{pensamento do dia}: “Alguém me ajude a parar de comprar demais”

Diminuí muito a frequência com que eu ficava no instagram, estava com a sensação de perder tempo demais olhando mil fotos sobre mil coisas, ficando muito confusa com aquele bombardeio de informações. Mas aí, numa dessas passadas de feed, vi a postagem de uma amiga falando que estava promovendo uma limpeza de quem ela segue, tirando mais de 200. Na foto, ela explicava o motivo: estava se tornando excessivamente consumista. Com essa redução está ficando menos tempo no celular e parou de desejar tudo o que vê.

E sua nova meta é reduzir mais.

Ela não se referia só a roupa, mas a todo tipo de tranqueira: livros, canetas, maquiagem, caixas de produtos, artigos de decoração, tudo, tudo muito. Li um post que me inspirou e outro dia uma conhecida fez uma súplica “Alguém me ajude a parar de comprar demais”.

Eu estou passando por um pensamento muito semelhante sobre redução de infos e consumo, o que poderia ser uma dicotomia já que tenho um blog que mostra achados, novidades e coleções, mas que apesar do tema nunca, nunquinha mesmo, teve post com frases loucas como “Tem que ter, gente! Must have! Alerta tendência, vamos usar muito nessa estação, preparem seus cartões de crédito, tá tudo lindo nessa coleção especial (quando na verdade tá tudo costurado cagado)” assim como os parcos blogs que acompanho. Tem publicidade, tem dica, mas tem conteúdo, mostra possibilidades, tem empoderamento, tem gente vida real repetindo roupa e não se montando para uma festa diariamente.

buy_less_choose_well
compre menos, escolha melhor.

E nem estou falando tudo isso para mostrar o quanto eu sou legal ou o super exemplo da internet, mas porque eu sempre acreditei em passar as informações de uma maneira que torne quem me acompanha apto a escolher se quer aquilo ou não. Se cabe na sua vida e no seu armário.

Tivemos poucos looks nos últimos tempos porque entrei numa fase meio preguiçosa. Preguiça de calor, de ter que abrir o armário e me deparar com muitas opções, quando o que eu quero mesmo é meu jeans, camiseta e alpargatas e pronto, bora sair pra dar conta de tudo. Gosto de me arrumar? Adoro! Continuo over com minhas peças de paetês? Sempre! Mas também tenho minhas fases introspectivas. Aquelas que me dou ao luxo de não passar base no rosto só pra ir ali. Ou pensar em super produções a cada saída de casa. Não é sobre ficar básica, mas ter tanta coisa pra pensar que o básico não tão básico cairia bem para desanuviar a mente.

Aprender a comprar e a ponderar a necessidade do consumo não é tarefa das mais fáceis. Já escorreguei em compras erradas, já deixei de ter muita coisa porque não tinha como comprar naquele momento, já fui chamada de chata por mostrar a saga do short jeans. É chato, sim, ter que entrar em mil lojas, fotografar para avaliar depois, ponderar sobre custo x benefício, procurar por peças que estejam dentro do limite orçamentário, não se levar pelo impulso. Parece que é mais legal ter dinheiro e poder entrar na loja que quiser, né? Mas na prática não funciona assim.

É preciso muita disciplina para já chegar no shopping sabendo exatamente o que você quer. Também uma boa dose de paciência e perseverança para procurar e não se render à primeira opção ou esperar entrar na remarcação. Olhar seu armário antes para saber o que realmente você precisa – e não aquela falsa necessidade, a da recompensa diária pelos mil estresses para justificar o vigésimo scarpin de salto agulha da sua coleção. Separar uma tarde para tirar o que não tem uso do armário e pensar as muitas possibilidades de looks com o que se tem antes de se desesperar com a festa que está chegando e correr no shopping pra providenciar mais uma roupa nova, é tudo mais trabalhoso e ocupa um tempinho, claro.

