As collections de final de ano da C&A + bazares por aí!

O post de hoje está meio miscelânea: além de dicas de bazares no RJ e São Paulo, também trago novidades sobre a última parceria do ano da C&A, e, acreditem, será um mix de quatro marcas de moda praia!

Vamos começar pela C&A! Eles foram sagazes e repetiram em uma só as parcerias de beachwear de maior sucesso dos últimos anos deles! Entitulada Collection 4 Mares, foca na moda praia, trazendo peças assinadas pela Água de Coco, Cia. Marítima, Lenny Niemeyer e Blue Man.

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Segundo matéria na Vogue, “na coleção da Água de Coco, destaque para as estampas poderosas de fauna e flora, trazendo araras, tucanos, cocos e coqueiros. A Blue Man traz prints de borboletas e aviamentos diferenciados, que dão às peças um mood boêmio em tons flúor e neon. Já a beachwear da Cia. Marítima chega inspirada no Art Déco, com pegada tropical e estampas geométricas. Tons de p&b se mesclam com os azuis. Para finalizar, a Lenny Niemeyer traz o Oriente sofisticado como fonte de inspiração, com destaque para estampas com pássaros, carpas e flores. Fundo vermelho, preto, off white e azul fazem parte da cartela e acompanham a mesma vibração dos desenhos.”

A coleção chega ao e-commerce da C&A no dia 29.11, e nas lojas físicas a partir de 05.12

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Vamos às dicas de bazares!

As calças jeans mais incríveis deste Braseeeel estarão com super desconto no bazar de natal da Amapô! de 15/11 a 15/12, em São Paulo – mais infos nas imagens abaixo:

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No Rio de Janeiro a Armadillo – que é de moda masculina – iniciou os trabalhos natalinos, tudo na fábrica deles em São Cristóvão. Cata as informações aqui embaixo, na imagem:

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Inscrições abertas pro Conheça suas Cores BH!

Pessoal de Belo Horizonte – vocês pediram tanto e aqui está a segunda edição do Workshop Conheça suas cores na cidade! 😀 Conto com vocês para a realização de mais uma edição do curso mais colorido dessa internet, hahaha!

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Turma do primeiro workshop de cores em BH! 🙂
Para quem é o workshop?

É direcionado para quem ainda não “encontrou” seu estilo pessoal e se perde na quantidade de informações que recebe todos os dias, para quem tem dúvidas na hora de se vestir ou fazer compras e não sabe por onde começar ao montar um guarda- roupa versátil, consciente e atemporal.

Entender sobre suas melhores cores ajuda nesse filtro na hora das compras, a perceber como podemos ser nossa versão mais incrível em várias ocasiões, abre um leque de possibilidades no seu guarda-roupa, estimula a criatividade e ajuda a sairmos da mesmice! 🙂

Ajuda também na decisão de desentulharmos o armário, tirando aquela roupa da dúvida, essa que você nunca consegue usar e que, talvez, a culpa seja da cor, hehe.

Belo Horizonte

Quando: sábado, dia 09.12.2017
Horário: das 10h até 14h com pausa para o coffee
Onde: Raja Gabaglia, Estoril
Valor: R$ 480,00
Máximo de 10 inscritos

As inscrições podem ser feitas de duas maneiras:

Pelo Pagseguro, que dá para parcelar no cartão de crédito

OU pra quem quiser depositar/transferir, só pedir os dados bancários pelo [email protected]

Conteúdo:

– Cada participante vai passar por uma análise cromática e descobrir a cartela de cores que mais te favorece, que te deixa mais bonitona, ó que beleza! 🙂

– Vamos conversar sobre círculo cromático, coordenações de cores dentro das cartelas, contraste pessoal, coordenações de neutros, misturar estampas;

– As mensagens das cores <3

– Vamos falar sobre processo criativo na hora de montar os looks e colocarmos algumas ideias em prática com acessórios;

– Se você só usa preto, branco e cinza, eu juro que não vou querer te jogar um balde de arco-íris, mas certamente vamos abrir seu leque de possibilidades para sair um pouquinho da zona de conforto e explorarmos outras cores em potencial – mesmo que sejam variações dos próprios neutros, só que mais…coloridos! hehe!

– Se você usa todas as cores possíveis, também vamos ajudá-los a entender mais sobre as cores da sua cartela, os seus tons mais específicos;

– Como aumentar o número de combinações com o que se tem no armário e trazendo mais impacto nas produções só com coordenações cromáticas, em truques de estilo atemporais;

– Tentar dar uma força pra perder o medo de combiná-las, até porque, roupa não morde ;P

– Vamos aprender principalmente a quebrar regras, porque essa é a graça toda do negócio, usar o que te faz bem <3

E ainda, bônussssss:

– Cartela digital para cada participante

– Material em PDF sobre sua cartela e como usar suas cores

Obs: Este não é um curso para quem quer aprender análise cromática. 😉

INSCRIÇÃO  E PAGAMENTO

Para fazer inscrição você pode clicar no botão do PagSeguro referente ao curso que você quer fazer. O pagamento é em ambiente seguro e você pode pagar através de transferência eletrônica ou de cartão de crédito (com opção de parcelamento). Depois, basta enviar email para [email protected] avisando.

