O que vestir para o inverno europeu

Hoje vou compartilhar algumas das experiências que tive com viagem no final de outono/início de inverno europeu. Quando começamos a planejar, a previsão de frio para essa época em Praga, na República Checa, seria entre 4 e 10 graus. Acreditávamos que seria um frio mais tranquilo, que já pegamos em outras viagens, mas, sim, quebrei a cara ao pegarmos uma semana que variava entre 0 e -7 graus, hahah!

Assim que eu cheguei, já dividi com vocês a saga em busca de um casaco quentinho, por isso não vou repetir essa história, mas tentarei ajudar pontualmente outras leitoras a se prepararem para viagens de temperaturas mais baixas.

A mala

Ficamos nove dias em Praga, então levei uma mala bem leve, que, na real, poderia ter sido mais leve ainda. Não gosto de viajar com peso, prefiro brincar na versatilidade do que pagar taxa por excedente de peso ou ter dor nas costas e, no final das contas, você acaba usando a mesma roupa quase sempre, só mudando cachecol e gorro, SÉRIO.

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A roupa de sempre, exceto pelo cachecol

Eu não queria mesmo gastar dinheiro com casacos e roupas mais pesadas, já que ficaríamos pouco tempo por lá e não costumamos viajar no frio. Por isso eu tentei me manter lá apenas com o que eu levaria – santa ingenuidade, ainda mais partindo de uma carioca, que nem sabe o que é frio de verdade, hehe.

O que eu levei:

  • um trench coat quente e um casaco – apesar de todo mundo falar que era pra levar apenas um porque eu só usaria ele (o que é verdade), eu não sabia qual dos meus seria mais quentinho. Acabou que nenhum era HAHAHA!
  • duas calças, uma black jeans e uma alfaiataria de lã (que também não adiantaram, porque usei tantas camadas embaixo que não fechavam)
  • duas leggings, que também não usei pelo mesmo motivo acima, ficaram apertadas
  • uma saia de lã (que não usei)
  • dois tricôs
  • duas blusas
  • uma blusa e uma calça térmicas
  • meia de lã e meia comum
  • um par de brincos, rs, único acessório que levei e nem usei muito, porque enroscava no cachecol
  • dois cachecóis
  • duas toucas de tricô
  • uma luva que comprei em brechó e não adiantou
  • uma bolsa (a minha bolsa saco preta)
  • roupa íntima

O que comprei lá:

  • meia calça térmica (numa loja de bairro) acho que custou 12 euros
  • palmilha de lã de carneiro (numa feirinha da rua, super necessária pra aquecer os pés e evitar o frio vindo do chão) uns 6 euros
  • um casaco com parte interna estilo doudoune, que aquece demais (na Mango) e custou 3,900 coroas, o que equivale a pouco mais de 120 euros
  • uma gola de tricô na H&M que custou 8 euros
  • um lenço\echarpe volumoso de lã e um de cashemere para cobrir o pescoço todo e eventualmente o rosto, hahaha que custou 10 euros
  • uma luva mais adequada pro frio (numa loja de souvenir)
  • uma calça preta mais sequinha e dois números acima, na Mango por 20 euros, pra ficar confortável e caber a camada de ceroula + meia calça térmica
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O casaco salvador da Mango: liso por fora e estilo doudoune por dentro

O gorro que comprei no ambulante por 8 euros + a echarpe de cashemere amarradinha por dentro da golona de tricô da H&M:

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Sapatos

Eu fiquei muito na dúvida se levaria minhas botas. Tenho uma de cano longo e uma de cano curto, mas eu odeio usar bota, então fiz a rebelde e levei:

  • um tênis adidas superstar e um sapato de solado bem grosso.

Rolou um arrependimento de leve de não ter incluído a bota, pois acho que o pé teria ficado mais protegido, mas também não sei se elas ficariam muito justas com o tanto de meia que usei, haha

Eu não gosto também de usar sapato novo numa viagem, pois o risco dele machucar é grande, então fui no meu véio de guerra e confortável tênis. Só me arrependi quando fui pra Pilsen e encontrei um chão com neve bem escorregadio. Eu senti muito frio nesse dia e lamentei não ter uma bota quentinha.