Mas quem aí não está meio tenso com a crescente banalização dos 100 reais? Ou com as muitas roupas sem uso no armário, te desafiando diariamente? O que fazer quando até o básico nosso de cada dia se encontra na moda e tá custando caro pra caramba?

loja-havaianas
Essa blusa que fotografei na loja das Havaianas custa 115,00, será que to canguinha ou muito pobre? Digo isso porque achei bem caro, mas peraí: Havaianas não era o basicão mais acessível?

Menos é a nova palavra de ordem: menos roupas, mas mais qualidade.

Certamente isso não vai impedir de receberemos sempre muita informação, de todos os cantos, de todas as redes sociais. Cabe a gente avaliar com que proporção deixamos isso afetar as nossas vidas. Pode ser cortando da rede social, filtrando com sabedoria as opções, acompanhando mais quem ajuda a diversificar as ideias ou apresenta soluções factíveis com a nossa vida, escolhendo as marcas que respeitam seu estilo de vida, que contemplam todos os tamanhos do PP ao GG, que deixam claro a mão de obra e materiais utilizados. Não tem problema desejar algo, mas mais importante é construir uma nova forma de pensar o consumo.

Mas antes eu preciso alertá-las que ficaremos mais ~chatinhas. Vamos virar chatas de carteirinha, mas garanto que com um armário mais proporcional à vida que levamos e com mais dinheirinho no bolso. =)

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Comentários pelo blog

40 comentários

  1. Rose B. comentou:

    Pensei que estava ficando chata também. Pois, tendo comprado bem pouco, e tirado muitas roupas do meu guarda-roupa para doação. Tenho percebido que não preciso de muito, mas preciso de clássicos para me salvar em algumas situações.Reduzi minhas roupas, meus livros, esmaltes e até os movéis da minha casa. Só fico com o que realmente adooroooo! Se gostar pouco, e encontrar alguém que ama aquilo dou de presente! Ah, uma técnica que tem funcionado; tenho uma listinha das roupas que compro e não gosto, assim penso várias vezes antes de comprar a peça, a cor, o corte ou o tecido de novo.
    Bjos Ana!

  2. Ana, eu concordo suuuper com vc! Fico no Brasil até final de abril e mesmo distante de casa quero esvaziar um pouco do meu closet nos EUA. Decidi pedir ao marido que virá também ao Brasil para me trazer mais roupas que estão apertadas para que eu promova meu bazar aqui. Vendo tudo a preço simbólico para as amigas, pq acho que as peças estão em ótimas condições de uso. E estou comprometida ao que me propus no primeiro post de 2015: a só comprar se realmente amar! Veja o que acha do meu ponto de vista: http://www.vazcomestilo.com.br/2015/01/foco-no-amor-em-2015.html
    Um bju grande de quem te admira mto!

  3. Juliana, RS comentou:

    Aninha, queri, que transmimento de pensação!! Estava hoje mesmo pensando que preciso colocar mais roupas na sacola dos desapegos que venho enchendo desde dezembro, e também pensando em como me sinto pressionada a fazer tal tag para a Páscoa; a colocar tal item sobre a mesa do escritório porque fica realmente lindo; a ler o livro Y, etc, e resolvi ser mais econômica em TUDO, menos na gentileza, no conviver bem, nos bons momentos. A vida é curta (e complicada) demais pra gente ainda arrumar sarna pra se coçar!!! Beijos meus e obrigada pela lucidez de sempre e por ser essa blogueira pé no chão que a gente ama!!

    1. Simone Tressi respondeu Juliana, RS

      “resolvi ser mais econômica em TUDO, menos na gentileza, no conviver bem, nos bons momentos” PERFEITO, JU!

      1. Ana Carolina respondeu Simone Tressi

        AMOOOOOO essa mulherada maravilhosa que comenta aqui! 🙂

      2. Juliana, RS respondeu Simone Tressi

        e olha, Simone, é resolução de 2015, sabe?? por enquanto estou orgulhosa de mim pois estou seguindo à risca!!! Beijos meus!

