Onde compro meus vestidos Plus Size

Não sei se já contei por aqui, mas eu, Mari, sou a louca dos vestidos. É uma das minhas peças favoritas, acho fácil e prático – ao contrário do que a Ana acha e escreveu nesse post aqui. E não é só uma questão de praticidade, me sinto mais confortável com vestidos e acho que eles dão um ar mais romântico aos meus looks, justamente por grande parte dos meus ser aquele modelo mais justinho na cintura.

Sou tão conhecida pelos vestidos acinturados que todas as vezes que meus amigos vêem algum modelinho diferente, lembram de mim. Estampados, lisos, de malha ou tecido plano, muitos vestidos são também versáteis. Combinam com ocasiões variadas de acordo com os acessórios que eu uso, e podem ser usados em dias quentes ou mesmo no inverno, se combinarmos com uma jaquetinha.

posthaus

Posthaus

A Posthaus é minha loja preferida para comprar vestidos. Visto tamanho 54, e geralmente vou na seção regular (Moda Feminina) e busco os modelos que vão até o tamanho XXG. Geralmente preciso fazer um ajuste na parte do busto, porque sou menor, mas nunca precisei devolver nenhum porque ficou pequeno! Sem contar que a Posthaus faz muitas promoções boas, todos os vestidos que tenho de lá custaram menos de cem reais e, além lindos, tem bom corte e são feitos com material resistente.

Kisielevski

A Kely é uma mulher de Florianópolis, empreendedora que que faz vestidos para todos os corpos. Lisos ou com estampas super fofas, os vestidos da Kisielesvski fazem o maior sucesso quando aparecem no meu Instagram. Alguns modelos ainda tem abertura em botões na altura dos seios, perfeitos para mulheres que estão amamentando e não querem perder o estilo!

kisielevski

NaBeca Tamanhos Reais

Já falei da NaBeca aqui algumas vezes! Os vestidos moderninhos são uma novidade na marca. Eu comprei um no inverno, na onda do veludo, e agora no verão ela veio com estampas e cores mais abertas, além de tecidos fresquinhos e cortes que agradam jovens e também mulheres mais velhas.

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FARM

Polêmicas à parte, as estampas da FARM são maravilhosas e os vestidos tem cortes lindíssimos – já mostrei alguns nesse post aqui. Infelizmente eles ainda não fazem tamanhos Plus Size – sigo esperando que aumentem a grade -, mas alguns modelos da grade regular vestem sim mulheres gordas. Tenho sete vestidos da marca, inclusive um deles é tamanho P, podem acreditar, haha.

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Não comprei, mas quero:

Forever 21

A linha Plus Size da varejista gringa finalmente deu as caras em terras cariocas? No último dia 27 chegou a coleção Forever+, que tem tamanhos do GG ao G5 (equivalente ao 54/56), e, no meio das doze araras dedicadas aos tamanhos maiores (!!!) encontrei vestidos diversos, dos mais clássicos aos antenados nas tendências, como o floral com fundo escuro!

forever 21

Naiah

A Naiah, que foi lançada com uma pegada de vestidos de festas voltou completamente repaginada. Com um estilo mais dia-a-dia, os vestidos da nova coleção ganharam meu coração, e eu pude ver de perto que os cortes e estampas são completamente diferentes do que costumamos ver na moda Plus Size por aí, sem falar no material excelente. Não deixa nada a desejar para a moda regular no quesito modernidade.

Alguém mais aí é louca por vestidos, principalmente nos dias de preguiça? E vocês, conhecem mais alguma loja com bons vestidos Plus Size?

mari-rodrigues-hoje-vou-assim-offMariana Rodrigues
Carioca, 30 anos, gorda. Tagarela de carteirinha, fã de chá gelado e viciada em bons debates na internet. Apaixonada por moda e televisão, escreve sobre esses e outros assuntos também em seu blog aquelamari.com
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Marcas diferentonas de moda praia

Há um tempinho eu, Ana, escrevi esse post sobre estar em busca de um estilo em moda praia que se aproxime do que busco pra mim no dia a dia: mais gráfico, com modelos mais inusitados ou com recortes estratégicos, poucas estampas e cores tropicais, com mais cores lisas e cortes mais retos.

Minha preferência vai ser sempre por marcas menores, de mulheres empreendedoras, por isso finalmente concluimos a pesquisa para indicar pra vocês algumas marcas que vão por esse caminho mais alternativo, incluindo as que vestem tamanhos maiores. A pesquisa foi feita em parceria com a Mari Rodrigues, colaboradora do blog.

Algumas não são exatamente uma pechincha, mas consideremos que trabalham com escala menor ou que podemos também aguardar e ficar de olho em liquidações. Cliquem no nome das marcas para acessar os sites/instas!

Chapéu Beachwear

Marca paulistana que surgiu em 2009 e foi uma das primeiras a trazer um estilo mais minimalista às suas criações, com boas opções de maiôs e biquinis. Vestem do tamanho P ao GG, vendem online e tem uma loja física em SP.

