Guia de vestidos de festa Plus Size

Preciso começar esse post dizendo que vestido de festa é algo que eu não curto. Desde criança tenho isso. Minha mãe conta que quando fui dama de honra em um casamento e tive que usar o combo vestido de festa + meia calça (que também odeio) causei um caos. Não gosto dos tecidos usados nas peças, não me sinto confortável, e a maioria dos modelos de vestidos de festas para gordas foge totalmente do meu gosto, esteticamente falando.

Contei no meu último post que vou casar, e quando meus convidados perguntam qual será o traje para a festa fico meio sem saber o que falar. Como será uma festa ao ar livre durante o dia, não vejo necessidade de pedir passeio completo, embora todo mundo veja casamentos como a oportunidade para se encher de glamour. Tudo bem, cada um pode ir como se sentir melhor, mas coloquei “esporte fino” como um guia para as pessoas não ficarem tão perdidas no que vestir.

Fiz uma pesquisa de lojas que vendem ou alugam vestidos de festas em tamanhos maiores e fui visitar essas lojas e experimentar os modelos disponíveis.

La Linda Plus

A loja fica em Madureira e é enorme. Inicialmente eu achei que só vendia roupas plus size, mas tomei um susto quando vi uma mulher que vestia no máximo 42 no provador. Ela experimentou um vestido lindíssimo e eu adorei o modelo, mas fui informada de que não tinha daquele em tamanhos grandes. Quando a vendedora me mostrou a arara dos modelos no meu tamanho, dei um suspiro triste. Não tinha nenhum modelo mais fluido ou mesmo liso. Todos os vestidos tinham pelo menos uma pedra, uma pérola ou uma renda, quase sempre tudo bem grosseiro. Ainda assim, escolhi dois dos modelos que julguei menos piores, mas saí de lá bem triste. É notório que os modelos mais bonitos só tem em tamanhos menores. A loja tem vestidos até o tamanho 60.

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Por mais que eu dissesse que odeio mangas, a vendedora me empurrou esse modelo. O desconforto tá na minha cara nas fotos! Já o segundo eu achei até mais bonito no corpo, mas acho que não tem nada a ver com o meu estilo

La Linda Plus
Rua Dagmar da Fonseca, 68 – Madureira
Telefone: (21) 2450-1711
De 2ª a 6ª feira das 9h30 às 18h
Sábados das 9h às 17h

Lu Rodrigues

A Lu Rodrigues é uma rede de lojas de aluguel de trajes de festas presente em bairros do Rio e da Baixada Fluminense. Recentemente a rede lançou uma coleção de vestidos de noivas Plus Size, que, na teoria vai até o tamanho 52, assim como os vestidos de festa. Disse teoria porque consegui encontrar vestidos que me vestissem (visto tamanho 54), e um dos vestidos ficou até largo em mim. A variedade de vestidos era boa, mas caía naquela questão de materiais grosseiros e modelagens “sem forma”.

Lu-Rodrigues-vestidos-de-festa-plus-size
Os três vestidos são tamanho 52. O primeiro ficou pequeno (R$450,00), o segundo ficou grande (R$250,00) e o terceiro ficou perfeito (R$890,00)

Lu Rodrigues Aluguel de roupas
Av. Salvador Allende, 6700 – 157 – Recreio dos Bandeirantes
Telefone: (21) 3689-8764
De 2ª a 6ª feira das 10h às 19h
Sábados das 10h às 14h

Ivana Beaumond Moda Noiva

Confesso que eu andava bem frustrada com as lojas que já havia visitado, mas essa me deixou muito feliz. Eles foram de longe a melhor loja que eu visitei, alugam e vendem vestidos até o tamanho 62! Só de olhar dava para perceber que o material usado nos vestidos eram mais delicados, e os modelos também eram bem mais modernos.

Fachada-Ivana-Beaumond

Tudo fez sentido quando fui apresentada ao Roni, o estilista que fica de plantão na loja para ajudar as interessadas nos vestidos. Comentei com ele sobre o estilo de vestido de festa que eu gostaria, e ele trouxe exatamente o que eu descrevi. Juro que quando eu coloquei no corpo, desejei levar aquele mesmo. Caimento, beleza, conforto… tudo perfeito. Como pedi um vestido para noite, ele desenhou em 15 minutos um croqui lindo, me mostrou a renda que usaria, delicadíssima. O preço não é nada off (R$3.500,00 para primeiro aluguel e R$4.200,00 para venda), mas é um vestido sob medida, planejado especialmente para um caimento perfeito no seu corpo. Os alugueis custam a partir de R$350,00, um preço mais leve, digamos assim.