  4. Carla comentou:

    Bem, vou dizer, o que me parece é que você quer permanecer na zona semiprofissional do universo dos blogs (não vive disso), o que é ótimo, se é o que você quer, mas o comportamento “tem que ter” que vemos nos outros faz parte do caminho natural dos blogs que se posicionaram como profissionais. Para quem lê, fica bem claro quais são os objetivos. Para mim, por exemplo, procuro informação para consumir mesmo, acho ótimo que haja profissionais que façam produção de moda todos os dias, porque é disso que preciso, é isso que procuro, mas não necessariamente eu vá ter um impulso para consumir tudo que vejo, não sou mais adolescente e nem tenho patologias psicológicas relacionados ao consumo. venho aqui, por que acho suas combinações de cores interessantes. Acho tão autoritária essa expectativa de ver nos outros a vida de “gente como a gente”, vejo muita gente dizer isso. Cada um vai viver suas vidas diferentes, fazer seus blogs diferentes. Quanto ao consumismo, bem, acho legal que vc faça uma reflexão pessoal, cada um vai fazer a sua tb cada um no seu momento, mas, para mim, não tem como comparar. Pelo que entendo, o blog ajuda você a “vender” seu conhecimento de moda, mas isso só vai dar rendimentos, quando vc for exercer sua profissão de personal, então, conhecimento, reflexões valem por si. Outras meninas vendem seu conhecimento e carisma também para viver diretamente do blog. Não tem como comparar. Tantos uns quantos outros são úteis e necessários, cada grupo com sua linguagem e seus objetivos.

  5. Vanessa Moya comentou:

    Ana, esse seu post vale para todos aspectos da vida da gente. Eu já fui muito assim, tipo: comecei a correr e a acompanhar blogs de corrida – passei a querer último tênis tecnológico, a última roupinha dryfit. Depois os blogs de moda e meus gastos com roupa passaram a crescer (até porque não são muitos os blogs que como o seu incentivam, acima de tudo, o consumo consciente e não faz a gente virar vítima do consumismo). Tenho me policiado muito para não cair nessa armadilha agora sendo mãe. Leio muitos blogs de maternagem mas hoje sempre me pergunto se algo que vejo as mães “resenhando” é realmente essencial para meus filhos (é creme pra assadura ultra plus advanced, é roupinha da marca fashion americana, é aparelho de fazer papinha, é termômetro de infravermelho… kkkk). Se eu te disser que até agora (eles estão com 10 meses) ainda não comprei nenhum sapato para eles, você acredita? Gente, esses meninos nem andam. Qual a real necessidade de calçá-los? Se vamos sair, boto uma meia bonitinha (hoje tem tanta opção) e tá lindo! Quando começarem a andar eu adquiro o que precisarem. Então, acho que sempre temos a oportunidade de pensar o que a gente consome. Posso estar sendo exagerada? Talvez. Mas estou certa que tenho trilhado um bom caminho para deixar dois homenzinhos bem mais conscientes nesse mundo e que valorizam o que é essencial e indispensável – o que a gente tem por dentro.

    1. Sueli respondeu Vanessa Moya

      Oi Vanessa, tb sou mãe e a sua história com os sapatos foi a mesma da minha. E venho fazendo isso com tudo relacionado a ela, vou adquirindo conforme a necessidade vai surgindo. E assim vamos criando seres humanos saudáveis!

  6. Ana, exatamente por tudo que você escreveu nesse texto que eu resolvi fazer seu workshop, cansei de comprar peças “mais baratas”, mas que não tem nada haver comigo.
    Estou exatamente nessa vibe menos quantidade e maior qualidade.
    Conversei com várias amigas sobre o assunto e me vejo nesse texto.
    Me sinto estranha de transmitir um consumismo desenfreado e com este texto você só me incentivou mais ainda com relação ao blog.
    grande bjo.

