O boteco do dia: para ser feliz no simples

O que eu escuto com frequência é que não tenho cara de quem vai a bares – principalmente os pé sujo (ou, se você for de Minas, copo sujo!). Pessoal sempre tenta me encaixar nuns negócio phyno, paladar cheio de nove horas…dou conta não. Não me encanta assim, não. E que cara é essa que a gente tem que ter? Hahaha!

Nasci no melhor lado do túnel para curtir o que a cidade tem de mais vivo, pulsante e genuíno. Seja nas manifestações populares, seja nessa baixa gastronomia que traz tantos sabores reunidos e a memória afetiva no que é simples. ✨

É no meio dessas cadeiras de plástico que me reconheço, entre os copos americanos e da risada alta que volta e meia surge das mesas mais acaloradas. Cultura de boteco, pra mim, é onde não existe o certo e o errado, o rico e o pobre: junta mais uma cadeira, traz mais um copo, a cerveja mofada e vamos brindar! 🍻

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Top Boah (BA)
Short Maria Filó
Papete Cowboy de Areia (Cabo Frio/RJ) – to viciada nela!
Brincos Fernanda Torquete (BH)
Bolsa Projeto Bordando o Futuro

fotos: Denise Ricardo

Nesse dia das fotos estava 40 graus de um verão carioca que já chegou com tudo: não existe outra alternativa para esses dias que colocar a roupa com menor área de tecido, hahaha!

Para compensar, brinquei com o mix de estampas e mantive a mesma cartela de cores, em tons frios, nos azuis e verdes. Gosto também de usar shorts nas idas aos bares, principalmente em tons escuros, para poder sentar mais à vontade e, se cair alguma comida nele, não deixar rastros das manchas, hehe!

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Na foto estou com a Filó, figura conhecida do Bar do Momo, que serve com alegria e simpatia os famosos hambúrgueres, sandubas, bolinho de arroz (o MELHOR do mundo), bolovo de bacalhau 🍔🍵 e tantas outras delícias do @toninhomomo.

O Bar do Momo é um tradicional reduto tijucano, onde boêmios de todas as idades se encontram diariamente para desfrutar dos deliciosos petiscos, como o bolinho de arroz, o contra filé alto, diversas fritadas e o famoso maracujá. Fundado em 1986, já ganhou diversos prêmios de melhor butiquim da Tijuca.

ganhou notoriedade com a cozinha inventiva e excepcional, recebendo público de tudo que é canto da cidade para provar os petiscos de alto nível que são servidos por lá. O festival de Hambúrguer, que acontece todas as terças, é um dos mais celebrados por entre os frequentadores, com uma opção até – vejam vocês – de fígado com jiló.

Cheguem cedo, porque o espaço lota, deliciem-se com o melhor bolinho de arroz recheado de calabresa e queijo do planeta e levem dinheiro: o bar só aceita pagamentos em espécie!

Não à toa os funcionários e amigos ostentam na camiseta a célebre frase: “Na Tijuca chegarás…do Momo, não passarás”!

Se é assim, me resigno; sento e fico.

Bar do Momo

R. Gen. Espírito Santo Cardoso, 50 – Loja A – Tijuca, Rio de Janeiro
Tel (21) 2570-9389
Horário de funcionamento: de segunda a sábado, das 7h às 22h

(sigam no instagram a hashtag #querserfelizvempromomo e confiram o cardápio de dar água na boca)

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Não comprei nenhum presente de natal e estou em paz

Eu sempre me afligi nessa época do ano, mas posso dizer que foi agora, em 2017, que me libertei da necessidade de ter que comprar coisas – ou pelo menos estou no processo. A cada ida ao shopping do meu bairro pra sacar dinheiro ou comer, eu fico boba com a quantidade de gente desfilando aleatoriamente pelos corredores, comprando objetos que outras pessoas talvez nunca irão usar ou, pior, numa expectativa louca de acertar presentes.

