Impressões das leitoras: Lethicia Bronstein para Riachuelo

Eu não pude conferir essa coleção da Lethicia Bronstein para Riachuelo que chegou às lojas selecionadas, então coletei dois comentários que recebi da Michelle e da Cynthia, leitoras do blog, sobre suas expectativas e a realidade ao conferirem as peças.

Lembram do vestido que nas fotos do making of já estava com o forro aparente? Consertaram para a foto do catálogo, claro!

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Como eu já disse em diversos posts, não estou falando que está errado comprar ou que não pode, etc etc. Imagina, quem sou eu! Todo mundo deve comprar o que gosta e o que deseja. Ponto.

Só penso que é legal avaliarmos juntas se vale a pena despender esforços em comprar o que se acredita ser o mais próximo que se pode chegar das roupas de um determinado estilista. Acabei de receber essa matéria da Silvia Feola para o Estadão que fala justamente isso: Fast Fashion não é a democratização da moda.

A Julia escreveu nos comentários e eu fiz o update do post com a opinião dela:

“Oi Ana! Fui hoje de manhã na Riachuelo conferir a coleção, gostaria de deixar minha opinião. Sinceramente, não me surpreendi em relação a qualidade. É o padrão da Riachuelo, eu já esperava. Só que as peças são mais elaboradas, tem mais detalhes, mais material, mistura de tecidos diferentes na mesma peça.

Mas mesmo assim achei que entrar na faixa dos R$300 a R$400 para os vestidos é caro. Eu não comprei. Achei os vestidos bonitos, não achei vagabundos, mas pra mim esse valor ainda é caro. Considerando ainda que vc pode encontrar várias pessoas vestidas igual a vc numa festa rs. O vestido deixa de ser especial, e vestido de festa tem um quê de exclusivo. Por isso até aceitamos pagar mais caro as vezes, pq queremos algo mais único.

Comprei uma saia por R$170, gostei da renda, gostei do caimento e do acabamento. Achei o estilo a cara das peças que a Lethicia faz. Mas não achei um bom preço. Comprei pq gostei muito mesmo. A mulherada tava eufórica na loja. 10h30 da manhã e vários vestidos caros já não tinham mais numeração.

Resumindo, achei bem bacana a coleção. Seriam totalmente coerentes a proposta e qualidade oferecida se o preço fosse um pouco mais baixo. Mas foi umas das colaborações de estilista e fast fashion mais legais que já vi no Brasil.

beijos!”

A Michelle acabou de escrever na caixa de comentários sobre suas impressões dessa coleção:

“Ana, estive na Riachuelo do shopping Vila Olímpia (SP) para verificar. Sempre tenho curiosidade em observar as peças, os preços e a movimentação das clientes nestes casos. Hoje não foi diferente, muito tumulto, preços altíssimos e peças feias. Sei que as rendas são muito marcantes para a estilista, mas tem renda onde não precisa e a peça beira o cafona. Um vestido preto com paetês me chamou a atenção e quando puxei da arara tinha um pedaço de renda branca por cima, nada a ver.

Acredito que pelo preço cobrado lá (o mais caro que vi era R$ 399,00), compramos peças mais bonitas em outras lojas. Ah, vi uma calça preta com zíper embaixo, bem bonita, se não me engano era R$ 179,00, sem renda… Achei bem alto o valor. Era apenas uma calça social.”

A Cynthia mandou algumas fotos e também a sua opinião:

“Oi Ana!

Fui fui lá na Riachuelo do Centro (RJ). Todas as peças que eu queria experimentar não tinham sido mandadas para a loja! Nada das saias midi, dos vestidos de manga comprida de onça e azul, as blusinhas polo de renda e as jaquetas de renda.

Lá tinha muito daqueles vestido de um ombro só – e as peças super de poliéster. Ana, eu juro que não achei com a qualidade esperada de uma coleção assinada por uma estilista. Eu esperava algo mais cuidadoso nos detalhes, com um caimento melhor.

Os vestidos tinham bojo – o que é até um detalhe legal – só que cada pessoa tem um peito diferente, né? Então pra mim não rolou. No provador tava todo mundo reclamando que não valia o preço pq a renda não ficava no lugar certinho. Eu provei um vestido que a renda das costas levantava… os que tinham tule eu não gostei – achei mal acabados.

