21 jun 2016

Fiquei devendo os últimos capítulos da minha saga em busca de um oxford plataforma dos sonhos, e aqui está a última reunião das dicas enviadas por vocês pelo instagram ou facebook! :)

Eu já escolhi o meu e estou aguardando chegar, mas têm dois dessa postagem que me deixaram com o coração balançado! Só que eu não posso fazer a pessoa loka-dos-oxfords-flatform, gente, não dá pra sair comprando todos e fazer coleção! #calmaana

Vocês lembram que eu estou também atrás de uma espadrille, né? Só parei a busca um pouco porque não é época delas (tipo frutas, mas beleza, hahaha), mas pensa agora nesse modelito da Zibba, que reúne oxford flatform AND espadrille! O solado ultra alto, mas de corda, e até o acabamento na ponta do sapato parecendo espadrille – é uma versão ultra carioca desses oxfords altos, gente!

Confesso, esse me deixou super, hiper, afim dele, na cor clarinha. Quem sabe na liqui, ou numa versão tão bacana quanto, mas mais em conta? hehe!

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Também achei uma lindeza essa versão da My Shoes, só que dourado ao invés do prata que estamos vendo por aí, e com uma proposta mais baixinha do solado. Preciso verificar os preços, hehe!

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Recebi também indicação desse modelito dessa loja de Joiville, a Marta Maria, já seguindo a tendência do oxford prateado com solado tratorado.

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Esse da Farm que eu mostrei nas primeiras postagens, todo em palha, agora tem essa versão mais coloridinha e está em liquidação no site da marca, do tamanho 34 ao 39, por R$199,00.

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Agora, o campeão de indicações foi esse modelo da Vinci Shoes, que eu já tinha mostrado a versão prata escura aqui, mas que fez tanto sucesso que ganhou uma versão bordô e outra em tom claro. Uma pena essas bonitezas custarem R$430,00, bem distante do que eu posso e pretendo pagar!

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Pessoal, super obrigada pela ajuda na saga! Em breve eu mostrarei o campeão, assim que ele chegar! 😀 Mas podem continuar me marcando em mais dicas, quem sabe alguma também ganha meu amor, né? Tem espaço pra todos esses lindos no meu coração, hahaha!

  • 8 Amaram
17 jun 2016

Há algum eu tempo eu tenho lido em vários blogs, gringos e nacionais, sobre o retorno da bandana – simmmmm, a própria, que figurava várias produções da década de 1980/90! Só que antigamente usávamos amarrada na cabeça, torcidinha ou numa dobra triangular, quem aí que era dessa época e já não usou assim? hahahaha

Eu tinha uma vermelhinha que já até apareceu aqui no blog, herdei de vovó, achei que não tinha nada a ver comigo e…doei (sim, arrependimento bateu de leve). Na rua não tenho visto ninguém usando, isso é mais siricotico de quem acompanha Pinterest, mas como eu acho válida toda proposta que tenha essa ideia de reaproveitar o que está encostado aliando o precinho amigo que tanto gostamos, por que não testar? :)

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Tenho especial encantamento por acessórios que são acessíveis e mudam a carinha da roupa sem que precisemos inventar mil camadas ou combinações. Amarrou aqui, ali, e pronto, sem invencionice e, melhor ainda, sem gastar muito. Tenho achado uma graça todas as ideias que envolvem esse lencinho simples e maroto!

Até porque bandana, minha gente, é um paninho fino de algodão bem baratex e atemporal que a gente encontra em qualquer feira livre, camelô, armário da mãe e rua de comércio popular da nossa cidade!

Para já entregar pra vocês o caminho das pedras e, de quebra, recuperar esse item que provocou desfalque no meu armário, fui com minha amiga Bruna até a Saara, famoso centro de comércio popular carioca, garimpar onde encontro essa bendita e ainda descolar umas pechinchas!

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Fomos em algumas lojas de acessórios e, pra minha alegria, foi muito fácil encontrá-las. Mas para conseguir o melhor preço, só precisa andar um pouquinho mais. Logo no início avistamos algumas por R$6, mas mais adiante já nos deparamos com uma loja com todas as cores possíveis a R$2,70 no atacado (mais de 6 unidades) e R$4 no varejo!

Destac Bijouterias
Rua Senhor dos Passos, 221
Tel (21) 2252-2948 | 2507-9976 | 3178-6196

Eu aproveitei e peguei uma vermelha, uma preta e uma roxa. Fora essas cores tinha amarelo, cinza, branca com o desenho preto, laranja, verde!

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Numa outra loja encontramos essas por R$3, mais baratas ainda, mas com poucas cores: só tinham essa roxa, lilás, laranja e azul. O tecido é mais rígido um pouco por conta da goma do tecido, mas depois de algumas lavagens ela já fica bem maleável. :)

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Ainda avistamos essas opções já prontinhas como faixa de cabelo, por 5 reais! Nem precisa pensar em amarração, só colocar na cabeça e ser feliz, hehe!

