A campanha da C&A não errou só com as gordas, mas com todas nós.

Ontem eu tinha marcado de tirar fotos (ou seja, trabalhar, haha), por isso só deu tempo de compartilhar essa história no facebook, mas precisava trazer a discussão aqui pro blog, já que o canal é livre e valoriza a opinião.

A C&A divulgou as peças da sua nova campanha de jeans pela agência AlmapBBDO e o que se viu foi um equívoco absurdo, numa tentativa patética de se apropriar e reproduzir o discurso de tantas mulheres que estão aqui na internet, orgulhosamente minhas vizinhas de rede, que sempre levantaram a bandeira da autoestima, aceitação e quebra de padrões. Não quero roubar o protagonismo delas, por isso vou linkar todos os textos que postaram, mas quero falar também um pouco sobre, já que me afeta diretamente como mulher e profissional de moda.

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Na campanha da C&A, os dizeres: “Sou gorda. Sou sexy”.

A modelo é a Maria Luisa, manequim 44. Ela é curvilínea, linda, mas não é gorda – e nem magra. A rede oferece uma grade que vai até o manequim 48, no máximo, mas se você reparar bem, não significa que sejam tamanhos para mulheres gordas: temos as mulheres de quadris largos, mulheres grandes e corpulentas, mulheres altas.

Manequim 44 não é gorda, por mais que tenham enfiado nas nossas cabeças uma percepção cruel sobre nosso corpo, 44 é tamanho ainda “aceito” em muitas lojas. E não é sobre ela se achar gorda – gente, estamos falando de representatividade, ela pode até se achar, mas não é gorda!

E quem passa do 48? Quem tem peitão, bundão, coxas grossas, barriga grande, fartura de medidas? Se a campanha é voltada para quem é gorda, onde que essas mulheres encontram essas roupas? Nas araras da C&A é que não. Nem da Renner, também. Vide todas as análises de coleção que eu faço, quase nunca contemplam acima do 44, que aliás, muitas vezes é até menor que o 44 de verdade. Aliás, se elas quiserem se sentir realmente sexy, onde elas encontrarão roupas com cortes e estampas que transmitam essa mensagem e não apenas aquelas que só servem pra elas ~esconderem seus corpos atrás de cortes retos e amplos, com estampas datadas e cores mortas?

Desde que comecei a trabalhar como consultora de estilo, a minha percepção sobre como essa indústria é cruel e massacrante para nós, mulheres, foi aumentando. Fui percebendo algo que falta e MUITO pra gente: ter EMPATIA. Se eu tenho uma cliente que é manequim 46, já é uma dificuldade encontrar marcas que queiram vesti-la de uma maneira muito legal, com novidades, com cores e shapes incríveis. Eu entro nas lojas perguntando que tamanho o G delas veste e sempre escuto 42. QUARENTA E DOIS!

Já tive clientes tamanho 52 que me fizeram brigar com meio mundo e mover montanhas para deixá-las mais maravilhosas ainda, empoderadas e felizes. Cruel é pensar que muitas marcas querem o dinheiro dessas clientes, mas colocam os manequins e araras de tamanhos maiores lá no fundo da loja, pra ninguém perceber que elas existem. Ou dizer que contempla tamanhos maiores mas o 46 não vestir nem quem é 42. Eu vivencio a exclusão e sofro por elas o tempo todo – ou acham que não existe crueldade ao sairmos do provador e perceber olhares reprovadores e dedos apontados?

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Por isso, se você está chamando quem reclama de mimizento, de “agora tudo é polêmica”, faça o exercício de se colocar no lugar do outro. De perceber como é cansativo ouvir o tempo todo que você tem que ser algo que não seja você só pra agradar os outros. Que é errado não fazer dieta, mesmo que você se considere magra. O quão frustrante é você apenas querer sair para comprar uma roupa nova e voltar chorando pra casa porque absolutamente nada te serviu. E nem precisa ser gorda para sofrer essa violência: fui vestir uma roupa numa loja e descobri que, mesmo sendo manequim 38, sou G. Isso não me afeta, mas e sobre as outras mulheres, as que vestem realmente tamanhos maiores ou acima do meu? O que elas vão vestir??

Apenas PAREM de achar que o mundo se resume ao seu círculo. Marcas, procurem quem realmente gera identificação com seu público, como a Marisa fez recentemente chamando a Gisela e a Ju como modelos.

post_blog

Desculpa, mas escrevo há oito anos aqui e me incomoda saber que várias das coisas que mostro não contemplam minhas leitoras, por isso cada vez mais sigo em busca de pautas e lojas que vistam todos os corpos. Não sejam insensíveis a ponto de pensar que esse assunto não diz respeito a vocês: somos parte de uma sociedade e eu quero cada vez menos mulheres morrendo de doenças relacionadas à autoimagem, como anorexia e bulimia. Cada vez que atendo uma cliente que chora ao se ver no espelho, meu coração dói. Parem de nos massacrar. Parem de dizer e impor nas suas costuras apertadas como temos que ser.

