Semana 10 anos: meus sapatos icônicos

Outro aspecto muito relevante nessa década me exibindo pela internet, haha, são os meus sapatos, sem dúvida. Nunca curti muito os modelos convencionais; para vir comigo, meus pisantes precisam ter detalhes, cores, texturas, formas divertidas.

Se eu fui muquirana algum dia com roupas, não posso dizer o mesmo dos meus sapatos – não que eu gastasse fortunas com eles, mas nunca tive dó de distender um pouquinho mais de recursos para eles.

Eu usava muito salto também para as fotos – não pro dia a dia, confesso – e, com o advento de uma moda mais minimalista, descomplicada e priorizando o conforto ao longo dos anos, atualmente sou adepta e militante dos pés livres de sofrimento!

Já fui obcecada por oxfords – cheguei a ter mais de 10 pares, entre comprados e ganhados! –, hoje posso dizer, com orgulho, que só levo pra casa se for pra substituir algum que eu use muito ou algum bem diferente (que ainda amo colecionar). Esse pensamento mudou minha forma de consumo e rendeu o post Sapatos demais, espaço de menos.

O lendário scarpin bronze

Eu não sei nem mensurar a quantidade de looks que esse scarpin protagonizou. Certamente o recordista desta retrospectiva, nenhum sapato barrou o número de vezes que esse cara resolveu a minha vida, seja apenas para as fotos (ja que andar com ele é missão impossível, pela altura do salto e como ele projeta o pé pra frente), seja para eventos e palestras.

Comprado em 2012, filho único de uma liquidação, por R$99, ele quem provou pra esse mundo que sapatos metalizados são os maiores curingas; foi esse brilho esfuziante que permeou os sonhos de tantas leitoras (hahaha), ávidas por um similar pra chamarem de seus!

Podem falar mal do meu cabelo, criticar minhas roupas, mas dele, NUNCA, JAMAIS, ouvi uma palavra contrária. Aliás, recentemente, sim: da pessoa incomodada com a durabilidade e atemporalidade desse sapato magnífico. Como pode, como pode!

O cara é o highlander das sapateiras, porque nem eu sei como ele ainda está de pé (sem trocadilhos)! Recentemente, começou a descascar por dentro, ele resistiu também a algumas mordidas de cachorro, mas o cara ainda está pra jogo, FIRME, e eu já sofro com a proximidade da chegada da sua aposentadoria.

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Deus em forma de sapato!

O indefectível sapato de fusca!

Outro clássico deste espaço virtual: meu sapato boneca com referências de fusca, do desfile do estilista Ronaldo Fraga inspirado em Nara Leão. Lembro que fui na loja dele quando estava em Belo Horizonte, vi o danado na super liquidação, e arrematei. Tenho ele até hoje, só não uso mais: a ideia é colocá-lo numa redoma, qualquer coisa que destaque essa obra de arte pra sempre. <3

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O inesquecível sapato peixe

Outro que marcou a memória de vocês, meu scarpin em formato de peixe, executado pela Mr Cat para o desfile da Neon, de Rita Comparato e Dudu Bertholini, de 2012! Tinha um laranja maravilhoso, masssssss, como eu só podia comprar as promoções, soube que tinha desse pretinho aí por R$99 num shopping do subúrbio carioca, migrei pra lá em busca do danado e consegui! 🙂

Outro que tenho até hoje, acreditam? hahahaha!

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Em 2011 os oxfords ficaram em alta, e esse foi outro arrematado na loja do estilista mineiro, peça de desfile, por um preço show. Só tinha essa cor no meu número, então foi ele mesmo! hahaha! E, adivinhem? SIM, tenho até HOJE!

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Os próximos compõem a curiosa fauna calçadística (sic) que é a minha sapateira: certos pares ainda possuo, outros já se foram, alguns eu só lembrei que tinha graças à pesquisa pra este post! Eita, seria memória de pisciana, ou sapatos demais? Ops!