  7. Francisca comentou:

    Ótima reflexão. Mas me deixa dizer: ando boba com sapatos e a banalização dos 200 reais. Gente, calçado feito em produção seriada, forro sintético, custando isso tudo. Outro dia me peguei pensando ‘260, tá bom!’ Aí lembrei de não muito tempo atrás, quando fiquei meses debatendo se comprava ou não um sapato, que tinha amado, mas custava 249,90, que na época era um exagero. Agora que toda indústria calçadista do sul do país se mudou pra china e nordeste, barateou a confecção e dobrou o preço?! =/

  8. Sueli comentou:

    Sabe Ana, me identifiquei muito com seu texto. Desde que me tornei mãe tenho reduzido tudo. Abandonei as redes sociais e hoje leio além do seu, somente mais dois blogs. Abandonar a internet me fez perder menos tempo e voltar a ler mais. Fiz uma limpa na casa inteira… Quantas tralhas, roupas, acessórios, tudo nós acumulamos sem necessidade… A sensação leveza de ir entrar e sair do shopping sem comprar nada por opção é libertador. E quanto ao dindin no bolso, passei dias ótimos viajando, esse sim, um ótimo investimento! Adoro seu astral, viu?!

  9. Maria Fernanda comentou:

    clap, clap, clap, clap, clap, clap!!!!!!

  10. Bruna comentou:

    Você é tão “vida real”, bem do jeito que a maioria vive mesmo… Acho ótimo e por isso admiro você e seu blog! Muito bom ler um depoimento “pé chão”, sem essa coisa consumista que tanto vejo em outros blogs por aí…

  11. Ariana Melo comentou:

    Show de pensamentos!! Eu gosto muito de comprar sim, mas acho que sou menos consumista do que muitos que vejo por aí. E tento a cada dia visar mais qualidade e menos quantidade, muito disso aprendido com o seu blog.

  12. Manuela Melo comentou:

    é Aninha, to entrando nessa… exclui vários blogs que de repente não fui mais me identificando… a velha coisa do autodescobrimento de que não precisamos ter tudo pra sermos legais… pra estarmos bem vestidas. O seu blog foi um dos poucos que me restaram na atual conjectura fashion da minha vida.
    E tenho um imenso carinho por ele e por você, como velhas amigas!!!
    Já a um tempo to trabalhando essa coisa do consumo consciente. Prefiro menos peças, mas, de boas a excelente qualidade, que compro nas liquidações, somente na liquidação.
    Como essa saia do amor, em seda, que me apaixonei, mas, só comprei quando o orçamento disse, pode.

    http://www.gallerist.com.br/saia-ester-5920.aspx/p

    este site tem roupas caras, mas muitas em liquidação valem a pena.

    é isso limpeza e autodescobrimento.

    beijo

    1. Ana Carolina respondeu Manuela Melo

      ai Manu, AMO o carinho diário daqui <3

  13. Dalva Santos comentou:

    Olá Ana,

    Concordo com você. Eu não sou uma pessoa que tudo que vê deseja,sou bem centrada e meu estilo é bem básico, às vezes, tento montar alguns looks diferentes, mas retorno ao velho jeans, camiseta e sapatilha. Fico pensando: não é possível que as meninas desses sites super badalados ou mega acessados vivam daquele jeito às vinte quatro horas do dia. Saltos gigantescos, impecavelmente maquiadas, usando todo o tipo de tendências, enfim, uma vitrine humana influenciando milhares de mulheres.Eu gosto de designer, de como as roupas são feitas,gosto de ver os desfiles, de costurar, tenho formação em artes visuais e história e tenho esta paixão.Poderia elencar várias motivos dos quais me levam a não ser uma consumidora voraz, mas basta apenas um: não tenho dinheiro para isso, ou seja, ou pago as minhas contas ou compro roupas e, como você mesma disse há uma banalização dos $100,00, até uma camiseta na hering é mais que $50,00. Se tivesse grana, me daria o luxo de ter algumas peças de estilistas que gosto, acho que toda mulher sonha com um closet, no meu caso, um armário repleto de roupas e sapatos lindos, mesmo que não usem.

    Bjo!

  14. Dayanne comentou:

    Oi Ana! Meu pensamento é muito parecido com este texto. Moro no interior e temos poucas opções para pesquisar/comparar preços em minha cidade. Os valores chegam a ser abusivos e as roupas parecem uniformes, sempre iguais ou muito parecidas, independente da loja. Por esses e outros motivos, continuo fiel à minha boa e velha costureira rs Tenho a sorte de ter uma há muitos anos, com mãos de fada e preço justíssimo.