I A R A

Algumas famosas já usaram seus maiôs, que trazem sempre algum toque de sensualidade mas sem serem óbvios. Li numa matéria do ano passado que custavam até R$200, mas não sondei para saber se atualizaram os preços. Vendem somente pelo e-mail [email protected]

Verse

A marca tem pouco tempo – surgiu em 2016 – mas já traz um conceito de slow fashion com cuidado em todo o processo de produção, e um diferencial para inspirar mais calma, autoconhecimento e conexão entre as pessoas: todas as peças vem com o nome de quem costurou, bordado.

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verse

Bambina Beachwear

Com maiôs diferentões e estampas modernas, a marca curtitibana surgiu há um ano e conquistou os nossos corações.  Além dos maiôs, a Bambina também trabalha com biquínis e sukinis, além de estar sempre antenada nas tendências e no conforto. A marca tem uma pegada mais fashionista e o foco do público parece ser mais jovem.

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Kaone Moda Praia

Kaone é a marca das gordas mais ousadas! Com propostas polêmicas na moda praia plus size – como a calcinha de lacinhos na lateral e o top cortininha -, a marca também é especialista em trazer o que há de mais moderno e sofisticado para tamanhos maiores.  A Kaone conta também com uma coleção de bodies em parceria com a top model Plus Size Fluvia Lacerda.

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Cor de Jambo

É uma marca mais tradicional, aposta nas hot pants, mas nem por isso deixa de quebrar seus paradigmas! O carro chefe da marca é apenas uma hot pants no estilo “engana mamãe”, que, apesar da cintura alta, conta com um belíssimo fio dental na parte de trás!

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PHD Galeria

Com o conceito de se vestir uma galeria de arte, criam suportes de vestir e oferecem para artistas contemporâneos aplicarem seus trabalhos, pensando que a sua arte não será mais estática e ganhará as ruas pelos corpos e pelas interpretações dos usuários. Com preocupação ambiental e tamanhos que vão do PP ao GG, a PHD vende online pelo site e instagram e na sua loja física, na Galeria Metrópole (Av. São Luiz, 187 2˚ andar lj 25 – SP/SP)

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Thaissa Becho

Marca carioca hype entre os descolados, já fez parcerias com grifes como Cantão e Farm. Com modelos que remetem ao estilo asa delta dos anos 80, ultra cavados, a coleção de verão trará cores fortes em neon, ainda mantendo o famoso arco íris, só que agora em opçã0 de biquinis.

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Pipa

Também carioca, apresenta modelos com cores lisas, recortes estratégicos, cavas laterais e um dos melhores preços dessa listagem.

Masssala Beachwear

Marca que valoriza elementos arquitetônicos, cortes retos e várias amarrações para criar diferentes modelos numa mesma peça

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Quer indicar mais alguma que não apareceu na listagem? Pode falar que atualizaremos o post com as dicas! 🙂

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A importância dos bazares de moda Plus Size

Para mulheres que vestem manequins acima do 48, principalmente, tentativas de idas ao shopping para comprar roupas podem ser completamente frustrantes. Na maioria das vezes, temos que nos conformar com “o que cabe”, e não com um corte ou modelagem feitos para quem tem braços mais gordos, barriga e quadril largo. Isso sem mencionar a falta de tato das vendedoras dessas lojas, que muitas vezes não estão preparadas para lidar com pessoas gordas.

No último final de semana, o Pop Plus recebeu mais de 10 mil pessoas em um clube em São Paulo. A feira, que acontece quatro vezes por ano-  reúne expositores de diversos estilos do país inteiro e é hoje o maior evento de moda Plus Size do Brasil.  O sucesso do Pop Plus motivou a organização de eventos em outros estados, e hoje temos no Brasil cerca de 10 feiras e bazares destinados exclusivamente à moda Plus Size, acreditam?

hashtag
Hashtag Bazar

No Rio temos o Big Moda Plus, o HashTag Bazar e também o Bazar Tijucano. Na capital de São Paulo, além do Pop Plus tem o Bazar do Blog Mulherão, e, em São José dos Campos rola o Vale Plus. O BH Estilo Plus é a feira representante de Minas Gerais, e, em Curitiba acontece o Plus Festival. Já em Porto Alegre, rola a BPSPOA.
A agenda da moda Plus Size é bombante, tá?

big moda plus
O movimento do Big Moda Plus

Há quem tenha a cara de pau de dizer que isso é “segregação”, já que na maioria destes eventos só participam marcas que tenham peças a partir do manequim 44. Longe de mim incitar uma treta de moda, mas, honestamente, para quem é magra existe um mundo de possibilidades. Além dos shoppings, onde a maioria esmagadora das lojas só veste até o 44, existem diversos mercados com novos estilistas que muitas vezes só fabricam os tamanhos chamados regulares. Segregação é o que a moda faz continuamente com os corpos gordos.

Muitas marcas Plus Size ainda não dispõem de grana para bancar loja em grandes shoppings, e graças a esses eventos elas conseguem prosperar e se profissionalizar cada vez mais. Boa parte das mulheres gordas sentem insegurança para comprar online (mesmo quando as marcas especificam todas as medidas), já que as experiências em provadores de lojas regulares podem ser bem cruéis.

