Conheça suas cores 2.0: o workshop mão na massa!

E chegamos à parte prática do Conheça suas cores, projeto que completou um ano de vida e que vem ajudando muitas pessoas a re-descobrirem seu estilo através das cores! 🙂

Atenção: abrimos também para quem ainda não sabe suas cores, faremos a análise ali na hora! Para quem está na dúvida da diferença, esse é mais parte prática, onde vou ajudar no vestir de cada um, individualmente, após falarmos da parte teórica. O Conheça suas cores é puramente teórico, baseado na análise de cores, com várias ideias a partir dela para impulsionar todo mundo a experimentar suas cores. Então a diferença pro 2.0 é justamente a oportunidade das pessoas levarem suas roupas, juntarmos com as nossas ou as dos espaços onde faremos os cursos para ser uma consultoria de estilo na hora, com montagem de looks sob minha supervisão e direcionamento!

A pedidos, o workshop evoluiu (mais!) e traz essa boa nova pra quem já tem a sua cartela de cores em mãos, mas adoraria ter uma ajudinha extra para coordenar melhor o que tem no armário!

Quem fez o primeiro já recebe TODOS os direcionamentos possíveis e se torna apto a entender melhor coordenação cromática. Esse segundo é um lance a mais, para quem curtiu muito nossos momentos e aprendizado, mas adoraria ter mais essa oportunidade de expandir as ideias com minha consultoria! 🙂

O Conheça suas cores versão 2.0 chegou então! =) E já temos as datas: 14 de abril, sábado, no Rio de Janeiro, e 19 de maio, sábado, em São Paulo!

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E como será?

O escopo é simples: tudo baseado na mão na massa! Parte prática, com suas roupas e mais algumas do nosso acervo, para treinarmos juntas, com minha supervisão e consultoria, esse mundo de possibilidades com nossas cores!

Vamos aproveitar para expandir esse conhecimento, dando exemplos, conversando mais sobre coordenação cromática nos looks, estampas e acessórios.

Com um número limitado a 8 participantes, que levarão as suas cartelas e usarão as suas cartelas recém-descobertas na hora e, em média, umas 10 -12 peças de roupas da dúvida e/ou que gostam mais, além dos acessórios, para pendurarmos nas nossas araras e propormos exercícios de experimentação, prova de looks, sem pressão de certo ou errado, apenas como treino extra no olhar, tirando dúvidas, dando um gás na criatividade e trazendo novas ideias para que você possa continuar em casa!

Cada participante sairá com os exercícios/looks fotografados e a mente fervilhando para continuar em casa o treinamento!

Bora mergulhar mais no armário e usar todo seu potencial? BORA!

Rio de Janeiro – 14 de abril – sábado

Inscreva-se aqui
(quem quiser os dados bancários, mande email para [email protected])

O valor fica em R$500,00 no dinheiro/transferência e R$550,00 para quem parcelar no pagseguro.

Das 12h30 às 16h30, com intervalo pra um café.

O local será o Mercure Arpoador!

São Paulo – 19 de maio – sábado

Inscreva-se aqui
(quem quiser os dados bancários, mande email para [email protected])

O valor fica em R$550,00 no dinheiro/transferência e R$600,00 para quem parcelar no pagseguro.

Das 10h às 14h30, com intervalo pra um café.

O local será o Borogodó Brechó, na Vila Madalena.

Importante!

– Este curso não é voltado para formar consultoras de estilo.

– O workshop precisa de, no mínimo, 5 participantes para acontecer.

Estou MUITO animada com essa parte mais lúdica do workshop e doida pra saber se vocês vão curtir continuar essa viagem colorida! Lembrando que, quanto antes vocês se inscreverem, melhor, assim consigo planejar a agenda, compra de passagem, etc!

Quaisquer dúvidas, manda ver aqui nos comentários ou por e-mail! 🙂

INSCRIÇÃO E PAGAMENTO

Para fazer inscrição você pode clicar no botão do PagSeguro referente ao curso que você quer fazer. O pagamento é em ambiente seguro e você pode pagar através de transferência eletrônica ou de cartão de crédito (com opção de parcelamento). Depois, basta enviar email para [email protected] avisando.

OU pra quem quiser depositar/transferir, basta pedir os dados bancários enviando email pra [email protected] – só peça os dados se tiver interesse real de se inscrever no curso, por favor.

O email é respondido em até 24 horas com a confirmação da inscrição. O PagSeguro avisa quando o pagamento foi feito e se está tudo ok. Não há garantia de vaga sem o pagamento efetuado.

POLÍTICA DE CANCELAMENTO

Atenção! Se houver necessidade de cancelamento de até 7 dias antes da data do workshop, o valor total do curso é reembolsado. A partir daí, nenhuma solicitação de cancelamento será reembolsada — mas é possível indicar outra pessoa para ir no seu lugar aproveitando a mesma inscrição. Desistências de última hora dificultam novas ofertas para participantes com interesse, por isso não dá pra efetuar devolução.