    1. Ana Carolina respondeu Dayanne

      costureiras <3

  15. Priscila comentou:

    Eu acordei mais ou menos para isso quando fui fazer as malas para uma viagem bacana e tinha um milhão de opções no armário. Tanta coisa legal que eu não uso por falta de oportunidade. Pq eu compro roupas lindas de festa ou para a noite e não tenho onde usar.
    Finalmente entendi que sou exagerada, até vestido de festa eu tenho no “atacado”.

    1. Ana Carolina respondeu Priscila

      né, Pri? Tanto paetê, tanto looosho, pra que? Que dia a dia regado de festas é esse? O nosso cotidiano pode ser mais básico mas cheio de detalhes lindos e fofos <3

  16. Lica comentou:

    Deve ser por isso que gosto daqui: eu também sou muito chata!!!rsrsrsrs… E, como uma leitora acima, só acesso três blogs. Em nenhum deles já vi as tais frases que você citou: “tem que ter….”
    Preguiça disso, né gente?!

  17. Paula K. comentou:

    Oi Ana!
    Eu não tenho facebook e nem instagram. Mas meus amigos querem me matar mesmo por eu também não ter aderido ao WhatsApp…kkkk….

    Quanto ao consumismo eu comecei a diminuir em fevereiro desse ano. Cheguei a conclusão de que como eu moro sozinha aqui em Natal e meu esposo e familiares em SP eu fazia compras no fds para passar o tempo… Diminui até supermercado.
    Continuo indo ao shopping todos os fds, mas dificilmente volto para casa com uma sacola. Somente se já saí de casa para comprar algo. No início é difícil, mas depois é até prazeroso!
    Boa sorte para vc!!!
    Bj, Paula K.

  18. Tati comentou:

    Adorei! Também vivo fazendo limpa de blogs, instagram. Quando chega a hora que o jabá me irrita tanto que quase dá vontade de reclamar na foto, kkk, deixo de seguir. Já passei pela fase do consumo exacerbado. Hoje compro tão pouco que me dou ao luxo de pagar mais caro por uma peça, que vai durar “a vida inteira”. É fácil ficar colocando foto de um monte de coisas que a blogueira ganhou, né, mas a gente que tem que gastar o próprio dinheirinho pra comprar qualquer coisa não dá conta de tanto “must have”. Chego a não acreditar mais nas dicas de certas pessoas, na minha cabeça já é tudo jabá. Abç!!!!

  19. Roberta comentou:

    Já parei para pensar sobre o assunto… Comigo o problema sempre foi cosméticos, simplesmente AMO!!! Mas resolvi parar de abrir grande parte dos e-mails que recebo das lojas, e dar pouca importância para tais marcas nas redes sociais. Blogs de moda ainda olho, sigo, analiso. Mas com roupas sempre fui diferente. Sigo o meu estilo, gosto pessoal. Se tal peça que tá “na moda” funciona para mim, aproveito a avalanche nas lojas para poder escolher melhor. Do resto, passo… Aprendo horrores com seu blog Ana! Ah, e amo básicos… mas confesso que estou muito assustada com o valor deles, camiseta branca de algodão é quase artigo de luxo hoje em dia. Bjsss!!!

  20. Iara comentou:

    Faz 1 ano que ando me policiando, nn comprar por comprar, pq vi no instagram, pq vi na novela, pq isso e aquilo! Foi difícil no começo, resistir nn é fácil, e às vezes dei algumas derrapadas, a consciência pesava, ficava mal mesmo! Hoje estou tão orgulhosa de mim, sei bem o que fica legal no meu corpo, do que realmente preciso e pra minha surpresa descobri que nn preciso de muito, para variar meus looks, que posso sim, repetir varias camisas , troca do os acessórios , etc… Descobri que nn preciso de um sapato de cada cor, de cada modelo, pq acabo usando os 3 que amava e posso sim repetir tbm!!
    Seu texto encaixou perfeitamente naquilo que eu ando praticando , chega de futilidades, dinheiro jogado fora ! Adoro saber que tenho dinheiro na conta corrente, e não preciso usar último tostão pq aquele sapato tá em liquidação !!!