Leia mais sobre o assunto:
Marcas que vestem, abraçam e representam as mulheres de tamanhos maiores:

FAT

Carlota

Flaminga

Chica Bolacha

Julia Plus

Bazar Pop Plus Size

Lojas de departamento que contemplam tamanhos maiores:

Leader

Riachuelo

Marisa

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Comentários pelo blog

56 comentários

  1. Daniela comentou:

    Ana,
    Um pequeno causo para complementar a discussão ontem fui comprar calça jeans na Zara, uso 42, e a maioria das calças que eu gostava iam até o 40, aí me intriguei e resolvi revirar a loja para ver qual era o maior tamanho que eles tinham no dia (não posso afirmar se era o da grade) e pasmem, era o 42! O maior número da loja!!!
    Lembro no começo do ano a polêmica da FARM (que destrataram uma menina gordinha na loja), onde o diretor de marketing usou as redes para falar que eles de fato não tinham interesse em ampliar a grade e que até o G atendia a maior parte da população brasileira, não sei em qual Brasil ele vive, mas no meu 44.7% da população feminina está com sobrepeso, e o G da Farm não veste nem um 42.
    Enfim, no dia que as marcas fizerem o que tentam vender, estaremos satisfeitas, por hora está tudo muito errado!

    1. Rebecca respondeu Daniela

      Ano passado eu q visto 38 comprei um macaquinho G na Farm. Na moral, qual é a referência d mulher dessa empresa? Não compro NADA pelo site deles por essa questão: eles não têm padrão definido. Outra vez já comprei roupa P lá.

  2. É por essas e outras que, entra ano e sai ano, continuo leitora fiel. Eu sempre fui gorda e sempre me senti oprimida não só pelas lojas de roupas mas também pelas próprias blogueiras. Aprendi a fechar o olho pra certas coisas, se não eu simplesmente não teria mais blogs pra visitar. Nunca precisei fechar os olhos por aqui, mesmo com você sendo magra, Ana. Nunca te vi comentar uma bobagem sobre o seu corpo claramente magro, nada que fizesse suas leitoras se sentirem menores que você, nunca. E você com certeza tem seus problemas com seu corpo, quem não tem? Mas é horrível entrar no blog de uma menina que claramente veste 36,38 e vê-la se chamando de gorda. Se ela é gorda, você que veste 46,48 é o quê?
    Nós últimos tempos eu emagrecimento muito (porque precisei mesmo) e hoje visto 42. Se eu me sinto gorda? Com certeza, todos os dias, em todas as refeições e passadas de olho no espelho. Mas as roupas das lojas já me servem e eu sei que isso já é um privilégio enorme, que me separa de boa parte das mulheres. A gordofobia é horrível e muito visível: nas propagandas, na falta de opções para gordos, no olhar da vendedora. Então se você acha fácil roupa pra comprar e ninguém te olha torto quando você está comendo algo calórico (por favor, vamos abolir o termo “gordice”), então não, você não é gorda.

    1. Ana Carolina respondeu Cristal Bittencourt

      Cristal, ontem mesmo, durante as fotos, tinha uma que eu fiquei ampla e exclamei: Ih, essa to gorda. Nossa. Ou seja, eu mesma falei algo errado. Olha o que enfiam nas nossas cabeças! Onde que eu to gorda? É um ultraje exclamar isso, é um ultraje falar do “dia do lixo” pra comer besteira (onde que comida é lixo, sendo q tem gente q nem tem o q comer?), é um absurdo disseminar o gordices. temos que parar de deixarem a gente nesse nível de paranoia. Uma vez vi um grupo de mulheres apontando e rindo pra minha amiga que é gorda. O sangue ferveu, tive vontade de ir lá e explicar o que é sororidade, percepção de sociedade, tudo. Temos que, aos poucos, ir desconstruindo essas coisas nas nossas cabeças e nos ajudarmos umas às outras. Estamos juntas!

      1. Lica respondeu Ana Carolina

        Apoiadas!
        Sempre achei ridículo esse nome “dia do lixo” e pelos mesmos motivos que você disse.
        E, gente, é ridículo a cobrança que vem de fora. Tem que ter muita força de vontade e excelente auto estima pra não dar uma baqueada, viu?
        Eu fui magra até 40 anos. Engordei um pouquinho, 8 quilos por causa de hipotireoidismo e um monte de problemas nos pés que estão me impedindo de fazer qualquer exercício.
        E o que mais me choca é “amiga”, que ainda é magra daquelas que passa fome, falar “seu problema é que você não faz exercício”!
        Gente!!! Vontade de dar uns tapas e dizer “acorda pra vida! Meu problema é ainda ser sua amiga que acha que eu tenho problema com peso”.
        E ai de quem chamar meu mousse de leite ninho de “lixo”…hahahahaaa…aí vai ter tapa de verdade.

  3. Carol comentou:

    Eu tô bem longe de ser gorda. Visto 42. Quadris largos. Tenho uma ENORME dificuldade pra comprar calças e shorts… tenho até preguiça de sair pra comprar esse tipo de peça pq já sei o quanto vai ser difícil. Agora imagine pra uma mulher gorda o que é conviver com isso em vários outros setores da vida, além do guarda-roupa… Essa imposição de padrões é simplesmente cruel. Precisamos sim falar sobre isso! E fico feliz de ver cada vez mais blogueiras interessadas em ir além do look do dia (você e a Carla do Modices pra mim são os maiores exemplos disso!)!

  4. Lídia comentou:

    é por isso que venho aqui diariamente! texto lindo!!!! sempre fui gordinha..e foram incontáveis vezes voltei pra casa totalmente frustrada, chorando e me sentindo um lixo mesmo! desse tempo pra cá (6/7 anos mais ou menos) já melhorou muuuuuuuuuuito, muito mesmo!!!!! o problema é que com essa “melhora”, surgiu um novo problema: um estereotipo dentro do próprio segmento plus size, ou seja, mulheres não tão gordas e com cintura fina, peito no lugar, bunda grande…..não tem nada de gordas, são apenas grandes, gostosonas sabe..e aí, o que fazem as que não são assim?? tem que melhorar muuuuuuito ainda!bj Ana

    1. Patricia Valeria Gomes respondeu Lídia

      É exatamente o que percebo, estão fazendo roupa plus size só pra quem tem cintura fina e quadril largo.