Não quero dizer que sou um ser superior e todo o resto está errado, mas experimento, a cada dia, a sensação de não me obrigar a comprar, de sair em desespero para encontrar o presente ideal.

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Crédito da arte: Ziraldo

Não, não senti necessidade nem de lembrancinhas para me dizer presente na vida de alguém. Ora, eu o estive o ano todo para quem precisou de mim, meus amigos queridos. Palavras de carinho, presença nos momentos que me fiz necessária, apoio, companheirismo, jantarmos juntos, rirmos e chorarmos na companhia do outro. E, mesmo quando não me fiz presente como gostaria, a certeza que estarei sempre pensando com afeto em quem gosta de mim.

Muitas das coisas importantes nessa vida não são tangíveis. São construídas, são regadas, são perdoadas e sentidas. São maiores, beeeem maiores e não cabem nas vitrines do shopping.

Ontem mesmo saiu a denúncia de fiscais que encontraram bolivianos imigrantes costurando numa fábrica quarteirizada pela Animale, ganhando CINCO REAIS por roupas que custam quase R$700 nas lojas, dormindo próximos às máquinas de costura, trabalhando em horários estendidos, com 1h de descanso, sem água potável, com crianças em meio às maquinas e fiações elétricas.

Uma marca que já exclui pelos valores astronômicos cobrados, que expulsa crianças negras da frente da sua calçada, que não justifica em nada esse tipo de exploração ou de descaso com uma linha de produção contratada. A Animale, aliás, pertence ao grupo SOMA, de marcas como A Brand, FARM, FYI e Foxton.

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A fábrica onde encontraram os bolivianos costurando para a Animale

Que vontade de que se tem de comprar? Da certeza de estar contribuindo para condições degradantes de outras pessoas? Se a marca desconhecia o fato, como nós podemos ter certeza do que estamos levando pra casa? E de vestir uma roupa assim para celebrar…o natal?

Não sair mais comprando por comprar tem sido um alívio na minha vida. Não gera mais ansiedade acompanhar tudo, economizo para o que realmente importa, não faço questão de saber as novidades de tantas marcas, me deixou mais ágil pra me vestir e mostrou um mundo de possibilidades dentro do meu guarda-roupa.

Até mesmo em eventos alternativos a sensação da cópia da cópia, das roupas caras com tecidos que foram comprados no mesmo polo têxtil de outras, a falta de originalidade. Cansativo, repetitivo, pouco acrescentaria ao que eu já tenho.

Sem desespero de “NOSSA ONDE VOU COMPRAR MINHAS ROUPAS AGORA”, até porque, na boa, basta olhar meu armário e ver que eu tenho MUITO. O suficiente para uma vida. Que posso comprar pra substituir quando algo se acabar ou não couber mais. Tem sido uma alegria postar meus looks e perceber que a maioria esmagadora das peças é antiga e está comigo há um tempo.

Para os próximos anos, eu quero mais consciência ainda das minhas escolhas. Essa marca tem mulheres no comando? Como é a relação dela com seus funcionários? Quem está produzindo o que eu visto? Quem realmente precisa de roupas, tem como tê-las? Como melhorar os amigos secretos que participo, direcionando os presentes para a caridade?

Como é sua experiência nas lojas? Você se sente constrangida ao entrar? Sente olhares vigilantes e/ou julgadores, principalmente se não estiver vestida “de acordo”, se estiver “só olhando”, se for negra e/ou gorda? Você entraria em lojas que constrangem outras pessoas?

Uma vez comentaram numa palestra que eu dei: “Mas é muita coisa pra se pensar, são apenas roupas”

Juntem-se aqui com meus pensamentos: são apenas roupas, mesmo?