  21. Camilla comentou:

    Nossa, texto para pensar!

    Realmente acredito que estamos comprando demais. E os outros compram demais e nos levam a comprar ainda mais e o ciclo vicioso não tem fim.
    Porque quando nos disseram que não podíamos ter poucas coisas e boas? Quando passamos a ter que ter uma combinação única para cada dia de vida para sermos socialmente aceitos? Tenho pensado muito nisso ultimamente. Cada vez mais….

    Beijos Aninha! <3
    http://www.mademoiselleparis.com.br/

  22. Carol Santos comentou:

    Anaa (oi, xará! 🙂 )!
    Nossa, você traduziu em palavras meus sentimentos!
    Desde que comecei a acompanhar o blog (faz, sei lá, uns quatro meses só!), já mudei muito minha noção de consumo!
    Não comprei mais NADA (de verdade!!) desde que comecei a te acompanhar! Sempre que chego na loja louca para me dar “uma recompensa” pelo trabalho duro penso se realmente preciso comprar aquilo, acabo não comprando e adivinha?? Não me faz falta nenhuma, haha! E estou muito feliz e orgulhosa com o quanto consegui economizar com essa escolha!
    E há pouco mais de um mês apaguei um monte de instagrans que eu seguia e parei de entrar em vários blogs justamente pelo bombardeio de “must have”. Melhor decisão! Hoje vivo mais feliz com o que eu tenho!
    Então vamos ser chatas conscientes siiim! Consumo consciente é cada vez mais importante para a gente (pq dinheiro tá difícil, né!) e para o planeta tb!
    Muito obrigada por me ensinar a ser “chata” na hora de consumir, rsrs! Você é uma inspiração (não apenas para “economizar”, vc é uma inspiração em várias vertentes, rsrs).

    Beeeijos!

    PS: anão, adoro a saga do short jeans (e todas as outras sagas), não acho chata não!

    1. Ana Carolina respondeu Carol Santos

      hahahaha que alegria seu comentário, Carolll! Obrigada de verdade pelo carinho 🙂

  23. Raissa Batista comentou:

    oi ana! ai como adoro seu blog!! serio mesmo! é tao real e tao tranquilo! seu texto sobre a banalizaçao dos 100,00 foi pra mim um divisor de aguas! ate hoje levo cada palavrinha na minha mente!
    instagram pode deixar a gente meio doida mesmo! eu ontem mesmo estava pensando, meu deus, vou parar de olhar aquele perfil da gopro (mesmo eu nao tendo uma), so sao viagens paradisiacas, coisas paradisiacas, pessoas paradisiacas! haahhaha eu gostava de observar pose de fotos, pra ter ideia mesmo pra quando eu fosse viajar, mas aquilo foi me deixando meio melancolica, porque eu acabei entrando na onda de querer ter quase a MESMA foto. cogitei ate comprar uma, mas pensei: acho que tao cedo nao vou andar de elefante em bali pra ter uma foto assim, muito menos estar num mar lindo da thailandia.
    porque eu falei tudo isso?
    porque isso acontece a mesma coisa no mundo da moda ne? queremos AQUELA roupa, aquele sapato, bolsa.. isso quando nao entramos no mundo das makes em que precisamos ter AQUELE corretivo, aquele rimel e pior, a maldita paleta da urban decay! ahahah
    fiz uma limpezinha a um bom tempo atras, pois a maioria nao fala de moda e sim, sao apenas vitrines. me cansei de abrir blogs e as 9:00 a menina estar completamente maquiada e com um salto super alto e dizendo que aquilo era look do dia. mas nem ao menos diz pra que usou, porque aquilo, como pensar em fazer combinaçao de estampas, por exemplo. muito pelo contrario, elas só dao a imagem ali, pronta! sem conteudo algum.
    lia por media uns 20 – 30 blogs por dia (“lia” ne, pois a maioria agora é so imagem e poucas linhas), filtrei tanto que isso caiu pra metade, sendo que leitura diaria sao poucos, acho que chega a 5, no maximo!
    realmente quando mudamos a vibe, parece que o mundo fica mais leve ne?
    ja sobre roupas, eu sempre me desapego, mas confesso que ainda tem aquelas que ficam estacionadas no meu armario… um dia ainda conseguirei pensar em possibilidades de roupas!
    ai como falo demais hahahaha

