Guarda roupa compartilhado: eu testei!

Sabe quando surge aquele evento ou entrevista de emprego, aí abrimos o nosso armário e percebemos que não temos nada de acordo?

Muitas vezes o que acontece é aquela correria pro shopping pra compramos algo que nem sempre é aquilo que nos agrada e aí aquela roupa termina o resto dos seus dias parada, mofando no guarda-roupa.

Pensando nessa nova forma de repensarmos nosso consumo e o que realmente precisamos ter, foi que surgiu o conceito de guarda-roupa compartilhado, que funciona como uma biblioteca de roupas, em que você paga um valor e tem direito a um número de peças emprestadas. Sim, é uma espécie de aluguel de roupas, só que o mais comum aqui é o de roupas de festas.

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“Ah, mas quando eu gosto de algo, eu tenho que ter, Ana, não gosto da ideia de devolver”.

Olha, eu também. Mas a questão, é: temos que ter TUDO, absolutamente tudo que desejamos? Vamos usar horrores pra fazer valer aquele investimento? Por experiência própria, eu te digo que não.

Além disso, outro ponto positivo é a oportunidade de testarmos algo por um valor infinitamente menor das lojas, algo que estamos afim mas não sabemos se vamos gostar ou se vai funcionar na nossa vida. Aí você sente mais segurança de fazer um investimento numa peça com uma modelagem diferente do que você costuma usar, por exemplo!

Ou então ter a oportunidade de usar uma peça de uma marca que você ama, mas não teria condições de comprar. 🙂

E é transformador pensar em consumo e posse de uma maneira menos egoísta. Compartilhar soa tão mais generoso, inclusive com o mundo em que vivemos, em que a cadeia produtiva da moda é extremamente cruel, além de sabermos que a indústria da moda é a segunda mais poluente, ficando atrás apenas da indústria do petróleo.

Fora que os brechós estão abarrotados de roupas, não tem mais pra onde escoar tanta roupa comprada há pouco tempo e que já está na pilha do descarte.

Bem, e como funciona esse lance?

Os guarda-roupas compartilhados possuem um acervo que vai desde roupas de festa a peças do dia a dia, incluindo camisetas.

Você paga um valor por peça ou por período e tem o direito a um número de peças. Eu testei dois serviços que existem aqui em terras cariocas: a Lucid Bag, precursora do conceito no país, e a Compartilhe Roupas, projeto das minhas ex-alunas que está saindo do forno, ó que beleza!

Na Lucid Bag, da Luciana, funciona assim: ela têm 3 opções de planos, de acordo com a possibilidade de quem vai pegar emprestado.

  • Aluguel pontual – 1 peça, R$15 a diária, com promoção de final de semana de 2 peças por R$30, sendo que a pessoa pode pegar na quinta ou sexta e devolver na segunda-feira.
  • Assinatura – você tem direito a retirar 10 peças por R$150 e ficar 10 dias com as peças, podendo retirar todas no mesmo dia ou de acordo com a sua demanda.

A Compartilhe Roupas, da Adriana e da Flávia, estão revendo valores e planos. O novo lançamento está previsto para abril, mas adiantam que farão encontros quinzenalmente para as pessoas pegarem e devolverem peças do acervo.

Eu testei os serviços por 10 dias e vou mostrar pra vocês os looks que montei com as peças e o que achei!

Da Lucid eu peguei esse vestido DEUSO do Reinaldo Lourenço! Vestido de grife que dá pra usar num evento pela diária que não custa nem o valor de uma calcinha da C&A, hahaha!

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Ainda da Lucid, eu matei a minha frustração de não ter comprado esse macacão da coleção da Andrea Marques para C&A! Essas cores em mim <3

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Do Compartilhe Roupas, eu peguei essa blusa bapho! Adoro estampas contrastantes e eu to doida pra pegar essa blusa de novo para usar em algum dia de semana de moda, achei lindo esse look!

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Para quem fica com receio de usar maxi colete, peguei esse da Lucidez pra testar, também do Compartilhe! Ele ainda deu margem para eu brincar com a minha criatividade por conta das cores e eu usei esse lenço como uma blusa frente única. 🙂

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O que eu achei da experiência

ADOREI mesmo essa alternativa, inclusive para aquela vontade que às vezes me dá de comprar roupa mas também tô enjoada de tudo que está nas lojas, hehe!

Mesmo com armário cheio, às vezes to sem ideia ou de saco cheio mesmo (kkkkk) e a chance de recorrer a um catálogo de roupas sem precisar ter que ter, gastar uma grana comprando algo novo. Imaginei super essas peças numa semana de moda ou um evento, por exemplo!

As meninas são umas queridas, mesmo, e acreditam em moda pra todos, em representatividade, enfim. Tanto que esse post está sendo feito com um super carinho, porque eu queria saber qual é do serviço, passar pra vocês e muito em parte pelo empenho dessas meninas com a proposta e por saber que o atendimento é nota mil.

Benefícios

Ao participar de um guarda roupa coletivo você usufrui de vários benefícios, além de não contribuir com o consumo desenfreado:

  • ter acesso a marcas que queira conhecer, testar ou não tem condições de comprar;
  • ampliar as possibilidades do seu próprio guarda roupa;
  • experimentar estilos diversos;
  • ter uma roupa ou acessório para aquela festa, evento, balada ou entrevista de emprego que aparecer, sem precisar comprar;
  • Ajuda a economizar um dinheirinho para aquele seu sonho de viagem, curso, e assim por diante.
Vou usar algo que alguém usou antes?