      Meu IMC é quase se obeso grau 1, mas tenho muito busto e pouco quadril, e às vezes tenho que procurar blusa tamanho 46, mas calça 42, e fica com o caimento todo esquisito.

      Minha sorte é que minha mãe costura e a maior parte das minhas roupas ela que faz.

  5. Mila Teixeira comentou:

    Ana! Obrigada pelo post!
    Visto 44 e me sinto sufocada cada vez que vou comprar roupa. É uma agonia horrível. E sempre fico pensando em mulheres que vestem números maiores. Precisamos conversar sobre isso, a indústria precisa nos ouvir.

    Beijos!

  6. Mariana comentou:

    Muito interessante o post. Até para quem se “encaixa” no padrão – sou alta e magra – fica difícil sabia? Não sou magrinha, tenho perna grossa, apesar de passar uma imagem longilínea. Eu visto tamanho G em algumas lojas, como Farm, Dress To e Blue Man. Oi?! Então como se sente uma pessoa que realmente precisa de um tamanho maior? É loucura pensar que uma experiência tão gostosa – a de comprar roupa nova – possa se tornar um momento de tristeza.

    1. Adriana respondeu Mariana

      Incrível perceber que, no fim… Ninguém se encaixa. Achava que eu não me encaixava em nada pq sou mto pequena. E tbm acho um absurdo nunca achar uma calça 34 ou 36 q sirva confortavelmente e que não me deixe menor ainda. Mas cada um de nós tem suas particularidades. É um quadril mais largo, outro mais estreito, pernas longas, pernas curtas. Tem gente que é mais reto, o outro pode ser curvo. Tem gente que é baixinho o outro é muito alto. Somos gordas, somos magras… Somos uma diversidade de tipos fisicos mas, quando olhamos a publicidade… O modelo é sempre o mesmo. Tá tudo errado.

  7. Juliana M comentou:

    Como gorda que sou bem sei como é isso.
    Sempre bato nessa tecla aqui quando se falam nas coleções no blog.
    Visto acima 48 e só encontro duas lojas departamentos que vendem roupas para meu tipo de corpo a Marisa e a Leader.
    A Leader que costumva ir aqui da onde moro deixei de frequentar pelo mau atendimento incluído comentários gordofóbicos na sessão T-plus parte da loja que oferece as agrades maiores,já escultei coisas do tipo: As gordas tão na moda,ou a coleção das gordas estão melhor do que da gente normal…
    Oi!gente normal???
    Gordo não é gente?
    Esses absurdos sempre vinham com olhar desaprovador e um sorrisinho no canto do rosto de deboche dos próprios funcionários,sempre relevava sentia tais atitudes sujas ante-éticas por parte daqueles funcionários,ainda cheguei a relatar algumas vezes aos responsáveis do departamento que só dizia que iria falar com os tais funcionários mas duvido muito. Mandei um e-mail reclamando dessa e de outras questões total,resposta ruim com ar de descaso,em fim…só tenho a Marisa que também não anda fazendo bonito nos seus modelitos todos feitos para o Bob Esponja ou para uma lona de circo sem forma.Acredito como existem vários biotipos de magras existem vários biotipos de gordas.
    Ser rotulada pela forma física é quase a mesma sensação de ser rotulada pela cor da pele,o preconceito dói da mesma forma,pena que não existe uma lei tão rígida para isso,quanto da etnia.

    1. Juliana M respondeu Juliana M

      Correção:a grades maiores…

  8. Marcella comentou:

    Por isto que eu gosto de vc e agora como colega de profissao, ja sinto a sua dor 🙂

  9. Shamya comentou:

    Aninha, dia desses vi num blog a indicação de uma loja de venda on line. As peças lindas e com preços honestos. Entrei no site em busca de novidades. Lá não tinha a descrição dos tamanhos. Achei até estranho e resolvi mandar um e-mail para tirar essa dúvida e, pasme, a resposta que eles me enviaram dizia que o G vestia 40 e o GG vestia o 42. Gente, como assim??? Fiquei chocada!!!!! Passada da minha existência…. deu muita vontade de escrever um novo e-mail perguntando como diabos eles faziam isso com as pessoas?? Se estavam loucos! Até acho que sim, completamente “sem seta”. Isso chega a ser absurdo, algumas lojas perderam totalmente a noção.
    Adorei seu texto. Como sempre você está de parabéns. Bjussssss

  10. Tâmara comentou:

    Não sei se dou risada ou se choro com a Foto e a frase……

    Até meus 16 anos eu vestia 38 e pesava 45 kilos, mas sempre tive quadril largo e coxa. Daí, fiz um tratamento para ovários policísticos e tomei um anticoncepcional que me inchou e engordei… Depois disso só engordei…. E quanto mais a idade passava, mais engordei. Atualmente estou nos 70 kilos usando 42.

    De verdade eu quero voltar pros 60 kilos, para caber nas minhas roupas, pois roupa é um negócio muito caro e dinheiro não dá em árvore… Fora que não me sinto bem com esse peso, já que minhas coxas são grossas e ficam roçando entre elas, se eu uso saia machuca e se uso calças elas estão rasgando.

    Mas como representante das bundudas, quadrizudas e coxudas, sempre sofri para achar calças, pois ficavam coladas no quadril e coxas e folgadíssimas na cintura.

