Formação em Consultoria de Estilo comigo no Senac RJ!

Já temos turmas abertas para inscrições no Senac RJ! Quem estiver interessada em se formar Consultora de Estilo e começar a atuar nessa área, a hora é agora!

A minha primeira formação em consultoria de imagem e estilo foi no Senac, em 2012, e foi graças a ela que eu pude estudar e tive um ótimo embasamento para iniciar minha trajetória profissional. Por isso foi uma honra ter sido convidada para dar aulas na instituição!

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Minha oficina de moda no Veste Rio 2016 pela Fecomércio RJ

Como vocês sabem, desde 2015 eu sou docente do Senac, que é conhecido por seus cursos profissionalizantes com profissionais atuantes no mercado e custos mais acessíveis, com possibilidade de bolsa com desconto e facilidade no pagamento.

No site do Senac vocês obtém mais informações sobre o escopo do curso e os requisitos para a inscrição; no total são 60h em que eu me aprofundo com a turma sobre o mercado de trabalho, consumo consciente e o papel da consultora, além da teoria necessária, como análise do tipo físico, teoria das cores, como identificar o estilo pessoal, etapas do trabalho da consultora, como visita ao guarda-roupa e treinamento de lojas, divulgação e como cobrar pelo serviço, entre muitos e muitos outros.

É um prazer e uma alegria saber que rola muita dedicação para todo mundo sair das aulas mais contestadores, pensantes, com ideias renovadas sobre a profissão, além de conseguirem botar a mão na massa para já entenderem na prática, em sala de aula, todo o processo do trabalho.

A previsão para as aulas na unidade Copacabana, é com início dia 09/05, às terças e quintas, das 8h às 12h.

Mais informações para inscrições, no site ou no telefone do Senac (21) 4002-2002

Quem quiser ver possibilidade de bolsa, pode mandar email para o coordenador Eli Dias: [email protected]

Vejo vocês em sala de aula! 😀

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O seu olhar sobre você

A gente pode ter uma mania bem ruim de nos sentirmos menos que os outros, de entrarmos em comparação o tempo todo – não digo que todo mundo é assim, mas acredito que muita, mas muita gente pensa dessa forma.

Não sei que treco que dá nas pessoas que elas têm uma necessidade incontrolável de depreciar quem está na sua frente, rir da roupa, do cabelo, menosprezar as atitudes, ou então de olharmos outra pessoa posando numa foto e acharmos que ela arrasa e nós, não. Deixamos nos tomar por excesso de estímulos e consumo, o que acaba nos distanciando de quem nós realmente somos e acreditamos. Nos tornamos enclausurados e desacreditados no nosso potencial, nossas crenças e idiossincrasias.

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Crédito: ilustra de Laysa Almada

Durante muito tempo eu fui retrucada em inúmeros aspectos e momentos da vida, por isso é muito comum eu me sentir insegura e me colocar pra baixo, acreditar que alguém bem aquém do que eu poderia ser. Passamos a achar o nosso trabalho um equívoco, que somos uma fraude (descobri depois que isso tem nome, chama-se síndrome do impostor), que não montamos looks de sucesso e por aí vai. E é por isso que é comum encontrarmos mulheres que achamos perfeitas se sentindo um lixo, com problemas de auto imagem.

É um exercício diário (quase uma musculação) pensar que eu sou linda, inteligente, gente boa, que meu trabalho é muito bom, que meu blog tem relevância. Todos os dias eu sento e penso que amo o que faço, que eu acredito na minha capacidade, que minha casa é meu templo, que eu faço as coisas da melhor maneira que eu puder.

E todas as vezes que eu me senti simples demais ou com uma cara de cansadinha, aconteciam coisas que provavam que não precisamos ter essa visão errônea sobre nossa aparência e nosso jeito de ser. No dia que eu tava achando meu cabelo feio, uma moça me parou pra perguntar onde eu corto ele. No final de semana em que eu me senti menos estilosa, veio site tirar foto da minha roupa. No dia que eu estava me achando simples demais, encontrei uma youtuber que adoro e ela tinha acabado de descobrir e devorar meu blog.

Sabem porque isso acontece? Por que quem segue sua essência, se revela autêntico e isso é perceptível ao mundo – e precisa ser também pra gente. Quando somos fiéis a nossa identidade, ela se revela em nuances, se torna clara em todas as nossas escolhas, nos diferencia e nos faz infinitamente mais interessantes.

Quando reconhecemos que estamos em constante aprendizado e nos fortalecemos disso, temos um guia para nossas decisões e dificilmente cedemos às pressões externas. Eu parei de perder tempo e dinheiro comprando a roupa para ficar descolada, por ex, para tentar ser um destaque para um grupo ou como a mídia diz que eu devo ser.