Genteeeeeee, essa sapatilha de paetês da Santa Lolla foi outra bichinha imortal! EU TENHO AINDA! hahahaha! Só não uso mais e não consigo me desfazer! Ela está intacta, quase não sofreu avarias, o que é algo a ser estudado pela ciência, porque eu usei até dizer chega essa criatura! CHOCADA!

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E quem aí não se recorda da minha inseparável espadrille dourada, da Sonho dos Pés? Como ela foi curinga, como ela resolveu minha vida! #Gratidão #Gratiluz. Fiquei tão órfã, que rendeu um post em que eu buscava uma substituta, mas até hoje essa lacuna não foi preenchida. 🙁

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Scarpin com ponteira neon que arrematei em loja popular por R$69 e até pouco tempo estava vivo #RIP

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Esse amarelo neon, da falecida maria bonita extra, também foi xodó, mas manchou com o passar dos anos 🙁

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Essa rasteira de folhas eu até hoje não sei por que a comprei, rs!

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Ai, como eu amo os metalizados <3 Esse verdinho brilhante foi arrematado por R$40 no enjoei e eu ainda o tenho e uso!

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Minha sapatilha de bico fino também metalizada, da Vizzano: confortável, ia com tudo, estilosa. Durou muito e também permeou os sonhos de quem a viu!

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Essa sapatilha, também um achado, da Luiza Barcelos, tá viva até hoje e eu acho um dos meus sapatos mais elegantes! Usei DEMAIS!

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Meu scarpin diretamente do bazar da Osklen: morro por ele! =D

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Lembram que eu estava atrás de um sapato mais bruto, flatform? Esse da Inbox Shoes é meu amorzinho <3

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Adorava esse, de tecido, da maria bonita extra. Já se foi 🙁

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Outro defunto, mas devidamente bem usado, da Santa Lolla, com cabeça de pantera na ponta e veludo. Pena que apertava meus joanetes! 🙁

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Já esse, fofo demais pra Ana de hoje em dia! Foi embora há séculos, hahaha! Eu só curtia a cor 🙂

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Minha bota de mosca da Louloux <3

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Essa rasteira da Maria Filó é ordinária, mas eu a amo mesmo assim.

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Esse custou um rim, da marca Marcela B, mas já vive acoplado nos meus pés, uso pra TUDO! Essa alpargata é uma delícia de macia e ainda tem uma concha em cima <3

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Meu flatform mais atual, robusto, grosseiro, amo, adoro, mesmo sabendo que vocês o odeiam hahahaha!

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To viciadinha nesses slip ons cravejados, vocês sabem, né?

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Todo meu amor aos sapatos feitos à mão da incrível Laiá Shoes <3

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Esse da NUU Shoes, de BH, também é conceitual, tenso pra andar, machuca…mas me faz sentir muito estilosa! hahaha!

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Minha sandália-declaração-de-amor-ao-Rio do Jailson Marques

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A rasteira que eu usei num casamento: tem cobras nela, eu adoro cobras e insetos! Hehehe!

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E, pra encerrar, meu amado e agora já encardido, tênis branco! Graças a ele, da Adidas, eu nunca mais quis saber de outros tipos de sapatos com salto na vida! Minha ruptura de estilo, uso com tudo, amo todos meus looks de tênis, sou viciada em tênis branco por conta desse carinha aí, adquirido em 2016, acho!

UFA! Morri com essa seleção toda!

Me contem, quem aí já foi digitalmente influenciada pelos meus sapatos? hahaha! Qual vocês mais amam e qual vocês mais odeiam? hahaha! E mais: esqueci algum?

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Semana 10 anos: meu cabelo curto camaleão

Meu cabelo sempre foi um dos protagonistas, se não o maior de todos os aspectos aqui quando falamos de estilo. Eu tive cabelo comprido até os 21 anos, mas era algo meio lambido, sem muita graça, não valorizava meu rosto.

Um belo dia pedi ao cabeleireiro que eu tinha acabado de conhecer pra dar um jeito naquela juba. Na mesma hora ele sugeriu “Posso cortar curto?” “Manda ver”, afirmei, categórica.