    Ainda hoje é um martírio achar calças, acho que piorou, pois na mesma loja tem 42 que serve e tem 42 que nem passa das coxas…..

    Calça social então, só achei na zara e mesmo assim com sofrimento, pois os tamanhos variam, mesmo sendo tudo 42.

    Não existe padrão, não existe representatividade de nada. Num país que bunda e quadril é quase idolatrado as roupas não seguem o padrão.

    Já cheguei a chorar por não encontrar calças, mas aí entrei na Zara e a esperança voltou.

    Eu não sei o que se passa na diretoria dessas empresas… Cadê as mulheres, não tem voz? O negócio é incluir só gays? Deve valorizar só mesmo a igualdade de gêneros? E as diferenças dentro do gênero, o que se faz.

  11. Paula comentou:

    Amei seu post! Eu sou “magra” tenho 1,73 de altura e peso 63k, comprei uma saia esses tempos G em uma loja q vende tbm tamanhos maiores, lavri a sainha de viscose e jesus amado!!! Encolheu…encurtou e ficou sem condições de uso, fui na loja e a vendedora trocou por uma GG, que se encolhesse um pouco ia ficar bom.
    Eu udo calça 40 ou 42,como eu sou GG???? E os tamanhos maiores vestem quem? Até o 46?
    Sempre fico inconformada com os tamanhos vendidos e sempre pensando que se eu uso um dos tamanhos maiores da loja o que as meninas gordinhas tem de opção para comprar?
    E já aproveito para reclamar aqui tbm kkk não consigo achar saia legal para trabalhar,tudo fica muito curto :/

    1. Paula respondeu Paula

      Lembrei de uma coisa e vim comentar outra vez! Kkk
      Estou fazendo aula de ballet funcional e acabo conversando bastante com uma menina de 17 anos que é aluna na escola q eu trabalho, ela fez ballet por mto tempo e teve que parar pq machucou a coluna…entrou em depressão toma mto medicamento e engordou bastante e ainda não pode voltar para o ballet.
      Estava fazendo aula de roupa de academia comum, mas as outras mulheres usam collant e eu tbm queria um kkkk acabei indo comprar um da capezio…vesti um G e fui contar para ela…e oq ela me diz? Para o ballet e para a capezio não existe bailarina gorda…os collants vão até o gg…sendo difícil achar o gg!!!!! E o gg não serve nela…
      Ana…provei de uma confecção q nem o G servia em mim!
      Enfim…gorda não faz ballet :/

  12. Pollyanna comentou:

    Oi Ana, acho que nunca comentei nas suas redes (leitora anônima rs) mas me identifico muito com seus pensamentos e já me ajudaram muito. Sou do tipo nem magra, nem gorda, visto 44 ou 46, M ou G, o que deveria ser fácil de achar mas em muitas lojas nada disso fica bom, oq sempre me fez achar gorda.
    Com o tempo e lendo vários blogs minha percepção sobre mim começou a mudar mas as vzs ainda me pego caindo em armadilhas, por exemplo voltei de viagem (férias) e uma pessoa próxima a mim disse: “Engordou hein”, na hora já me senti mal, comecei a pensar em dieta, mas depois a razão voltou, quem é essa pessoa pra me dizer se engordei ou não, ou pra saber se eu estou me importando com meu peso. A sociedade nos joga para baixo, isso precisa mudar.

  13. Eve comentou:

    Ana, aplausos para seu texto, para seu modo de pensar e por ser uma pessoa tão maravilhosa!
    Sou sua fã!!
    Eu visto manequim 42, me recuso a comprar calça maior que isso se não me serve eu vou pra outra loja. Essas confecções que querem economizar tecido que vão para o inferno.
    Descobri que na Marisa as calças jeans tem tamanhos decentes e tenho comprado somente lá, as vezes até a 40 me serve e bem.
    E acho que deveríamos boicotar a C&A por um bom tempo como forma de protesto (eu vou).
    Beijo!

    1. Patricia Valeria Gomes respondeu Eve

      O problema é a não padronização dos tamanhos. Comprei três shorts na C&A, um 38, um 40 e um 42. Cadê lógica?

      1. Eve respondeu Patricia Valeria Gomes

        Não tem lógica. Já aconteceu comigo também comprar duas numerações diferentes na mesma loja. Sempre pensei que deveria ter uma padronização obrigatória para todas as confecções, tipo calça/shorts tamanho 40 tem que ter X cm de quadril, X cm de altura, etc.
        Enquanto não houver padronização sempre vamos passar por dificuldades, e isso independente de quem está gorda, magra, alta ou baixa.

  14. Rebecca comentou:

    Ana, um dos melhores textos d 2016 q li aqui. Fui uma criança sobrepeso e sei exatamente (mesmo passados 16 anos) como era não ter numeração para roupas d q eu gostava ou o olhar das vendedoras e outras clientes para mim e minha mãe no melhor estilo: “faça sua filha emagrecer”. Comprar roupa era motivo d tortura e tristeza p mim e minha mãe. Lágrimas derramadas na cabine. Mas com MT esforço isso mudou ora mim. Eu quis mudar. Eu estava doente. Hj enxergo as pessoas com sobrepeso de outra forma, tento não julga-las pq sei o quanto é difícil. Perseverar sendo essa profissional ímpar q luta pelas mazelas das suas clientes/leitoras. Obrigada.

  15. Paula Braz comentou:

    Gente, e o setor plus size da forever? Eu sempre dou uma olhada aqui em BH e fico curiosa se as meninas acham o caimento bom, pois olhando de fora parece ter umas peças legais.