As calças eram de 98% algodão e pareciam legais porém não me vestiu bem porque tenho panturrilha forte. Fiquei sem circulação nas pernas.. kkk

Os vestidos tinham um ziper beeeem vagabundo (com acabamento invisível). Eu provei a versão preta do vestido que a Thassia Naves usou ontem – e na hora de tirar… não abria! Sério – nunca aconteceu isso comigo! Fiquei presa no vestido – e depois de muita tentativa um rapaz da loja conseguiu abrir. E ainda me perguntou: vai levar? kkkk eu falei pra ele – oi?? Levar pra que? Se 5 pessoas aqui não conseguiram abrir o ziper!

Bem – uma pessoa da loja que foi muito educada comigo me disse que a coleção foi completa para o Barra Shopping, se desculpou e tal. Então eu liguei pra uma menina que trabalha aqui comigo que mora na Barra e pedi pra ela ir lá. Os vestidos de manga comprida que eu estava atrás também não foram mandados! Ela conseguiu pra mim a saia midi de renda bege – e as blusinhas polo. Essas peças me pareceram beeeeeeem melhores do que as que vi no Centro. Made in Brasil e mais honestas.

As polos eu gostei bastante. A saia, à principio, linda – até eu virar e constatar no espelho que o forro fica embolado e ela fica meio transparente na bunda. =(”

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Quem foi conferir, o que achou? Me contem! 🙂

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Comentários pelo blog

40 comentários

  1. Renata comentou:

    Eu já imaginava que ia ter muito poliéster, mas zíper vagabundo e tecido transparente, com o preço que estão cobrando, é demais.

    Dei uma olhada no site e o design da maioria das peças não tem nada de mais. Como já falaram num post anterior, nos sites da China tem um vestido bem parecido com aquele preto e branco. Sendo assim, não faz sentido nenhum cobrarem esse absurdo só pela coleção ser assinada por uma estilista famosa.

    Já estou imaginando o estado dessas peças daqui umas semanas nas araras, em especial as com paetês e renda, que são um prato cheio para fios puxados.

  2. Rebeca Amancio comentou:

    Eu olho essas imagens e só consigo pensar 2 coisas:
    – Dá pra conseguir peças semelhantes (senão idênticas) em site chinês (a etiqueta “made in” não me convence);
    – A peça não resiste à primeira lavagem, a renda vai estourar inteira;

    Honestamente, prefiro pegar o dinheiro, esperar um pouco, e fazer a festa nas liquidações, que tenho a impressão de que serão boas nesse ano de economia ruim.

    PS: eu trabalho do lado do Shopping Vila Olímpia e de vez em quando vou dar umas olhadas na Riachuelo de lá… mas vou te contar que tenho um certo medo: fico imaginando que se der qualquer faísca na loja, é tanto sintético que vai tudo pelos ares, rsrs.

  3. Viviane comentou:

    Vc vai visitar o outlet que inaugurou em Caxias?

    1. Ana Carolina respondeu Viviane

      Me convidaram, mas não tinha transporte e eu não tenho carro 🙁

      1. Thaís respondeu Ana Carolina

        Oi Ana;
        Eu moro bem perto… Apesar de ainda ter mt loja fechada, posso dizer que é bem legal… A Hering a KG vale super a pena (calça por R$33,00, blusão por R$16,00 – R$99,00kg adulto), mas tem que tomar cuidado com lojas com “estoque” que vendem em sua maioria peças defeituosas.

        1. Ana Carolina respondeu Thaís

          Obrigada pelas infos, Thaís! 😀 beijos!

  4. verônica comentou:

    Pelo menos é na Riachuelo né? Um loja popular. O pior é quando uma marca famosa, onde as peças custam o olho da cara só pelo fato de ser daquela marca vende poliéster como se fosse seda na maior cara de pau.

    1. Ana Carolina respondeu verônica

      nosssssaaa e tá cheio disso por aí!