  24. MILA comentou:

    Então temos agora um novo time. O time das chatas, pois se ser consciente na hora das escolhas é isso, então seremos. Há cerca de cinco anos comecei a acompanhar blogs de moda, achei que era uma forma legal de ter idéias para me vestir. A coisa foi crescendo de tal forma , blogueiras virando fitnnes, vips virando holywodianas…….NOSSA, No inicio checava uns vinte por dia, hoje não checo cinco. Sempre me admitir comprar aquilo que evidenciava a minha personalidade, aquelas marcas que eu me identificava, como gata carioca que sou. Moro no Rio, vou andando levar minha filha na escola, ando até o trabalho, pego na escola, levo pra casa, volto pro trabalho, aí tem balet, natação, inglês…..mercado, casa….Gosto de coisas reais. Sempre comprei, mas nos últimos três anos desfiz de metade do meu armário e comprei muita pouca coisa. Não compro quantidade e sim qualidade. Aprendi a usar mais e melhor aquelas peças que me sinto bem. Agora estou me rendendo aquela bolsa maravilhosa de 100 anos atrás, aquela marca francesa sabe? Mas me comprometi de passar um ano sem compras. Uma coisa pela outra e assim vou indo, sempre colocando tudo na balança. Há outra coisa, compro somente peças 100% industria brasileira (exceção da bolsa desejo). Ador o seu blog e foi a partir das suas reflexões e hoje os blogues que acompanho estão muito mais para reflexões de consumo do que para comprar.
    Adoro de paixão vir aqui diariamente, parabéns pelo blog!!!!!!

  25. Marcella comentou:

    Olha Ana, to na mesma pegada……minha fatura do CC ja sentiu a diferença e que felicidade sabe? Vi um documentario sobre felicidade que dizia que geralmente uma pessoa fica feliz com algo que nao tinha e agora tem, tipo: voce nao tem comida e consegue, pronto: mata a fome e fica bem….Ao passo que se voce tiver muita comida, voce nao ficara + feliz, sabe?
    To assim agora: para que + um oxford se eu ja tinha 6? Para que mais um sapato X? Ta sendo legal e experiencia! Meu bolso ta agradecendo e muita gente pensando que eu to com roupa nova agora mas nao….To usando o que ficara parado, ta sendo mara 🙂 Obrigada pela inspiração de cada dia! 🙂 Beijao

  26. Ale comentou:

    Esse post foi feito para mim!
    Nunca fui de comprar muito, sou do Heavy Metal e as camisetas do Iron Maiden eram o meu look do dia. O tempo passou, casei, assumi um cargo importante e os trinta chegaram… As camisetas (embora ainda deem um ar de graça vez ou outra) deram lugar a outras roupas. Com a proliferação desses blog de moda, de maquiagem, fui ficando faminta por tudo o que via. Amigas próximas também acessavam os mesmos blogs e as saidas, que eram para bares, se tornaram fixas em shoppings, para comprar o look que fulana ou beltrana usou há uma semana. Moral da história: cartão de crédito com faturas homéricas, marido surtado com a quantidade de roupas e maquiagens e bolsas e sapatos (segundo ele, juntando a irmã, a mãe e a avó dele, daria metade do meu armário) e uma sensação constante de que “ainda falta algo.. Falta uma bolsa x ou o sapato y. Quando as compras te fazem sentir um aperto no peito, é sinal que o caminho que está fazendo é errado. Farei uma lojinha no Enjoei e vou desapegar de muita coisa. Quero uma vida simples, como antes, que me trazem à memórias experiências incríveis e, qual era a roupa que eu estava usando naqueles dias mesmo?… Não me lembro, pq não era importante! Bjosss