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Como conhecer e entender seu corpo é primordial na hora de comprar roupas

Volta e meia eu, Mari, recebo comentários e mensagens falando sobre meu estilo e sobre como as roupas que eu uso “caem super bem” em mim – e não necessariamente isso quer dizer que elas parecem me deixar mais magra. Desde que eu comecei a me interessar mais por moda – ler e estudar mais sobre -, criei o compromisso de observar bem meu corpo e minha personalidade, para que eu parasse de fazer compras desnecessárias e entendesse

É quase um fato: mesmo em marcas de tamanhos plus size, sempre preciso levar as peças que compro para fazer algumas modificações. Explico: sou uma gorda com o quadril bem mais largo que a cintura, que por sua vez é bem “desproporcional” ao meu busto – e pra aumentar o tamanho da confusão, sou baixinha. Então já visto saias e shorts do meu tamanho sabendo que precisarei mexer na bainha (já que amo tudo bem curtinho) e fazer uma pence pra ajustar na cintura, e quando se trata de vestidos ou macacões/macaquinhos, é preciso sempre mexer nas alças e no tamanho do busto.

Durante muito tempo, comprar roupas eram um martírio e eu odiava ter que fazer modificações, então eram bem comum eu sair pela rua com as alças caindo, a calcinha aparecendo na cintura. Fora quando eu comprava para determinada ocasião e o prazo vinha sempre “em cima do laço”, daí não dava tempo de fazer as modificações e eu usava a roupa toda tronxa.

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Não faz muito tempo que eu entendi isso. Há uns dois meses, comprei um macaquinho e a loja disponibilizava uma pessoa para fazer os ajustes necessários. O rapaz marcou o que eu pedi, e perguntou algumas vezes se não ficaria curto demais ou mesmo apertado. Eu lembro que respondi “confia em mim”. No dia em que fui buscar a peça, vesti em seguida para provar e o pessoal da marca ficou encantado, dizendo que vestiu muito bem. Quando eu externei, percebi que é disso que se trata o que passei a chamar de “maturidade de estilo”: você conhece o seu corpo suficientemente bem, sabe o tipo de peça que te deixa confortável para cada ocasião e comprar roupa ou se vestir acaba não sendo um martírio – eu, por exemplo, não procuro mais roupas para mim em shopping, pois sei que é certeza de frustração.

O que me ajudou nesse processo de autoconhecimento?

Tirar fotos dos meus looks

Essa é sempre a primeira dica que eu dou. Se olhar no espelho com vontade e com carinho ajuda muito a criar uma intimidade e uma relação de amor com seu corpo, além de conhecê-lo melhor. Além do conforto, é bom “treinar a visão” para sacar o que você acha que fica bonito. O ideal é que faça isso toda vez que se arrumar para sair. Se não tiver ninguém para tirar foto pra você, tira no espelho mesmo!

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Observar os cortes, cores e tecidos e estampas que mais curto

Após alguns dias de fotos de looks já dá pra tentar traçar um perfil. Quais são as cores que imperam no seu armário? E os cortes? Por aqui, vi que vestidos com cintura marcada, shorts jeans curtinhos, camisetas 100% algodão e blusas de alcinha são grande parte. Não tenho nenhuma peça com mangas que não seja 100% algodão. Também percebi a ausência daqueles tecidos tipo poliéster, sintéticos. Sinto muito calor e suo muito usando roupas com esse tecido! Além disso, 99,9% das minhas peças estampadas são florais. São “detalhes” que te ajudam na hora de escolher uma nova roupa e evitam que você leve algo por puro impulso.

Me perguntar por que eu curto aquilo tudo

O ideal é que sua resposta não tenha nada a ver com as técnicas que te fazem parecer mais magra, mais alta, ou que visam disfarçar algo em você. Eu, por exemplo, curto as roupas que me deixam mais confortável e mais fresca, pois sou mega calorenta! Além disso, gosto da liberdade de poder sentar com as pernas abertas, então tenho muito mais shorts curtinhos, jardineiras e vestidos longos, que me permitem ter mais comodidade na hora de sentar. Acho meus ombros lindos, daí o excesso de blusinhas no corte ombro a ombro e também de alcinhas.

