PODCAST MODA PÉ NO CHÃO EP 9: CARREIRA E EMPREENDEDORISMO

Minha carreira começou com uma brincadeira, há 10 anos, que norteou, sem que eu vislumbrasse, minha carreira profissional. Aquela garota que gostava de roupas diferentes e de dar dicas pra todo mundo se dar bem na hora dos achados, se sentia muito deslocada no trabalho e no que queria pros rumos da sua vida.

Foi meu amigo quem me deu esse toque, durante um chopp “Você sabia que você é uma consultora de estilo nata”? – e foi a partir daí que a ficha caiu, eu amadureci a ideia, arrisquei mantendo os pés no chão, me joguei, me desesperei, botei a cabeça no lugar, fui tentando, fazendo, fazendo, até chegar nesse momento, em que o negócio está crescendo.

Eu me sinto fortalecida, mais certa do que eu quero, do que eu sei e de quem eu sou. Mais confiante do meu caminho.

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Foto: Bruna Pontual

Eu recebo, por conta dessa projeção recente, muitas perguntas e histórias sobre mudar de profissão, carreira, rumos e inseguranças. Como também estou num momento de guinada, eu achei importante compartilhar minha trajetória nesse podcast.

Não tem dica infalível pra se dar bem, muito menos essa falácia do “largue tudo e faça o que você ama”. Tem história de vida, dificuldades, erros, fracassos, acertos, vitórias, medos, certezas.

O Moda pé no chão trará quinzenalmente temas práticos para quem quer ser feliz com o que tem sem gastar muito, com convidados para discutirmos assuntos pertinentes sobre consumo consciente para todos os tamanhos, bolsos e idades. Para quem quer vestir-se de si mesma sem complicação, com ideias simples, dicas certeiras, críticas e opiniões sempre muito sinceras.

O episódio – assim como os anteriores – já está disponível nos aplicativos de podcast pra IOS e Android, como Soundcloud, Castbox, Overcast, We Cast e muito mais.

Aqui já tem o link direto para ouvir todos os episódios e baixar no Itunes!

PARA OUVIR OS OUTROS EPISÓDIOS, BASTA OUVIR NO PLAYER QUE TEMOS AQUI NO BLOG, AÍ DO LADO! 🙂

EP 09 – CARREIRA E EMPREENDEDORISMO!

Nesse ep, Ana compartilha como foi a sua transição de carreira, aos 34 anos, sobre como tem sido viver do trabalho com moda, novos projetos, empreendedorismo, e a falácia do “largue tudo para viver do que se ama”. Nesse podcast, ela dá várias dicas realistas e sensatas para quem quer se aventurar nos voos solos, mas ainda assim manter um pé bem firme no chão. 🙂

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Dois looks com casaco

O inverno veio aos poucos e chegou mais fresquinho aqui no Rio, possibilitando finalmente o uso de mais camadas e terceiras peças. Eu tinha esse mantô desde minha viagem a Praga, em 2016, e usado algumas poucas vezes, então não hesitei em explorá-lo ao máximo esses dias. 🙂

O que acontece muito em cidades mais quentes é que variamos peças de tecidos leves com outras mais pesadas, não só para aproveitar melhor o guarda roupa, mas porque nem sempre está frio o suficiente pra se vestir inteira invernal. Aí esse casaco veio numa boa hora, que não é tão quente, mas possibilita essas composições sem tanta discrepância!

Nesses dois looks eu mostrei as variações com ele: no primeiro, com um macacão de viscose, num look em tons neutros não tão fechados como preto e branco – aí fica a ideia de uso de outros tons para essa época que não fechem tanto as cores. O macacão tem essa cor meio “rato”, também bem neutro, mas mais escuro em relação à cor do casaco. Gosto também que ele é mais curto, o que cria uma proporção interessante com a altura da barra da terceira peça.

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Macacão As Meninas
Casaco Zara
Slip on Ávida Calçados
Brincos Tatiana Queiroz

E também aproveitei pro look daquela saia de tricô da dúvida – que não é mais dúvida, hehe – e mostra como nem sempre um casaco preto é uma opção muito versátil. Preto fecharia muito as cores do look, já esse tom areia traz uma suavidade que coordena bem com o colorido tranquilo da saia. O “peso” do sapato ajuda a deixar a produção equilibrada com a época do ano.

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Blusa Totem
Saia Coven comprada no enjoei
Oxford Arezzo
Brincos Erika Z
Anel Elisa Paiva

fotos: Denise Ricardo

Eu amei a segunda produção, mas gosto da primeira para situações mais formais. 🙂

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A decoração do meu quarto: o processo!

