A improvável relação de amor entre uma gorda e a FARM

O tema de hoje é mais polêmico que mamilos e mais debatido que novela das nove: roupas da FARM. Mais precisamente o fato de uma mulher gorda como eu posar com roupas compradas na marca, conhecida por vestir apenas moças magérrimas.

Até o ano passado eu nunca havia entrado em uma loja da FARM, simplesmente porque assimilei a ideia de que nenhuma peça ali me serviria. Bom, muitas peças (a maioria) não me servem, mas, vejam bem, é assim em todas as lojas de moda regular – vide esse post de garimpo que nada mais é que uma voltinha pelo shopping. Algumas pessoas do meu convívio já falavam sobre algumas peças que cabiam sim em gordas, mas nada que me motivasse… até que eu vi a foto de uma mulher que tem o corpo bem parecido com o meu usando vários vestidos, e até calça da marca. O vestido que essa mulher usava era da coleção nova, uma outra amiga também já havia comprado e me sugeriu ir até a loja do Rio Design Barra e procurar pela vendedora Thais, que a atendeu bem e certamente me atenderia também.

Só quem passou grande parte da vida acreditando que nunca entraria numa peça de determinada marca sabe o que eu senti. Entrei na loja tímida, procurei pela Thais, pedi o tamanho G do vestido desejado. No cabide havia um tamanho M, e eu dei uma risada debochada quando ela sugeriu que eu o levasse ao provador enquanto ela desceria com um maior do estoque.

Quando vesti o M e me olhei no espelho, mal conseguia acreditar. O vestido cabia, e nem de longe estava apertado – na verdade eu estava tão eufórica que não percebi que poderia ser um tamanho P, haha. Ali eu criei uma relação de cumplicidade e parceria com a Thais, a quem chamo carinhosamente de “vendedora titular”.

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Infelizmente a minha experiência é uma exceção, já li reclamações constantes sobre o atendimento nas lojas da FARM. Segundo grande parte das mulheres, se você não estiver nos padrões de beleza, é recebida pelas vendedoras com olhar de desprezo e atendimento preguiçoso. Para ser justa, nunca fui vítima dessas ocorrências nas três lojas da marca que entrei.

Apesar de ser um ponto fora da curva, creio que em 2017 não cabe mais esse tipo de postura vinda de uma marca conhecida pelo estilo good vibes. Acredito que isso esteja mudando, já que tenho visto mulheres maiores vestindo FARM e relatando bom atendimento.

É curioso ver como o público alvo da loja não aceita bem as peças que vem com modelagem maior. Os comentários são sempre pejorativos, as peças que cabem em mulheres maiores são consideradas feias, “sem forma”, esquisitas. Entendo que a falta de padronização pode incomodar as clientes mais antigas e fieis, mas também reparo que falta se colocar no lugar da colega que ficou feliz por finalmente ter algo que a sirva.

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Infelizmente as calças, shorts e algumas saias ainda estão super limitados nos tamanhos e modelagens, fazendo com que muitas das mulheres que estão dentro dos padrões achem absurdo uma mulher gorda usar roupas da FARM. Na realidade, essas pessoas querem uma aliada à frustração delas mesmas. Nunca vi esse esforço para fazer com que a moda se democratize na seara dos tamanhos. Se eu resolvesse boicotar todas as lojas que não fazem roupas pensando no meu corpo, eu andaria praticamente nua.

Ironias à parte, seria maravilhoso termos uma grade maior de tamanhos, ou, na falta disso, coleções Plus Size a cada estação. Se a marca já conta com peças petite – tem short e calças tamanho 34! -, por que não expandir os tamanhos para mulheres maiores?

Prestes a completar 20 anos, a FARM ainda peca como uma adolescente em alguns aspectos bobos, mas dá sinal de maturidade ao deixar claro que ainda tem muito fôlego para crescer cada vez mais. A marca não tem como hábito ceder às tendências, e, quando o faz, ainda assim faz questão de imprimir sua identidade para que não haja dúvidas sobre a procedência daquela roupa. É essa a impressão que eu tenho ao ver a legião de fãs – e também de haters – que a FARM acumula.