  16. Nat comentou:

    Adorei o post, Ana.
    Nunca fui gorda e dois anos atrás tive problemas de saúde que me fizeram emagrecer ainda mais, ficando com um corpo magro “invejável” causado pelo fato de estar doente!
    Hoje em dia recuperei meu peso normal, uso tamanho 40 (ou seja, ainda magra) e não tem um dia sequer que as pessoas não comentei que eu engordei, que minha bunda está enorme (!!!) ou até mesmo questionem se estou grávida (!!!!!). Já estou cansada de explicar que estou com saúde hoje e não quando estava mais magra ainda.
    Se eu já estou sem paciência, imagino as meninas gordas! As pessoas são muito cruéis, fazem comentários e dão palpites não requisitados sobre o corpo dos outros e acham que está tudo bem, e que a outra pessoa não vai se machucar.
    Por favor, continue com seu trabalho incrível de mostrar pra gente como cada um é maravilhoso do seu próprio jeito!

    1. Ana Carolina respondeu Nat

      Terrível, né, Nat? Querem impor um padrão a todo custo pra gente, como se magreza fosse algo desejável pra todas :/

  17. fernanda comentou:

    Gente, não me matem, mas eu achei a modelo gorda para os meus padrões. sou magra, rata de academia, mas enfim, cada um na sua.
    Mas sabe o que me incomodou na campanha ? A frase sou gorda e sexy. Ah, me poupem, em pleno século 21 ainda tem gente que acredita que isso seja incompatível ? Que só pque uma mulher é gorda não pode se sentir sexy ? Em que mundo esse povo vive ? Essas compradoras não analisem a grade de vendas, não percebem que devido ao sobrepeso da população são os tamanhos maiores que vendem mais ?
    Beijos, Ana e parabéns pelo texto.

    1. Fernanda Santos Silva respondeu fernanda

      Gorda p os padrões atuais ela não é, mas magra tb tá longe e tô falando pq visto 42/44 e sei q não sou apenas “curvilínea” não. Vou falar uma coisa q vai ser meio polêmica mas enfim: acho q o mundo engordou muito nas últimas décadas (e isso me incluo) e me pergunto se isso é realmente bom. Pq assim, o discurso contra gordofobia é muito emponderador e isso é realmente maravilhoso pq todas nós, mas sempre me pergunto PQ estamos engordando tanto e vejo q lutamos contra os padrões da indústria da moda e beleza, mas estamos esquecendo como a indústria dos alimentos está nos embutindo conservantes, nitritos, grãos transgênicos e QUILOS de açúcar em tudo. Inclusive no q não queremos ou sabemos.
      O q eu acho é q a gente deveria parar p pensar pq estamos “perdendo peças” e aumentando de manequim a cada ano. P mim isso não te nada a ver com “gordice”, “falta de disciplina”, ou “metabolismo lento”. Tá mais p empresas como Monsanto colocado aditivos e nos vendendo um sabor fabricado para q sempre consumirmos mais e mi. E ainda lucrar com toda uma indústria fit depois. Enfim, uma divagação q tenho pensado, visto q no tempo da minha avó as pessoas comiam mais comida e menos produtos alimentícios e a obesidade não era uma realidade da maioria das pessoas.

      1. Bruxinha respondeu Fernanda Santos Silva

        Eu penso nisso também. Que essa indústria de alimentos hoje e a mudança de estilo de vida fez com que boa parte da humanidade engordasse muito, em comparação às gerações antigas. Que não comiam aditivos, que caminhavam muito mais.

        1. fernanda respondeu Bruxinha

          As gerações antigas se mexiam ! Não tinha essa de cada um com seu carro, controle remoto para tudo, computador , celular e toda esta parafernália eletrônica que faz com que as pessoas não levantem a bunda da cadeira.
          Lógico que comida processada não faz bem, mas salada , grãos, frutas e alimentos integrais estão em todo lugar, é só escolher o que colocar na boca.

          1. Fernanda Santos Silva respondeu fernanda

            Concordo em partes Fernanda. é verdade q antes as pessoas se mexiam mais, mas o q engordou o mundo não foi simplesmente “não escolher comer coisas saudáveis”. Acho inclusive esse discurso excludente pois ignora aspectos como força do marketing, educação alimentar e interesses financeiros dos conglomerados e aí não incluo só indústrias tipo sadia, mas toda a cadeia do agronegócio. Se vc for analisar o rótulo de muitos dos alimentos fits q estão disponíveis no mercado vai cair p trás com a quantidade de açúcar oculto em simples barras de cereal. A mesma coisa é o trigo mais cultivado hj q é de uma cepa transgênica ( mais barata e resistente a pragas) q chega a ter 40 x mais glúten q as espécies mais antigas. Te indico o maravilhoso documentário FOOD. INC. q mostra bem como a busca pelo lucro e aumento do consumo mudou as regras da produção agrícola e alimentícia nos EUA com inclusive o aval dos órgãos de saúde do governo. E isso resultou nessa explosão de doenças por lá.

    2. Maria respondeu fernanda

      Olha gente, obesa ela não é e duvido que esteja com sobrepeso. Então ela é normal. A obrigação de ser magra é uma imposição que deve ser abolida. Mas as “magras” vem aqui dizer que ela é gorda para “os seus padrões”. Cadê a empatia?

      1. fernanda respondeu Maria

        esta é a minha opinião. tenho todo direito de demonstrá-la e não ofendi ninguém. Como disse, cada um na sua.