Às vezes quero variar e mostrar outras paixões aqui; uma delas é a decoração da minha casinha, meu refúgio pessoal e profissional. Durante muitos anos eu sonhei com um quarto estiloso e estamos quase lá! Depois de 2 anos e meio, consegui avançar com o projeto da designer de interiores Carol Dias, a ultimasdacarol, leitora do blog querida que chegou junto para deixar minha casa funcional e linda. 🙂

Gente, decorar casa sem dindin não é moleza, cês sabem – não digo comprar só baratinho, mas de esperar os momentos e adquirir os itens na liquidação ou aos pouquinhos mesmo, já que da casa anterior eu trouxe pouca coisa, pois o quarto era menos da metade desse, hehe!

O projeto da Carol adaptou tudo à realidade do meu bolso e aos meus desejos, e estou emocionada em finalmente só faltar um ou outro detalhe para concluirmos – mas a essa altura já dá pra mostrar cada parte do meu quarto em fotos!

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Quase sempre algumas ideias, textos e reflexões surgem quando estou assim, deitada, olhando pro teto. Trabalhar de casa tem as suas muitas vantagens, hehe!

Naquele canto perto da porta ainda vamos puxar a sapateira pra frente, adesivá-la e instalar prateleiras acima dela, pra igualar a altura com o armário; ao lado da porta vai entrar uma arara suspensa, feita de um varão de alumínio e cabos de aço, tudo bem DIY para aproveitar o que já tinha.

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A roupa de cama e as almofadas são da Tok&Stok, assim como as luminárias (compradas a R$100,00, em final de estoque) e a cômoda; o criado mudo é da oppadesign, a cama é meumoveldemadeira. O espelho eu já tinha, é do Rei dos Quadros. O guarda-roupa eu também já tinha, é da rua dos Móveis, no Cachambi (a loja não existe mais).

A sugestão foi pintar a parede na altura da porta para trazer uma sensação de aconchego com a altura do teto mais rebaixada, e numa cor neutra, já que o restante da casa é bem colorida! A tinta foi a cor prata, da Suvinil.

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Gostei também da proposta de ter a cômoda de um lado, para deixar mais funcional o quarto e ser um lugar onde guardo minhas bijus e roupas de casa. Em cima dela vou colocar um quadro com uma foto que tirei em Paraty, que ainda falta eu imprimir e mandar emoldurar, trazendo mais uma altura a decoração.

Pra cima da cama eu não decidi ainda o que vou colocar, então deixamos sem nada por enquanto. 🙂

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Eu trabalho no quarto das pessoas, onde a maioria tem seu guarda roupa. Sento na cama, troco ideia, escuto, monto os looks. Fico à vontade nesse meu local de trabalho e, por isso, estava doida pra andar com a decoração do meu quarto para abrir esse cenário que revela nossa intimidade; é o lugar da casa do aconchego, do repouso, de chorar as pitangas, até.

Vocês, que visitam essa casa virtual, são sempre bem vindas aqui. Mi casa, su casa: o papo nesse local é sempre conversa de amigas, troca de figurinhas, risadas. Eu amo esse canto de luz difusa, o que na arquitetura se chama cachimbo, e é dos meus cantos preferidos do apê!

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Fotos: Denise Ricardo

No canto da penteadeira, amo meus quadros e o vaso de planta que, na real, é um filtro antigo, que estava jogado na chácara onde compro minhas plantas. A penteadeira é da oppadesign, o cabideiro eu ganhei mas tinha na abracasadesign, a cadeira e tapete eu também ganhei e são da westwingbr. Os spots de parede na penteadeira foram comprados na rua dos Lustres, em Benfica, paguei R$25 cada e mandamos pintar de branco, e o pendente eu comprei a preço de banana na rua dos Lustres, aqui no Rio, por R$150.

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A cortina e o blackout eu mandei fazer e paguei em 500 vezes, hahaha, ô troço caro! O gaveteiro é da Oppa, mas não recomendo: desmontou em pouco tempo e as gavetas já estão todas emperradas 🙁

Ao lado da penteadeira, acima da planta, vou colocar uma moldura que comprei na Tok&Stok com uma foto minha. 🙂

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Não sou uma pessoa de muitos quadros na parede, mas esse ladinho deu pra inserir alguns e eu amei a disposição que a Carol colocou eles na parede. Aproveitei, mais uma vez, gravuras que eu já tinha e mandei emoldurar num lugar baratinho na rua da Glória!

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Ufa! Acho que deu pra sentirem um pouco de como tem ficado esse espaço de descanso na minha vida. E que, em breve, será mais um lugar para as fotos aqui do blog! 🙂

Gostaram? Querem dar alguma sugestão? 😀

Aqui teve post sobre a decoração do meu home office

Aqui teve post sobre a decoração da minha sala

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O medo e o significado.