Se você tiver uma bota de solado de borracha, não deixe de levar, ainda mais se tiverem pelinhos na parte interna. As marcas que eu via frequentemente nas vitrines – e nos pés – eram Timberland e Dr Martens (que são carinhas). Também avistei muitas daquelas botinhas tipo UGG, bem feiosas, que já falaram que esquentam bem mas na neve podem ficar molhadas. Como eu disse, bem que tentei, mas não achei sapatos baratos em Praga, nem uma Uniqlo ou Primark, que eu não curto.

As roupas térmicas

Passamos na Decatlhon aqui no Rio de Janeiro e garantimos calças e blusas térmicas. Eles têm vários modelos, além de roupas para neve, e o ideal é que essas roupas fiquem bem justinhas (claro que mantendo o conforto, sem apertar) para não entrar nada da friaca. A função é manter o corpo aquecido por baixo das roupas e cada peça custou em média R$49.

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A minha blusa térmica

Os doudounes são os casacos acolchoados de nylon que, além de cortarem o vento, mantém o calor do corpo. Eu acho mais feinho, mas a esmagadora maioria usava um desses, que têm até cinto para marcar a silhueta.

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Doudounes ultra leves e compactos na North Face no Rio de Janeiro, mas caros: quase R$900!

Eu aprendi que não rola fazer a cebola e meter mil camadas: quando entramos nos locais aquecidos, precisamos tirar tudo ou assamos. Um bom casaco, com forro de pena ou com tecnologia que simule pena, é a melhor opção, a que vai te livrar dessas camadas. Foi importante também o casaco ser mais compridinho, assim mais área útil do corpo se manteve aquecida, hehe!

Nessa de fazer turismo, o lance é desapegar e se preocupar apenas em ficar quentinha. Se as extremidades estiverem aquecidas, você ficará mais confortável. No início fiquei chateada, mas depois desencanei, porque a maioria dos turistas ficavam super hiper cobertos, vários com aqueles casacos tipo edredom, com capuz de pelos enormes e muitos com o cachecol cobrindo o rosto todo (eu inclusive).

Comprar no destino ou pegar emprestado?

Se você não tiver como pegar emprestado – o que é a melhor coisa, ainda mais se você não costuma viajar nesses períodos mais frios – a boa é chegar e já comprar o que é necessário no destino.

Procurei casacos aqui no Brasil e foi uma busca inútil: além de não ter encontrado nenhuma opção para esse tipo de frio, os preços eram abusivos.

Eu me virei com lojinhas locais e camelôs que vendiam toucas e palmilhas e saiu tudo bem mais barato por lá, por mais que roupa em Praga fosse meio caro. De qualquer maneira, é no destino que você vai encontrar os casacos que esquentam mesmo, de materiais que você não encontra por aqui ou que custariam infinitamente mais.

Acho que vale a pena vasculhar também aqui no Brasil peças em brechós ou tentar redes de empréstimos, como o Tem açúcar?

O que eu usei

Nos dias que fizeram temperatura negativa, eu usei:

  • casaco mega quente da Mango
  • ceroula e blusa térmicas
  • meia-calça térmica + meia de lã + solado de pelo
  • blusa de manga comprida de lã
  • calça mais justa
  • sapato de solado grosso
  • 2 cachecóis (um bem ajustado no pescoço e uma gola de tricô cobrindo tudo como se fosse colar cervical)
  • luvas e gorro
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Meu casaco em ação e o maxi lenço de lã que eu vi muita gente usar!
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O casacão segurava tão bem o calor, que fui só com essa blusa de lã por baixo pra Pilsen, no dia que nevou, e fiquei de boa!
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Meu look de todo santo dia, rs

Se é que eu fui percebendo que o segredo mesmo era um bom casaco, desses com forro que simulam penas e que sejam o mais leves, impermeáveis e compactos possível. O meu não era impermeável e nem compacto, mas não pesava tanto. Outro ponto ~negativo do casaco é que ele é daqueles “cata-pelo”, tanto que comprei esse maxi lenço de lã e não deu pra usar porque todos os fiapos ficavam no casaco.