O email é respondido em até 24 horas com a confirmação da inscrição. O PagSeguro avisa quando o pagamento foi feito e se está tudo ok. Não há garantia de vaga sem o pagamento efetuado.

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Minhas impressões Paula Raia para Riachuelo

Na quinta-feira a coleção da estilista Paula Raia em parceria com a Riachuelo chegou às lojas, mas antes abriu os trabalhos com um desfile transmitido ao vivo nas redes sociais com participação de famosas vestindo as peças da coleção. Sugeriram uma inspiração nas personagens dos livros de Jorge Amado, acho que mais pelo trabalho autoral da marca, que prioriza o feito à mão e tecidos naturais do que pelas cores das histórias do escritor baiano.

Eu na verdade não vi nada, só reproduzi o que me contaram. Trabalhei até domingo incansavelmente e não tive como conferir a coleção no dia – e, para ser bem sincera, não estava motivada em cobrir algo (que fica distante da minha casa) de uma rede varejista com a qual não compactuo com a forma que conduz a sua mão de obra, com as relações trabalhistas e por estar avaliada com amarelo no app Moda Livre por não abrir totalmente seus métodos de produção.

Mas ainda assim mantive a curiosidade, pois acompanho o trabalho de Paula Raia desde a época da sua marca Raia de Goye – com a estilista Fernanda Goye –, que já teve coleção com a C&A, inclusive. Respeito máximo pela estilista, mas sei que seu nome não é conhecido pela maioria das pessoas (aliás, pesquisem sempre o trabalho e trajetória das marcas e estilistas, isso é super importante antes de sairmos falando por aí, eu já aprendi a lição). Sendo assim, na sexta, após atendimento de lojas com uma cliente, fui à noitinha na loja de Ipanema conferir o que sobrou – sim, restou apenas uma arara com as parcas peças remanescentes.

Peguei o que tinha e fui ao provador. Infelizmente não daria tempo de escrever e tratar as fotos pra postar aqui no blog, então adiantei as minhas opiniões através de stories (os vídeos de 10 segundos do instagram) e de uma posterior postagem na rede social, essa aqui:

"Ah, o vestido da Bruna Marquezine pro desfile da Paula Raia pra Riachuelo". Eu não vi a moça vestindo ele, mas é assim, por meio de estratégias caríssimas de persuasão, que vemos as roupas da coleção voarem em velocidade assombrosa – mesmo sabendo que o vestido custa R$370 e que nem veste bem na real. . Não é sobre o preço apenas, mas sobre questionarmos mais as nossas escolhas. Quais são as nossas reais necessidades e nosso comprometimento com o que queremos comunicar pro outro? Valorizamos marcas autorais ou pagamos caro por algo que nem sabemos de onde veio – e a que custo foi produzido? Queremos ter nosso trabalho valorizado mas reclamamos do preço praticado pela costureira do bairro? . Por que você consome o que consome? O que motiva suas escolhas? Qual seu nível de consciência sobre tudo isso? Questionar é fundamental para termos não só uma sociedade mais justa, como aumentarmos nossa percepção sobre nosso estilo, nosso consumo e nossos ideais na vida. . Update: gente, acho que não preciso ser mais clara do que fui, mas vamos lá: quem comprou e gostou, que bom, MESMO. Não é sobre ser feio ou bonito, se vestiu melhor em mim ou na fulana, nem desmerecer o outro, mas como exercício reflexivo em busca do AUTOCONHECIMENTO . . #paularaiaparariachuelo #impressõeshvaoff

Uma publicação compartilhada por Hoje vou assim OFF Ana Soares (@hojevouassimoff) em

Eu me assustei com a repercussão do que comentei no provador e da foto-legenda: muitos compartilhamentos em outros perfis e grupos de facebook, mais de 300 mensagens inbox para eu responder e outros 380 comentários na foto. Li todos, respondi um a um, e a maioria esmagadora apoiou as minhas considerações.

Reproduzo aqui:

“Ah, o vestido da Bruna Marquezine pro desfile da Paula Raia pra Riachuelo”. Eu não vi a moça vestindo ele, mas é assim, por meio de estratégias caríssimas de persuasão, que vemos as roupas da coleção voarem em velocidade assombrosa – mesmo sabendo que o vestido custa R$370 e que nem veste bem na real.

