Básicos não tão básicos: mudando o jeans de todo dia

Eu amo jeans. É meu uniforme dos dias intempestivos, dos dias relax, dos dias que não tenho ideias e quero resolver rapidamente a roupa. Mas eu aprendi a não usá-lo como bengala dos meus looks – é muito tentador recorrer só à velha e boa calça jeans de todo dia e deixar todas as outras paradas porque precisam de um tempo a mais para pensarmos nas coordenações.

Hoje eu recorro às outras boas opções que disponho para não ficar repetitiva, nem muito óbvia, mas as peças em jeans terão sempre lugar cativo no meu coração. Eu tenho preferido os modelos retos e mais curtos para atualizar os looks, mas confesso que adoro quando consigo usar a calça flare escura, justamente por achá-la mais elegante e apta a transitar em diversos ambientes me sentindo mais arrumada que despojada!

Só não a uso tanto porque prefiro com salto ou plataformas e minha prioridade no momento tem sido o conforto dos sapatos baixos. Mas às vezes animo de sair com minha sandália flatform (de solado reto e alto) e por isso vou mostrar alguns pulos do gato para ficar mais arrumadinha quando não to com saco de pensar muito no look, rs!

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Já falei nesse post que adoro recorrer ao hi lo, que é um conceito perfeito para multiplicar nosso guarda roupa com pouco, combinando uma peça mais arrumada com outra despojada ou uma de tecido mais rhyco com outro mais basicão. Nesse caso eu sempre vou para as camisas, e procuro fechar o botão até a gola (um truquezinho para deixar o look mais estiloso), dobro as manguinhas e pronto!

A camisa que também tem me deixado viciada é essa da Comas, uma das marcas com o melhor trabalho de upcycling no Brasil. Toda a criação é feita com camisas masculinas que não passaram no controle de qualidade das marcas, que são transformadas em peças femininas como chemises e até saias! Eu AMO esse modelo que reúne duas camisas diferentes em uma só: acho genial a forma como a junção é feita, reparem na parte de trás da barra que é na verdade a gola da camisa de baixo!

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Essa é a primeira dica: eu não pego qualquer camisa pra usar com calça jeans. Sempre escolho as mais coloridas ou as que tem algum detalhe mais interessante, para não deixar tudo careta/sóbrio demais. 🙂

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Camisa Comas
Calça Renner
Sandália Inbox Shoes
Bolsa Adô Atelier

fotos: Denise Ricardo

Outro recurso que uso pra caramba quando estou de jeans, é o da terceira peça. Gosto sempre de adicionar camadas no combo parte de cima + parte de baixo, recurso que ajuda a nos deixar mais interessantes sem muito esforço. 🙂

Pode ser um coletão como esse que usei pra ajudar a alongar a silhueta (nesse caso ajudei mais ainda nessa ideia com a combinação quase monocromática entre cor de blusa e calça!), pode ser blazer, casaqueto, jaqueta, um lenço coloridão, uma parka, uma camisa aberta por cima: qualquer item a mais que vai ajudar a adicionar cor, textura e forma no básico de sempre. 😉

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O colete escolhido é todo bordado e tem uns brilhos bem discretos, outra proposta boa para balancearmos com a mensagem mais esportiva do jeans. Adoro, aliás, usar esse recurso para algum evento que precisarei emendar depois de um dia só resolvendo coisas na rua, por exemplo.

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Colete Cantão
Blusa Jardin
Calça Renner
Sandália Inbox Shoes
Bolsa Adô Atelier
Brincos Montageart

fotos: Denise Ricardo

Qual foi seu look preferido? 🙂

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A roupa apropriada para viver

No domingo fez um dia maravilhoso de pré primavera aqui no Rio de Janeiro (já sinto saudades dos meus casacos que eu mal usei nesse inverno, rs) e eu decidi passear no Aterro do Flamengo.

Uma programação super carioca que incluiu uma passadinha na Feira da Glória para nos abastecermos de tapioca, algumas paradas estratégicas para tomar água de coco, andar de bicicleta e skate com essa vista arrebatadora ao fundo, sentar na orla da praia para tomar fôlego e recarregar nossa paixão por essa cidade. <3

Eu decidi ir de macacão. Estava sem saco de depilar a perna (foi mal, mas quando os pelos estão maiores eu não curto exibir, hahaha), queria me sentir bonita para o passeio e, definitivamente, aproveitar que ainda não está um calor infernal para usar outras roupas que não sejam short e regata.

Escolhi esse modelito bem fresquinho, com tecido de algodão e linho, num tom claro para combinar com o clima. As pernas dele são mais amplas com uma fenda – o que também refresca. Optei por poucos acessórios, um tênis para reforçar a prioridade conforto, fui pra porta pra sairmos. Aí marido arregalou os olhos: “Como você está arrumada! Nem parece que tá indo ali pro Aterro”.