Ele cortou, e, quando me olhei no espelho, eu finalmente tinha me encontrado. 🙂 Meu cabelo sempre foi a estrela do meu estilo, não me imagino com nenhum outro corte que não esse.

Desde então eu não deixei mais o cabelo sair do comprimento curto, mas criei algumas variações ao longo dos anos. Até pouco tempo eu era bem largada com algumas coisas, confesso, como pintar o cabelo com qualquer tinta que eu comprava na farmácia. Depois vi o valor de ter um bom profissional colorista por trás (dá-lhe especialização com técnicas que aliam consultoria de estilo à análise facial).

Em 2009, já grisalha, eu fui nessa onda errada de fazer luzes para disfarçar os brancos. Isso é a maior falácia que existe, além de não ser prático, ainda colocaram esses tons dourados/quentes, que não têm nada a ver com meu tom de pele frio. O resultado foi uma aparência mais pesada. Mas, me concentrando no corte e nessa Aninha neném da foto, hahaha, ele era mais compridinho atrás, bem fofo! 🙂

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Em 2009, neném demais hahahaha

Em 2011 eu já estava com o cabelo escuro (ufa), retomando meu contraste alto, parte de trás desfiada e num estilo mais próximo do de hoje.

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O polêmico assimétrico

Em 2012, se não me engano, eu cortei meu cabelo assimétrico, também por sugestão do cabeleireiro. Eu fiquei três anos com esse corte, mais comprido do lado direito e mais curto do esquerdo. Esse corte foi SUPER polêmico, porque durante anos eu li comentários criticando veementemente a ponta mais comprida. Também muita gente se inspirou e fez um corte parecido. 🙂

Ele já teve diversos momentos nesse triênio, com a costeleta maior, com a parte da nuca maior só de um lado, com ambos mais compridos, mais cheios. Já tive momentos de amor e de ódio com isso, confesso!

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Eu gostava MUITO desse corte, porque ele transmitia essa coisa meio transgressora que eu curtia passar na imagem, um leve desajuste, para mostrar que não rolava essa coisa do certinho e previsível comigo.

Durante um tempo eu cheguei a ir pra São Paulo só pra cortar lá, de tão difícil que foi encontrar alguém para executar com algum arrojo esse sidecut.

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Esse, definitivamente, eu odiei, hahahaha

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A volta pro simples

Depois de cansar dessa coisa de desequilíbrio, a falta de praticidade de arrumar e ajeitar a ponta direitinho, eu cortei tudo igual. Queria simplificar minha vida.

Não só pararam de me atazanar com o cabelo (hahahahahaha), como ouvi muito mais elogios e pedidos de referências de cortes. 🙂 De uma certa maneira, penso que eu estava em desajuste interno, um ato de rebeldia que se prolongou, e eu queria chamar atenção de uma forma meio errada por um tempo. Que bom que cabelo é só cortar! 😉

O que varia hoje é o tamanho e o desenho das costeletas, mas tenho deixado a parte de trás, da nuca, mais batidinha.

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Em 2016 eu fiz minhas tão sonhadas mechas azuis. 🙂 Eu queria algo já com as cores da minha cartela, e como azul é minha best color, fui nela! Mas durou um ano, cansei de maltratar tanto o cabelo descolorindo ele, depois ficou difícil alcançar o tom de azul ideal, e abandonei a ideia.

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Aí finalmente chegamos ao cabelo dos dias atuais! 🙂 Um trabalho de luz e sombra, com o topo iluminado em mechas abrindo a partir do meio da cabeça, com luzes em tons neutros, mais adequados à minha pele, de subtom frio.

Também tenho deixado a franja mais curta, já que antes ela caía bem mais pesada e comprida pro lado direito. Também ajeito melhor o cabelo para deixar o topo sempre mais volumoso, valorizando também as camadas. 🙂

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Eu acho que estou na melhor fase do meu cabelo, feliz em entender finalmente o que é melhor pra ele e pra valorizar meus traços faciais. Que momento, meus amigos. Que momento!