    1. Ana Carolina respondeu Ale

      “Quero uma vida simples, como antes, que me trazem à memórias experiências incríveis e, qual era a roupa que eu estava usando naqueles dias mesmo?… Não me lembro, pq não era importante!” Muito boa observação, Ale! <3 Amava minhas camisetas do iron também <3

  27. Fernanda comentou:

    Concordo com tudo….é tão bom alguém que pensa como a gente. Tenho feitos estas observações para minhas filhas também…apoiada.bj

  28. Cris comentou:

    Ana,

    Tive uma vida bem difícil, com muita simplicidade e poucas chances de comprar roupas, quando comecei a trabalhar tinha 3 pares de sapato, rs. Então quando comecei a ganhar meu dinheiro entrei na compra compulsiva, seguia todos os blogs, ficava louca querendo ter tudo. Desde o ano passado venho acompanhando você e outros dois blogs com a mesma ideia sobre consumo consciente, e sinceramente, você é diretamente responsável por eu ter encontrado meu estilo, por eu ter seguido meu caminho, compro menos, mas muito melhor, quero coisas que se pareçam comigo, que comuniquem quem eu sou de verdade. Pode ser clichê dizer tudo isso, mas agradeço de coração todos esses textos.

    1. Ana Carolina respondeu Cris

      Que alegria, Cris! Tivemos a mesma situação de vida pelo visto e eu sei bem como é isso! Um beijo!

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    Oi Ana, acho que esse é o primeiro comentário que deixo no seu blog. Visito ele umas 2x por mês e, quem diria que eu, que já fui assídua em dezenas de blogs de moda, hoje em dia leio apenas o seu. Gosto daqui pois vc é a mais humana dentre todas as que falam sobre moda (e, convenhamos, a maioria não fala, só replica).

    Bom, o que vim comentar é que nosso momento é meio parecido, também ando exercendo o minimalismo e tudo começou há cerca de um ano, quando descobri o blog da Rita (http://busywomanstripycat.blogspot.com.br – uma minimalista extrema) e percebi que andava acumulando demais. O sentimento já existia, mas ler a Rita me deu certeza, sabe?
    Nesse meio tempo, surgiu uma mudança de país e tive que alugar minha casa. Morava nela há apenas um ano e quando nos mudamos, levamos somente o essencial (pra essa casa nova). Percebi que no período de um ano acumulamos tanta tralha que fiquei em choque: há 3 meses, quando tirei MUITA coisa pra doar, vender e reciclar.

    Nesse processo de mudança tbm tive que dar muita roupa e sapato legal, muita coisa bacana de casa e, no fim, percebi que precisamos MESMO de pouquíssimo pra viver (fora ter notado a qtde de dinheiro que gastei com coisas que nem usei etc). Nesse processo, tomei um pensamento como caminho: quero uma vida de experiências, não de coisas.
    Então, quando bate aquela “vontadinha de me dar um presente” e penso numa loja que gosto, automaticamente mudo o foco para uma experiência, dai gasto o $ com um passeio, um jantar, uma massagem, um cofrinho para viagem etc.
    Ainda estou longe de ser alcançar um patamar legal do minimalismo (cada um tem o seu), mas pelo menos estou ciente de que, pra minha vida, quero ter mais experiências do que coisas materiais.

    E o próximo passo será o minimalismo de informações e feeds..

    Beijo grande, amei o post.
    Patricia

  30. Maria comentou:

    Fiquei 1 ano sem comprar quase nada, só pra ver qual era. Não estava no vermelho, tinha dinheiro, tudo ok. Eu tava era meio cheia mesmo de tanta informação, acho. Fiz blog, página no Facebook, escrevi algumas coisas e influenciei uma meia dúzia. Valeu? MUITO. Aperfeiçoei a arte de descartar, desapegar. Hoje me influencio muito menos e tenho um guarda roupa adequado ao meu gosto, estilo e necessidade. Recomendo!