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Fotos: Denise Ricardo
mari-rodrigues-hoje-vou-assim-offMariana Rodrigues
Carioca, 29 anos, gorda. Tagarela de carteirinha, fã de chá gelado e viciada em bons debates na internet. Apaixonada por moda e televisão, escreve sobre esses e outros assuntos também em seu blog aquelamari.com
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Comentários pelo blog

50 comentários

  1. Zeza Maria comentou:

    Mari, eu já vesti tamanho 52/54 e também fiquei muito surpresa em ver que na FARM tinham peças que cabiam em mim. Amo as estampas, mas fui progressivamente deixando de consumir a marca justamente pelo atendimento péssimo em lojas diferentes, inclusive em estados diferentes. Aqui em Salvador pelo menos, tem o agravante do mau atendimento estar relacionado não somente ao padrão estético corporal, mas também à suposta condição financeira/classe social e cor da pele – ou seja, denúncias graves. São inúmeros os casos nas lojas da marca por aqui.

    Adorei o post porque é mesmo preciso aumentar o repertório de lojas que atendem tamanhos grandes, já que somos tão pouco contempladas pelas grandes lojas, mas como você bem disse, estamos em 2017: não dá pra uma marca ser gordofóbica e preconceituosa.

    1. Marla respondeu Zeza Maria

      Também sou de Salvador e tenho um medo terrível de entrar na Farm… E olha que eu visto tamanho 44/46, que ainda não é grade plus size. Mas o mal atendimento na cidade em si, já deixa a gente meio com o pé atrás. Eu não passo perto.

  2. Raquel comentou:

    Eu não curto a FARM…acho as estampas lindas, mas nunca gosto do tecido (sempre acho com cara de tecido velho). Sobre o atendimento, não posso opinar quanto ao preconceito de tamanho, mas já li vários relatos… agora sobre a condição financeira, oh! Entre “mal vestida” (leia-se de shorts jeans, camiseta e havaiana) na loja e as vendedoras só faltam te colocar para fora a vassouradas.
    E devo confessar que me arrepio toda com essa tal “good vibes”. Quase todos que estão na mídia e propagam são pessoas nojentinhas.
    Você ficou linda em todas as roupas, mas o vestido branco…que especial!

  3. Marcela comentou:

    Atendimento da Farm é péssimo sempre! E olha desconfio que é mais por preguiça das vendedoras mesmo, ou deslumbramento se achando a última bolacha do pacote pq trabalham lá. Eu sou branca, alta, magra, me visto bem e mesmo assim todas as 2 vezes que entrei na loja fui totalmente ignorada. Acho que lá nem se eu entrar abanando um cartão black pra ser bem atendida viu. Aí tem lojas que são muito mais caras e o atendimento é maravilhoso, tipo a Bo.Bo e a Animale.
    Fora que eles conseguem estragar estampas lindas com uma modelagem pavorosa.
    Agarra nessa vendedora que te atendeu bem e torce pra ela nunca sair!

    1. Dri respondeu Marcela

      Sim, sim, já entrei e saí sem uma alma viva de cílios postiços e unhas enormes me atender.
      Aí eu penso, quanto será que “esse povo” recebe de comissão pra me esnobar assim?

  4. Nary comentou:

    Olha só, uso 42/44 e NUNCA comprei nada na FARM (a não ser uma camiseta da coleção da Adidas) porque simplesmente nada me cabe. Eu entro na loja e as vendedoras já me olham torto. Aqui em Natal ainda tem o ator de que se você não entrar super bem vestida e maquiada na loja as vendedoras não te olham.
    Infelizmente criei uma barreira total com a loja por causa disso, pq eu n sou nem obrigada a entrar num local que as pessoas me olham torto né?
    Tão lindos os vestidos que você pôs no post, queria, mas eles não me querem. kkkkkkk

    1. Tina respondeu Nary

      Idem aqui! Cansada de ser atendida por estudante metidinha para provar roupas de tecidos que desbotam e/ou encolhem , isso nas raras vezes em que se consegue um 44.

  5. Dri comentou:

    Pavor de entrar numa loja em que primeiro você precisa comprar em outra loja superior, para estar adequada à ela (deu pra entender?). Fora que as estampas são muito espalhafatosas, socorro!

    Bacana você ter achado atendente e peças que se adequaram a você.