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Apaixonada por esse vestido! Precisaria apenas de um ajuste no bojo e o aluguel custa R$1.800,00

Ivana Beaumond Moda Noiva
R. Guapeni, 38 – Tijuca
Telefone: (21) 2567-5507
De 2ª a 6ª feira das 9h às 19h
Sábados das 9h às 17h

Tutti Sposa

Na mesma rua da Ivana Beaumond tem também a Tutti Sposa. Antes de ir até a loja, liguei para saber sobre os tamanhos, e fui informada que haviam vestidos até o tamanho 60. Chegando lá, perguntei à vendedora sobre os modelos para o meu tamanho, e para minha surpresa, eram apenas três – e o meu tamanho era o maior da loja inteira. Caí de novo no problema de acabamentos grosseiros e modelos estilo “capa de botijão”, fora a ausência de sobriedade nos modelos disponíveis. Achei os preços bem salgados para o tipo de vestido. O modelo rosa sai por R$800,00, e o azul, R$1000,00.

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O modelo rosa me deixou super desconfortável, e o azul entrou naquele pensamento de “até que eu usaria”.

Tutti Sposa
R. Guapeni, 58 – Tijuca
Telefone: (21) 2568-0306
De 2ª a 6ª feira das 9h às 19h
Sábados das 9h às 17h

A partir dessas lojas que pesquisei e visitei aqui no Rio, creio que uma excelente opção seja comprar online. Vou deixar aqui um site que me faz suspirar por seus modelos de vestidos, com um preço compatível com o mercado de vestidos de festa regular: Dolps. A loja, que fica em São Paulo mas vende também pela internet, tem modelos curtos, midis e longos, cores diversas e que custam entre R$179,00 e R$2.000,00!

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Reparem na sobriedade e na elegância desses vestidos! Qual a dificuldade das lojas em fazerem algo tão simples quanto esses e deixarem os modelos mais grosseiros de lado?

Gostaram da lista de lojas? Conhecem alguma outra que possa ser acrescentada nessa lista?

mari-rodrigues-hoje-vou-assim-offMariana Rodrigues
Carioca, 29 anos, gorda. Tagarela de carteirinha, fã de chá gelado e viciada em bons debates na internet. Apaixonada por moda e televisão, escreve sobre esses e outros assuntos também em seu blog aquelamari.com
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Projeto colorido

Desde que um mundaréu começou a se dedicar aos blogs, em 2012 comecei no movimento de não ficar só no online e levar mais desse trabalho realizado para o meu cotidiano, a minha vida, pensando nos frutos já anos depois, como o de agora, 2017.

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Meu trabalho documentado lindamente pela fotógrafa Dani Nogueira.

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Quem acompanha o blog – pelo menos desde essa época – pôde conferir a construção desse novo projeto de vida: estudar, me formar, sair de uma profissão que me causava dúvidas de forma gradativa, fazendo jornada tripla. Tem vezes que dá desespero não dar conta de tudo, mas tenho ficado bem feliz com a construção dessa trajetória.

Os workshops foram esse marco, o produto vendável do conteúdo do blog – que é gratuito e fiel a quem acompanha. Estou criando um desdobramento do Conheça suas cores, serviços ligados ao tema, além de analisar novos destinos pelo país.

Com tanta gente no mercado, penso no quão difícil é conseguir seu lugarzinho sob o sol. Não é moleza, mesmo, não vou iludir ninguém. Já me desesperei, já vi minha conta no vermelho, já duvidei dessa história de viver do que se ama. É um pouco isso, vai – tem uma ralação desmedida, arrasadora, desanimadora, dependendo das suas origens e do público que você quer atingir.

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Mas não foco em resultados mensurados em planilhas e gráficos. Eu continuo com esse único norte, essa fonte do meu radar pras coisas que me preenchem: esse mesmo público, que são vocês. Sem frescura, sem bajulação, sem caô: todo mundo que tá aqui já percebeu que o papo é reto, a mensagem é clara e o esforço é diário.

Não falamos sobre consultora de estilo nesse blog. Falamos sobre a Ana. A Ana que gosta de ajudar outras mulheres que precisem de alguma força. Quer quer encorajá-las e libertá-las para mais cores e menos consumo. Ainda busco essa nominação, tem sido difícil buscar algo que defina esse ofício de uma maneira mais palatável.

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definindo a cartela de cores das participantes do Conheça suas cores

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Em Sampa tiramos várias fotos para essa nova etapa, em que atualizarei os serviços prestados de forma mais objetiva aqui, pra abraçar mais e mais a função deste blog, de trazer conteúdo sério e gratuito, de oferecer novos formatos de workshops, sempre tratando moda de maneira acessível e sem melindres.