Por isso, um outro ótimo investimento foi esse rolinho pra tirar pelos da H&M (ou clothbrush), que depois eu entendi o por quê ter aos montes na loja, hehe: custavam 2 euros e ainda tinha essa versão do adesivo preto, achei genial!

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Onde comprar

– A Uniqlo é a loja mais indicada para comprar roupas básicas de frio a bons preços, mas não achei em Praga. Se tiver uma, vá nela, tem muita opção, melhor custo x benefício. Eles tem inclusive vários modelos de doudoune ultra ligth, que não são tão volumosos!

– Mango, Zara, Primark e H&M

– Brechós

– Camelôs e lojinhas locais (meus preferidos)

– Aqui no Brasil: North Face e Decatlhon

Alguém quer acrescentar o post com mais alguma dica? Escreve aí! 🙂

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O Spa da cerveja em Praga!

Uma das atrações mais esperadas por nós durante a viagem a Praga, na República Tcheca (Checa, mas prefiro colocar o T, haha), foi o Spa da Cerveja – sim, isso mesmo, você fica imerso numa banheira de hidromassagem de cerveja, bebendo cerveja à vontade! hahahaha! O país é o berço das cervejas de baixa fermentação ou, de estilo Pilsen, e além de terem as melhores cervejas do mundo, são os maiores consumidores da bebida per capita do mundo!

Quando uma amiga minha, a Raqz, comentou dele, não tive dúvidas que seria obrigatório passar pela experiência! Pesquisei e encontrei dois Spas: o Beerland e o Bernard, que ofereciam pacotes por quase o mesmo preço, mas optamos pelo Beerland.

Eles oferecem variações dos pacotes, como uma banheira para duas pessoas, duas banheiras individuais ou para grupos de 4 a 6 pessoas, pelo período de 1h ou 2h. Logicamente, dependendo do pacote, os valores são variados, por isso optamos por uma banheira pra nós dois, por 2h, e pagamos 100 euros. Importante: fechamos pelo site mesmo com bastante antecedência e nas semanas seguintes todos os horários já estavam preenchidos.

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Chegamos 20min mais cedo e na mesma hora a recepcionista entregou uma caneca pra cada para já começarmos a nos servir nas torneiras de cerveja (!!!!!!!). No horário, vem a pessoa que nos conduz até o espaço que é reservado, com duas banheiras feitas em carvalho e duas torneiras de cerveja em cada, com opções claras e escuras da Krušovice, cerveja do grupo fabricante da Pilsner Urquell, o produto carro-chefe do país.

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Ela explica num inglês meio macarrônico, rs, dos benefícios do spa. E, calma, ela não joga uns latões litrão de Skol e você fica grudento fedendo a álcool, hahahahah! Na real eles usam o lúpulo e a cevada, que ela coloca in natura na água quente a 37 graus da hidromassagem, enquanto explica o procedimento.

O teor elevado de óleo de lúpulo contribui para a vitalidade geral e ajuda a abrir os poros na pele. A alta dose de vitamina B e enzimas ativas na levedura de cerveja tem um efeito benéfico na regeneração da pele, estimulando o metabolismo, ajudando a remover substâncias nocivas do corpo e aliviar a fadiga e o estresse, resultando em relaxamento mental e físico. Os efeitos continuam após o banho, tanto que eles recomendam que você tome banho somente 2h depois. Eu não fiquei grudenta e nem com nenhum odor.

Quando ela acaba a explicação, fecha a porta e o tempo começa a contar, então tem que tirar a roupa rapidão, por isso quem quiser ir de roupa de banho, já vá logo com ela por baixo. Você fica 25min na hidromassagem dos componentes da cerveja, bebendo toda a cerveja que você aguentar enquanto relaxa.

ISSO É DEFINIÇÃO DE PARAÍSO!