  6. Olivia Colares comentou:

    eu nao gosto da Farm. não digo das peças, acho as estampas lindas mas a marca em si não se preocupa em nada com o público. uma marca que não quer saber se uma gorda veste ou nao roupas que fabrica. na vdd ninguém saberia se as gordas não fossem até lá e colocassem essa informação pública. uma marca que não se mexe em casos de gordofobia em loja.

    uma vez eu li que estar perto da Farm não é estar perto de Afrodite. a gente tem que parar de subir cada vez mais essa marca em um pedestal como se fosse sinônimo de sucesso vestir uma peça de lá.

    1. Erika respondeu Olivia Colares

      Nossa ia comentar isso. Quanto desespero pra vestir Farm. Pra mim é brega até dizer chega. E não só nas estampas e tecidos HORROROSOS mas pelo atendimento que estão comentando aqui.

  7. Laís Simão comentou:

    Achei super interessante e pertinente o post! Sempre fui gordinha e já fui muito mal atendida na Farm no Rio por ter tido a “ousadia” de achar que aquelas roupas serviriam em mim. A vendedora me olhou de alto a baixo E somente disse: “nossas peças não servem para você.” Claro que nunca mais pisei numa loja da marca e ainda que possa achar algumas peças bonitas, não consigo ter interesse em prestigiar e consumir uma marca que não valoriza todos os tipos de corpo. Mas se estão mudando os conceitos, é uma atitude interessante. Já não era sem tempo. Infelizmente lendo os comentários fiquei ainda mais triste em saber que esse tipo de mau atendimento para que não atende aos padrões “capa da Vogue” não foi pontual e é meio corriqueiro….

    1. larissa respondeu Laís Simão

      Oi Laís, curioso seu comentário. Adorei. Olha que engraçado uma coisa do outro lado: minha irmã, que pesa 42kg e veste 34 uma vez entrou na Levi’s e a vendedora simplesmente olhou e disse a mesma coisa que você ouviu: “não tem nada aqui que sirva em você”. Acho de uma grosseria tão grande. Por acaso a vendedora sabe se você está ali pra comprar um presente? Acho muito ruim que em pleno século 21, onde tantas marcas estão se adequando e fugindo de padrões, ainda existam marcas assim.
      Uma amiga minha trabalhou numa Equatore e disse que as vendedoras eram obrigadas a esticar as calças (prender na escada e puxar etc.) para alargar pois assim a consumidora comprava uma calça um número menor que o usual achando que tava cabendo e na verdade era uma calça quase que destruída, toda esticada. Engraçado o que uma numeração de roupa faz com o psicológico né? E concordo com a amiga de cima que disse que acha tudo brega na FARM.
      Mas que bom que nossa colega foi bem atendida. Isso deveria ser NORMAL e não motivo de comemoração.

      Aqui no Rio o padrão de atendimento em qualquer lugar é ruim, seja na Lagoa ou no subúrbio. Raro ser bem atendido.

  8. Beatriz comentou:

    Meu problema com a Farm nem é: praticamente tudo que já tive se desfez. Tecidos que encolhem MUITO ou perdem completamente a forma, mesmo lavando na maior delicadeza do mundo à mão.

  9. Fernanda Valentim comentou:

    Eu já gostei muito da Farm, apesar do atendimento blasé das vendedoras garotinhas sem paciência para trintonas. Já fui fã das liquidações e sempre saía da loja com pelo menos uma camisetinha. Mas depois de um tempo, vi que está tudo “mais do mesmo”. Se você olhar um print do site de 5 anos atrás o ó site hoje, vai ver que as estampas e as cores são muito semelhantes. Fora que a qualidade caiu muito, os tecidos se desfazem e a costura geralmente é toda torta.

  10. Lucia comentou:

    Ficou tudo lindo em você, mas eu não vou na Farm. Não é por ser uma loja que só tem tamanho pequeno, é por ser uma loja que tem tamanhos grandes mas trata essa clientela como segunda linha. Já cansei de ouvir histórias sobre vendedoras destratando quem está fora do padrão magro, e NUNCA vi ninguém da marca tentando melhorar essa péssima imagem. Então não vou lá.

  11. Thalita comentou:

    A Lança Perfume faz roupas lindas em números maiores. Ou melhor, o número deles não batem com as demais. Então a 46 veste bem quem usa 48, a 36 veste bem quem usa 38, entendeu?