É nesse momento que temos que nos fortalecer para não deixarmos nos afetar com tanta informação, tendências e modismos e voltarmos mais o olhar para quem somos e para o que realmente precisamos.

Eu agora estou com um grupinho de amigos queridos que regulamos todos a mesma faixa etária e saímos quase toda a semana juntos. Somos três mulheres e um cara, e é muito bonito ver o quanto nos colocamos pra cima. Às vezes me sinto triste e eles vêm me chamar de linda. Às vezes um está mais carente e todo mundo sai pra tomar café juntos, num domingo mesmo.

Então eu tenho feito alguns exercícios muito importantes: ouço o elogio, agradeço. Se eu vejo alguém, elogio qualquer coisa naquela pessoa. Eu distribuo elogios para me sentir feliz. Eu me olho no espelho com um olhar mais generoso, na tentativa de não abrir brecha pra nenhum sentimento de autocomiseração.

Ser genuíno é uma das nossas maiores forças. Ninguém te tira isso, ninguém deveria conseguir nem derrubar esse sentimento. É normal às vezes se sentir pra baixo, mas vamos fazer esse exercício de não nos reprimirmos, nem buscarmos apenas as referências externas, a aceitação do outro.

Se agarrem nas suas essências e continuem. Em frente, sempre. <3

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Alô, Salvador! Tô chegando!

A gente sabe que venceu na vida quando a Bahia te chama, e um chamado desses a gente não pode recusar! 😀

Dias 28 e 29 de abril eu estarei em Salvador para participar do Fashion Revolution Week da cidade, conduzindo uma roda de conversa com outras profissionais do meio. Mas antes, você conhece o movimento?

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“Em 24 de abril de 2013, 1.133 pessoas morreram quando o complexo de fábricas Rana Plaza desabou em Dhaka, Bangladesh. Muitos outros ficaram feridos. Hoje, catástrofes sociais e ambientais continuam acontecendo na indústria da moda, em vários lugares do mundo.

O Fashion Revolution Day diz basta. Como consumidores, não sabemos mais quem faz nossas roupas e não sabemos o verdadeiro custo das coisas que compramos. Precisamos de mais transparência, já que a compra é só o último passo em uma longa jornada que envolve centenas de pessoas. 24 de abril é o Fashion Revolution Day, em que estilistas, celebridades, lojas e marcas de todos os tipos, produtores de algodão, operários, ativistas, ONGs, jornalistas – e qualquer pessoa que se preocupa com o que veste – se reúnem para dizer o mesmo. As pressões e complexidades da indústria global tornam a sustentabilidade difícil, mas a campanha tem esse propósito, apresentar soluções sustentáveis realistas.”

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O evento é global e eles estão programando aqui no Brasil uma semana especial em várias cidades (clique aqui para saber se vai rolar na sua ou como você pode participar!) com palestras, eventos, eventos de trocas, mesas redondas com profissionais da área e ativistas.

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DATAS DOS BATE PAPOS!

Na sexta, dia 28 de abril, às 9h, vou participar de um Bate papo com blogueiras locais, só para convidados, para discutirmos sobre o nosso papel na produção de um conteúdo que sensibilize mais pessoas sobre a questão da cadeia produtiva em moda, estimule menos consumo ou que seja um consumo mais responsável.

No sábado, dia 29 de abril, das 9h às 12h, no Lalá Multiespaço (Rio Vermelho), também vou participar do Bate Papo Faça Algo! Caminhos para uma moda diferente, com Marina Colerato (Modefica / SP), Kiko Kislanky e Zé Pimenta (Euzaria), André (ONG Repórter Brasil / SP) e Ana Soares (Hoje Vou Assim Off). Em breve divulgo o link para inscrição e a entrada é gratuita.

Aqui tem o link do evento no facebook para vocês acompanharem o restante dessa programação que está in-crí-vel!

Eu estou muito honrada de participar e saber que podemos ser a ponte entre os movimentos e as leitoras, o consumidor final. O Fashion Revolution vem crescendo e os eventos estão ficando cada vez mais maravilhosos, com muito conteúdo e ideias boas!

Convido todo mundo que me acompanha para ir lá conversarmos sobre o assunto, além de ganhar um beijo, hahaha!

Em breve divulgo as inscrições, assim que abrirem.

Espero vocês lá, suas maravilhosas!

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Demorou, mas chegou: moda plus size com preços acessíveis

Foi-se o tempo em que precisávamos quebrar o porquinho para comprarmos uma peça em lojas especializadas em moda Plus Size. Com a grande quantidade de  mulheres clamando por roupas que as atendessem em lojas fast fashion, não demorou para que pipocassem lentamente as coleções de tamanhos maiores nessas lojas.