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Maxibiju – Bijuterias e acessórios
Rua Senhor dos Passos, 151, Centro/RJ
Tel: (21) 2509-4974

Ainda fotografamos vários colares e acessórios e em breve farei um post só com essas dicas. :) Pra ver ideias de como usar a sua bandaninha, acompanha lá meu painel no Pinterest!


  • 17 Amaram
16 jun 2016

E neva no Rio de Janeiro! Esse frio todo significa apenas uma coisa nessa cidade: um monte de carioca desesperado sem ter roupa pra vestir pra tamanha friaca, hahaha!

Eu não fujo à regra. Não sei me vestir em baixas temperaturas, minha criatividade (e vontade) é praticamente nula pra isso, e nem tenho roupa que me aqueça à altura. Como aqui nunca faz frio, dificilmente precisamos investir em casacos, por isso acho que só tenho dois no armário: um preto que comprei numa viagem lá fora, e esse aqui, de jacquard, comprado numa liquidação em SP.

Para deixar pelo menos o look mais interessante, fiz uma mistura de estampas de cores próximas entre o casaco, camisa e sapato. Como as cores são bem sóbrias, não ficou um carnaval, pelo contrário: gosto dessa proposta orgânica de parecer que uma estampa sai de outra por conta dessa harmonia de tons e temas.

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Casaco Fernanda Yamamoto – 278,00
Blusa Jardin que ganhei da marca
Calça de lã Stella McCartney para C&A (2011) – 179,90
Slip on Arezzo no enjoei – 90,00
Bolsa Adô Atelier comprada numa Black Friday – 240,00
Acessórios Luiza Dias 111 e anel Sobral

foto: Denise Ricardo

Como não sou fã de looks invernais, gostei de fugir da proposta clássica de casaco + calça sequinha + bota para uma alterantiva mais moderna um pouco. E, não, não sinto frio nas canelas, hehehe!

  • 31 Amaram
15 jun 2016

Outro dia postei um look com uma pantalona que eu desejei muito, comprei num outlet e já usei várias vezes desde então. Numa dessas postagens, uma leitora desabafou:

“Acho que está tudo tão caro, até na liquidação! Impossível desejar algo com esses valores, qualquer blusinha básica custa 90 reais com a justificativa de qualidade. Minha renda não acompanha isso, não.”

A sua indignação (e a nossa) reflete a discrepância da nova forma de pensarmos e querermos consumir moda com o que encontramos nas lojas e o crescente aumento dos preços. Os impostos aumentaram para as empresas, aluguéis subiram, a importação de produtos made in China também sofre significativo reajuste e isso tudo veio como uma avalanche pra cima do consumidor final – que também está sofrendo com aluguéis, instabilidade e aumento de todos os setores. Com isso, ele não aceita mais qualquer discurso.

Mas não quero focar na origem do problema: o meu quebra-cabeças nesse momento é com a solução. Entendo ambos os lados, marcas e consumidoras, e vários movimentos vêm ganhado força para nenhum dos dois saírem perdendo.

Há alguns anos eu postei sobre a banalização dos 100 reais, o que rendeu uma discussão boa sobre a crescente desvalorização da nossa grana. E, pobre coitado, 100 reais atualmente não são suficientes nem para comprar um vestidinho na C&A. Então, o que fazer? Vamos andar peladas? Restará apenas fungarmos em frente às vitrines, aguardando uma possível liquidação?

A forma como eu comecei a lidar com esse aumento cada vez mais significativo dos preços foi, antes de tudo, não achar que é o fim do mundo. Não, não é. Eu tenho roupa suficiente para toda a minha vida, você certamente também têm. Ninguém vai andar pelado por aí, olha já o privilégio que temos.

Obviamente essa afirmativa é muito simplista e não traz conforto para quem busca uma resposta de como driblar os preços altos. Eu gosto de novidades, você também. A questão, é: com que velocidade nós temos que acompanhar tanta coisa chegando o tempo todo e sendo postada diariamente nas redes sociais?

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Provando a última coleção especial da C&A: ninguém dá conta de tanta novidade o tempo todo.

Essa rapidez e sentido de urgência desgasta, consome tempo e recursos, gera ansiedade e arrependimento ou frustração, aumenta o acúmulo e nos deixa confusas.

Bom, a primeira coisa que comecei a fazer foi conhecer mais marcas feitas no Brasil: neo marcas, incubadoras de talentos como a Complexcidade, estilistas renomados, feiras locais. Sim, inclusive marcas caríssimas, dessas que vendem roupas na casa dos milhares de reais.

“Ana, você tá surtada? A solução é conhecer marca cara?”

Calma, senta aí, escuta a defesa, hahaha! Mas, sim, conhecer marcas de estilistas que admiro ou que eu considero incríveis, mesmo que estejam a anos-luz da realidade do meu bolso, é uma boa ideia. O por quê é bem simples: eu quero pegar referências lá de cima. Do que é feito de melhor por aqui, de um pessoal que pesquisa e faz uso da melhor forma dos recursos naturais, que se inspira no que temos de mais genuíno, que empreende num país com uma série de obstáculos para isso, que apresenta excelência em caimento, tecido e modelagem.