  12. Eu tenho 42 anos e visto 40/42. Já comprei na Farm do Shopping Vertical do RJ e fui bem atendida. Da última vez em que estive em uma loja da marca foi dentro do Outlet do evento VesteRio e fui super-hiper-mega bem atendida!!! Mas também já comprei no link BAZAR do site e é uma forma de comprar sem ter este tipo de preocupação… apesar do ideal ser não termos este tipo de preocupação!

  13. Tatiana Araújo Lima comentou:

    Entrei uma vez na loja pra nunca mais, as vendedoras olham você de cima a baixo (sou de Fortaleza/CE) parece que se você não for do clube de compradoras que geralmente andam por lá você não é ninguém, peguei nojo, e pelo visto não sou a única.

  14. Camila comentou:

    Eu adoro as roupas. Mas sinto que eles pecam pela padronização. Eu por exemplo, compro pouco pq não acho uma peça que caia super bem em mim. Tenho seios avantajados e muitos dos decotes estão nas costas. Como vou usar sem sutiã? Além do mais, sou baixinha, sempre tenho que ajustar. Acho que eles só pensam nas mulheres gostosas e/ou magras. Ou seja: baBo nas roupas mas não são pra mim.

    1. Flavia respondeu Camila

      Amg,
      O marketing deles é mais focado em criar desejo em quem NAO PODE TER a roupa da marca para que as poucas que se encaixam no pradraozinho deles se sintam deusas e sejam reconhecidas como deusas. Tenho total desprezo por marcas que tem como objetivo diminuir a auto estima das mulheres e fazer com que elas acham que nao se encaixam.

  15. Flavia comentou:

    TENHO VERDADEIRO ORRÔ DA FARM! E sinceramente, não é só pelo péssimo atendimento e pelos olhares judging you ou pelos olhares de você não tinha nem que tá aqui lançados pela maioria das vendedoras que acham que são o modelo farmete do ipanemismo fashionista e que as clientes normais são um nada, meu problema com a farm é ver repetidamente a marca se posicionar como good vibes #gratidao e permitir e não corrigir o comportamento das funcionárias mesmo a gente vendo repetidamente as reclamações sobre casos de gordofobia, preconceitos (de todos os tipos) serem levados a publico… O comportamento da marca em si é todo reprovavel, a marca tem um marketing sedututor mas copia, plageia e se apropria do trabalho repetidamente estilistas, designers, até um doutorado sobre camomila descaradamente (o caso da ultima colecao) descaradamente como se fossem intocáveis. Restrigem a moda a uma clientela especifica fazendo tamanhos minimos em sua maioria. Pra que eu daria meu suado dinheirinho pra uma marca que não respeita nada nem ninguém? Acho bonita as estampas, mas a essência verdadeira da marca nao me representa.

    1. Flavia, realmente concordo com você quando o assunto é plágio, e por isso não disse que a FARM é intocável, falei que comete erros também. Mas às vezes sinto que é uma indignação seletiva, e vou explicar porque.
      Acho curioso esses mesmos erros serem esquecidos quando se trata de C&A, Renner, Riachuelo, e, principalmente, Zara. Todas essas marcas tem sérias acusações de plágio (a Zara principalmente) e vejo passarem batidas ao olhos das consumidoras. Quando ao processo de produção das peças, então… aí mesmo que a ética dessas marcas manda lembrança.
      E se falarmos em tamanhos, nenhuma delas me contempla. Inclusive hoje acho mais roupas para o meu corpo na FARM que na C&A.
      E não vejo boicote nenhum a essas lojas, muito pelo contrário, estão sempre lotadas.

      1. Flavia respondeu Mari Rodrigues

        Oi Mari,

        Quando falei que a farm agia como intocável não foi por nada no seu texto, mas pela postura que vejo da marca, pela forma que agiram com a Palmira Margarida, se apropriando de tal forma que os donos da marca usaram frases do doutorado dela numa entrevista como se fossem falas proprias deles e depois vieram com a desculpa que se inspiraram … foi um desabafo mesmo, não foi uma critica ao seu texto. Tenho um amigo que sofreu plagio pela renner, não compro mais lá a 3 anos, não só lá, mas em fast fashions pois tento dentro do meu orçamento manter minhas compras dentro de uma cadeia de consumo mais respeitosa. Participo de diversos grupos no qual muitas mulheres fazem boicote a diversas marcas e a indignação não é seletiva. A grande diferença é que infelizmente a informação e a conscientização as vezes não chega a maior parte dos consumidores de fast fashions e muitas vezes quando chega, alguns não tem opção por questões financeiras de deixar de comprar numa citycol, riachuelo e cea.