Depois a hidro para e eles recomendem que você passe o restante do tempo deitado numa cama de feno, rs. Eles oferecem roupão, toalha e uns pãezinhos com uma manteiga diferente. Gente, é divertido demais, vale muito!

Quando o alarme toca você tem 10min pra botar a roupa e isso foi tenso, ainda mais meio altinhos de cerveja, hehe. Ainda deixam você à vontade para continuar se servindo de cerveja na recepção, mas achamos melhor parar ali. Estava uns -5 graus e eu estava tão, mas tão quente da hidro, que eu poderia sair de blusa de alcinha que não sentiria frio! Hahahaha, ainda saímos cantando umas músicas do Vinícius, rs.

Óbvio que é meio carinho, mas foi tão, mas tão divertido, nossos amigos comentaram demais as fotos e rendeu muitas risadas, por isso valeu pela experiência!

O mais legal é que parece que em outros países também existem as suas versões de Spa da cerveja, inclusive aqui no Brasil! Dá uma olhada nesse post do Quanto custa viajar.

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Decoração do meu apê: como ficou a sala!

Não banalizem a vida real foi um dos meus textos mais viscerais e, provavelmente, o mais intenso que já escrevi. Acordei às 3h da manhã com aquela história entalada na garganta, os dedos coçando para verte-la em palavras, sentei e foi tudo de uma vez.

Mudar da casa antiga foi o momento mais feliz do ano pra mim. Trocar um espaço que não comportava minhas cores e sonhos para um que pudesse traduzir a nossa essência.

E como vocês me acompanham em tantos momentos, eu faço questão de dividir como tem caminhado a decoração e a organização da minha casinha! 🙂

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O apartamento é alugado, mas isso não diminui em nada nossa satisfação. E, se aquele texto foi uma catarse após uma frustração, ele também trouxe muitas pessoas incríveis que queriam me ajudar a tornar meu lar a extensão do meu sorriso <3

Aquelas palavras tão sentidas fizeram a Carol, leitora desde sempre do blog, querer pegar na minha mão e me conduzir por ideias incríveis. Eu me sinto uma privilegiada por conseguir despertar tantos sentimentos bons, não por ganhar coisas, entendem? Ela foi um desses serumaninhos especiais que trabalharam comigo e me guiaram para deixar tudo mais colorido.

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A Carol Dias é designer de interiores, goiana e residente no Rio de Janeiro há alguns anos, e foi a responsável por traduzir todos os nossos desejos em um projeto para os ambientes da casa nova: sala, escritório, quarto e quarto de hóspedes.

Eu sou consultora de estilo e eu sei que muitas vezes a galera fica com receio de ter alguém impondo sobre nossas escolhas ou acredita que é um serviço inacessível – imagino que seja o mesmo para a área da Carol.

Mas, ó, hoje estamos vivendo um momento em que coaches e consultoras são peças-chave para serem nosso suporte (inclusive para economizar) e entendermos mais quem nós somos, ouvindo, orientando e traduzindo nossas inspirações e vontades em projetos que caibam no nosso orçamento e, principalmente, no nosso estilo de vida.

O primeiro cômodo a ficar pronto foi a sala!

A Carol veio aqui para conversarmos sobre minhas expectativas em relação à casa, entender a nossa rotina e limitações num espaço alugado e com orçamento reduzido, além de pescar tudo o que me inspira e minhas motivações. Eu sabia escolher coisas bacanas, mas sou uma inábil na hora de pensar a decoração, rs!

Minha sala já estava com praticamente todos os objetos, com a parede pintada de azul netuno, só que tudo estava muito desconexo: eu não fazia ideia de como dispor todos os nossos badulaques. Mas eu sabia que queria uma sala extremamente colorida e irreverente, bem a minha cara, para receber nossos amigos com muita alegria.

A Carol apresentou então um projeto que, basicamente, consistia em mudar vários objetos de lugar (estávamos com 3 mesas laterais, não me pergunte como, hehe) e criar alturas diferentes para tornar o espaço mais dinâmico e harmonioso. Ela também fez uma lista do que era bacana entrar, com várias opções, sugeriu a disposição dos quadros, e me ajudou a escolher as plantas e outros itens.