      1. Bruna respondeu Ana Carolina

        Hahaha isso mesmo Verônica e Ana.
        Já vi em sites da Antix, Cantão, Farm… Cheio poliéster e um preço surreal. (o_____O)

  5. Julia comentou:

    Oi Ana! Fui hoje de manhã na Riachuelo conferir a coleção, gostaria de deixar minha opinião. Sinceramente, não me surpreendi em relação a qualidade. É o padrão da Riachuelo, eu já esperava. Só que as peças são mais elaboradas, tem mais detalhes, mais material, mistura de tecidos diferentes na mesma peça.

    Mas mesmo assim achei que entrar na faixa dos R$300 a R$400 para os vestidos é caro. Eu não comprei. Achei os vestidos bonitos, não achei vagabundos, mas pra mim esse valor ainda é caro. Considerando ainda que vc pode encontrar várias pessoas vestidas igual a vc numa festa rs. O vestido deixa de ser especial, e vestido de festa tem um quê de exclusivo. Por isso até aceitamos pagar mais caro as vezes, pq queremos algo mais único.

    Comprei uma saia por R$170, gostei da renda, gostei do caimento e do acabamento. Achei o estilo a cara das peças que a Lethicia faz. Mas não achei um bom preço. Comprei pq gostei muito mesmo. A mulherada tava eufórica na loja. 10h30 da manhã e vários vestidos caros já não tinham mais numeração.

    Resumindo, achei bem bacana a coleção. Seriam totalmente coerentes a proposta e qualidade oferecida se o preço fosse um pouco mais baixo. Mas foi umas das colaborações de estilista e fast fashion mais legais que já vi no Brasil.

    beijos!

    1. Ana Carolina respondeu Julia

      Oi Júlia! Vou colocar seu relato no post, tudo bem? Obrigada por contribuir! 🙂 beijos!

  6. Rachel Ferreira comentou:

    Eu ainda não fui conferir a coleção, mas pretendo ir amanhã, mas digo de cara o primeiro vestido do catálogo eu já vi um bem parecido na feirinha. Mas algo que tenho observado um bom tempo, e que sempre vejo lojas lotadas no lançamento de uma coleção, peças esgotas…mas algo que tenho observado, é muito, e que é mais fácil eu encontrar uma pessoa com a roupa da Mercatto(nada contra)do que da C&A, Riachuelo ou Renner. Acho aue por conta dos altos preços, ou será que as pessoas estão comprando e deixando de usar por receio de encontrar alguém usando a mesma peça. Roupas são para dar cor a vida…se encontrar alguém igual, tire uma foto com essa pessoa e posre no Instagram.
    Mas alguém viu o casaco de renda que a estilista falou na entrevista que iria virar hit????
    Bj Ana

  7. Rebeca comentou:

    Hoje, por um acaso, tive que ir ao shopping daqui de Natal onde tem a maior loja da Riachuelo (acredito pq a fábrica seja daqui ). Com fins investigativos (rs) fui dar uma olhada nas roupas, foi a recorrente história já dita aqui pelas meninas: corte/material/acabamento sofríveis, com o bônus de uma loja vazia em plena sexta depois do expediente (não sei como anda o comércio por onde vocês estão, mas aqui a coisa tá puxada), atribuo esta última parte ao preço muito alto. Tenho algumas peças de boa qualidade da Riachuelo que estão comigo há anos e eu não vou mentir que por conta disso tinha uma remota esperança de que, ao menos aqui, algumas peças estivessem em condições melhores.

  8. paula comentou:

    Ai como esse pessoal reclama, manda fazer um vestido se eh exclusividade que querem, se vcs nao pagam esse valor, eh escolha de vocês e ponto.
    Nao achei de maneira alguma cara as peças, o acabamento eh superior para uma loja fast fashion, sem falar que os tecidos usados na fabricacao sao caros pra caramba, o forro eh feito de crepe acetinado, um metro dele beira 30 reais. E outra, dificil ver um vestido de festa que seja de algodao ne, fora os de seda purissima que eh outra coisa. E sobre os mix de estampa, so digo uma coisa, gosto eh gosto e nao se discute. E sobre o zíper, qualquer zíper invisível no mundo eh delicado, se nao souber abrir ou fechar ele estraga mesmo. Mas eh muita gente recalcada nesse mundo, credo.