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Teste de harmonia dos batons e maquiagem após descobrirem as cartelas

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Em breve eu aviso todo mundo dos novos projetos em consultoria. Enquanto isso, meu obrigada. Tamo juntas, mulherada!

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Marcella Abate, colega e assistente em SP e a turma linda da cidade!

Em tempo: Curitibanas, cadê vocês? Corram pra se inscrever dentro da data limite pro Workshop Conheça suas cores com edição inédita na capital paranaense! 😀

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Eu venci o trauma de arrumar mala

Eu tenho viajado bastante esse ano – a maior parte a trabalho, ok, mas eu tenho um planeta aí em Capricórnio que me deixa super satisfeita com isso, hahaha! Fora a oportunidade de sair e conhecer outras cidades; eu não descanso, saio, vou conhecer os espaços, museus, restaurantes, a pessoa não sossega e volta com olheiras profundas, rs.

Voltando ao assunto inicial, com tantas viagens, a mala de mão tem morado ao lado da nossa cama, com alguns pertences dentro, aguardando o próximo destino. Semana retrasada, Sampa; essa agora, Brasília; a próxima, BH. Espaços diferentes, climas mais frescos que o RJ e outras dinâmicas de cidades, o que varia pra caramba o conteúdo da malinha.

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Não resisto aos azulejos de Athos Bulcão quando vou a Brasília

Eu não suporto arrumar mala – a minha, porque a dos outros eu faço feliz e contente. Tenho essa trava de pirar e me sentir limitada no destino final – e se eu mudar de humor, o que vestir? Tenho que levar todas as peças possíveis para não ser pega desprevenida com alguma mudança de planos ou climática? E se algo fizer falta?

Só de pensar na possibilidade de mudar de ideia (sou mega indecisa, juro) e não ter meu armário ao lado, eu fico tensa. Mas algo inédito tem acontecido. Após iniciar o coaching de organização, eu tenho me organizado e planejado melhor quanto às minhas viagens e isso implicava em arrumar e planejar também a mala, com antecedência, já que eu SEMPRE deixava para o último minuto, daí jogava todas as roupas pretas dentro, fechava de qualquer jeito e esperava chegar no destino final para começar a passar raiva.

Claro que nada conversava com nada, eu me irritava absurdamente e implicava numa ida ao shopping ou brechó para comprar algo que estivesse faltando nos looks (ou seja, um puta desperdício de tempo and dinheiro). Após detectar meu calcanhar de aquiles e o quanto aquilo me fazia mal, eu comecei a arrumar minhas malas com uma antecedência de deixar qualquer um de queixo caído. Se a viagem é na sexta, na segunda já deixo tudo dobrado e separadinho, com todos os looks montados.

Repito muitas vezes a fórmula que deu certo em algum look anterior, complemento apenas com alguma coisa ou outra, e pronto: mala leve, sem correria, e com looks que eu gostei pra caramba.

Semana passada eu me embananei de compromissos, recebi mensagens alertando do frio ártico que estava na capital federal, joguei sem tempo algumas roupas bem quentinhas na mala e, pronto: no destino final, fui surpreendida por temperaturas razoavelmente frias, o que não justificava a quantidade de lã que taquei pra dentro, haha.

Comecei a me sentir um pouco mal com os looks, MAS, surpreendentemente, outro fato inédito me acometeu: eu percebi que todos eles estavam bacanas, mesmo eles não sendo os meus favoritões.

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Quer dizer, improvisei um pouco também, pegando a jaqueta da Manuella, consultora que é minha assistente nos workshops, para colorir mais o look pra foto. Aí nesse caso eu vacilei, podia ter levado uma jaquetinha e não apenas um sobretudão de lã pesado, hahahaha!

Na real o look do domingo pós curso foi esse abaixo, fiz uma mistura de cores e fiquei feliz, principalmente porque foi uma mala sem nenhuma peça na cor preta! NENHUMA (ok, só a bolsa)! Outro fator importante foi viajar com peças que amo e que já usei em outros momentos, aquelas bem curingas e que vestem bem, como essa calça alfaiataria de lã que comprei numa coleção especial da C&A em 2011 e está linda e maravilhosa até hoje (importante frisar que eu uso ela demais).

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Levei:

um sobretudo cinza

duas calças cinzas escuros

uma blusa roxa

uma blusa estampada

uma gola azul de tricô

uma blusa de lã azul royal

um colarzão coloridão e um PB

uma blusa pesada de frio, cinza de gola alta

Levei mais do que eu gostaria por conta do medo de passar frio, mas eu teria viajado feliz só com essa calça das fotos. De ajuste, teria colocado uma saia vinho e uma jaqueta marrom escuro.