  18. Juliana comentou:

    Ana, gostaria de comentar aqui um outro problema enfrentado por quem usa tamanhos maiores! Sou magra, nunca tive problema em achar roupas pra mim. Porem, o problema que eu enfrento é outro. Tenho uma lojinha multimarcas ha um ano. Trabalho com modinha e com preços baixos, que variam de 30 a 120 reais. O tamanho máximo que consigo comprar pra revender na loja eh o 46 e olha lá! Sabe por que? Os preços, mesmo no atacado, chegam ate ao triplo de uma roupa com numerações menores!!! Nao consigo manter o preço padrão da loja e muito menos comprar pra revender, já que ainda estou naquela fase de que todo o lucro e para cobrir o que investi na loja. Muitas clientes minhas entendem a situação, porem passo por muita saia justa por nao atender a todos os tipos de publico. E isto é péssimo!

    1. Ana Carolina respondeu Juliana

      Juliana, muito obrigada por expor o ponto de vista de quem está do outro lado! A gente não imagina que seja assim, por isso quero agradecer por sua contribuição. Entendo seu lado como micro empresa, mas e grandes varejistas? Se a C&A entrou nessa jogada, tem que jogar direito, sabe? Eles eu não perdôo. Beijoca!

  19. Barbara comentou:

    Ana, que lindo seu post! Fiquei emocionada. Ainda é tão tabu, tão delicado falar da gordofobia… e por que, né? Apenas por que? Estamos em 2016, e, ainda assim, tão atrasadas nesse tópico.
    Uma coisa é ser magra, gorda, obesa, magérrima… Outra coisa é ser SAUDÁVEL.
    Saudável laboratorialmente e psicologicamente falando. São coisas tão distintas, mas infelizmente ainda é nos imposto que a magra é a saudável, e isso é tão errado em tantos níveis, né? E pode ser comprovado cientificamente, nem precisamos ficar no plano teórico.
    O conceito de magreza e de saúde NÃO PODEM andar juntos, por que eles não representam a mesma coisa. Juntas, podemos desconstruir esse conceito.
    Parabéns pelo seu blog, pela sua mente e por esse post lindo!
    Beijos,
    Barbara.

    1. Ana Carolina respondeu Barbara

      Exato, Babi! Eu estou com deficiência de vitamina B12 e D. Tenho amigas que estão com colesterol alto e são magras. Temos que parar de fazer esse tipo de associação que só nos coloca cada evz mais pra baixo!

  20. Priscila comentou:

    Tenho 1,64 e uns 50kg. Tenho ficado barriguda e perdido as minhas bafônicas roupinhas tamanho 36. Sinceramente não ligo para a opinião dos outros nem sobre corpo nem sobre na moda isso de “tem que ter”. Eu quero perder a barriga para ficar bem comigo mesma e para não perder o meu acervo.
    Quanto a numeração, é uma bagunça mesmo. Até as calças da mesma marca apresentam variação. Quando vou na Renner tenho que pegar uma 36 e uma 38 de cada modelo que eu gostei, e no fim das contas levo uma de cada tamanho.
    Para as meninas que ficam chateadas com as propagandas, é só ignorar. Existem coisas tão mais importantes que estética…
    Sou magra, barriguda, sem peito e com escoliose e ainda assim consigo ficar bem porque não ligo para os padrões.

    1. Ana Carolina respondeu Priscila

      Oi Pri! Sim, mas vai além de apenas estética, entende? Existe uma limitação imposta, exclusão, falta de representatividade. Tudo isso influencia na construção da autoestima! Por isso Não é apenas sobre não ligar: tem que fazer barulho porque esse tipo de material induz a mensagens equivocadas sobre nossos corpos! beijos!

  21. Tati de Porto Alegre comentou:

    Cada um que se ache gorda ou magra, não importa,importa é estar com um peso saudável para si – por isso, não acho ruim e modelos sejam magras (vejam lá! Magras, saudáveis, não esqueléticas e anêmicas) porque sim, acho que todas as pessoas deviam procurar ser saudáveis (a definição de modelo explica, deveríamos querer ser como elas) e raramente sobrepeso não é motivo de preocupação de saúde.

    Mas outro ponto é o problema inverso! Não sei para quem as lojas fazem roupas!!! Tenho 1,64, 55kg, quase 1m de quadril, 80 de cintura e míseros 70 de busto. Magra? Tá. Mas não encontro calças para mim, por exemplo. Todas que passam nas minhas pernas (finas, sim) sem me deixar comprimida e sem circulação, acertam no quadril, mas sobram horrores na cintura: sempre acho que são feitas para quem tem barriga ou pneuzinho o.O Para blusas, bom, ai falta peito, tudo fica grande e nem sou tão baixinha… Entendo o lado das lojas, encarece demais ter tantas opções de tamanhos, mas gente, tem algo muito errado se eu sinto que as lojas fazem roupas para gordinhas e as gordinhas acham que as lojas fazem roupas para magrelas, né?!