    1. Ana Carolina respondeu paula

      Oi Paula! Colocar valores de custo de produção e tecido é um importante adendo a discussão. Chamar as pessoas que gostam de opinar e se expressar (tem leitora que deu opinião nesse post que, acredite, sabe muito mesmo de tecido e acabamento e valor de serviço em moda) de recalcadas não é do feitio desse blog. Aliás, não deveria ser do feitio de nenhuma discussão entre mulheres adultas. Por favor encontre outros argumentos.

  9. Michelle comentou:

    Quero agregar nada a discussão não; só vim aqui dizer que a visão desse conjuntinho lyndro de onça com renda deve ter me cegado um olho. Glam rock mandou lembranças.

  10. Paula comentou:

    O que me deixa chocada tb é o desespero do povo em dia de inauguração de coleção em plena crise econômica… Tudo mais do mesmo e a galera se estapeando por umas peças de poliéster com renda vagabunda que por sinal já tá mais do que batido… Tá difícil assim.

  11. Amanda comentou:

    Ana, quero te agradecer imensamente, pois foi neste blog – o que eu, sinceramente, acho que mais utilidade social ever – que eu aprendi sobre tecidos, e, nossa, como isso me ajudou! Eu era daquelas que ia para fila das fast fashions em dias de inauguração de coleção, mas sua visão e seus comentários me ajudaram muito a entender que não preciso mais disso… hoje dou muito mais valor ao que tenho e seleciono muito mais o que compro. Prefiro investir em peças mais caros e de algodão, seda, viscose e sapatos e bolsas de couro… que duram anos! Beijos sua linda, fique com Deus!

  12. Sabrina comentou:

    Olha, já não esperava muita coisa. Ao perceber que alguns modelos tem no Aliexpress. Vai ver a estilista se inspirou. Agora cobrar 179,00 por essa saia é achar que as pessoas são muito limitadas, o que é essa renda? Vão dizer que acharam bonita? E a costura, super mal feita.

  13. Carina comentou:

    Achei tudo meio brega. Não gosto desse monte de renda preta estilo funeral. E que idéia misturar animal print com renda branca?? É muuuuuito feio!

  14. jana comentou:

    Ana,
    Li a matéria do Estadão e já tinha lido a matéria sobre a Miuccia Prada dizendo que não tem intenção de colaborar com fast fashion. Por quê? Bem, porque não quer compactuar com o oportunismo e disseminar a ideia de que se estaria a democratizar acesso à moda. O que essas “colaborações” realizam, com a linda exceção de Andrea Marques para C&A, é facilitar o acesso à uma copia ruim. Isso mesmo: por “míseros 400 reais” (alô ironia!) você pode ter uma cópia que só de muito longe lembra o que é vestir algo daquela marca. De quebra, sob o argumento de que se estaria a democratizar a moda, ainda se consegue empurrar pra debaixo do tapete o fato de que aquela roupa mais barata foi produzida sob condições questionáveis, sem reconhecer o valor dos profissionais que contribuíram para o resultado final. Será que vale a pena ficar atrás dessa cortina de fumaça? No caso da Lethícia, acho que dá pra ver a renda sintética. E vai dá pra ver que a sua renda sintética é igualzinha a da outra menina da festa. Você gastou porque achou que valia a pena pra uma noite especial, mas…bem, deixa pra lá.
    Mas não é só isso. Também vai dar pra ver que esse consumo irrefletido encorajado pelo mercado não faz ninguém andar melhor consigo mesmo, estar mais “in”, ter consciência do próprio estilo e ir melhorando o que dá pra ser melhorado. Então o resultado final se reduz a umas ou muitas prestações a mais, um armario mais abarrotado onde nada se acha e tudo se amontoa. Já a conta da Lethícia…Bem, vai tá tão gorda com as tantas prestações somado ao que já fatura que vai continuar a poder comprar da Miuccia. Eis o ciclo!

  15. jana comentou:

    Ah… e sobre o recalque? De tecido sintético? É piada isso? Quem veio com essa: apenas pare.