Eu quero me inspirar, alimentar as ideias para poder alimentar melhor o guarda-roupa. Eu quero ser a protagonista, e não a refém de um sistema.

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{Participar da visita guiada pelo ateliê da estilista Fernanda Yamamoto ressignificou minha forma de ver as roupas numa arara. Ouvir cada pessoa que participou costurando, modelando e desenhando estampas como coautores do trabalho da estilista foi tão incrível, que eu recomendo a todo mundo conhecer mais os ateliês. A Fernanda sempre oferece visitas guiadas, fiquem espertos para ver quando terá a próxima!}

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Mas vejam bem: marca mais cara não significa ir na loja da grife italiana do shopping de luxo e nem na loja “conhecida” que um vestido custa 500 reais e isso é caro, então tem qualidade. Não. Tem muita marca cobrando o valor agregado do lifestyle que ela vende, em peças com costuras frouxas, acabamento em overlock, tecidos que não duram uma lavagem.

A diferença delas, para as que eu citei, se baseia não na grife, mas na execução. Como são feitas as costuras? Como é essa peça por dentro, o acabamento de cada detalhe? Como a estampa é feita? O tecido é precioso?

Conhecer marcas que fazem um trabalho valioso, em todos os âmbitos, trouxe uma nova perspectiva pra mim. Eu sei que renderia muitas frustrações, já que não tenho essa grana, mas aí que eu quero chegar: quando conhecemos o significado real da palavra qualidade, criamos um importante parâmetro para adequar isso à nossa realidade. Para buscar essas referências no NOSSO universo.

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Conhecendo a fábrica da GIG, em Belo Horizonte.

Saber disso freia meu consumismo e me torna uma consumidora mais atenta, com minúcias – olha aí a Ana ~chata~ das resenhas de coleções especiais. E eu não deixo de comprar o que eu quero: eu só compro agora o que realmente significa pra mim ou o que vai acrescentar ao meu armário.

Dessa maneira eu sei identificar o que de melhor tem inclusive numa fast fashion, por exemplo. O que não vale o preço cobrado, o que posso esperar liquidar porque não existe só aquilo no mundo. Aprendo a procurar o que de melhor aquela loja pode me oferecer, dentro do que posso pagar e do quanto quero usar. Percebo o que significa ter um bom caimento, a criar padrões para não me levar pelo impulso. E, sim, isso ainda é possível!

Internalizei o pensamento de, ao invés de comprar toda semana peças que eu desconheço a origem, posso aguardar para comprar de uma marca de alguém que admiro e que desenvolve suas próprias estampas.

Quem tem receio ou vergonha de entrar numa loja apenas para olhar, provar e sair sem comprar nada, pensa: estamos experenciando a marca. É comum conhecermos, testarmos os tamanhos, avaliarmos os tecidos e depois voltarmos quando considerarmos que vale. Feiras como O cluster e eventos de moda OFF como o Circuito Moda Carioca, permitem que você troque ideia com quem está criando e gera mais identificação, pois são, muitas vezes, pessoas que querem uma moda mais original, representativa e inclusiva.

Conhecer marcas incríveis me dá também a noção da busca em brechós e em virtuais, como o enjoei. Aí já é um processo de paciência e persistência, mas nem tudo precisa ser simples. Sei que a calça da marca tal é maravilhosa, faço essa busca diariamente na lupinha do enjoei. Avalio o estado da peça, dou meu lance.

Em brechós, o mesmo esquema: vou atrás de qualidade, exclusividade com o vintage, tecidos melhores, acabamentos bem executados. Ou não entulhar o armário, sendo adepto do aluguel de roupas como na ótima iniciativa da House of Bubbles.

Conhecendo as lojas, ficamos muitas vezes sabendo também das suas lojas de fábrica e dos seus bazares. Fiz vários posts sobre minha ida nessas fábricas, compartilhei como foi ir ao bazar da Totem, onde descolei peças por 50 reais, cada. Ou quando comprei um casacão da Fernanda Yamamoto a preço de jaquetinha da Renner.

Vocês devem ter percebido que o que eu proponho como solução passa pelo conhecimento e pesquisa. Num futuro bem próximo, vamos cada vez mais querer conhecer quem está por trás do que vestimos. Já não aceitamos mais as marcas que não querem produzir roupas do nosso tamanho. Vamos ouvir menos “tem que ter” e mais “use o que você tem”.

A resposta pode ser não querer comprar tanto fast, não aceitar o que nos é imposto – mesmo quem não tem tempo pra isso, pode e deve separar uma manhã de um sábado e se propor a conhecer uma loja do bairro ou um ateliê. Vamos cada vez mais voltar para o que é local, aprender que a costureira do bairro pode te entregar algo mais em conta e feito para você. Voltaremos nossos esforços para os eventos de trocas entre amigas, pegar emprestado o que está parado do guarda-roupa da mãe.

Vai partir da gente quando, o que, e como vamos consumir, não do mercado de moda. Essa será a nossa maior resposta.

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