    1. Roberta respondeu Tati de Porto Alegre

      Tati, também tenho um corpo bem padrão (visto 36/38) e sempre achei que comprar roupa em loja de departamento devia ser bem pior pra quem veste 34 do que pra quem veste 44 (pode até ser que em lojas caras como Farm e Rosa Chá a grade comece no 32, mas desafio qualquer pessoa a achar roupa pra gente muito magra e pequena na seção adulta de uma Renner ou C&A da vida), mas aí me dei conta de um pequeno detalhe: quem veste 34 pode comprar uma calça 36 e mandar ajustar. E quem veste 44, 46? Consegue achar um tamanho maior pra ajustar? Enfim, caimento SEMPRE será um problema em fast fashion, mas pra roupa com sobra no cós e no busto tem jeito. Já pra roupa que nem chega a entrar, a história é outra…

    2. Juliana respondeu Tati de Porto Alegre

      Na verdade, as calças são feitas na maior parte das vezes pra pessoas sem nenhuma curvatura de quadril e cintura. Por isso a sobra tão grande na cintura: ela não é menor do que o quadril, como deveria ser pra se ajustar ao corpo médio brasileiro. E eu digo médio no sentido de proporções: as mulheres brasileiras têm muito mais diferença entre quadril e cintura do que as chinesas, por exemplo. Faz mais de dez anos que não sei o que é comprar uma calça jeans e não ter que fazer uma pence, mas acho isso muito mais fácil de resolver do que simplesmente não ter uma calça que sirva em mim porque as lojas e confecções acham que meu corpo não merece ser vestido por ser grande.

  22. Renata comentou:

    Acho o G da Riachuelo super pequeno. Eu visto 44 e tem camisetas de lá que parecem M ou P. Não considero uma marca pro-plus size não.

    1. Juliana M respondeu Renata

      Concordo com você Renata.

  23. Marcella Nunes comentou:

    E não é só isso. No próprio meio plus size você ainda tem dificuldades para comprar as coisas. A coisa do plus size vai até a página 2. Na Julia Plus Size e na Flaminga mesmo o maior numero vai até 134cm de quadril. Eu visto 148cm. O que faço? Ando pelada? Não saio de casa? Me escondo do mundo? Fora que para ser gorda, você precisa ser rica, porque tudo custa os olhos da cara, os cabelos do furico e um rim. Das lojas listadas, a única que me oferece roupa que caiba no meu quadril é a Chica Bolacha, que alias, moro de amores, e algumas peças da Quintess, que vende na Posthaus. Mas se eu preciso ir a um casamento ou um evento mais formal, o que faço? Choro e recuso o convite porque não consigo comprar uma roupa para tal? Aceito o convite e vou enrolada num lençol king size, fazendo a louca do parque, no melhor estilo “achincalhe aqui”?

  24. Mary comentou:

    Maravilhosa sua reflexão, Ana. Eu tenho visto essa história rolando no meu feed e não consegui (até agora) encontrar alguém que resumisse de forma mais sensata o assunto. A falta de empatia é gritante, fato. Eu tenho até evitado FB, porque sinceramente, o ódio que vejo por lá tá me deixando doente. Sabe, não é tão difícil entender como essa questão foi falha, como a marca errou feeeio nessa campanha, e é muito dificil ler gente se enchendo de razão pra falar o contrário e piorar o que já tava ruim.

    Adorei seu texto. Quem dera ver mais sensatez assim por aí.
    Beijos.

  25. Ana comentou:

    Ana, parabéns pelo post!
    Adoro o conteúdo que vc produz, adoro como vc é sensível e sente empatia pelas outras mulheres. É incrível como a modelagem das roupas parece ficar cada vez menor, às vezes eu sofro para achar o tamanho certo para mim, que visto 38 ou 40, imagino como deve ser para as mulheres gordas. Um dia, numa loja, visto 38 ou M, em outra loja no mesmo dia, visto 42, G ou até GG. Gente, como pode isso?

    Ah, queria deixar mais uma dica de loja que tem tamanhos grande: Program
    Eles tem loja virtual e várias lojas físicas, e vários estilos de roupa, mais jovem, com estapas, mais sóbrias, mais formais e mais casuais. 🙂

  26. alice comentou:

    eu não consigo comprar calça jeans. tenho batata da perna gorda e mesmo as calças 48 são super finas nessa parte.
    nem as masculinas escapam.

  27. Shirley Santos comentou:

    Oi Ana, tudo bem ?
    Adorei você ter citado o tamanho 44. Eu sou 44, e é um tamanho muito ingrato !!!
    Gorda para os padrões “normais” e, magra para os padrões plus size.
    Por que, o G ou o GG vestem 42 e, muitas vezes,o plus size começa no 46, entende ?
    Quando compro no ALIEXPRESS, também vou direto no XXL,
    às vezes dá acerto, às vezes vem pequeno também.
    Enfim, obrigada pela campanha !
    São pessoas como você, com voz, que podem mudar a atitude de quem faz confecção.
    Bjs
    Shirley
    Curitina – PR

  28. Mônica Freitas comentou:

    Querida Ana,
    Acabei de ler seu post e me senti completamente representada por ele, minha melhor amiga é gorda, e sempre que podemos fazemos comprar juntas, e toda vez é o mesmo problema, nada serve a ela, e pra mim tbm, pois mesmo usando 42, eu tenho seios grandes e a maioria das peças não se adaptam ao meu biotipo, chegando ao ponto de precisar comprar roupas na seção que deveria servir a ela. Nós encontramos uma solução prática pro nosso problema, fotografamos as peças e pedimos para a mãe dela fazer, mas nem sempre queremos isso, queremos ter o simples prazer de sair comprar e voltar satisfeita e feliz.

    Sempre gostei desse seu posicionamento e gosto muito, pois você não se rendeu as modinhas e nem perdeu seus valores apenas para conseguir números. Continue sempre assim.

    Só mais uma coisa, na Riachuelo nunca encontramos nada tamanho grande, já chegou ao ponto de uma saia 48 que era para ela caber perfeitamente em mim.