    Tá de parabéns, Ana. Tem mesmo que pensar antes de comprar. Como diziam nossos pais: “o dinheiro é um só” e só nós é que perdemos quando investimos mal. 😉

  16. Raquel comentou:

    Esse ano comecei a costurar. Estou aprendendo devagar, nem sempre a peça fica boa, nem sempre escolho o melhor tecido, mas estou aprendendo e tem sido a melhor coisa.
    Quando eu tinha uns 16 anos queria muito saber costurar, era viciada em moda e adorava coisas diferentes. Era início dos anos 2000, era ainda mais complicado ter acesso à coisas legais e eu não tinha muito dinheiro. Quando eu queria alguma peça ela não existia nas lojas, mas quando eu encontrava algo diferente comprava e usava loucamente.
    Agora sou mais preguiçosa, mas ainda tenho esse gosto por coisas que nem sempre estão nas lojas e não tenho paciência pra garimpar. Num momento que todo dia tem novidade, que a moda é descartável, não temos mais aquele apego às peças, talvez nem tenhamos uma peça favorita. São todas descartáveis. Costurar está sendo algo que me tira desse ciclo. Eu escolho o tecido, me apego à estampa. Tenho todo um trabalho de preparação, escolha do que fazer. Passo algumas horas trabalhando naquilo, as vezes dias até ter a peça pronta. Quando termino,não é apenas uma roupa, é um pouco de mim. Essa identidade com o trabalho é algo que estamos perdendo nos tempos modernos.
    Não é fácil começar adulta, nem todo mundo gosta do trabalho que dá, mas é gratificante. Recomendo que tentem, dá uma certa liberdade ser sua própria estilista.

  17. Juliana M comentou:

    Cansei de ilusões,RS Eu não gasto mais do que R$70,00 numa peça de roupa e só gasto realmente esse valor,se a peça valer mesmo meu suado dinheiro.Fadas não existem!!!assim como essas coleções “ESPECIAIS”pra mim.

  18. Lais comentou:

    Li a matéria do Estadão e acho a reflexão importante, o problema é que todas essas discussões acabam excluindo a realidade econômica do brasileiro médio, pra quem o preço de uma fast-fashion não é “pagar baratinho para descartar em dois meses” mas a única porta possível para o consumo de roupas. Por que negar a essas pessoas o consumo de “moda”? Acho que falta inserir esse ponto à discussão não como um tópico off, mas de fato tentar encontrar soluções menos elitistas para todo esse drama do “povo da moda” com as fast-fashions.

    1. Ana Carolina respondeu Lais

      Lais, mas desde quando essas coleções não são elitistas? Claro que são. Claro que são excludentes, são para atrair outro público. Quem não tem acesso consegue comprar dos lojistas locais, frequenta feiras do bairro e vendedoras de porta em porta, além de lojas que tenham um preço realmente mais acessível, sem esse falso democratismo das fast fashions.

      1. Girliani respondeu Ana Carolina

        Concordo contigo, Ana. Estive sexta na Riachuelo do Shopping Recife e só tinha pessoas com alto poder aquisitivo comprando a coleção. Sim, essas coleções são totalmente elitistas, fogem do propósito de ter uma peça com boa qualidade a um preço justo de um estilista famoso. Reconheço o esforço e o trabalho para produzir uma coleção, mas deve-se ser honesto quanto aos custos e para quem essa coleção é direcionada. E existe sim outras opções de roupas com bom acabamento além dessas coleções, basta olhar além e procurar produtores locais. Com o preço desses vestidos, consigo mandar fazer em uma artesã um vestido belíssimo com renda renascença (que eu amo e que durará por longo tempo).

    2. Luciana Pires respondeu Lais

      Ana, concordo com a Laís…falar nesse consumo consciente é o mesmo que falar em produtos orgânicos com relação á alimentação. É algo de difícil acesso para a maioria da população…questão complicada…

      1. Ana Carolina respondeu Luciana Pires

        Oi Lu! Acho tenso e também não acho. Quando falamos em consumo consciente não nos referimos apenas às compras em shopping sendo impactadas: mas ajudamos comunidades locais a se beneficiarem quando não existe plantação de algodão que use agrotóxicos e envenene a todos. Ou quando existem marcas como Flavia Aranha, Fernanda Yamamoto e Ronaldo Fraga que desenvolvam trabalhos beneficiando rendeiras e bordadeiras a terem pagamento digno pelo seus trabalhos e envolva a familia toda num negócio que vai gerar mais rendimentos a eles. Quando falamos em consciência pensamos apenas que as pessoas não vão poder comprar, mas sinceramente elas não compram nem em Riachuelo. Vai aí pra Belíssima, City Col…a Riachuelo deixou de ser popular há tempos. Beijos!