Também foi muito útil me olhar com frequência no espelho – nua ou vestida -, além de ler e seguir mulheres com o corpo parecido com o meu nas redes sociais, saber onde elas compram, o que buscam quando vão comprar roupas novas.

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Com a prática, uma espécie de instinto vai sendo criado em você, para que pare de perder tempo com o que não faz seu estilo ou que saiba se uma tendência te agrada ou não. Moda é forma de expressão, fala muito sobre a sua personalidade. Vale a pena olhar pra dentro de você e buscar o que há de melhor. A partir disso, a pesquisa por roupas vai ser menos dolorosa, aposto.

mari-rodrigues-hoje-vou-assim-offMariana Rodrigues
Carioca, 30 anos, gorda. Tagarela de carteirinha, fã de chá gelado e viciada em bons debates na internet. Apaixonada por moda e televisão, escreve sobre esses e outros assuntos também em seu blog aquelamari.com
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Inscrições abertas Conheça suas Cores RJ 2018!

2018 tá quase dobrando a esquina e, com isso, já abrimos as inscrições pro primeiro Workshop Conheça suas Cores do ano! 2017 foi incrível, com 15 edições pelo país de um workshop que surgiu de uma ideia audaciosa, mas abraçada lindamente por vocês. <3

Aguardem mais novidades no assunto! Enquanto isso, quem quiser já pode garantir a sua vaguinha pra primeira edição do ano novo, num novo local mas com a alegria e o conteúdo porreta de sempre! 😉

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Quando: domingo, dia 14.01.2018
Horário: das 14h até as 18h30 com pausa para o coffee break
Onde: Mercure Arpoador
Valor: R$ 450,00
Máximo de 10 inscritos

Aqui tem post com todo o conteúdo do workshop, só para não precisar replicar aqui de novo. 🙂

Para quem é o workshop?

É direcionado para quem ainda não “encontrou” seu estilo pessoal e se perde na quantidade de informações que recebe todos os dias, para quem tem dúvidas na hora de se vestir ou fazer compras e não sabe por onde começar ao montar um guarda- roupa versátil, consciente e atemporal.

Entender sobre suas melhores cores ajuda nesse filtro na hora das compras, a perceber como podemos ser nossa versão mais incrível em várias ocasiões, abre um leque de possibilidades no seu guarda-roupa, estimula a criatividade e ajuda a sairmos da mesmice! 🙂

Ajuda também na decisão de desentulharmos o armário, tirando aquela roupa da dúvida, essa que você nunca consegue usar e que, talvez, a culpa seja da cor, hehe.

As inscrições podem ser feitas de duas maneiras:

Pelo Pagseguro, que dá para parcelar no cartão de crédito (clique pra ser direcionado pro site!)

OU pra quem quiser depositar/transferir, basta pedir os dados bancários enviando email pra [email protected]

INSCRIÇÃO E PAGAMENTO

Para fazer inscrição você pode clicar no botão do PagSeguro referente ao curso que você quer fazer. O pagamento é em ambiente seguro e você pode pagar através de transferência eletrônica ou de cartão de crédito (com opção de parcelamento). Depois, basta enviar email para [email protected] avisando.

O email é respondido em até 24 horas com a confirmação da inscrição. O PagSeguro avisa quando o pagamento foi feito e se está tudo ok. Não há garantia de vaga sem o pagamento efetuado.

POLÍTICA DE CANCELAMENTO

Atenção! Se houver necessidade de cancelamento de até 7 dias antes da data do workshop, o valor total do curso é reembolsado. A partir daí, nenhuma solicitação de cancelamento será reembolsada — mas é possível indicar outra pessoa para ir no seu lugar aproveitando a mesma inscrição. Desistências de última hora dificultam novas ofertas para participantes com interesse, por isso não dá pra efetuar devolução.

Se a turma não atingir o número mínimo de 4 pessoas, o valor pago pelos outros inscritos será devolvido.

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