Rolé na web: marcas de lingerie para todas

Do fio dental à hot pants, comprar calcinhas tá longe de ser tarefa das mais fáceis. E o que dizer dos sutiãs, que podem vir com ou sem bojo, strappy, transparência, bordados e outras tendências?

Como na maioria das vezes não há a possibilidade de experimentarmos lingeries nas lojas, hoje apresentaremos opções de lojas virtuais que oferecem peças sob medida ou com uma grande variedade de modelagens para corpos diversos, não importa o tamanho do seu manequim ou seu estilo preferido de lingerie.

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Campanha da Tulli

A maioria das marcas indicadas são pequenas empresas de mulheres empreendedoras, que fabricam artesanalmente suas peças e se preocupam com conforto sem seguir padrões. Em seus catálogos, o respeito à diversidade de corpos que contam histórias de grandes mulheres, mostrando o quão importante é estar confortável com o próprio corpo e deixando para trás a ideia de que lingeries necessariamente precisam ser sensuais para deleite masculino.

The Bralette Boutique

Com apenas dois anos de funcionamento, a marca consegue captar tendências e fazer catálogos que mostrem bem o caimento das peças em corpos completamente diferentes, além de contar a história pessoal de cada modelo e a relação delas com o próprio corpo. Todas as peças são confeccionadas à mão, e sob medida. As novidades do site feitas com o queridinho da estação, o veludo. Ah, no site você ainda conta com uma super ajuda para tirar suas medidas.

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Campanha da Bralette Boutique

Lacelab

A Lacelab é uma marca de lingerie que busca valorizar o corpo da mulher ao natural. A maioria de seus sutiãs não possui bojo, mas contém alças que ajudam no controle de ajuste entre tamanhos de busto e costas. Suas peças possuem uma pegada bralette, quando a lingerie pode simplesmente ser usada sem blusa por cima. Além de calcinhas, a marca possui bodies e camisetas para mulheres que gostem de ousar mais com transparências em seus looks.

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Campanha da Lacelab Intimates

For All Types

A For All Types entrou no mercado da moda Plus Size para aliar modernidade, conforto e praticidade. A marca -que fabrica peças acima do 46 e não tem tamanho máximo- faz peças inspiradas nas novidades do mercado da moda regular, e ensaios conceituais inovadores no mercado Plus Size. O grande objetivo da F.A.T é o conforto do corpos maiores, já que calcinhas de cós baixo, por exemplo, machucam mulheres que tem dobras na região da cintura.

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Peças da F.A.T

GG.rie

Apesar do nome, a GG.rie não atende só tamanhos grandes. A idealizadora da marca revende lingeries que vão do manequim 38 ao 54 em diversas feiras e bazares do Rio de Janeiro. A GG.rie tem diversos tipos de calcinhas, da malha à renda, espartilhos, camisolas e baby dolls, para que a hora de dormir também conte com conforto e estilo.

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GG.rie e CanCan Store

CanCan Store

Ligada nas tendências e visando um público mais jovem, a CanCan possui um catálogo de peças fofas e com referências à super heróis, que primam pelo conforto e praticidade. Muitas de suas lingeries são perfeitas para serem usadas com blusas e vestidos transparentes, uma das maiores tendências deste inverno. Os tamanhos vão do 34 ao 58, mas a marca também faz peças sob medida, além de produzir uma linha diferentona de moda praia.

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Campanha da Linge

Linge

Marca cearense com preços super justos e produção artesanal. Vários modelos da marca não têm bojo e nem arame, além da gama linda de tops rendados inclusive para quem está amamentando, com preços máximos de R$79. As calcinhas são uma graça e custam desde R$14 até R$25. A Ana já comprou e ganhou alguns itens deles, tem relato dela aqui nesse post.

Loungerie

Foi a primeira marca a trazer para o Brasil o conceito norte americano de tamanhos de sutiãs, que permite uma combinação de tamanho da taça e tamanho do tórax. A Loungerie veste até o tamanho 52 e tem peças mais confortáveis para o dia a dia, e também aquelas mais trabalhadas para ocasiões especiais. A média de preço de um sutiã é R$80,00, o que não é caro, se considerarmos o tempo de vida útil das peças da marca. A Loungerie possui também lojas espalhadas em 18 cidades do Brasil.

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Mulher trans em campanha da Tulli

Tulli

Com um showroom aberto ao público em Copacabana, a Tulli tem uma das campanhas mais diversas no ramo das lingeries. Já passaram pelos catálogos da Tulli mulheres gordas, magras, negras, tatuadas, trans, idosas, pós-mastectomia. A diversidade está presente também nas peças vendidas, que vão de calcinhas simples à saídas de praia. A Tulli conta também com um serviço de assinatura em que você paga mensalmente e recebe uma peça surpresa, renovando sempre o estoque de peças no seu armário!