      2. Ana Carolina respondeu Luciana Pires

        E, gente, consumo consciente PRECISA sim ser discutido! É questão de sobrevivência! De cessarmos um ciclo! Deixar de comprar roupa não vai matar ninguém – o que é bem diferente do âmbito de alimentos não-orgânicos, um assunto sério – e é desse tipo de clareza que precisamos 🙂

        1. Luciana Pires respondeu Ana Carolina

          Concordo que é muito importante e deve ser discutido…Só acho que tornar isso realidade ainda está um pouco longe pra nós, vai ficar para as próximas gerações rs…mas cabe a nós sim começarmos, fazendo nossa parte… e seja o que Deus quiser rs…bjs

  19. Amanda Abranches comentou:

    Ana, sexta passada estive na Riachuelo aqui de Vitória. Fui super na empolgação pois estou cheia de eventos que pedem uma roupa de festa, mas meio desconfiada pelo tipo de tecido/acabamento/modelagem/etc. Para minha surpresa até gostei das roupas no corpo, separei uns 3 vestidos e na boca do caixa desisti de levar…. Não foi nem pelo valor, a compra ia dar mais de R$1000,00 (não que esteja c/ dinheiro, mas eram 3 vestidos de festa…) porém a quantidade de gente que vi comprando roupa igual às que eu levaria, desisti na hora! Ainda mais que são roupas que pensei em usar em festas onde não teria o controle de saber se outras pessoas poderiam estar com a mesma roupa… Não que eu me importe, até porque, se não tenho $ pra comprar algo exclusivo, não posso reclamar… Porém, achei que a quantidade produzida perdeu um pouco essa coisa do diferencial… Acabou que não levei nada! (Meu bolso agradeceu, e muito!)

  20. dayna comentou:

    eu comprei a calça jeans da coleção…é igual aquela flare da amapô só que com rendas nos bolsos de trás…eu AMEI…vestiu muito bem e custou 149,00! e particularmente gostei dos vestidos …só não comprei pois não tenho ocasião proxima para usar! beijos!

  21. Dani comentou:

    Ana, estava passando em frente à Riachuelo do Centro (Ouvidor) e decidi entrar pra olhar de perto a tal coleção. O que me espanta são pessoas terem acesso a tanta informação, blogs como o seu, revistas e uma infinidade de outras coisas (porque a maioria que consome essas coleções não são ignorantes) e continuarem fazendo péssimas compras. O material dos vestidos é sofrido, renda vagabunda, grosseira, em cima de paetê e uma infinidade de cacarecos com cara de produto chinês. Desculpa aí quem comprou e quer parecer chique mas você quer tanto compra igual e mais barato no AliExpress, mesmo com esse dólar alto. A etiqueta “Made in Brasil” não convence, é feita pra enganar bobo e o tal de “o forro é acetinado” nada mais é que poliéster macio. Você querer comprar aquilo porque achou bonito, ok, um direito seu mas se fazer de iludido é complicado, todo mundo que gastou R$ 300 naqueles vestidos horrorosos tem consciência que tem mão de obra barata por trás. Sou estudante de moda e pra costurar um vestido daqueles pra mim eu gasto tanto tempo e trabalho que jamais custaria esse valor (até porque eu não colocaria esse material tenebroso nem pra uso próprio nem pra cliente alguma).

