre temos controle das origens e suas informações, por isso a melhor maneira para minimizar isso é cuidar de comprar em pequenos produtores, além de privilegiar itens de segunda mão. Isso eu já aplicava e limei não só o hábito consumo de roupas que eu não gostava tanto assim, como tento pensar mais nas ações dos meus atos pro mundo. Eu falho algumas vezes, mas é um exercício diário e me aflige pensar que muita gente não consegue enxergar isso.

O número de peças ideal varia pra cada pessoa

Fran (a essa altura eu já to muito íntima dessa gringa! hahaha) também coloca que o conceito de suficiente e necessário podem ser bem diferentes e que não existe uma quantidade padronizada, já que cada um tem seu estilo de vida e as suas necessidades. Esse parágrafo me fez dar gritinhos de êxtase, hahahaha! Na época do meu armário cápsula colorido e estampado, eu cheguei a ouvir (ler!) que 46 roupas era um número ainda alto para a proposta.

Ora, esse julgamento é inevitável, mas juro que não entendo quem cerceia a alegria alheia. Ter muita roupa pode ser relativo, se pensarmos que uma saia de paetês é dispensável para quem não é festivo, mas pode significar felicidade para alguém que adora ver um brilho e sonhar antes de encarar busão lotado e um trabalho chato (mas, vá lá: ter mais de 15 só para encher o armário já me quebra hahahha).

Sem falar que eu moro no Hell de Janeiro, que eu suo que nem uma louca, que preciso ter muito mais partes de cima para compor esse armário senão a coisa fica tensa pro meu lado, senão teria que lavar e passar mais as minhas blusas, desgastando mais as fibras e diminuindo a sua vida útil. Portanto, se 46 parecia um número absurdo para quem não vive numa cidade tão quente e úmida, pra uma carioca ou uma piauiense a conta pode fechar redondinha, ou ainda para quem usa o seu armário como acervo lúdico para produções sonhadoras (oi!).

Essa última parte tirou um peso das minhas costas! Longe de mim justificar armário abarrotado (até porque eu batalho para deixar os das minhas clientes bem funcionais), mas penso que devemos compreender que minimalismo serve e muito pra falarmos bem além de números, como, por ex., a origem e cadeia de produção do que consumimos. Serve para estarmos o tempo nos indagando do que possuímos, repensarmos a nossa relação com o consumo e como isso afeta nossas vidas, e com as mídias que nos bombardeiam de publicidade e padrões, se o que temos só funciona para dizer que temos ou se cabe e funciona na vida que levamos.

Do que você gosta realmente? O que te faz feliz? Precisamos tanto de aparências e do novo?

O principal mérito e desafio desse processo, pra mim, é o de arrebentarmos, aos poucos, o entendimento que só cabe ao universo feminino o que é fútil ou em excesso. Serve, inclusive, para repensarmos o contexto em que que o mundo nos coloca, de padrões de beleza normativos e exagerados para alimentarmos toda uma indústria que sobrevive de nos depreciar.

Coincidentemente, a Thais escreveu hoje um post muito bom sobre termos coisas.

Compartilhe nas redes sociais
pinterest: pinterest
tumblr:
google plus: