Vem aí a segunda coleção da Joulik para C&A

Daquelas notinhas rápidas: saiu no Petiscos que a Joulik, marca paulistana que faz as roupas em paetês mais lindas do mundo, vai lançar a sua segunda coleção em parceria com a C&A!

A primeira foi bem executada (uma das que eu mais gostei ano passado!), apesar da modelagem pequena e da pegada mais jovem – teve post com as minhas impressões, para quem perdeu. As jaquetas da Joulik, todas bordadas à mão, custam em média 2.500 a 3 mil reais – a da coleção anterior da C&A era igualmente linda, mas claro que em larga escala o valor ficou melhor: R$500 na fast fashion, apensar de ainda ser um preço bem acima do que a loja costuma apresentar.

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No provador da coleção da Joulik com a C&A de 2016

A segunda vai ter um formato mais collection, mais completa – a anterior pelo visto foi um formato mais Clock House mesmo, bem segmentada – e chegará às lojas dia 18 de maio. Assim que eu receber fotos e mais infos, coloco aqui! 😀

Para quem conhece a gente, seja no mundo real ou virtual, deve perceber quanto nós nos preocupamos e tentamos ao máximo ser uma marca autoral e verdadeira, fazendo com que a Joulik seja mais do que uma empresa, e sim uma pessoa! Fazemos questão de responder cada comentário e cada demonstração de carinho, de mostrar que tudo é feito com um cuidado imenso, de valorizar as pessoas que trabalham conosco, de decorar o nome de cada cliente e saber um pouco mais de sua vida, de tudo ter o nosso toque e acompanhar cada detalhe e passo da nossa “filha” 😁 E lembrar da gente lá em 2009 começando a marca com nossas economias e sem ajuda, apenas com a vontade muito grande de vencer na vida (rs) e com muitas noites sem dormir, faz a gente olhar para o presente e ter muito orgulho mesmo. Porque falar que foi fácil, ah, não foi nada 🙈 Pensamos muitas vezes em desistir! Por inúmeros motivos, um deles foi (e ainda é) a falta de mão de obra, afinal nossas peças são artesanais e muitas bordadeiras desistiam no meio do caminho, devolviam pilotos e produções por achar muito trabalhoso. E isso, além de desanimar a gente, nos deixava desesperadas! Mas a fé sempre falou mais alto e logo vinha um comentário elogiando nosso trabalho, um e-mail carinhoso, um mega incentivo das bordadeiras, parceiras e amigos, diversas manifestações que davam uma baita injeção de ânimo e lá vinha novamente a vontade de batalhar ❤ E graças a vocês, nossa equipe e pais maravilhosos que sempre nos incentivaram, que estamos aqui para dizer que vale a pena sim lutar por tudo o que você acredita! Que as conquistas vêm através de muita dedicação, trabalho sério e muito amor ❤ Vocês pediram e o universo preparou ✨ Vem aí, dia 18 de Maio mais uma parceria com dose de brilho extra, JOULIK PARA C&A, papaiiiii! ✨ Desta vez em formato Collection, mais completa, porém desenvolvida com nosso ingrediente principal de sempre: o AMOR! (sorry o texto giga 😂) #joulik #joulikparacea

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A moda te inspira ou te oprime?

Ainda rendendo o post O que te deixa frustrada? com os comentários colaborativos de vocês, mas teve um comentário em especial no último post da série, da Raquel, que traduziu muito bem o momento que vivemos quando falamos em moda:

“Acho que a facilidade de produzir e distribuir moda trouxe uma enxurrada de “tendências”, de novidades, tudo muito rápido e descartável. Há uma década as coisas demoravam mais, eram menos acessíveis e, por isso mais básicas. Ninguém podia torrar grana com algo e deixar de usar no mês seguinte.

Agora a maioria das pessoas consegue comprar roupas, ainda que sejam peças ruins, com muito mais frequência. Então todo mês tem novidades, tem tendência nova, mas tudo tão rápido que a novidade se torna repetitiva. Ao invés de ter novidades, gente construindo seu estilo, acontece o contrário. A enxurrada de novidades, que nem consegue ser mais novidades, a massificação, tudo leva a uma dificuldade de se construir um estilo. Eu não queria um sapato metalizado, mas vi tanto que passei a querer. Comprei um tênis que foge um pouco dos modelos mais replicados pois sei que logo isso vai estar datado. E o pior, eu mesma estarei cansada de ter visto tanta peça prateada. A gente cansa das peças pois todo mundo está igual, cansa o olhar.

Não sei se ficou claro meu comentário, mas acho que a facilidade de se produzir trouxe um problema quando se deixa de ver roupa como apenas vestir, mas como forma de se expressar. Nós não estamos prontos como consumidores e quem produz não está pronto pra esse novo cenário. Acho que precisamos insistir em criar um estilo, em nos apegar ao nosso guarda-roupa, conhecer o que tem lá dentro, o que funciona. Se nossa postura como consumidora mudar, talvez o mercado também mude.

Raquel, nos comentários deste post.

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Repetição de tendências na Renner

Um exemplo é essa foto, registro da minha ida às lojas no final de semana em São Paulo: minha amiga sugeriu passarmos na Zara para achar a tal linha ~sustentável com tecidos orgânicos e reciclados, para vermos de perto qual é. Bom, não tinha nada dela ainda, mas passeamos pela loja para reparar nas tendências: muuuuuuuuuuuito veludo (veludo everywhere, na mochila, na blusa, no sapato, no acessório, socorro), muuuuuuuuitos babados, também em tudo que é lugar, na blusa, nas mangas das blusas, nos vestidos, na barra da calça, no sapato (!!), muita transparência, chinelos com pompons, bordados e silk nas calças e jaquetas…

Esse outono inverno será bem over com tanto frufru e textura, pensei. Saímos de lá falando mil coisas do que vimos, aí entramos na Renner e parecia que tínhamos voltado nas araras da Zara – dadas as suas devidas proporções, porque a Renner era bem menos elaborada. Os mesmos babados, os mesmos frufrus, os mesmos babados na barra da calça (cigarrete!), também silk floral nas calças, e mais veludo, veludo….veludo.

Novidades que deixaram de ser novidades pra gente em menos de meia hora.

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Botas over the knee de veludo – quantas vezes serão de fato usadas?

Mas não quero me estender sobre repetição – e não, não pude evitar eu mesma ser repetitiva nesse assunto! Eu acho legal sim termos opções pra todo mundo, mas essa moda te conduz a boas histórias ou te traz apenas o sentimento de pertencimento, de estar se adequando ao que está sendo ditado e não ao seu estilo?

Certamente essa moda tende a te confundir e te descolar das suas reais necessidades e vontades, e se tornará dispensável da sua vida em questão de meses. Não que eu queira meu armário sempre do mesmo jeito, gosto de novidades, mas quais são os seus critérios para as suas escolhas? Como essa oferta e diversidade de produtos têm te atendido?

NA CONTRAmão do efêmero

Estávamos no shopping porque fomos conhecer o Mercado Manual, feira de artesão contemporâneos que estava rolando no Morumbi. Eu estava animada para ver de perto algumas marcas de slow fashion que eu só seguia pelas redes sociais, e uma delas era a Comas, marca de upcycling da uruguaia Augustina Comas, que recupera camisas masculinas que não passam pelo controle de qualidade das fábricas e que iriam acabar desvalorizadas, vendidas em bazares, por conta de defeitos como pequenas manchas e furos, e as transforma em peças femininas.

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A camisa da Comas, que é a união de outros dois modelos de camisas masculinas

Augustina teve uma super escola trabalhando com o estilista Jum Nakao, como em seu icônico desfile “A costura do invisível” e se dedica ao upcycling há alguns anos. A ideia de usar a sobra das camisarias veio de aproveitar um item tão atemporal e clássico como a camisa e dar a ela uma nova modelagem, novos usos como saias, vestidos e chemises, e deixá-las únicas, unindo com maestria duas camisas em uma só, de diferentes estampas e lavagens, dando uma forma diferente do usual.