Aqui vocês acompanham mais posts sobre meu cabelo, onde corto, como foi a mudança:

Onde corto meu cabelo curto

O cabelo mudou, a cabeça mudou

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Semana 10 anos: análise dos looks 2008-2011

Não tinha como não começar a série de postagens sem escrever da principal mudança ao longo dessa década: meu estilo. Aliás, não gosto de dizer mudança, porque parece que eu transformei completamente meu vestir. Prefiro dizer que aperfeiçoei, que identifiquei o que realmente fazia parte da minha personalidade e características físicas, além do estilo de vida, para replicar essas informações em forma de cores, estampas e formas, na minha identidade visual. 🙂

São quase mil looks (!!!!!), então não deu pra catar todos, nem lembro de todos, na real, haha! Mas tentei ao máximo pontuar alguns para mostrar essa evolução e como podemos pescar mais de quem nós somos, essencialmente. 🙂

Contextualizando a época:

A Ana de 28/29 anos não tinha, definitivamente, o olhar estético da Ana de 39 – e aí viva a maturidade, o autoconhecimento e a evolução das referências – hoje temos muito mais variedade de mulheres mostrando seus estilos nas redes e mais canais de inspiração.

Eu já identificava muita coisa boa em moda, sempre fui bem abusada e entrava nas lojas de roupas bacanas atrás da parte OFF, observando qualidade e acabamento. Foi nessa época que fui morar sozinha, pegava muitos freelas de design e, assim, comecei a gastar mais meu dinheiro com roupas.

O que eu ainda não compreendia bem é que eu não precisava ter tanto e nem mais do mesmo. Também era viciadinha em comprar coisas baratinhas para mostrar no blog e também pra achar que estava me dando bem: ficava ainda muito presa ao conceito do achadinho do que do custo x benefício. Era um momento em que a moda também andava bebem fofucha, estilinho romântico e vintage, com cores pastel, rendas, manguinhas bufantes, vestidinhos godê, saia rodada, estampas miudinhas, oxfords com detalhes ultra femininos…nada a ver comigo, mas né, a gente via, queria usar também.

Eu também fazia umas poses doidas e era bem caricata, pintava o cabelo com casting da farmácia e cada hora ele estava com uma cor, hahaha!

E como recordar é viver – e também é morrer de rir, hahaha – vamos a alguns looks retrôs!

Esse vestido no look de 2011 nem era dos piores porque pelo menos o fundo dele era escuro, menos fofinho – mas eu não tinha nada a ver com essa estampa liberty e esses acessórios delicados.

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Em 2009, quando eu ainda fotografava da minha casa antiga, haha, bem no improviso, e eu nem usava maquiagem. A saia tinha uma estrutura e eu usaria de novo, mas obviamente não com esse conjunto de salto vermelho e regata.

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Essa saia também ganhei, isso em 2010, e, mais uma vez, nada a ver comigo essa estampa miúda de inspiração romântica. Ainda tentei uma mistura de estampas, mas a blusa também tinha esse franzido nas mangas, mais romantismo + colar fofo. A sapatilha salvava com seu bico mais afinada e tachas, mais na pegada do meu estilo mesmo.

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Também adorava algo diferentão, queria impactar mas não entendia ainda como. Aí inventava umas misturas loucas, hahaha, comprava peças até interessantes, mas que, na real, ficavam soltas no meu armário, porque a base do guarda roupa ainda estava muito distante do que eu precisava mesmo.

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Menina demais, cores lavadas demais

Usava MUITO o que me davam, tentava adaptar ao meu estilo, mas não rolava. Também pegava muita roupa doada da família, o que deixava o armário lotado, mas lotado de peças meio nada a ver, como vestidos de malha longos com estampas aleatórias, rs.

Looks mais próximos do meu estilo atual

As próximas fotos já mostram mais o estilo que tenta equilibrar essas fofices com algum peso, seja num tecido mais estruturado, seja numa outra peça menos levinha ou de cores mais fortes, coordenada com o restante do look, sem tantas firulas.

Em 2010, com um short da coleção da maria bonita extra para a C&A e eu já misturava as cores de forma bacana, viva o olhar de designer! hahaha!

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Em 2011, com peças já mais próximas do meu estilo, mais dramáticas/arquitetônicas/geométricas. Só que eu evito malha porque é um tecido mais “desabadinho”, o que me deixa meio desmilinguida, sem ombros, hahaha!

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Esse é outro look que não desgosto, usei muito esse vestido que, apesar de ter renda, era mais diferentão. Eu adorava também esse blazer curtinho da coleção da maria bonita extra para C&A, mas gente, ainda tô muito romântica nos detalhes, como no colar, ombros bufantes, sapatilha rosê e de bico redondo.

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Olhem aí mais exemplos com o mesmo vestido, só que com uma jaqueta metalizada, mais atitude! O mesmo blazerzito tentando salvar a saia que comprei numa promoção e não conseguia usar de jeito nenhum, hahaha! Essas fotos são de 2011 e eu tirava no trabalho, por isso essas tinham esse paredão de concreto, bem no prédio da Prefeitura do Rio, o famoso Piranhão. 🙂

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Nesses looks com o mesmo short, da Isabela Capeto, comprado num bazar. Nessas, eu gosto muito dos das blusas cinza e amarelo – com este eu fui num dos meus primeiros Fashion Rio, aliás! Só trocaria as bolsas e os acessórios. As fotos são de 2011.

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Esses também são de 2011 e eu usaria todos  os dois exatamente assim hoje em dia! Ainda tenho a camisa branca, a bota e o trench coat da coleção da Stella McCartney para C&A. Em ambos o contraste alto do preto e branco valoriza o meu contraste pessoal, além de serem cores da minha cartela.

Também já trazem mais desse peso e estrutura que eu tanto busco nas peças que eu amo e uso agora.

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Esse é de 2009 e, sinceramente, não acho tão ruim. Não usaria de novo, mas gosto da pegada mais roqueirinha, com atitude mais forte, cores que me favorecem e mix de texturas.

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Ainda em 2009, OLHEM ESSA ANA BEBÊ HAHAHAHAHAHAHAHAH

Além de magricelinha (prefiro bem mais meu manequim hoje), eu estava com essas luzes douradas e equivocadas no cabelo, me deixando apagada, rs! Mas vamos focar no look: eu gosto, heim? Usaria, acho que só trocaria essa meia calça e sapatilha por um tênis. Adoro as cores, o grafismo da saia, a proposta com a camiseta. 🙂

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Look de 2008, minha gente, logo após o nascimento do blog!

Eu adorava esse vestido de elanca, se não me engano era da Sandpiper. Já bem mais no estilo minimalista, formas limpas e mais armadas! Só trocaria todos os acessórios, deixando sem cinto, acrescentaria um brincão e qualquer outro sapato e bolsa menos caretas, hehe!

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Look de 2010 e 2011, respectivamente: mais uma vez, estrutura com acessórios mais contemporâneos – olha meu scarpin de peixe ali! Ainda tenho os sapatos, a calça e a blusa, acreditam? hahaha!

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Looks de 2011, com o mesmo conceito. Usaria ambos da mesma forma, ainda tenho as sapatilhas (!!!!!!), a camisa e a calça! E eu AMAVA essa jaqueta, pena que ela já se desfez :,(

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Nos próximos posts eu vou falar dessa percepção de 2012-2015!

Posts em que falo sobre a minha evolução do estilo pessoal

Nesses posts eu relato mais como foi chegar até o estilo que abracei hoje, de como me identifico muito mais com meu guarda roupa, cessando, assim, a necessidade de comprar e de lotar o armário com peças nada a ver. Tem mais fotos neles e análises bem bacanas!

Ideias para descobrir nosso estilo pessoal

Limpezas nas ideias, no armário e no estilo de vida

A estética minimalista me salvou do consumismo

Ainda na estética minimalista

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Semana 10 anos: declaração inicial.