        1. Ana Carolina respondeu Flavia

          Esse lance da moça da camomila foi muito muito feio mesmo :/

    2. Lídia respondeu Flavia

      tem toda razão Flavia! Depois de tanta reclamação em público, pq o comportamento das vendedoras continuam o mesmo??

  16. Lucia comentou:

    Olha, isso é que é garimpo!!! Parabéns pelo garimpo!!! A gente tem que fazer dessas mesmo!!! Adorei a postagem, parabéns!!!

  17. Hallyne Rodrigues comentou:

    Oi, em se falando de FARM e de muitas outras que unem péssimo atendimento, falso estilismo e unificação de padrões a única resposta a dar as marcas é não comprar. Sinceramente, mesmo que as roupas caibam em padrões de formas maiores, porque comprar nessas lojas? Existem tantas outras que valorizam a mulher por inteiro, na sua essência. E quando digo por inteiro, me refiro ao corpo, a condição financeira, a realidade daquela mulher que entra na loja. Vamos acordar e valorizar marcas que saibam entender a mulher atual, a mulher real.

    1. larissa respondeu Hallyne Rodrigues

      Sim, concordo 100%. Não comprem. Estampas bonitas tem na Totem, na Cantão, e nas fast fashion também…. E vamos combinar que é muito caro pro que é… os tecidos não são grande coisa, e como algumas meninas já disseram eles até plageiam designers, etc. Uma postura muito feia. Pagando tão caro por uma roupa o que você espera é que seja quase que exclusivo né? Quando eu penso eu acho que TUDO vem da China.

      1. Ana Carolina respondeu larissa

        Larissa, mas Cantão não veste tamanhos maiores. Esse é o cerne do post. É plágio….cópia…temos em praticamente todas as marcas.

        1. Fernanda respondeu Ana Carolina

          Ana,

          Encontro muita roupa que veste tamanho maior na totem, pra minha supresa que tenho seios 46, ombros, costas largas, barriga e braço bemmmm gordinho as blusas de tamanho 3 me vestem bem e com folga em diversas modelagens, vestidos 3 também, o q pega pra mim lá é o preço rsrs… O que quer dizer que muitas meninas maiores que eu podem vestir o tamanho 4 da marca também. Acho legal deixar a dica!

          1. Ana Carolina respondeu Fernanda

            Sim! A própria Mari comentou comigo, tô adorando saber disso! Até editei o comentário 🙂

        2. janis respondeu Ana Carolina

          A modelagem da Cantão é enorme…. bem democrática

  18. Rebecca comentou:

    Mariana, primeiramente eu gostaria d dizer q entendo a frustação/medo das pessoas fora do padrão d entrar na Farm. Contudo, preciso dizer que vivi a experiência oposta. Em 2015 (última vez q comprei lá por crise econômica mesmo) eu q visto 38 em qq loja, comprei um macaquinho G, la os demais tamanhos não ficaram bons em mim. Gente, eu fiquei chocada com a modelagem diminuta e antidemocrática. Em relação ao atendimento, fui super bem tratada na Farm do Shopping Gavea. E estava d jeans e camiseta. Enfim, só deixo o meu registro: a Farm está mt cara para peças d pouca qualidade.

    1. Ana Carolina respondeu Rebecca

      Rebecca, eu mesma não compro mais lá porque acho caro e a qualidade caiu. Mas gosto dessa postura de enfrentamento da Mari, porque é dessa atitude que precisamos pra mudar o mundo. Tipo, ah vc não me quer? Mas eu entro mesmo assim, colar de beijos. Só assim poderemos vislumbrar mudanças.

      1. Érika respondeu Ana Carolina

        Sinceramente discordo, reprovo a marca e dou dinheiro pra ela continuar com o mesmo comportamento?
        Não faz sentido Ana…
        Se reprovo, não entro e por mim, fali.

        1. Ana Carolina respondeu Érika

          não estou dizendo q tem que entrar e comprar. Eu mesma não entro e não compro. Mas né? Essa sou eu, magra, que posso comprar em outros lugares, por isso achei o post da Mari super pertinente nesse sentido.