  22. Giovanna comentou:

    Hoje tive um tempo e passei na Riachuelo do Centro do RJ, para conferir a coleção da Lethicia, na primeira vista achei bonito o pouco de peças que tinham na loja, tinha um diferenciado, mas ao olhar as costuras, forros, linhas em excesso e a renda, logo vc enxergava nitidamente o DNA da Riachuelo.
    Tinha um vestido de um ombro só que realmente e bonito, não experimentei por não ter mais o meu número. Os vestidos são de festa o valor é que igual o da C&A e exorbitante, acredito que logo teremos roupas no valor de R$1000. Mas realmente o que eu achei impressionante que apesar dos preços altos, vários números já tinham se esgotado. Não conheço o trabalho da estilista, o que acho muito importante conhecer, porque verdade seja dita nos compramos a marca, e não saber quem é no que e se inspira…eu acho muito importante.
    Tecidos…os tecidos não vão melhorar isso e fato.
    O que acho um desleixo e o excesso de linhas que sobraram nas roupas, acho que eles tinha que ter mais cuidado, já que cobram uma quantia obscena na roupa, a apresentação das roupas na loja também deixa a desejar, achei muito fraca, prefiro os da C&A.
    Para quem amou a coleção sugiro fazer o que a Anitta fez, arrematou de R$ 300, por R$79,90 na liquidação. O que eu realmente gostei foi as blusas croquis, achei fofa, são de viscose e sei lá mais o que, custava R$49,90.
    Mas o que esta começando a me incomodar nessa moda democrática, e você adquirir uma réplica ou uma releitura mal acabada do estilista, dessa forma e melhor economizar e comprar com o estilista, e só juntar as inúmeras prestações de diversas coleções passadas, com isso estou começando a concordar com a posição da Miucca Prada.
    Para fechar Ana será que quando você tivesse com tempo não poderia rolar um post sobre a diferenças sobre réplicas, inspiração, reprodução, releitura e cópias no mundo fashion.

    1. Ana Carolina respondeu Giovanna

      Oi Giovanna! Acho que já rolou um post muito bom sobre esse assunto, vou procurar! 🙂 Beijos!

  23. Tâmara comentou:

    Oi Ana, tudo bem?

    Entro no seu blog todos os dias, o seu é um dos pouquíssimos que de fato acompanho, admiro e me alegra.
    Você a moça gente como a gente, não é uma celebridade, não é a fashionista do momento, não é fútil como a grande maioria dessas garotas, principalmente as famosonas.

    Eu tenho pensado bastante nisso, pensado em consumo consciente, em custo e benefício, até porque eu suo muito pra receber meu salário, trabalho à noite, aos sábados e aguento muito abuso de cliente, enfim, faz parte de TI… kkkkk

    Eu li um livro delicioso: Madame Charme, que conta a história de uma jovem americana que fez intercâmbio em Paris, ela falou da família que a recebeu, e descreveu a dona da casa. Elegante, porém não tinha uma zara inteira no guarda-roupa, tinha roupas com cores que combinavam com ela, camisa de seda e sapatilhas de couro.

    Eu pensei nisso, pois a gente gasta 350 dilmas numa camisa linda da Maria Filó que é de Poliéster, e já vi camisas de seda por 399. Ok, é caro sim, pois eu não ganho rios de dinheiro, porém gosto de me vestir bem e nada de modinha, dessas coisas que aparecem no corpo das blogueiras sensações.

    Eu aconselho, invistam em peças clássicas e de qualidade, seu corpo agradece e seu bolso também.

    1. Ana Carolina respondeu Tâmara

      Oi Tâmara! Obrigada pelo seu carinho e pela sua análise! Concordo com vc, também não tenho grana sobrando mas penso muito mais onde investir meu dindin. Já tinham me falado desse livro aqui no blog e eu havia esquecido dele, vou procurar pra ler! 🙂 Beijos!

  24. Ana Luiza Medeiros comentou:

    Oi Ana! Eu fui conferir e fiquei impressionada, passei lá na hora do almoço e o vestido mais bonito que achei já não tinha mais em nenhuma numeração (só o da vitrini!), e os outros já estavam quase de final. Fiquei bem tentada com um vestido rosa de renda, mas parei pra pensar “TREZENTOS E TRINTA REAIS? SÉRIO MESMO?”, porque no fim das contas, continua sendo Riachuelo, várias pessoas com a mesma peça, o material não é incrível, e você ainda corre o risco de pagar com um rim, pra daqui um mês as peças serem remarcadas a preço de banana, como aconteceu na coleção da Versace. Pensando em tudo isso, não comprei. Se eu tivesse dinheiro sobrando, quem sabe? mas não é o caso.