Não é sobre o preço apenas, mas sobre questionarmos mais as nossas escolhas. Quais são as nossas reais necessidades e nosso comprometimento com o que queremos comunicar pro outro? Valorizamos marcas autorais ou pagamos caro por algo que nem sabemos de onde veio – e a que custo foi produzido? Queremos ter nosso trabalho valorizado mas reclamamos do preço praticado pela costureira do bairro?

Por que você consome o que consome? O que motiva suas escolhas? Qual seu nível de consciência sobre tudo isso?
Questionar é fundamental para termos não só uma sociedade mais justa, como aumentarmos nossa percepção sobre nosso estilo, nosso consumo e nossos ideais na vida.

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Sobre o que achei da coleção:

As peças da Paula não são fáceis de se reproduzir em larga escala, ainda mais moulage em fast fashion. Mantiveram a ideia do handmade (!) e dos tecidos naturais em algumas, gostei de algumas propostas que ficaram bem diferentes, com decotes e costas fora do padrão que vemos na loja, mas não sei sobre algumas execuções.

Esse vestido de laise, por ex, achei que ficou muito armado e era das poucas peças com forro e corpo em 100% algodão. Todas as outras possuíam alguma mistura com sintéticos – que por um lado por ser bom para não ficarem muito amassadas, mas por outro, se o forro tiver a maior parte disso na composição, pode esquentar.

Por saber da produção em larga escala, logo, possuem uma boa brecha para negociarem preços das matérias primas, achei os preços surreais. O vestido acima custava quase 380 reais! GENTE! Numa fast fashion é uma fortuna – preço próximo aos praticados por outra que acho muito superestimada, a Zara.

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O shortinho de cintura alta reproduzia um linho e a estampa em silk, mas R$170 reais nele é demais para a minha cabeça e bolso. Assim como a blusa, achei fofo o detalhe nas costas – apesar de ser um tico confusa pra vestir – mas pela fortuna de R$180 reais, SEM CHANCE!

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Por fora, algodão, já no forro, maior parte em poliéster
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Short com composição de 50% algodão, 30% linho e 15% poliéster, com forro 80% poliéster e 20% algodão

O vestido segue a mesma composição do short! não tinha mais meu tamanho, peguei um tam 40, maior pra mim. Achei bonitinho, gostei das costas, mas eu lembro que custava também algo em torno de 250 reais. O acabamento interno era bem executado.

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Vendo acabamento pelo avesso

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Esse vestido era todo em poliéster, achei desconfortável e modelagem estranha. Custava 289 reais e tinha em preto também.

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A blusa tentava seguir a proposta da marca, mas não gostei do toque do tecido, mais rígido, que influenciava o caimento. A calça tinha uma modelagem interessante, mas não consegui avaliar bem porque só tinha um tamanho maior que o meu.

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A seguir vestido e macacão em poliéster – não me agrada essa composição, porque no Rio é quente demais para isso. Fora que foge da proposta da grife e não justifica os preços caríssimos praticados – o macacão custa inacreditáveis R$330!

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O body tinha uma textura interessante, mas, mais uma vez, com sintético na composição.

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A cartela em tons crus não agradou muita gente, mas trouxe a possibilidade de cores mais curingas e na onda do verão – mas não acho que justifique preços tão altos, ainda mais se muita coisa tem sintético na composição.

Não é uma coleção pra dar lucro pra rede, sendo mais para gerar burburinho e deixar a Riachuelo mais próxima de uma rede que produz moda e não apenas vestuário.

E vocês, o que acharam? Qual a sua opinião sobre toda essa estratégia de marketing X escolha da grife X preços?

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Aceita que dói menos

Eu não sou do tipo que aceita fácil.

Mora em mim uma revoltada latente. Não aceito a partida, não aceito a despedida, não aceito o não, muito menos o talvez.

Não aceito a injustiça, não aceito 18 homens mandarem nos corpos das mulheres, não aceito a distopia, muito menos a cegueira seletiva.

Na semana passada, quando eu vesti essa camiseta, o contexto era mais uma mensagem irreverente de empoderamento. Hoje eu tô bem triste com tanta coisa acontecendo, me sentindo impotente e cansada, extremamente cansada.

Aceito um tanto de coisa para ter alguma leveza, mas somente as que não tem solução. E, assim aceitando, mesmo que contrariada, torço para que doa menos. Porém, algumas coisas eu não consigo, não aceitarei e nem jamais abaixarei a cabeça para.

Não enquanto tiver sangue fervente correndo nesse corpo feminino.

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Camiseta 787 Shirts (marca de mulheres, que contratam mulheres de forma justa e vendem para mulheres)
Short Maria Filó
Slip On Sanden
Bolsa Adô Atelier
Brincos Erika Z

fotos: Denise Ricardo

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