Após conseguirmos fechar quase tudo que a sala precisava ter – que, basicamente, foi trocar os móveis de lugar ou disposição, pendurar os quadros e organizar de forma decorativa todos os objetos – o ambiente foi ganhando forma…

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…e ficou MARAVILHOSO assim! 😀 Ehhhhhhhh!

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Posando depois de arrumar tudo hahahaha!

Eu e Paulo estamos tão apaixonados pela sala que ficamos sempre um tempão parados admirando a decoração! A gente já tinha vários móveis, mas foi incrível ver que o local ganhou outros ares com mudanças tão pontuais! Eu nem acredito que finalmente tenho uma sala assim, chego a emocionar só de ver essas fotinhos :,)

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O sofá foi comprado por uma pechincha na loja OFF da Abra Casa | luminária da Oppa | o quadro é um poster que ganhei numa exposição e emoldurei | as almofadas são da Collector55 e Tok&Stok

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O tapete, da Oppa, foi o toque de mestre da Carol, para criar uma divisão entre os ambientes de jantar, de TV e de leitura.

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A cadeira preta é da Tok&Stok, o rack da Oppa e as plantas são da CADEG!

O vaso de coração é da Tok&Stok; a estante de pé palito é da Oppa e ficou durante anos com os objetos dispostos de qualquer maneira. Nós adoramos trazer algumas miudezas de viagens como lembrança, mas não fazíamos ideia de como deixar tudo com uma carinha mais de Pinterest, hahahaha! A Carol foi quem dispôs todos eles de acordo com temas em cada nicho.

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Esse verdão da planta criou um contraste incrível com a parede, né não? A girafa é meu xodó e foi comprada na FENEARTE, em Recife! Ao lado dela, meu altar, com o São Francisco de Assis batizado nas águas do Velho Chico, que eu dei pro meu pai e depois voltou pra mim.

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Os copos de pinga vieram da Imaginarium e as xícaras são uma mistura: as brancas são vintage dos anos 70/80, que peguei na casa da minha mãe; as estampadas são da Fundação Athos Bulcão e foram presente de leitora; e a laranja eu comprei na Le Creuset.

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Outra dica bacana é essa de empilhar as xícaras e copinhos, criando, mais uma vez, alturas e movimentos diferentes. 🙂 Nos outros nichos ela colocou livros variados sob os objetos.

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As matrioskas compramos em Berlim | a câmera é vintage, estava com a minha avó | garrafa presente da amiga | quadro do Neruda que trouxemos do Chile | cestinha que eu trouxe de Paraty
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Os pinguins/matrioskas são da Frau Bodan (BH), arranjo que ganhei do Trocaria e os músicos vieram da minha viagem a Recife

A mesa de jantar e as cadeiras são da Meu Móvel de Madeira e o pendente Kartell eu ganhei. A mesa ficava grudada na parede, a sugestão foi deixá-la perpendicular a ela, além de deslocarmos essa luminária do meio da sala para a parte central da mesa.

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Esse é o nosso cantinho da leitura, o espaço mais aconchegante da sala! O violão é do marido, a cadeira e a estante compramos há muito tempo na Etna, suporte de planta da F Studio Arquitetura, pendente da Oppa, banquinho comprado em brechó em Tiradentes e a almofada ganhei de uma leitora do blog. Ah, e ainda vamos mandar fazer as cortinas!

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Olha aí na prática, mais uma vez, a tal dica de criar alturas diferentes! O suporte, o banco os livros, os vasos e a cadeira passam essa sensação e deixam o espaço mais dinâmico.

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A mesa lateral de madeira foi doação da minha amiga e a luminária é da Oppa. O carrinho de bar foi sugerido pela Carol, e eu o encontrei na Adoro Adorno, na Fábrica Bhering, por ótimos R$180!

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Quadrinho pequeno de Buenos Aires, quadro da Coca do Brique da Redenção (POA) e as flores do cerrado eu comprei em Brasília

O processo nem sempre é do ritmo que queremos, é preciso paciência, foco e garimpo, mas é tão maravilhoso quando você percebe que falta pouquinho para concluir! Me contem, acharam a minha cara? hahaha!

