Roupa afetiva

Sabe aquele termo comfort food – ou, em bom português, comida afetiva? Ele nada mais é que um conceito ligado à comida simples, como a boa e velha comida de vó, reconfortante, que nos remete a uma passagem boa da vida, nos faz sentir em casa, na nossa terra, nos reconectando de onde viemos.

Roupa também pode seguir esse conceito. Dizer mais de onde viemos, as nossas origens, transmitir mensagem de todas as nossas referências do passado. E uma dessas minhas referências simples e reconfortantes são camisas assim, listradinhas, de linho, deliciosamente despretensiosas que funcionam para variadas ocasiões.

basico-nao-tao-basico-hojevouassimoff-3

basico-nao-tao-basico-hojevouassimoff-4

Linho remete à minha vó, assim como esse tipo de camisa e esse listrado. Referencial e memória afetiva em moda contribui para estabelecermos uma conexão maior com o que arrematamos ou guardamos. Criamos uma história com aquela peça, o que ajuda a cuidarmos mais dela e a não enjoarmos ou tirarmos ela de cena tão rápido.

Se tem algo importante nessa história de praticar moda mais consciente, é o de prolongarmos ao máximo a história daquela roupa conosco. Fazermos render mesmo que depois seja para transformá-la em outra peça completamente diferente, mas entendermos mais sobre a importância de nos apropriarmos mais das nossas escolhas <3

basico-nao-tao-basico-hojevouassimoff-2

basico-nao-tao-basico-hojevouassimoff

basico-nao-tao-basico-hojevouassimoff-5

Camisa Osklen comprada em bazar – 140,00
Calça antiga C&A – 59,90
Slip on Sanden – 190,00
Lenço Richards e acessórios Luiza Dias 111

fotos: Denise Ricardo

Vocês mantém peças afetivas ou que remetem a alguma referência afetuosa? Que tal começar a usá-las mais também e adicionar mais personalidade aos looks? 🙂

Compartilhe nas redes sociais
pinterest: pinterest
tumblr:
google plus:

Comente pelo Facebook

Comentários pelo blog

4 comentários

  1. No final de semana (da eterna tentativa de arrumação dos armários), olhava a pilha de peças feitas em tricô e crochê à mão – todas feitas por mim e pela minha mãe – impossíveis de serem precificáveis. Adorei o look, Aninha. bjs

  2. Renata comentou:

    Acho que 90% do meu guarda-roupa é afetivo, muitas peças antigas e lindas, que contam muitas histórias. Mas é preciso usá-las, né? Senão qual o sentido? Tem que fazer render mesmo! 🙂

  3. Adriana Saha comentou:

    Se eu tenho peças afetivas? Nossa, se tenho. Tenho um casaco de lã costurado pela minha tia há 15 anos que uso uma vez por ano se o inverno for muito frio. Já separei para doação várias vezes, mas nunca tive coragem de dar. Um moletom da Public Image da época da faculdade também continua aqui e esse uso direto para sessões de pipoca e filminho

  4. Anna Camila comentou:

    Até tenho algumas peças afetivas, mas o que me motivou a escrever um comentário foram essas fotos maravilhosas!
    Parece que o look foi feito pensando na locação…
    A pulseira e o lenço combinando com esse detalhe no teto! hihihi
    Você ficou linda e solar com esse look nesse lugar! =D