Eu cresci na cultura do medo. Não apenas por ser moradora do Rio de Janeiro e, assim, desde cedo conviver com uma violência naturalizada; por ter nascido mulher – e sabemos que existir como mulher é viver amedrontada a cada passo que se dá e ar que se respira –; como também por ter vindo como a primogênita da família, colocada numa redoma à prova de acontecimentos, tal qual Sidarta Gautama, o Buda.

Meus progenitores eram muito temerosos, foram pais bem jovens, inexperientes na vida, e, assim, jogaram uma carga muito grande nessa primeira filha. Eu sinceramente não os julgo mais, porque não imagino ainda a loucura e a responsa que é colocar seres humanos nesse mundão cão. Mas, por conta disso, e também por outros fatores, eu vivi infância e adolescência no meu apartamento. Vez ou outra saíamos, mas pra praia eu contava nos dedos de uma mão as vezes que fui, por exemplo. Outros tempos, meios de transporte, condições financeiras.

“Vó, me leva na festa do fulano?” “Cruzes, aquela rua é perigosa, tá doida?” “Posso ir ali com o pessoal da escola?” “Claro que não, a rua está cheia de marginais” “Queria ganhar um skate de natal” “Não, você vai cair, quebrar um osso e se machucar, Ana”.

Tudo era uma negativa, seguida de uma mensagem desencorajadora. Viver assim era muito frustrante, porque era como se não existisse uma confiança na minha capacidade de andar de skate sem me quebrar ou de acreditar que um dia eu poderia atravessar a rua sem temer que algo de ruim acontecesse.

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Só que a vida urge a sua existência, mesmo que no caos. E como enfrentar tanta coisa não-vivida, sem acreditar em si mesma, sem perceber seus potenciais e nem experenciado o que é de mais essencial em nossas trajetórias mundanas: cair, quebrar a cara, se estatelar, trocar, pertencer a grupos, tentar, falhar e tentar de novo até conseguir.

Soma-se a isso um bullying típico dos anos colegiais, e, bingo, temos assim uma mulher que, mesmo sabendo de todo seu potencial, não acreditava nele.

Até bem pouco tempo atrás eu era a pessoa que pedia opinião pra todo mundo, todo mundo MESMO, até desconhecidos. Pra tudo: pra roupa que eu tava vestindo, pros projetos que eu vislumbrava, das ideias que eu tinha, dos caras que eu tava saindo, tu-do. Extremamente insegura – por mais que minha aparência passe o contrário -, pouca vivência (passei boa parte da vida trabalhando e estudando que nem louca pra poder me sustentar, quase não tive tempo pra lazer), um receio de ficar sem grana no mês seguinte pra pagar as muitas contas (alô cariocas que sobrevivem em meio a aluguéis e despesas caríssimas), muita coisa me angustiava e, na real, muito disso era reflexo da insegurança que eu tinha no meu trabalho, na minha imagem, em mim quanto mulher.

Vivi com medo a vida toda. Medo de me separar e ninguém mais me amar. Medo de não dar conta das contas. Medo de perder os amigos. Medo de planejar algo e me frustrar. Medo de sair do apê velho e não conseguir nada melhor. Medo de postar um look e chover críticas.

Recebi os avisos dos astros e entidades que eu precisava acreditar em mim, que mesmo caindo, eu levantaria de boa. Recado veio, mas eu já sabia disso: após minha separação, eu notei como fui ao encontro a essa mulher forte que eu sempre fui, desde nova. Forte, sensível, amorosa.

Amigos se afastaram. O amor veio. Projetos novos estão sendo lançados. Tudo novo, de novo. E se….não, não posso mais pensar isso.

Muita novidade em tão pouco tempo, ainda mais para quem começou a viver agora, aos 39 anos, de maneira plena e mais serena. Às vezes fraquejo, mas nunca estive tão segura. Nunca antes o meu medo foi controlado dessa maneira; ainda o é sentido, fato, mas ele nunca mais vai me dominar. Não como antes.

À medida que fui vivendo, quebrando a cara e aprendendo que nem todo mundo tá preparado pra te ouvir e entender (viva a minha terapeuta!) – e isso é legítimo -, que se resguardar e aprender a se ouvir é importante, que eu não tinha motivos para não acreditar nas ferramentas que entrego como profissional, no meu texto, nas minhas ideias e muito menos em mim mesma, eu aprendi que se auto afirmar é NECESSÁRIO. Urgente. Vital.

Já me criticaram por isso, como se fosse errado eu querer me colocar mais forte nas mensagens. “O que vão pensar de você?”. O que vão pensar eu aprendi que não posso controlar, fato, e que preciso seguir a caravana mesmo com os cães latindo.

Agora, o que eu penso de mim, isso sim, eu posso melhorar, compreender, e é a coisa mais importante do mundo buscar esse significado. ❤️

Encorajem mais quem está ao seu lado. Menos críticas, mais compaixão. <3

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