Se a turma não atingir o número mínimo de 5 pessoas, o valor pago pelos outros inscritos será devolvido.

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Cores e o não querer chamar atenção

Já que o grande assunto da vez na minha vida tem permeado, cada vez mais, as cores, estou aproveitando como nunca para trazer mais looks coloridos por aqui.

Um medo que assola a sociedade contemporânea é o de chamar atenção. Fico bem impressionada como é repetido à exaustão “não quero chamar atenção”. Fico pensando mesmo sobre essa frase, porque acredito que estamos aqui para mostrar nossa força, trabalho, dizeres, pensamentos. Mesmo tímidos ou não, a ideia não é pegar uma melancia e pendurar na cabeça, mas respaldar muito de quem nós somos essencialmente no nosso vestir.

Essa vontade de passar desapercebido muitas vezes anula nossa criatividade por puro pavor do que o outro vai pensar da gente. E aí usamos poucas cores, mas o grande lance é que, assim, você chama muito mais atenção do que se estivesse colorido da cabeça aos pés! 🙂

Uma das ideias é de que, se temos uma saia vermelha, pra ela não chamar tanta atenção, usamos com blusa branca, sapatilha tressê bege e bolsa marrom. Pronto, tudo bem neutrinho pra não ficar aquele look aparecido. Aí gente, o lance é que o olhar do interlocutor vai se quedar, duro, vidrado na saia.

E fica ali, um catchup flutuante, porque nenhuma outra peça do look ajudou nessa função de fazer o olhar do outro passear de forma suave ao longo.

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Eita cabelo desbotado hahahaha

Agora, se criamos uma composição que repita aquela informação de cor mais predominante em algum outro ponto da produção (um lenço na cabeça, um sapato com tons próximos, por ex.) ou se aplicamos uma coordenação de cores análogas, complementares, tríadicas e por aí vai (aqui nesse post eu ensino tudo isso e ainda dou dica de um site que ajuda nessa função!), ao invés de ficarmos MUITO coloridas, essa lógica tem explicação científica: cria harmonia, principalmente porque são cores presentes na natureza e isso é reconhecido pelo nosso olhar —> cérebro.

Assim, com cores se complementando de forma harmônica e criando esse link de cima à baixo, o olhar do outro passeia de forma mais suave pela gente, não criando ruídos e nem desequilibrando a mensagem que transmitimos de forma inerente!

Vermelho com azul, por exemplo, se complementam porque são cores primárias (vermelho, azul e amarelo), o que cria uma ideia de look colorido, mas harmônico, sem nada destoando demais, com equilíbrio de informações!

(como eu esqueci de levar sapatos nesse dia, foi esse preto mesmo, mas eu preferia um metalizado, hehe)

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Camisa e saia acervo O Grito
Bolsa Catarina Mina na Santa Cor
Espadrille Felipa no enjoei

Fotos: Denise Ricardo
Produção: Philippe Rudnick

E só para acrescentar a informação: essas cores também estão todas presentes na minha cartela, o que ajuda mais ainda na hora de pensar coordenação cromática no vestir.

Todas as cores da nossa cartela têm harmonia entre si, por isso, se você segue seu armário majoritariamente nos tons da sua cartela, é muito mais fácil criar looks coloridos sem ficar na dúvida! 🙂

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No episódio 1 do podcast Moda Pé no Chão eu falo justamente sobre essa parte de coordenação cromática, escuta lá!

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Brasília: 27/05 tem Conheça suas cores aí!

Vocês pediram taaaaanto e já que estarei aí do lado, em Goiânia, porque não dar uma passadinha na capital federal? Então cimbros que abrimos turma do Workshop Conheça suas Cores em Brasília, no domingo, dia 27 de maio!

Lembrando que mães de bebês e filhos pequenos que não tenham com quem deixar serão sempre bem vindas em todos os meus workshops! E como trabalhamos com datas antecipadas, quem não puder deixar pra última hora e se inscrever, estará ajudando a garantirmos tudo que for necessário pro curso com antecedência! 🙂

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Das últimas turmas em Brasília, em 2017!
27 DE MAIO – BRASÍLIA/DF

Local: CoPiloto
Horário: das 14h às 18h30, com intervalo pro café
Valor: R$500

inscreva-se aqui!
Quem quiser se inscrever por depósito ou transferência, basta pedir os dados bancários por email: [email protected] Por favor, só peça os dados se tiver certeza da sua inscrição

Escopo e informações sobre conteúdo

Leia aqui tudo sobre o conteúdo do curso!

INSCRIÇÃO E PAGAMENTO

Para fazer inscrição você pode clicar no botão do PagSeguro referente ao curso que você quer fazer. O pagamento é em ambiente seguro e você pode pagar através de transferência eletrônica ou de cartão de crédito (com opção de parcelamento). Depois, basta enviar email para [email protected]

O email é respondido em até 24 horas com a confirmação da inscrição. O PagSeguro avisa quando o pagamento foi feito e se está tudo ok. Não há garantia de vaga sem o pagamento efetuado.