  29. A. comentou:

    Eu moro há alguns anos no norte da Europa (mil desculpas pela falta de acentos e outros sinais graficos) e as diferencas entre padronizacao de tamanhos e imagem do corpo feminino sao gritantes. Eu tenho peito, quadril, cintura, mas em um corpo bastante proporcional e com um culote aqui, outro acolá, sou super saudável, ando muito e malho bastante. Aqui, eu sou considerada magra. No Brasil, gorda e tenho que ouvir da minha própria família que eu sou obesa. Eu visto 42/44 e minha altura é 1,73 m. Nas tabelas de proporcao tamanho-altura, a numeracao 42 é indicada para pessoas que medem por volta de 1,70. O 44 para pessoas que medem 1,75, entao eu fico no meio e as vezes é um tamanho ou outro que veste melhor. Eu tenho dificuldade para encontrar roupas aqui? Nao. Se eu pegar um modelo 42 e outro 44 de uma roupa em uma loja de departamentos ou em uma fast fashion da vida, um deles com certeza vai servir, embora eu possa nao gostar do resultado da roupa no meu corpo. Pessoas que vestem tamanhos muito pequenos ou muito grandes (tenho amigas em ambas as situacoes) nao tem muitos problemas para encontrar seus tamanhos nas lojas e elas se sentem representadas pelas roupas que compram. Eu vou para o Brasil todo o ano e há anos eu nao consigo encontrar nada que me sirva por lá. Os tamanhos marcados nas etiquetas nao representam os tamanhos reais nem a realidade das brasileiras. Nem ao menos os sutians, ao menos os das grande marcas, apresentam numeracao casada entre o tamanho do bojo e das costas. Eu sei que no momento há problemas mais serios, mas é preciso de movimentacao das mulheres e boicote a grandes marcas ate que essa situacao mude. O padrao nao é o P, M, G que eles nos apresentam nas lojas e isso dá para ver andando pelas cidades do Brasil.

  30. Paula comentou:

    Assumo que já fui do tipo que falava “ah, também tenho dificuldades e sofro com blusas, algumas P ficam grandes em mim”… Meu grupo de amigas sempre vestiu 36 e P. Até que uma de nossas amigas simplesmente teve um distúrbio na tireoide e engordou. Ela agora veste 44 e é triste ver como ela é tratada nas lojas que sempre íamos. Ela não é mais o público alvo então vendedores nem olham pra cara. Mas ela era uma das clientes número um com seu corpinho 36. Agora ela tem que mudar de estilo, mudar do que gosta porque engordou? Aí imagina os manequins realmente “plus size”… Eu tenho a opção de ir numa costureira, apertar a blusa e pronto. Afinal, as marcas direcionam seu comercial a mim do mesmo jeito (bom, nem tanto, sou representada pelo meu tamanho, mas não pela minha cor). Eu parei com meu comentário idiota, mas ainda desejo que lojas façam roupas para mulheres do 34 ao 60, não do 36 ao 42. e principalmente AO 60! Todas nós temos o direito de gostar de tal coisa e achar para comprar. Quem tem que decidir se vai ficar bom ou não, ou melhor, se vamos nos sentir bem ou não com a peça somos nós!

  31. Mônica comentou:

    A Riachuelo não tem plus size não 🙁

    1. Ana Carolina respondeu Mônica

      Oi Monica! Puxa, já vi grade até tam 50 por lá sim, tiraram? 🙁

  32. Mônika Beatriz comentou:

    Oi, Ana! Conheci seu blog muito por acaso, via Pinterest, porque ADOREI seus looks e seu jeitinho alto astral. Hoje caio nesse texto incrível, que dialoga muito com o que penso. O depoimento da Carol foi um verdadeiro soco no meu estômago, porque faz algum tempo que tenho evitado compras para mim, justamente pelo mesmíssimo motivo. As lojas me fazem MAL. Saio triste, irritada. Até agora, não tinha pensado qual era a razão disso, e o soco me fez entender.
    Saio triste porque não sinto empatia. Não sinto empatia da moda, das vendedoras, das roupas e das marcas. Aí desisto, volto para casa frustrada e dê-lhe vestir sempre a mesma coisa…
    Estou com 51 anos. Desde os 48 lutando com a balança por conta da menopausa e de problemas com tireóide. Arrendondei, tornei-me musa renascentista. Não me incomoda, de verdade. A chegada da idade foi natural para mim como tudo em minha vida: nunca escondi e nem precisei mentir a idade para nada ou ninguém. Sou uma pessoa bem humorada, encaro as coisas de coração aberto e sem medo de mudança. Mas o peso… esse me tira o sono! Porque parece que jamais vou conseguir encontrar um estilo próprio, uma roupa que me caia bem e que me deixe à vontade, sem me fazer de caricatura de senhorinha ou de adolescente tardia.
    O que eu desejo, de coração, é ver looks legais para mim. Looks que sejam a tradução da minha alegria de viver, da coragem que sempre tive na vida, que sejam a minha cara, sabe? E isso tem sido muito difícil.
    Vejo fotos de mulheres acima dos 50 e me sinto frustrada, porque quero estar elegante para trabalhar, à vontade para aproveitar tudo o que conquistei até aqui. E infelizmente muitas marcas não colaboram com isso. A Renner, que era minha queridinha, virou um tormento para mim. A C&A é demasiado jovem. A Marisa demasiado senhora-de-mais-de-40. Adoraria encontrar uma loja para chamar de minha, e não só essas lojas que vendem para meninas magrinhas…
    Infelizmente o Brasil tem muito a aprender sobre isso. Mas vamos em frente, sem desânimo. Um dia chegaremos lá!
    Um super abraço prá você! Luz e paz em 2017!!