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O resultado são peças também atemporais, que, segundo Augustina para o FFW, que possam durar anos e anos, e sejam herança até para as filhas das suas clientes, criando vínculos e, pra isso, trabalham só com tecidos muito bons.

Eu tenho uma camisa da marca e eu sou apaixonada por ela. No dia da feira, conheci Augustina e Isabel e ficamos todas felizes. Dei vários abraços nelas e senti uma alegria e uma satisfação que eu sei que é raro quando falamos em consumo de moda. Nesse dia eu me senti como consumidora parte importante do processo.

As peças variam de valores entre 150 e 300 e tantos reais, o que sabemos não ser exatamente acessível. Mas o slow fashion ainda precisa enfrentar essa barreira, por conta do processo que é totalmente manual, trabalhando com quantidade super limitada e que demanda um tempo maior de confecção, pesquisa dos materiais, uma equipe reduzida e não uma facção que certamente paga centavos por unidade costurada…acho que seria o tempo de revermos a nossa relação com o consumo, porque se pararmos pra pensar, 270 reais, o preço de uma camisa de algodão e linho da marca, é o valor de uma blusa de poliéster em muita loja de “nome” e até de fast fashion.

Na minha próxima ida a SP vou tentar visitar o atelier da Comas para mostrar pra vocês (elas tem maleta que vai em domicílio e loja online!) e ver também possibilidade de aumentarem a grade, seria uma ótima!

Poderíamos contar mais também com iniciativas da Ludi – Roupa com História, atelier de upcycling que também fica em SP e pretendo conhecer em breve: na frente do ateliê fica um carrinho cheio de retalhos dentro, e fica disponível de graça para quem quiser buscar e serve para fuxico, pra patchwork, pra enchimento. Isso é agregar, é apresentar possibilidades sem fim para o reuso.

O que mais tem te inspirado a ser você mesma em meio a tanta coisa que te oprime em moda? Fazer tricô? Aprender artes manuais? Revisitar com mais carinho seu próprio armário? Dar valor aos brechós? 🙂

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A semana em SP + Workshop de cores!

Passei boa parte da semana passada em São Paulo para ampliar minha agenda de atendimentos de consultoria de estilo – afinal, o RJ é aqui do ladinho, por isso estou abrindo mais as portas para Sampa também. 🙂

Vou mostrar um resuminho dos meus dias por lá, um pouco do que vi e comi (sempre, tenho ascendente em Lanches hahaha) e como foi o trabalho na cidade!

PESQUISA EM LOJAS

Separei um dos dias para uma pesquisa em lojas, coisa que eu mais gosto de fazer na cidade. Caminhei pela Vila Madalena e Pinheiros para conferir algumas marcas que eu não conhecia e matar a vontade daquelas que eu amo, além de me atualizar para indicar às clientes da capital. Sou carioca, mas como eu me identifico com as formas e cores das marcas paulistanas, viu…

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Conferindo bota ainda peça piloto mas maravilhosssaaa da amada Laiá Shoes

A PESSOA NÃO SE CONTROLA COM PAETÊ, GENTE! Hahahahahaha! Essa foto foi no provador da Joulik, marca que faz só roupa bordada em paetê, mas o dinheiro só deu pra comprar uma meia, rs.

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COMIDINHAS

Não fiquei só na ralação porque meu FOMO não permite (leia mais sobre fomo aqui), por isso dei meu jeito de conhecer mais lugares legais na cidade, indicados por vocês! Fui na Sala SP a convite da Clara, leitora do blog, assistir um concerto da obra de Villa Lobos e aproveitei para jantar rapidinho no Pho.366, restaurante de comida vietnamita que abriu no Bom Retiro!

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O pho é tipo um sopão gigante, só com cebolinha, caldo bem quente, carne (ou só legumes ou frutos do mar) com um perfume e uma combinação de sabores riquíssima ao paladar. Sério, tem tantas nuances que você fica embasbacada como aquele caldinho pode ser tão perfumado e gostoso.

A comida é excelente, muito bem servida e com preços ótimos: o macarrão custava 30 e poucos reais, assim como o pho (esse veio com o prato); o único porém é que só aceitam pagamento em dinheiro e fecham às 20h, na sexta até às 21h. Mas já to doida pra voltar lá, o ambiente é ótimo, super clean e o atendimento foi perfeito.