Lojas de departamento como Marisa e Pernambucanas deram o passo inicial na moda jovem para mulheres gordas – ainda assim precisávamos garimpar naquele cantinho das “araras especiais” cheio de cortes meio estranhos, tecidos de qualidade duvidosa e estampas que pareciam aquelas capas de sofá antigas. Há quase um ano, a Renner lançou a Ashua, com peças que vão até o tamanho 54, mas só está disponível no e-commerce. Não chega a ser preço popular, mas tá na categoria de grandes redes.

Uma das lojas fast fashion que vem apostando no nicho Plus Size é a Leader. Sou suspeita para falar, porque desde que descobri a T-plus (marca de tamanhos maiores da rede) voltei a usar short – não bermudas!- jeans, peça que eu amo. Geralmente essa grandes redes vendem bermudas, mas a Leader tem o corte de short mesmo, mais folgadinho nas pernas. A linha Plus Size deles vai do 46 o 56 e eu visto o 54 nos shorts de lá e 50/52 nas blusas.

Estive na loja do Center Shopping Rio, em Jacarepaguá para buscar novidades da coleção outono/inverno, mas quando cheguei lá tive uma surpresa chata: não tinha nenhuma pecinha sequer da nova coleção no tamanho 54. Tinham algumas 52 e algumas 56, mas, 54, nenhuma. Em contrapartida, tinham várias araras da coleção de verão remarcadas e ainda restavam algumas pecinhas no meu tamanho, então resolvi dar uma chance.

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Short jeans – R$39,90
Camiseta mullet  R$29,99

Achei essa camiseta um arraso. Peça curinga, vai bem com shortinho, calça jeans ou legging. É fresca, tem a malha fininha e gostosa, além de ser super confortável. O short tem uma pegada destroyed, sem costura na bainha. Como eu sou uma gorda de quadril muito mais largo que a cintura, sempre preciso fazer pence pra não ficar com o cofrinho à mostra, haha. Além disso, ser baixinha faz com que os shorts fiquem compridos em mim, daí sempre dou uma encurtada básico. Nesse não precisaria, achei o comprimento ótimo para o meu tamanho.

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Short jeans – R$39,90
Camiseta Mickey – R$39,90

Essa camiseta foi paixão à primeira vista, e vasculhei pela loja inteira para ver se não havia uma tamanho 50 ou 52 perdida entre as araras. Nunca tinha visto uma t-shirt de tamanho maior nessa pegada mais pop em fast fashion, mas a 54 praticamente me engoliu. Usei o mesmo short, pois, como eu disse, haviam pouquíssimas peças no tamanho 54, hahaha.

Citycol aposta em tamanhos maiores por preços populares

Mais popular que a Leader, a Citycol é uma rede de lojas que vende roupas bem baratas. Há alguns meses lançaram uma linha Plus Size, e estive lá para conhecer e experimentar algumas peças. Geralmente são camisas e vestidos de malha, mas vi também algumas bermudas jeans.

É importantíssimo termos lojas como a Citycol oferecendo tamanhos maiores, pois existem muitas mulheres gordas com uma renda menor e que tem sérios problemas para conseguir comprar peças que as caibam. Popularizar o mercado da moda Plus Size é um caminho sem volta, e eu espero que muitas outras lojas sigam o exemplo da Citycol.

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Camiseta de gatinho – R$14,99
Vestido com listras- R$39,90

Experimentei essa t-shirt de gatinho e ficou bem confortável no corpo. O tamanho dela era G2 e a atendente no provador não soube me explicar equivalência para números, mas acredito que seja o tamanho 50, já que ficou mais justinha.

Confesso que achei esse vestido listrado uma gracinha, mas com as listras pretas e brancas. Infelizmente só havia tamanho G deles (da linha plus), e o meu tamanho era GG, então vesti o rosa. Ficou bem bonitinho no corpo, do jeito que eu gosto marcando a cintura.

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Blusa ciganinha tamanho G (linha reguular) – R$29,99

Como de costume, garimpei também pelas peças de tamanho regular e achei essa ciganinha fofa. Ficou um charme, quase um cropped – e creio que a intenção dela não era essa -, mas achei o tecido muito fino, imaginei as marcas de suor no corpo em um dia mais quente. Também fiquei desconfortável quando tentei levantar os braços, deu aquela segurada na cava, o que limitaria abraços, por exemplo.

Infelizmente roupas para gordas ainda em sua maioria caras, mas aos poucos parece que as coisas estão mudando. E vocês, tem dicas de onde achar tamanhos Plus Size com bons preços?

mari-rodrigues-hoje-vou-assim-offMariana Rodrigues
Carioca, 29 anos, gorda. Tagarela de carteirinha, fã de chá gelado e viciada em bons debates na internet. Apaixonada por moda e televisão, escreve sobre esses e outros assuntos também em seu blog aquelamari.com
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