Ainda estamos caminhando com o projeto do escritório e do meu quarto e em breve vou mostrar aqui, mas me contem se vocês gostaram das dicas. 🙂 Eu espero que tenham inspirado todo mundo a mexer com seus cantinhos, sejam eles simples, pequenos, amplos, alugados ou próprios, não importa: bora deixarmos nossos momentos mais especiais, sempre.

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fotos: Denise Ricardo

Carol, obrigada por vestir meu lar com cores e formas tão lindas e deixá-lo a minha cara <3

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O que você quer para seu estilo pessoal em 2017?

O que você quer para seu estilo pessoal em 2017? A pergunta pode e deve entrar no seu combo de reflexões para o próximo ano. Quantas vezes você realmente parou e dedicou seu tempo para entender mais seus gostos e preferências?

Compreender melhor seu estilo pessoal nem sempre é tarefa fácil, eu tenho noção disso, mas é importante entendermos o quanto o nosso vestir influencia nos nossos dias e, principalmente, na nossa autoestima.

Sei que pode soar repetitivo, mas achei oportuno reunir nesse post várias ideias que reverberei ao longo dos últimos tempos para ajudar na descoberta e construção do estilo de quem me acompanha – e o quanto isso é libertador.

Bora finalmente parar e pensar em você? 🙂

Sair da tríade branco-preto-cinza e arriscar outras formas, cores e estampas

Muitas vezes ficamos super inseguras no trabalho e garantimos chamar atenção apenas pelo nosso serviço, aí dá-lhe cores clássicas e peças lisas. A pergunta que você precisa se fazer é: você está curtindo e tem a ver contigo ou só está se camuflando por trás de roupas que não te representam nem mostram sua melhor versão?

Aqui tem várias ideias para ajudar a entender mais como incorporar mais cores (mesmo que aos poucos) no seu dia a dia. 🙂

Usar mais o que tem e comprar menos

Temos o hábito – e eu me incluo aí – de sair comprando todas as novidades da temporada, que logo deixam de serem novidades, aí surgem mais novidades pra gente comprar, aí as antigas nem foram usadas ainda, começam a ocupar espaço, amontoamos tudo, aí rola preguiça pra tirar tanta roupa na hora de se vestir, então achamos que precisamos de mais roupa.

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Só de ler, já deu pra sacar que esse ciclo é extremamente cansativo e que não contribui em nada para a construção do nosso estilo. Ao invés de achar que precisa ter tudo novo sempre, que tal fazer valer o que foi investido e usar mais o que se tem, explorando todo o potencial do armário?

Tirar do armário e da sapateira o que não gosta, não funciona, nem serve mais

Eu guardava muita coisa achando que um dia conseguiria usá-las, que poderia precisar delas em algum momento, mas a real é que isso aconteceu acredito que apenas uma vez na minha vida – e eu nem lembro direito o que foi. E já fiquei chateada de ter usado algumas roupas pouquíssimas vezes e me deparar com elas mofadas ou manchadas, de tanto tempo guardadas.

Eu sei, eu sei, ficamos com pena do dindin gasto e não nos desfazemos, mas acho que precisamos olhar mais para o que queremos e não lamentar os equívocos, se cobrar menos nesse aspecto e pensar que elas podem ter um destino melhor, ainda mais se forem doadas.

Já foi, que tal pensar agora em guardar dinheiro, viajar, ler, outras coisas que não envolvam acumular coisas. 😉

Cuidar melhor das suas roupas, sapatos e acessórios

Manter e cuidar bem da roupa é uma forma de economia. Roupa não tem que ser descartável, não é nem um pouco sustentável jogar fora em pouco tempo só porque as lojas já oferecem mil outras opções, mesmo que seja baratinho. É dinheiro gasto, é desperdício de materiais, e é não cuidar também da imagem que queremos passar pro mundo.