Roupas usadas não são sinônimos de velhas, desgastadas ou destruídas.

As meninas do Compartilhe contaram que, antes de colocarem uma peça no acervo, fazem uma curadoria precisa, garantindo que a mesma estará em perfeitas condições. Atentam para a manutenção, executando a lavagem na lavanderia ou a mão, dependendo do tipo de peça, dessa forma o cliente recebe a roupa limpa. Além disso, renovam o acervo e retiram as peças que, por excesso de uso, não possam mais ser compartilhadas.

Elas planejam propor parcerias para marcas, estilistas independentes e blogueiras; já a Lucid já têm parcerias conhecidas, como a Insecta Shoes, que doou peças para o acervo.

E se eu estragar a roupa?

Por se tratar de um guarda roupa compartilhado, é um bem de uso coletivo, portanto as pessoas têm que ter cuidado, inclusive para que outros possam usufruir da mesma peça. Acho que é o mesmo cuidado que temos com as nossas peças que amamos muito, né não? 🙂 Afinal, roupa não é algo pra cuidar de qualquer jeito e descartar na primeira oportunidade.

No Compartilhe, a partir do momento que você danifique, tem que ser responsável. Então, para um dano reversível cobramos o valor de 25% da peça e, para perda ou danos irreversíveis, 100%. Além disso, os valores das peças serão depreciados com o tempo de uso.

Na Lucid eu não perguntei.

Posso doar roupas pra elas?

Pode, sim! Entre em contato com elas para ver como cada uma funciona e obter descontos nos alugueis. 🙂 Inclusive, alô meninas e marcas de tamanhos maiores, tragam roupas pra também abrirmos esse leque pra mais mulheres!

Onde encontro esse serviço?

A Lucid Bag atende no Rio de Janeiro, SP e Goiânia.

No Rio, fica na Malha, R. Gen. Bruce, 274 – São Cristóvão. Para os outros endereços, mande email pra [email protected] ou mensagem pro instagram da Lu!

Além disso esse ano começaram a atender de forma itinerante em outros bairros, pra saber basta segui-la nas redes!

Compartilhe Roupas atende no Rio de Janeiro, mandem mensagem pra elas pra saber do lançamento! Tanto no facebook delas, quanto no instagram!

Em São Paulo ainda existe a Roupateca, que tem também um acervo incrível e atende na Rua Lisboa, 445, Pinheiros – SP :).

UFA! O que vocês acharam? Vamos promover um encontro sobre o tema? =D

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Comentários pelo blog

13 comentários

  1. Lucia comentou:

    Chocada!!! Muito barato!!!
    Ps. O plugin para comentar peli face não está funcionando pra mim 😭

  2. Lídia comentou:

    nossa! ideia F A N T Á S T I C A!! amei!! pena que por aqui provavelmente nunca vai acontecer.. ainda mais pra mim vestindo 48.. 🙁

  3. Alice Martins comentou:

    Amei a matéria! Roupas lindas S2. Conheço o trabalho das meninas e Super recomendo.

  4. Dany Menezes comentou:

    Eu curti a ideia, achei muito interessante.

  5. Rafaella comentou:

    Acho a ideia sensacional, mas se dificilmente me sinto contemplada em fast fashion e loja comum de shopping, imagina esse tipo de serviço com estilistas… visto 44/46, com perna grossa desde a panturrilha, peitão, braço gordinho e barriga. Acho que por enquanto não rola pra mim.

    1. Ana Carolina respondeu Rafaella

      Oi Rafaella! Pelo que eu vi, o GR compartilhado é formado por uma rede: quando as pessoas levam suas roupas, elas contribuem para que outras mulheres se sintam lindas. Então, sim, mais marcas e mais pessoas de vários tamanhos tem que entrar na roda. Ele não fala de exclusão, por isso acho importante mostrar que isso existe, pra mais gente participar;)

      1. Rafaella respondeu Ana Carolina

        Sim, super concordo! Adoraria compartilhar, mas é tão tão difícil achar algo que vista bem e me deixe me sentindo maravilhosa que quando isso acontece quero usar até rasgar (e aí costurar pra usar mais um pouco! rs). Que as marcas também nos ajudem nessa 🙂

  6. geo abreu comentou:

    ótima ideia de serviço, salva quando temos um evento importante e as lojas não suprem as expectativas (nem de preço, nem de gosto). se os preços forem esse mesmo, estarei usando em breve 🙂

  7. Ariana Melo comentou:

    Bem interessante essa proposta, pois podemos variar o guarda-roupa a um custo baixo, e sem desperdícios de consumo. Tomara que vá pra frente!!

  8. Karupin comentou:

    Hoe, Ana! Tudo bem? 🙂
    Que ideia bacana! Obrigada por compartilhar esta iniciativa com a gente e por dar mais do que todos os motivos para corrermos atrás de movimentos que não apenas dão um respiro bom para o consumismo e o meio ambiente, como também nos oferece grandes oportunidades para experimentar e conhecer nossos estilos melhor ♥

    By the way, sempre linda, né, flor? 😉
    Beijos~

  9. Sandra comentou:

    Que surpresa boa ver minhas peças no blog virando famosas 🙂
    O vestido de Reinaldo Lourenço estava encostado num canto fazia 3 anos!!
    🙂

    1. Gisele Pereira Guedes de Moura respondeu Sandra

      E eu apaixonada por ele e pensando como ia ser bom usar ele em um casamento que tenho que ir aqui em Natal.