      2. janis respondeu Ana Carolina

        Nunca entrei numa loja, como normalmente não entro em nenhuma loja q tenho q ser atendidapor vendedoras, tds as peças que tenho comprei em multimarca ou outlet online. Sobre as peças são caras pelos tecidos chumbregas, apesar das lindas estampas.
        Não entendi um post gigante no site defendendo tanto uma marca que todos criticam, tem q ganhar muito vestido pra isso….

        1. Ana Carolina respondeu janis

          Oi Janis. Ninguém está defendendo. A Mari quis escrever sobre a experiência dela. Apenas isso.

  19. Iguaraci Benedicto comentou:

    Eu uso roupas da FARM. E tb não sou magra. Moro a cerca de dez minutos da loja que tem aqui na Vila Madalena, e (in)felizmente compro pela internet nas lojas que revendem as peças pq cansei de entrar lá ser medida de ponta a ponta, e passar por dois preconceitos a olhos nus: não ser magra e ser negra.
    O mundo está num processo de desintoxicação, e creio que não tem lugar para pessoas com esta visão e conduta “fora de moda”.
    Recentemente li um artigo sugerindo o boicote a marca. Não acho que este seja o caminho seria descer no mesmo nível. Temos mais é que comprarmos e mostrar que se pendura um 34 pode muito bem pendurar um 48.

    1. Ana Carolina respondeu Iguaraci Benedicto

      Iguaraci, melhor comentário! Sua última frase é pra bordar e emoldurar, isso ae!!!!!!! Esse foi o intuito do post!

  20. Cris comentou:

    Legal demais saber que como, outras gordinhas também sonham com a Farm!
    Eu não tô nem aí pra vendedora, experimento tudo mesmo é sempre tive a sorte de ser muito bem atendida em todas as lojas que já fui e comprar roupas maravilhosos ( uso 46/48)
    Aqui na minha cidade não tem Farm e acho que nunca terá pq é bem interior (Juiz de Fora – MG).
    Quanto ao atendimento, será que o preconceito não parte da gente?
    Na maioria das vezes a gente já entra dentro da loja com o preconceito de que a loja só faz roupa de magra e mimimimim, daí já tá feito a merda.
    As vendedoras são lindas sim, mas pense que elas são cabides para vender a marca e não são propriamente as donas da marca e da loja.
    Que bobagem!
    O preconceito está na maioria das vezes com a gente, elas são apenas vendedoras trabalhando como qualquer vendedor.
    Mania boba essa a nossa que somos gordinhas. O preconceito existe sim, somos vistas como feias ,desleixadas e preguiçosas e isso é se preocupar demais com a opinião do outro não é não?
    Que tal apenas tentarmos ser felizes e aproveitar esse vida que é bem curta?😍

    1. Fernanda respondeu Cris

      Cris,
      vc se sentiria bem se ao entrar na farm, vc fosse ignorada, e ao falar com a vendedora pedindo uma roupa especifica ela te olhasse de cima abaixo e dissesse que lá não tem roupa para você? Sem ela saber se era presente ou sequer dar a opção de experimentar? Dá uma pesquisada nos jornais pois alguns casos desse tipo relacionados a marca foram a público, não é mimimi ou “preconceto que tá dentro da gente”. Te digo isso pois já aconteceu comigo e com uma amg de faculdade também só que em lojas diferentes da mesma marca.

    2. Dai respondeu Cris

      Pelos relatos em diferentes cidades dá para ver que não é mimimi.Não sou gordinha,mas não precisa ser para se sentir mal só de ler e presenciar o preconceito.Sinta-se privilegiada por isso nunca ter acontecido com você.Imagina como fica o dia da pessoa que já passou por isso ai relatado e só queria comprar uma roupa para se sentir bem.Triste.

  21. Dai comentou:

    Primeiramente,você ficou linda demais com o vestido branco floral.Gosto da Farm pois acho as peças de lá lindas e delicadas.Sou beeeem magrinha mas nunca entrei lá e agora com esses relatos dos comentários aí desanimei bastante.Se o problema fosse só a vendedoras que não atendem….. de boa, até pq , eu prefiro fazer tudo sozinha,escolher,pagar e tchau.Agora destratar,racismo e preconceito não dá mesmo.Deve ser por isso que essa loja não decola.Se algum dia eu tiver a coragem e $$$$ para comprar lá e for destratada ou ver algo assim com alguém,saio de lá arrasando a vida da vendedora e expondo tudo nas redes sociais com nome e sobrenome.