POLÍTICA DE CANCELAMENTO

Atenção! Se houver necessidade de cancelamento de até 7 dias antes da data do workshop, o valor total do curso é reembolsado. A partir daí, nenhuma solicitação de cancelamento será reembolsada — mas é possível indicar outra pessoa para ir no seu lugar aproveitando a mesma inscrição. Desistências de última hora dificultam novas ofertas para participantes com interesse, por isso não dá pra efetuar devolução.

Se a turma não atingir o número mínimo de 6 pessoas, o valor pago pelos outros inscritos será devolvido.

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Manifesto de segunda mão

Brechós viraram depósito do consumismo que nos afogou, é fato quando vejo as agendas cheias de horários para análise das peças e pouca gente efetivamente comprando nesses espaços. Retratam um pouco dessa busca desesperada por se ver livre daquela peça que se pagou caro, mas nunca usou – e a tentativa de reaver parte desse preju. Ao invés de liberar espaço, vão nas marcas comprar mais…menos no brechó. Brechó é pra desovar, não pra garimpar, ó que triste.

E entre araras que poderiam ser a solução de um consumo mais consciente e acessível, é comum encontrarmos roupas que foram da coleção de duas semanas atrás da C&A ou da FARM. Doar e vender o excesso parece ser uma boa solução, mas, infelizmente, nem quem é morador de rua tem espaço para carregar tantas vestimentas consigo, nem os brechós estão dando conta de tanta gente ávida por se livrar logo do problema. editado 18/03/2017: refiro-me às pessoas que acreditam que moradores de rua precisam aceitar qualquer tipo de doação, como roupas velhas e rasgadas e, infelizmente, poucos dispõem de espaço para poder carregar consigo tantos pertences. Alguns projetos conseguem receber essas doações e guardar para que eles possam trocar de roupa mais vezes.

Responsabilidade total nossa esse lance de escolher, levar pra casa e depois pensar no destino da roupa que não queremos mais. Colocá-la pra longe da gente não é uma alternativa sustentável a longo prazo.

Sempre me perguntam os melhores brechós – sim, preciso atualizar a lista –, mas eu enxergo todo e qualquer buraquinho que se propõe a vender roupa de segunda mão, sem gerar demanda, como um lugar em potencial para bons achados. Parece que queremos transportar essa vontade de pertencimento de marcas, de um status quo que, na real, não vai valer muita coisa.

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Eu digo isso porque eu gosto mesmo de roupa boa, mesmo quando eu não tinha um centavo no bolso, dava meu jeito de garimpar peças incríveis, diferentes e inusitadas…nos brechós. Antigamente existia aquela ideia de que eram lugares empoeirados, fedendo a mofo e a guardado, com roupas amontoadas – esse cenário eu vi várias vezes em brechós de marcas como FARM, A Brand e Animale, então acho que esse argumento não se torna mais válido como recusa.

Hoje, com a demanda de roupas nesse mundo e a pouca grana da galera, os brechós ganharam esse mundão. Tem brechó de rico que só vende grife; tem brechó que vende coisa boa com preços justos e que até parece uma boutique de antigamente, de tão bacana o atendimento; tem espaço que trabalha uma curadoria porreta de peças incríveis, com tudo limpo, arrumado e estiloso; e tem aquele do bairro, que dá vontade de passar todo dia pra tomar um café.

O resgate pela identificação, pela nossa identidade, valorizar o que se propõe a tornar nosso mundo menos abarrotado de coisas e, melhor ainda, nos presentear com verdadeiros achados com preços que, ALELUIA, podemos pagar, é algo lindo, maravilhoso, digno de se valorizar sempre. Foram os brechós que possibilitarem que eu criasse gosto pelo vestir, e, melhor ainda, me trouxeram essa visão esperta do que realmente importa.

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Macacão, cinto e locação no O Grito Bazar
Espadrille Filipa comprada no enjoei
Brincos Erika Z

Fotos: Denise Ricardo
Produção: Philippe Rudnick 

Usemos mais os brechós como locais de possibilidades e menos de desova; pensemos mais em trocas entre amigas, menos em comprar por comprar, e em armários abarrotados. Brechós revelam identidade única, o vintage precioso da raridade dos tecidos feitos de algodão e linho, das roupas que eram feitas pra durar, que tinham identidade, que eram bem costuradas, marcas que não teríamos acesso mas ganham possibilidade no nosso vestir.

As fotos foram feitas num desses espaços únicos na cidade que revelam ainda o olhar cuidadoso de quem enxerga moda como libertação e que está longe de ser um espaço sujo, com cheiro de mofo e amontoado. Sejamos únicos. Viva o vintage e todo o poder dos itens de segunda mão!

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