Quando digo cuidar melhor, envolve desde a pré-lavagem da peça, passando tira manchas em locais mais sujinhos, virando a peça do avesso, colocando em saquinho de roupas delicadas.

Ler as etiquetas e ver a melhor forma de manutenção, se é lavando a mão com sabão neutro, na máquina ou na lavanderia, se estende horizontalmente no varal, se não pode torcer. Passar com ferro em temperatura amena ou adquirir um steamer para evitar queimar o tecido. E pensa aí também na forma como são penduradas, não guardar em saquinho plástico, pregar os botões que caíram…ufa!

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Pra sapatos e bolsas, a mesma coisa: hidratar o couro com hidratante (comum mesmo, sem cheiro!), guardá-los sem coisas dentro e, de preferência, em lugares livres de poeira.

Se manter dá tanto trabalho, mais uma peneira boa a ser feita antes de entulharmos nosso guarda-roupa, né não? 😉

Organizar o armário

Aqui nesse post eu contei mais do processo de organização do meu guarda-roupa e em breve vou falar dos sapatos, quando a minha sapateira chegar.

Se você tirar tudo que é supérfluo ou não faz mais sentido, organizar não será complicado. É importante visualizarmos tudo o que temos e ter à mão o que usamos com mais frequência.

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Comprar e ter apenas o que precisa e que vai fazer diferença

A organização também passa por entender o que precisa mesmo entrar no armário para fazer a diferença no seu vestir. Você precisa de uma coleção de sapatilhas ou de ao menos uma saia mais bacanuda pra você usar em várias situações da vida (inclusive verão e inverno)?

Fazer um inventário, contar de verdade o que se tem, a proporção de partes de cima e de baixo, as cores que predominam e fazer uma lista do que pode entrar, ajuda a manter o foco, a economizar e a deixar o seu armário mais alinhado com as suas prioridades de vida e de alma.

Se cobrar menos e curtir mais o momento

Preciso ter isso, preciso ter aquilo – muitos quereres e pouca mão na massa. Ao invés de acreditar que você só terá o guarda-roupa ideal comprando mais coisas, reserve um tempo do seu dia para eleger uma peça que você nunca usou e experimente algumas combinações com ela. Ou então invente outras com aquela roupa que você usa sempre da mesma maneira.

Crie semanas temáticas: pode ser a semana das saias, a dos vestidos, da cor vermelha e use sua imaginação, busque inspiração no Pinterest ou nos blogs.

Tente não paralisar em frente ao guarda-roupa: experimente, fotografe e avalie. Perdemos muito tempo pensando “e se” e quase nenhum botando a ideia em prática. Se não der muito certo, nenhum bebê panda vai morrer no processo, basta trocar a roupa! 🙂

Prestar mais atenção nas escolhas

Não comprar por comprar faz muita diferença. Antigamente eu nem provava a roupa, já ia ao caixa direto e me arrependia quando chegava em casa.

Nem sempre vou encontrar com facilidade o que quero, mas o processo me faz valorizar mais a minha busca, amar mais o que eu escolhi pra mim. Ser mais curiosa sobre a origem do que compro, se é uma marca local – e eu dou mais preferência por marcas de mulheres -, sobre a origem do tecido, quem costurou, se a empresa pratica mesmo o comércio justo, como aquela estampa foi desenvolvida, como é feito o descarte e reaproveitamento desses materiais.

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Entender que não envolve apenas comprar nas lojas grandes, mas fazer trocas entre amigos ou em feiras de trocas, esperar para ir em bazares anuais ou feiras de novos estilistas, garimpar em brechós e lojas de ponta de estoque, costurar e transformar suas próprias roupas. Ou, se for comprar em lojas grandes, fazer com mais consciência e menos frenesi.

Parece cansativo, mas a ideia é que repensemos cada vez mais as nossas escolhas. Ninguém está dizendo que existe um número ideal de peças, cada um tem as suas necessidades de acordo com seu estilo de vida e profissão, mas o quanto é necessário ganharmos mais a consciência do que realmente funciona pra gente, separando do que era só falsa necessidade. 🙂

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