  22. Eve comentou:

    Se essa empresa pratica gordofobia eu não sei, mas com certeza tem preconceito com as pessoas mais pobres, ou acha que está num mundo cor de rosa de poá azul e não acordo ainda que isso aqui é Brasil, país onde a grandessíssima maioria da população não está em condições de pagar 300 pilas em um vestidinho. Só acho.

  23. Mel comentou:

    Genteeeee!!! Amei esse post, e gostaria de expressar humildemente a minha opinião , mas vamos por partes: amei as fotos , Mariana. Em relação a tamanho das roupas, fico feliz em saber que a Farm está mais “acessível” para as mulheres do planeta Terra, mulheres reais. Por outro turno, entendo que situações simples são polemizadas. Meu consumo é fundamentado na ROUPA, onde e por quem foi fabricada, na sua funcionalidade e durabilidade, e não simplesmente pela “Marca”, ou aonde foi comprada. Tenho roupas da FARM e estou acima do peso. Já entrei em loja, fui mal-atendida e caguei. Outras vezes procurei outra vendedora. Já comprei no e-commerce (e recomendo). Não tenho comprado, porque a qualidade caiu. Graças a Deus esse é o poder da escolha. Existe uma gama de lojas e opções , pessoas e prestadores de serviços aptos (ou não) para vender produtos. Compete às marcas fazer seu marketing, e ganhar fama por plágio ou vendedoras mal-educadas não é o melhor deles. Então, cabe a nós, consumidoras, escolher opções que agreguem custo, qualidade, conceito e valores difundidos por estas marcas. Simples assim. E viva o livre-arbítrio! Bjs

  24. Ana paula comentou:

    Realmente, esse assunto é mais polêmico que mamilos kkkkk olha, vou deixar aqui minha impressão, e puxar para um outro lado da discussão. Concordo que as vendedoras adolescentes têm que melhorar muito, mas não podemos deixar de notar que a marca está prezando pela variedade de pessoas a serem atingidas, colocando modelos gordinhas, homens e trans nas campanhas. Outra, concordo tb com a Mari que o preconceito inibe uma aproximação. Eu visto 40 e visto o M de lá, mas a depender da modelagem eu já comprei roupas P e G (a ausência de padronização é igual a qq outra loja). Por fim, quanto a preço, não estou achando a Farm cara mais não! Caro é macacão da Renner de 200,00, jaqueta da CeA de 300,00… enfim, quis mostrar AlgumAs considetacoes positivas para fomentar a discussÃo!

  25. Lais Teles comentou:

    Muito se comentou aqui sobre o preconceito das vendedoras da Farm com as gordas e negras, vocês esqueceram de abordar o viés da idade, aliado aos dois preconceitos anteriormente já explorados, venho dizer que as vendedoras da marca, ainda cultivam o preconceito em razão da idade. Elas acham que as batas e vestidos da marca só podem ser usados por ninfetas, já solicitei provar uma roupa e fui surpreendida com a pergunta: É para a senhora mesmo?
    Através dos comentários aqui postados, vejo que o padrão de desrespeito da Farm com as consumidoras e evidente em lojas de norte a sul do país, observado em Fortaleza, aqui em Salvador, e quem diria, no Rio de Janeiro, onde encontrei um melhor atendimento.
    Diante dos comentários, fica um espaço para reflexão: se devemos, mesmo, usar uma roupa de uma grife, que pratica tantas formas odiosas de discriminação?

  26. Cris comentou:

    Gostaria apenas de acrescentar que a postura das vendedoras da FARM tem mudado e para melhor. Já entrei em loja da marca daqui de Brasília e fui completamente ignorada. Passei anos sem entrar lá. Depois, fui com uma amiga numa promoção (na certeza de que estava perdendo tempo) e fui super bem atendida. Naquele dia também fui surpreendida com peças P cabendo perfeitamente em mim (manequim 42/44 à época). Ultimamente, sempre que vou à loja, mesmo não sendo uma consumidora frequente, as vendedoras se oferecerem para atender.

  27. Ana Paula comentou:

    As estampas são lindas de morrer, mas a qualidade do tecido é péssima. Eu já tive mais de 10 peças que encolheram na primeira lavagem. Não compro mais FARM.