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Mulheres e corpos reais nas campanhas da Tulli

É sempre bom frisar que lingerie também é roupa, e como tal, para “cair bem” no seu corpo, o segredo é que ela esteja confortável, tá?

mari-rodrigues-hoje-vou-assim-offMariana Rodrigues
Carioca, 29 anos, gorda. Tagarela de carteirinha, fã de chá gelado e viciada em bons debates na internet. Apaixonada por moda e televisão, escreve sobre esses e outros assuntos também em seu blog aquelamari.com
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Nem demais, nem de menos

O clássico caso da saia que compramos por impulso porque estava com um preço inacreditável na liqui e também por amar a cor. Antigamente eu não ia fazer a menor ideia de quando e onde a usaria, mas, depois de tanto quebrar a cara e de colocar em prática, parei com essa de roupa da ocasião: todo dia pode ser o dia perfeito para se sentir linda e colorida, né não?

Um artifício maravilhoso que foi super difundido é o tal do hi-lo, que nada mais é do que coordenarmos elementos despojados com outros mais arrumados, ou peças de grife com outras mais baratinhas. A contemporaneidade em moda nos permite muito além do que às vezes nos cerceamos, por isso esse recurso é tão alinhado com as propostas desses novos tempos: aproveitarmos melhor o que temos e sacramentar que se vestir de grife da cabeça aos pés já ficou lá pra trás.

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Usei esse look pra trabalhar e já mandei esse link na composição da saia de tecido plano com o tênis da mesma cor. Não fiquei arrumadona demais, nem esportiva pra caramba, sentiram o equilíbrio? 🙂

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Blusa Antes de Paris com saia Enjoy
Tênis New Balance com bolsa Zannt Beachwear
Brincos e pulseira Luiza Dias 111

fotos: Denise Ricardo

Façam esse exercício da próxima vez que quiserem botar pra jogo aquela peça parada, mas rola o medinho de parecer demais pra ocasião: misture com algum elemento mais despojado, como uma jaqueta jeans, um tênis, um shortinho ou uma rasteira.

O oposto também vale, tá se sentindo muito largadona? Coloca um casaquinho de paetês, uma bolsa estruturada, um sapato bacanão. O despojado vai ficar mais interessante e o arrumado vai ficar mais pé no chão, e você vai conseguir transitar em vários ambientes e momentos sem medo 🙂

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Um dia de mule – a experiência com a queridinha da estação

O que eu mais li de comentários sobre o retorno das mules (a primeira vez que tive uma foi nos anos 2000), foi que era um sapato “polêmico”, justamente por fugir dos padrões de sapatos, por não ter a parte de trás, do calcanhar, ser aquela coisa meio do caminho: meio aberta, meio fechada…

Eu, que sempre curti um sapato diferentão (vide minha coleção com sapatos de fusca, mosca e peixe), pensei que esse era só mais um nesse esquema, considerado fora da curva, então comprei o meu loafer (essa variação de mule aí da foto) por impulso, confesso. Já tem alguns meses e não consegui efetivamente usá-lo – e, vejam bem, nem é por falta de coragem ou algo do gênero, mas porque comecei a achá-lo pouco prático mesmo para caminhadas, sendo eu uma pessoa andarilha, usuária de transporte público.

Hoje mesmo fui a um evento num bairro cheio de ladeiras e com calçadas de paralelepípedos, pensei em usar minha mule…mas desisti, imaginando que daria uma patinada com esse sapato no meio dessa caminhada de obstáculos. Bom, o que é normal, já que salto alto também não entraria nessa programação!

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Minha mule loafer que tá intacta ainda

Conversando com a Mari, colaboradora do blog, ela descreveu a mesma situação ao testar o seu par do sapato-tendência do momento. A polêmica passou a ser a sua usabilidade/estabilidade e não apenas a sua estética.

A Mari testou então a sua e compartilhou a experiência conosco:

“Não tenho o hábito de andar com sapatos abertos. Me sinto insegura, além de volta e meia “chutar” com força e ficar descalça nas mais diversas situações. Para piorar, eu tenho o calcanhar super grosso e a “pisada torta”, então, quanto mais fechado o sapato for, menos risco de ficar com a pele daquela área mais espessa. Não sei realmente o que me atraiu, mas me apaixonei pelas mules quando começaram a aparecer nas prateleiras e vitrines.

Sendo muito franca, não consigo entender como esse estilo de sapato é tendência para o inverno, já que o calcanhar fica todo pra fora, sem contar no risco de chuva, e não quero nem imaginar um passeio de mule pelas ruas alagadas após uma chuvinha mínima de inverno. Não consegui ser racional diante da paixão que nutri pelas dezenas de pares que vi nas lojas em uma ida ao shopping. Difícil mesmo foi escolher uma só.