Além disso, quem frequenta essas feiras sabe que é muito mais que só um ambiente para compras. A maioria dos eventos conta com outras atividades como desfiles, rodas de conversa, apresentações diversas e mais! Para quem é gordo, é um ambiente completamente acolhedor. Para quem é magro, é uma chance de ver que ser gordo não é impeditivo para nada.

yoga pop plus
Yoga no Pop Plus
pole dance no big
Pole dance no Big Bazar

E você, conhece algum outro evento do segmento Plus Size? Já visitou algum para conhecer quem tá fazendo a diferença na moda?

mari-rodrigues-hoje-vou-assim-offMariana Rodrigues
Carioca, 30 anos, gorda. Tagarela de carteirinha, fã de chá gelado e viciada em bons debates na internet. Apaixonada por moda e televisão, escreve sobre esses e outros assuntos também em seu blog aquelamari.com
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Os passos lentos que a Moda Plus Size tem dado no grande mercado

Semana passada rolou mais uma edição da São Paulo Fashion Week e a palavra da do evento de moda mais famoso do Brasil foi representatividade. Se antes o ambiente da moda era composto apenas por pessoas consideradas dentro dos padrões de beleza eurocêntricos, hoje os produtores e estilistas não conseguem mais ignorar a pressão popular que implora por diversidade nesses espaços. Negros, trans, deficientes, e, claro, gordas desfilaram

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MC Carol de Niterói arrasando na passarela da LAB

Na penúltima edição da SPFW, a Lab Fantasma trouxe pela primeira vez uma modelo gorda pisando na passarela do evento. A Bia Gremion usa manequim 60 e foi o super destaque do desfile. Esse ano, a marca repetiu a dose e levou MC Carol (uma mulher gorda, negra e periférica) para a passarela. O desfile da Lab é um dos mais aguardados por levantar com vigor a bandeira da representatividade em seus modelos. A grife, do rapper Emicida, convidou também várias jornalistas, modelos e blogueiras gordas para vibrarem junto.

Outra grande surpresa nesta edição foi a apresentação da nova coleção do Ronaldo Fraga. Buscando “dar luz aos invisíveis”, o estilista colocou em seu elenco pessoas totalmente distintas do que estamos acostumadas a ver nas semanas de moda: idosos, deficientes físicos, transexuais, descendentes de índios e Fluvia Lacerda, a top model Plus Size que mesmo tendo quase quinze anos de carreira, nunca havia pisado nas passarelas da semana de moda mais relevante do país. Ronaldo Fraga é conhecido por celebrar a diversidade em seus desfiles – na última edição, abordou a questão dos refugiados e também da transexualidade.

Ronaldo Fraga SPFW N44 Verão / 2018 foto: Ze Takahashi / FOTOSITE
Fluvia Lacerda desfilando para Ronaldo Fraga
foto: Ze Takahashi / FOTOSITE

Hoje o estilista Alexandre Herchcovitch anunciou o lançamento de sua primeira coleção destinada ao público Plus Size. Em uma collab feita com a Elegance All Curves, as peças assinadas pelo estilista – que tem mais de vinte anos de carreira – vestirão mulheres que usam entre 44 e 54. A parceria tem ares de super produção – as fotos da modelo francesa Clémentine Desseaux foram feitas pelo consagrado fotógrafo André Schiliró. Mas, apesar do furor de ter um grande estilista criando modelos em tamanhos maiores, algo me incomodou e eu resolvi ler um pouco a opinião de outras amigas gordas pra ver se era só coisa da minha cabeça. Não, não era.

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Uma coleção Plus Size assinada por um grande estilista é um passo dado? Sim. Mas, honestamente, eu gostaria de ver esse tipo de parceria em grandes lojas do varejo. Joulik, Blue Man, Pat.Bo e o próprio Herchcovitch já lançaram coleções para a C&A, por exemplo, e os tamanhos conseguem ser ainda menores que o padrão da loja.

Parece que as grandes grifes e seus estilistas estão aos poucos entendendo que a moda mais do que nunca é uma questão social e precisa ser vista como tal. Não adianta só fechar collab com marcas de moda Plus Size, até porque são poucas que tem condições de firmar esse tipo de trabalho com estilistas ilustres e contratar fotógrafos de grandes editoriais. Precisa aumentar a própria grade, levar mulheres maiores para os grandes eventos de moda e celebrar todos os tamanhos. Porque sem isso, vira só mais um sanguessuga descobrindo que gorda gasta dinheiro pra se vestir – e esse tipo nós já estamos cansadas de ver.

mari-rodrigues-hoje-vou-assim-offMariana Rodrigues
Carioca, 30 anos, gorda. Tagarela de carteirinha, fã de chá gelado e viciada em bons debates na internet. Apaixonada por moda e televisão, escreve sobre esses e outros assuntos também em seu blog aquelamari.com
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