Fiquei tão orgulhosa de não ter escolhido nenhuma peça preta – joguei cores e neutros sem ser preto e branco – que percebi o quanto esse processo de se vestir pra si mesmo e se perceber é porreta demais. Eu amo preto e é uma cor que me favorece, mas na prática eu quero testar mais possibilidades, para justamente criar looks mais coloridos e não-óbvios.

Esse post não reúne dicas de malas, mas mostra a minha transformação pessoal também nesse quesito. Claro que fiquei reclamando um pouco que poderia ter levado uma saia no lugar de uma calça, mas não tinha nada errado ou sem sentido ali! Tudo estava coeso, funcionando e com harmonia cromática.

Tenho simplificado ao máximo para tornar esse processo mais tranquilo, repito roupas completas sem medo de ser feliz (o look que usei no workshop do Rio, por exemplo, foi completo pra SP!), e tenho tentado ao máximo não deixar mais a mala pra ser feita no dia.

Tenho ficado cada vez mais surpreendida com a minha leveza esse ano. Sem cobranças de looks incríveis, sem desorganização – método e treino são essenciais nesse assunto – e usando mais e mais o que eu tenho há anos no armário. Quem diria que eu tiraria de letra essa função de mala de viagem.

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Qual é o nosso papel na internet?

Se na era pré-redes sociais o mercado de luxo e a ostentação permeavam um círculo mais restrito, quase inacessível, hoje qualquer um de nós, meros mortais, pode almejar um vestido que custe cinco mil reais, mesmo sabendo que muitas vezes esse valor é quase o triplo do salário médio dos brasileiros.

Em pesquisa recente, o Instagram foi apontado como a pior rede social para a saúde mental dos jovens. Todas aquelas fotos de restaurantes renomados, viagens para destinos paradisíacos e roupas de grife que influencers ostentam muitas vezes faz com que uma nuvem de frustração paire sobre a cabeça da maioria dos jovens seguidores cuja realidade é bem diferente. Confesso que já me senti fracassada ao ver foto de corridinha na praia às 9h de uma quarta-feira, enquanto eu estava dentro de um ônibus, presa no engarrafamento para o trabalho.

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Acho que ainda não comentei por aqui, mas vou me casar esse ano. Estou preparando a festa de casamento dos meus sonhos, e bem, para que ela aconteça, é preciso abrir mão de alguns gastos. Meu noivo e eu demos um tempo de extravagâncias gastronômicas, trocas de presentes, gastos com roupas – toda a nossa energia e grana tá direcionada à festa de casamento e à reforma e decoração do nosso apê. Abrir o Instagram sábado à noite durante um tempo foi gatilho para crises de choro, culpa e aquela sensação chata de que todo mundo tinha uma vida legal, menos eu. Ainda acontece com frequência, volta e meia preciso lembrar que é só uma fase.

A verdade é que daqui a três meses, quando chegar a minha festa de casamento, a minha viagem de lua de mel e quando eu começar a compartilhar detalhes do meu apartamento, vai ter alguém do outro lado se sentindo triste por não estar no mesmo momento que eu – seja por não ter um parceiro amoroso, por não fazer aquela viagem ou por não poder reformar a casa. Certamente ninguém vai pensar que eu passei meses entocada em casa pra que aquilo tudo esteja acontecendo. O Instagram potencializa aquele dito popular que a grama do vizinho é sempre mais verde, e quebrar esse ciclo não parece tarefa das mais fáceis.

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O meu conselho como como espectadora é buscar seguir pessoas em que você possa se espelhar de alguma maneira, com dicas que você possa aplicar na sua vida ou mesmo que te sirvam de motivação para algo. A partir do momento que seguir perfis que tenham um estilo (de vida, de moda, de decoração, etc) parecido com o seu, você vai deixar de se sentir insatisfeito para se sentir estimulado a algo.

Como produtora de conteúdo, creio que o papel de influencer é inspirar pessoas, e não criar desejos fugazes. Quando se fala de moda, é importante sim dialogar sobre tendências, mas não tratá-las como necessidade, o famoso must have. É gostoso sim criar conteúdo, é gostoso ser inspiração para outras pessoas, mas é indispensável assumir a responsabilidade de passar uma mensagem positiva, que acrescente algo à vida de quem consome as nossas ideias.

mari-rodrigues-hoje-vou-assim-offMariana Rodrigues
Carioca, 29 anos, gorda. Tagarela de carteirinha, fã de chá gelado e viciada em bons debates na internet. Apaixonada por moda e televisão, escreve sobre esses e outros assuntos também em seu blog aquelamari.com
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