Escolhi um dia que aparentemente seria calmo para estrear a mule branca de vinil que comprei na Renner. Estava quente e eu iria resolver questões rápidas no Centro, entrar em reunião e seguir para um happy hour com amigos. Como estaria usando pela primeira vez, achei que seria bom ter um programa mais light, para não correr o risco de machucar o pé em andanças mais demoradas. De início achei que a 35, meu número, estava grande demais em mim, mas notei que é o formato do sapato mesmo, que tem essa tendência de “ser chutado” (principalmente com quem tem um andar mais bruto, como eu). Alguns minutos andando e me adaptei com facilidade, já estava adorando e recomendando a tendência para amigas, quando li uma mensagem da minha avó, que também estava no Centro e queria companhia para uma voltinha no Saara. Eu tinha um intervalo generoso entre minha última reunião e meu programa com amigos, então fui.

Aí começou o problema, amigos. Andei cerca de 1,5km para ir até o ponto de encontro com a minha avó, depois passamos cerca de duas horas andando sem parar pelas ruas do Saara! Como eu disse, o dia estava super quente, meu pé começou a suar, a mule escorregava com uma periodicidade irritante e meu calcanhar ficou imundo! Para completar, acho que por conta do calor e da andança excessiva, o peito do meu pé ficou machucado e precisei contar com band-aid nos dias seguintes para usar minhas sapatilhas de costume.

Conclusão: o sapato é lindo, estiloso e super prático para uma ida ao cinema, um happy hour ou qualquer programa que não exija uma caminhada mais longa. Fique atenta à previsão do tempo e arrase com sua mule!”

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Eu acho que é um sapato que traz conforto dependendo do material, mas certamente não é um tênis-pau-pra-toda-obra, assim como alguns outros sapatos não rendem um dia inteiro pra lá e pra cá.

E vocês, no meio desse furacão de tendências e modismos, topariam essa proposta de pisante ou vão passar reto?

Post com colaboração de Mari Rodrigues, do blog Aquela Mari, que escreve semanalmente sobre moda plus size.

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Colorida sem chamar atenção

Quando falamos de looks coloridos, sempre associamos àqueles com cores diferentes entre si em cada uma das peças que vestimos, o que chama atenção demais e beira o exagero. Há quem se assuste com essa possibilidade de se destacar demais, eu entendo – ninguém nos prepara na vida para lidarmos com o olhar do outro, que quase sempre aqui é de reprovação, ainda mais com as mulheres.

Para quem está aos poucos superando esse receio (lembram desse post? Nem sempre o que o outro pensa é o que acreditamos ser) de se permitir mais e, assim, ter mais destaque do que gostaria, eu sempre sugiro experimentar outras cores nos acessórios para complementar com as que você está vestindo. Aquele pontinho bem menor de cor contrastante é o suficiente para tirar o seu look da zona de conforto, de deixá-lo mais interessante e criativo, só que sem necessariamente fazer você se sentir como um estandarte de escola de samba.

Sabe aquele detalhe que já muda tudo e nem demandou tanto esforço? Aquele que nem sempre atentamos na hora da correria? Olha aí!

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O pontinho colorido ficou a cargo do colar que coordena várias cores, mas poderia ser o sapato, a bolsa, o óculos, o batom, o cinto, o lenço. Tantas possibilidades que na verdade não custam muita grana nem demandam tempo demais, apenas um olhar mais generoso sobre si mesma. 🙂

Sei que às vezes pode ser assustador sair do que é nosso conforto visual, mas pensa só que coisa boa estarmos saracoteando por aí, cumprindo nosso papel no mundo, com cada dia sendo vivido. Olha como é desperdício não nos sentirmos nós mesmas nesses dias, como é triste podarmos nossa melhor versão por julgamento de pessoas que na real não estão nem aí pra gente. 🙂

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Mas como discrição não é comigo, hahaha, essa blusa tem o elemento surpresa que eu mais amo, que é o decote nas costas – uma das partes do meu corpo que eu adoro destacar. Esse look foi da época do calor, mas já usei a mesma blusa com uma parka militar e o colar, o que não me impediu de ser versátil com ela em outras estações (aliás vou tentar fotografar esse look com carinha de outono pro blog!).

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Blusa espaço fashion antiga
Colar e saia Karamello
Sandália Vicenza e Bolsa Adô Atelier
Óculos Livo

fotos: Denise Ricardo

Se você quer mais explicações para coordenar cores sem medo de errar, tem post sobre o tema, com tudo detalhadinho:

Quatro ideias para misturar cores

Ideias de looks com combinações de cores quentes e frias

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