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Macacão Karamello
Tênis Adidas
Lenço que veio em revista
Bracelete antigo Adô Atelier
Bike alugada no Aterro

Do instagram, eu li: “Você está linda, mas eu não usaria essa roupa pra andar de bicicleta”.

Claro que eu sei que macacões não estão no hall de peças práticas para passeios, principalmente por conta da ida aos banheiros, mas eu realmente não me importo. Eu sei que as pernas amplas e claras da peça poderiam encostar na correia e manchar de graxa (claro que aconteceu), mas também não estava me importando com isso.

Eu queria apenas me sentir linda e não ter que guardar roupa achando que preciso de um evento especial para usá-la. Quer evento mais especial que viver os dias? Que outro convite pode ser mais importante que esse?

Não estava interessada se as pessoas aqui da cidade costumam ir ao Aterro com roupas de ginástica ou de biquini, chinelo e short. Eu estava com uma roupa confortabilíssima, de tecido maleável e fresco, que me permitiu andar de bike por 45 minutos feliz e contente, uma roupa que me deixou feliz. Não me impediu de curtir o dia, pelo contrário: desprendida, ainda sentei no chão da orla da praia e fiquei ali curtindo aquele visual que inebria a alma carioca.

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To torta na foto mas já fui na osteopata, gente, haha

E aí parece que precisamos justificar o tempo todo nossas escolhas, como se fosse um crime se apropriar delas, principalmente se não seguem o que se coloca como norma. “É de linho. Eu estava confortável. Não, não atrapalhou o meu passeio”, uma justificativa seguida da outra, que poderia ser mais simples e se resumir em “Eu saí assim porque eu me curti assim”. 🙂

Não quero saber sobre regras que decretam e normatizam sobre nossas escolhas. Existe adequação, fato – mas se você está se sentindo bem e em nada agrediu o direito do outro de se sentir confortável com suas escolhas, isso não deveria te impedir de se vestir de você.

Roupas existem para serem usadas, para nos acompanharem e ajudarem a nos expressarmos pro mundo. Eu posso manchar esse macacão de graxa nesse passeio, como posso sair com ele para ir a um bar e derramar molho sem querer. Ou deixá-lo mofando parado no armário, esperando aquele momento certo (como se existisse isso), e, ao pegá-lo finalmente, notar um monte de pintinhas amarelas da falta de uso.

Eu posso ir pra casa das amigas de bicicleta, linda e maravilhosa. Posso ir ao trabalho todo dia também de bike, escolhendo só tecidos não muito fluidos. Eu posso ir a pé de um bairro a outro. Eu posso apenas querer parar e apreciar a vista.

Não existe a roupa certa para o momento. Existe a pessoa que você escolhe ser todos os dias pra você. 🙂

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Reflexões sobre a chegada aos 30

Esse ano eu, Mari, completei 30 anos e virei oficialmente uma balzaquiana. Dizem que os 30 são os novos 20, e tudo bem que faz pouco tempo que cheguei ao clube, mas até agora tá tudo normal por aqui, arrisco a dizer que tô até me sentindo mais plena. Durante anos li e ouvi sobre a temida chegada aos 30. Em teoria era uma época de mudanças, de começar a usar cremes antirrugas, de pegar mais pesado na academia porque o metabolismo começa a desacelerar… Acho que nunca li nada de bom sobre a chegada ao clube das balzacas.

Uma das minhas metas desse ano era comprar menos e tentar ser coerente no meu estilo. Quando resolvi fazer uma limpa no meu armário, notei que ele era composto em sua maioria por shorts, camisetas e vestidinhos acinturados. Os calçados variando entre sapatos e tênis moderninhos. Em determinado momento me perguntei se aquelas peças condiziam com uma mulher de 30 anos, e fiquei um pouco encucada.

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Semana passada a Flávia Durante fez um post no blog dela mostrando perfis no Instagram de mulheres estilosas acima de 30 anos. Não me identifiquei com o estilo de nenhuma delas, e, de novo, tive dúvidas sobre estar me vestindo inadequadamente “para uma mulher da minha idade”. Logo depois entrei nas minhas fotos para dar uma olhada nos comentários, e tinham alguns falando sobre como sou estilosa. Lembrei também desse post em que eu falei sobre o significado de vestir bem, e relaxei. A minha idade não entra na lista coisas a serem levadas em conta na hora de escolher uma roupa, sabe?

Não é uma camiseta do Mickey que vai te fazer mais infantil. Um vestido em alfaiataria pode até dar um ar mais maduro ao visual, mas sabemos bem que maturidade tem muito mais a ver com comportamento que com estilo pessoal. A moda também serve para refletir nossa personalidade, e muitas vezes a gente a usa para parecer mais velha, nova, alta, magra… pra esconder o que a gente realmente é.