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Pho.366
Endereço: R. Silva Pinto, 366 – Bom Retiro, São Paulo – SP
Horário: 11:30–15:00, 17:30–20:00
Telefone: (11) 3807-6141

CONSULTORIA DE ESTILO

Voltando pra ralação: atendimento em duas clientes na cidade, cada uma com suas questões e necessidades diferentes no processo, abrir espaço no guarda-roupa e deixar apenas o que se usa, ama e funciona pra vida, além de montarmos vários looks para colocarmos em prática as ideias e treinarmos esse novo olhar. 🙂

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Dois looks diferentes com as mesmas partes de baixo: esperteza!
WORKSHOP

No sábado foi dia de Workshop Conheça suas cores, meu novo filhote, para ser colocado à prova em SP! E foi tão, mas tãooooooo legal! Amo dar cursos e falar sobre as coisas que eu gosto e acredito. E está sendo gratificante demais contribuir para ampliar o olhar dessas mulheres sobre seus armários e possibilidades de novas combinações!

Entender mais sobre cores e, principalmente, sobre as melhores cores para você, ajuda a diversificar nossas produções com pouco recursos, inclusive. Nos torna mais confiantes na hora de arriscar e sair do lugar comum, facilita nossa vida em frente ao guarda roupa, nos deixa infinitamente mais confiantes. Eu estou apaixonada por esse formato de curso! 🙂

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Na foto de cima, os testes que fazemos com os batons das alunas, pra mostrar na prática os que funcionam para cada sub tom de pele. Aí embaixo um print dos vídeos que gravamos das análises, para percebermos qual o melhor grupo de cores pra cada uma delas! 🙂

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Quero agradecer à Marcella Abate, leitora do blog e, agora, consultora de estilo que foi minha assistente do curso, à Renata, minha amiga que foi nos ajudar também, e ao espaço Pipoca Coletiva, que foi sensacional na recepção!

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O baile todo! A turma com suas cartelas coloridíssimas e a Marcella, minha assistente na cidade! 🙂

Adorei como sempre, Sampa! Aguarde que já já eu volto. 🙂

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Formação em Consultoria de Estilo comigo no Senac RJ!

Já temos turmas abertas para inscrições no Senac RJ! Quem estiver interessada em se formar Consultora de Estilo e começar a atuar nessa área, a hora é agora!

A minha primeira formação em consultoria de imagem e estilo foi no Senac, em 2012, e foi graças a ela que eu pude estudar e tive um ótimo embasamento para iniciar minha trajetória profissional. Por isso foi uma honra ter sido convidada para dar aulas na instituição!

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Minha oficina de moda no Veste Rio 2016 pela Fecomércio RJ

Como vocês sabem, desde 2015 eu sou docente do Senac, que é conhecido por seus cursos profissionalizantes com profissionais atuantes no mercado e custos mais acessíveis, com possibilidade de bolsa com desconto e facilidade no pagamento.

No site do Senac vocês obtém mais informações sobre o escopo do curso e os requisitos para a inscrição; no total são 60h em que eu me aprofundo com a turma sobre o mercado de trabalho, consumo consciente e o papel da consultora, além da teoria necessária, como análise do tipo físico, teoria das cores, como identificar o estilo pessoal, etapas do trabalho da consultora, como visita ao guarda-roupa e treinamento de lojas, divulgação e como cobrar pelo serviço, entre muitos e muitos outros.

É um prazer e uma alegria saber que rola muita dedicação para todo mundo sair das aulas mais contestadores, pensantes, com ideias renovadas sobre a profissão, além de conseguirem botar a mão na massa para já entenderem na prática, em sala de aula, todo o processo do trabalho.

A previsão para as aulas na unidade Copacabana, é com início dia 09/05, às terças e quintas, das 8h às 12h.

Mais informações para inscrições, no site ou no telefone do Senac (21) 4002-2002

Quem quiser ver possibilidade de bolsa, pode mandar email para o coordenador Eli Dias: [email protected]

Vejo vocês em sala de aula! 😀

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