10 anos.

Ou, em bom carioquês, DÉIX ANOX.

Uau.

Nunca estive tanto tempo agarrada em algo. Nada, absolutamente nada, me manteve apaixonada assim por uma década.

O Hoje Vou Assim OFF não é apenas um projeto. Não é somente um blog. Não é um domínio nesse mundo www. Não é um palco para exibicionismos.

Sou eu aqui. Sou eu nesse mundo. São minhas ideias, meus pensamentos, meus desejos mais profundos, meu corpo, minha alma.

Um espaço virtual que me revelou pra eu mesma. Que trouxe reflexões tão profundas para mim. Que me permitiu melhorar como pessoa, aprendendo a ser mais paciente, tolerante, ouvinte.

Não foi apenas uma evolução de estilo, de roupas mais interessantes ou bem cortadas, saindo do baratinho, do achadinho, para uma projeção de conceitos mais elaborados sobre o que é moda e consumo. Sobre a importância dela para a vida da gente, essa vida mundana mesmo, não a dos eventos, apenas; a da mulher que virou mãe e não se reconhece mais ao ver suas roupas; da que emagreceu ou engordou e precisa enfrentar tantos estereótipos e julgamentos; da que trabalha muito, estuda demais, pega trem lotado, cuida de quem precisa, e, quando vê, não se viu mais.

Eu não sou eu, somente. Eu sou vocês. Vocês moram em mim. Residem minhas ideias, numa poética ocupação, uma desordem organizada.

Acordo vocês. Penso vocês. Crio vocês. Visto vocês.

Não conheço (todxs) vocês. Sei fragmentos que vocês escrevem. Que me contam ao pé do ouvido no abraço fraterno do encontro casual. Mas eu sei de vocês.

Após uma década, nosso diálogo é afinado. Sei perfeitamente o que agrada e desagrada a quem me acompanha. Sei o que gostam, o que esperam, o que buscam. Eu sei. É um relacionamento longo, profundo, bonito, verdadeiro. Sincero.

O blog sou eu, que são vocês, que somos nós. Não tem personagem, nem jogada de marketing, aqui é carne, osso, alma. Fibra.

O blog surgiu de brincadeira, mas que brincadeira avassaladora, viu. Que mudou minha vida ali, naquele 23 de abril de 2008. Que me fez entender, finalmente, meu papel no mundo. Minha missão de vida. Ressignificou meus valores e propósitos. Amadureceu minhas ideias. Me pôs em eterno conflito pessoal. Me fez questionar muita coisa, inclusive, também duvidar muitas vezes de mim mesma. Já deixei de dormir, de preocupação, descrente do que estava fazendo.

Nem tudo foram flores: já tive meus momentos com esse cantinho virtual. Já amei escrever pra cá, já odiei na mesma intensidade. Já me senti obrigada a escrever, já me senti leve. Já achei que estivesse fazendo tudo errado, paniquei. Já respirei, mais calma, ajustei aqui e ali, segui os rumos. Segui aqui dentro o que poderia ser mais importante para esse trabalho. Já olhei pro lado e me senti uma bosta, a pior blogueira, a que nunca era chamada pra nada. Já fui cortada de listas e mailings, já me senti estranha em eventos, deslocada de tudo, já me disseram que eu jamais prosperaria sendo tão crítica, já fui excluída, chamada de cópia, ja fui usada e ridicularizada.

Em contrapartida, fui em frente, não esmoreci. Toquei na ferida, disse verdades, fui leal com minha essência e com minha audiência. Enquanto todo mundo me falava pra virar blogueira, eu não só mantive o blog como criei, a partir dele, uma carreira, um nome acima do nome dele, Ana Soares. Formulei cursos por conta própria, fiz eventos sozinha, fotografava com a ajuda de um tripé, escrevia na madrugada, dei perdido em chefe, fotografava no meio da rua na hora do almoço entre um emprego e outro, trocava de roupa também no meio da rua, levava sacolas de roupas dentro do ônibus pra outra zona só para ter mais qualidade nas fotos, sacrificava finais de semana para produzir postagens, chegava de viagens e corria para a C&A para resenhar coleções, diagramava as postagens do celular para subir o assunto com rapidez, mobilizava amigos, marido, mãe, para conseguir fazer mais, atendia cliente de consultoria mas voltava correndo pra diagramar revistas de clientes, escrever conteúdo pago, me maquiar, fotografar sorrindo.