Ao contrário de tudo o que já li sobre fazer 30 anos, tenho me sentido cada vez mais segura com as minhas decisões, me achando mais bonita e com mais disposição para cuidar de mim. Continuo apaixonada pelos vestidinhos com estampas fofas, pelo combo t-shirt, shortinho e tênis e tá tudo bem com isso. E em outubro meu cabelo vai voltar a ter nuances coloridas, mal posso esperar.

Para quem ainda acha que existe “roupa de jovem” e “roupa de adulto”, gostaria de apresentar Baddie Winkle, a senhorinha mais fofa desse Instagram! Com quase 90 anos, Helen Winkle mostra diariamente pra gente que estilo não tem idade!

🌈🌦✨ @missguided always keeps me bright and happy on rainy days ✨💧🌈

Uma publicação compartilhada por badddiiie 🌈🎱🦋⛈ (@baddiewinkle) em

mari-rodrigues-hoje-vou-assim-offMariana Rodrigues
Carioca, 30 anos, gorda. Tagarela de carteirinha, fã de chá gelado e viciada em bons debates na internet. Apaixonada por moda e televisão, escreve sobre esses e outros assuntos também em seu blog aquelamari.com
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As 100 mulheres coloridas

O Conheça suas cores, esse meu projeto amado e mega ousado, atingiu a marca incrível de 100 mulheres impactadas pelo seu conteúdo.

Eu tento não lotar o blog com postagens sobre os workshops para não ficar tão enfadonho, mas fato é que é desse produto que eu consigo tirar o custo mensal de manter este blog – e que não é pouca coisa entre fotos, programadores, servidor e colaboradores. Sendo o blog a principal vitrine do meu trabalho e uma fonte gratuita de dicas e informação para todos, preciso interiorizar que não preciso ficar receosa de trazer mais da divulgação desse meu produto pra vocês! 🙂

Eu também tô bem orgulhosinha de ter finalmente colocado este bloco na rua, um projetinho sonhado e parido em pouco tempo, com um conteúdo muito porreta, mas que tem tido um retorno tão bacana – o que me faz rever um tanto de coisa dele, para eu não me perder e torná-lo cada vez melhor.

Primeiramente, estava pra escrever isso há tempos, mas o excesso de trabalho (graças), me impediu: fiz uma enquete sobre uma turma carioca no dia 26 agora, tentei, mas eu vi que não ia ser prudente, mesmo sob tanta demanda. Explico:

  1. Estou revendo o espaço. Tô procurando outras salas para alugar, sendo que o ideal para manter o preço seria conseguir parceiros (de espaço, de coffee, de uma série de coisas)
  2. Acho que já encontrei um espaço provisório no Rio, então segurem só um pouco que eu realmente quero abrir mais uma turma em setembro!
  3. Várias meninas pedindo turma aos domingos, acho que posso tentar essa demanda, mas é difícil um lugar que abra nesse dia 🙁

Tive que dar uma parada nas viagens, mas aguardem que em breve quero ir pra várias cidades que não alcancei ainda! 🙂

Estarei em São Paulo para a sua terceira turma dia 02 de setembro, sábadocorre pra se inscrever, menina! 🙂

Agora vou mostrar um pouco das últimas turmas pelas cidades que passei. Essa mulherada que acredita no meu trabalho, que recomenda pra outras mulheres também se libertarem dos medos e ousarem mais. Essas mulheres que apoiam mulheres <3

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Sabrina <3

Em Curitiba eu tive o carinho de receber uma das blogueiras que mais admiro nessa internet, pela forma que conduz seu conteúdo, pelos textos que vão de encontro a muito do que penso, pelo seu jeito querido. A Sabrina já me deixava curiosa pra caramba sobre sua cartela de cores e foi uma alegria e uma honra confirmar pra ela – e depois emendar numa churrascaria, hehehe!

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Galera de Curitiba atenta às dicas!
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Turma mais afetuosa e querida essa de Curitiba!

Antes eu passei por Belo Horizonte para mais uma turma que botou a mão na massa sem medo de ser feliz!

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E por lá eu contei com o carinho e o trabalho como assistente de outra amiga da internet, a eterna moça do Armário Cápsula, a Gabi Barbosa! E, de quebra, tive o prazer de ajudá-la a definir sua cartela, hehe!

No Rio rolou agora mais uma turminha – e tive a presença da minha amiga Fernanda, também blogueira das antigas com seu So Shopaholic! – como uma das inscritas para perceber suas melhores cores. <3

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Turma carioca querida – e eu faço a mesma pose sempre haha!

Em Brasília foram duas turmas, olha a responsa! Foi incrível também contar com tanta demanda e essa diversidade que pulsa na capital federal!

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Duas turmas em Brasília – UAU!

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Obrigada a todas que contribuíram com esse projeto, mesmo que indiretamente! Vamos em frente que em breve teremos novidades e desdobramentos desse formato. 🙂

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