Fiz amigos pelo Brasil todo, fechei trabalhos importantes com marcas grandes, tive o privilégio de apoiar marcas menores, de ajudar, de apontar caminhos, de contribuir pra vida de tanta gente que nem sei, de me colocar nessa situação privilegiada de poder mudar de carreira e viver do que acredito, de ter turmas cheias dos meus cursos, de estar escrevendo um livro.

Não tinha como não ter alma aqui. Não é apenas um corpo sendo cabide de roupas: o sorriso escancarado, que estampa 99% dos looks daqui, denuncia o quanto eu amo tudo isso. Mesmo cansada, doente, não é sacrifício algum fazer o que faço. Eu me considero uma criatura privilegiadíssima. Não fiquei rica com o blog, não comprei casa, pelo contrário, hoje eu tenho 8 pessoas trabalhando comigo e cada curso gera capital para melhorarmos mais e mais a entrega das nossas ideias. Mas como eu sou grata por tudo que me tornei a partir dele.

Aí me liguei que não somos um canto. Somos uma grande comunidade de trocas de ideias e impressões não apenas sobre moda, mas sobre a vida da gente. Aqui é a minha sala de estar mais colorida, o meu boteco mais amado. Onde eu puxo a cadeira e convido vocês a sentarem comigo. Onde eu encho o copinho de cerveja pra gente brindar, enquanto a coxinha está fritando na cozinha. Onde eu pego na mão e digo “vem”. Onde vocês puxam meu braço e me asseguram “Vai, Ana, estamos com vocês”. E a gente se abraça.

Desculpa o palavrão: puta merda, que lindo. Não teve um dia, nesses 3.650 dias blogando e atuando nas redes sociais, que eu não acorde e não ache foda demais tudo isso que construímos, JUNTXS.

Vocês acompanharam uma brincadeira entre amigos, que virou um registro solitário na minha casa. Viram eu dar adeus aos meus entes mais amados. Acompanharam minha transição de carreira. Minhas vitórias. Minhas derrotas.

Com vocês eu não me sinto só. É clichê, mas é real: eu olho pra tela do computador e escrevo, solitária, há muito tempo. Cada comentário é um afago, cada encontro na rua é um combustível. Eu estou aqui, só, mas não me sinto só quando escrevo, porque eu sei que milhares de olhos vão me acompanhar e marejar comigo. Cada comentário relatando algo me ajuda a crescer. A reformular. A estudar. A me aperfeiçoar. A buscar mais excelência. A ampliar o horizonte. Olho no olho.

Gente como a gente.

Essa é a definição que eu mais ouço quanto blogueira, que sou essa mulher que se preocupa, se mantém firme no seu propósito, propósito este que norteou todo esse conteúdo há tanto tempo, os quase 1.000 looks postados.

Mas, sabem, não tem como não ser diferente disso. Essa gente como gente que vocês gostam tanto de me chamar. Não tem, sabem por que? Porque nós conseguimos, de alguma maneira muito linda e inspiradora, estarmos juntos, se apoiando, acreditando e sendo, nesse período todo.

Eu olho pra tela e vejo vocês. Me reconheço em vocês. Resisto e existo pra esse propósito.

Aos nossos 10 anos: meu mais profundo e emocionado, obrigada. Meu coração exposto pulsante. Minhas ideias mais loucas e acertadas. Obrigada! A comemoração é inteira NOSSA!

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Preparem-se para uma semana abarrotada de conteúdo comemorativo, com revival de looks antigos, curiosidades, equipe, agradecimentos, pensamentos, e muito mais. SIMBORA!

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