A chegada da Forever 21 no país dos preços altos

O burburinho dos últimos dias tem nome: Forever 21. A chegada da rede de fast fashion americana em terra brasilis despertou o furor de muitas consumidoras, ávidas por comprinhas finalmente a preços baixos e as sacolinhas amarelas icônicas vão saracutear muito por aí, rs. Calma, não é só mais um post falando sobre o assunto: resolvi matutar e levantar algumas questões.

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Há tempos temos falado aqui no blog sobre pensar bem antes de comprar, sobre a banalização dos 100 reais e da eterna justificativa das marcas para o aumento dos preços: os altos impostos no Brasil. E do outro lado da corda, o consumidor brasileiro, castigado, mas também com algum dinheiro na mão, querendo novidades e até se propondo a pagar mais do que gostaria por elas. E dá-lhe parcelamento, cartões das lojas que “facilitam” sua vida em 10 longos meses, cheque pré, carnê: eita maravilhosa invenção brasileira que possibilitou equipar finalmente quem não tinha poder de consumo.

Voltando ao assunto, todas as vezes que compartilhei uma informação, uma vírgula que seja sobre a chegada da rede, a coisa repercutiu e foi reverberada de uma maneira nunca antes vista por essa blogueira aqui. Não só por termos finalmente mais uma opção de fast fashion aqui, mas pela promessa de preços realmente baixos, como os praticados pela marca lá fora.

Por abrir inicialmente em shoppings de luxo, duvidamos veementemente do quesito preço. Na minha teoria, a abertura nesses locais se deve ao nicho que querem atingir inicialmente, de pessoas que viajam e conhecem a marca (será isso excludente e seletivo de alguma maneira?). Lendo a entrevista da diretora de marketing da marca à Exame, a Forever demorou para chegar aqui, mesmo sendo um dos grandes desejos deles pelos hábitos de consumo das brasileiras e pelo mercado da América Latina estar em expansão, porque eles queriam ter a certeza de manter seus preços baixos.

E conseguiram: blusas básicas a 8 reais, calças a 60 reais, saias na mesma faixa de preço, vestido de veludo a R$45, quimono florido a R$58 e por aí vai.

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prints que tirei da matéria na Vogue – clique para ampliar e ver os preços nas legendas!

A Forever 21 virou nosso novo oásis, um alento em meio a tantas marcas e lojas de departamento brasileiras, que a cada coleção aumentam os preços de uma forma injustificável. E certamente vão faturar muito com essa estratégia: o adeus do varejo nacional começa com a promessa da rede em abrir mais lojas pelo país até o final do ano, além de um e-commerce. Será que isso representará algum impacto nas vendas e nos consumidores fiéis de algumas marcas?

Não conheço a loja, mas pelo que já me falaram eles produzem novidades com a velocidade da luz, praticam preços excelentes, o que é perfeito para quem quer o item da moda sem gastar muito por isso, mesmo a qualidade também sendo fast – claro que não vamos esperar peças que durem uma vida inteira, mas eu me pergunto se a qualidade das lojas aqui já não anda assim também.

Tenho achado tudo tão aquém dos preços cobrados nas etiquetas quando vou ao shopping, que já considerei a hipótese de estar muito chata. Como assim vou pagar quase 300 reais numa peça feita de poliéster, sem nenhum detalhe no acabamento? Ah, a indústria precisa de fomento, os impostos, os encargos…ok. Mas aí viro do avesso e leio na etiqueta: Feito na China. E aí?

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Li em todos os sites que estão falando da Forever alguém indagando justamente isso: que esses preços baixos são praticados à custa de muito trabalho escravo. Na mesma hora fiz uma pesquisa e não achei uma linha associando escravidão e Forever. Certamente as condições de trabalho na China são quase isso, longe de serem algo aceitável, mas me pergunto das lojas que receberam denúncia recentemente por escravizarem bolivianos no nosso país e ainda cobrando fortunas por uma roupa. Alô Le lis Blanc, Bo bô, M. Officer. Seja Forever ou Le Lis, vale a pena comprar algo em detrimento de condições de outras pessoas e do meio ambiente?

Fico realmente preocupada com os caminhos que a nossa indústria tem tomado e torço de verdade por uma manobra, uma reavaliação das estratégias, a renovação e valoração da nossa mão de obra. Atualmente tenho me controlado e tentado mesmo valorizar e privilegiar marcas que mantém a sua produção nacional. Não é fácil, mas estou num processo e espero em breve ser cada vez mais exigente com isso, comprando melhor e menos.

Às leitoras do blog: comemorem essa maravilhosa alternativa, mas não se transformem em consumidoras vorazes de tudo que é oferecido. Continuem reavaliando suas compras, repensando gastos e o que, a partir dessa grande novidade, fará a diferença no seu vestir. São apenas roupas e nosso dinheiro continua sendo suado da mesma forma. 🙂

E Forever 21: bem-vinda para sacudir os ânimos.

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Comentários pelo blog

65 comentários

  1. karine comentou:

    Falou tudo Ana!
    Ontem acompanhei a tag #forever21brasil no instagram pra ver o nivel das peças e também preço pq acaba sendo fator decisivo né? Achei tudo muito ok mas é tudo questão de saber o quevvocê precisa no seu armário e se qualidade ( ou falta de) acaba valendo por ser baratinha.

    Eu já fui na loja lá fora e sei que tem coisa que mesmo sendo barata não vale a pena: trouxe um jeans de 10 dólares que deu bolinha na segunda lavagem. Ainda tá usavel mas não sei por quanto tempo.

    Tô bem animada pra conhecer e acho que pode ajudar na concorrência do varejo aqui no Brasil.

    Beijos
    Karine
    http://camisetices.wordpress.com

  2. Sempre lúcida, Ana. Mas a euforia (pelo menos a minha) vem do fato de saber estar pagando o que a peça realmente vale. Porque me desculpem as chatas de plantão, independente da forma de produção, uma regata mal-feita e de costuras tortas não vale 40 reais como a CeA cobra.

    Vem também do fato de que o poder de compra do povo brasileiro de modo geral é algo ilusório, como você bem lembrou, fomentado por créditos que se transformam em inadimplência e dívidas. O REAL poder de compra é muito, muito baixo. E por isso, pensar na possibilidade REAL de comprar o que o seu dinheiro permite é tão maravilhoso.

    Quanto à exploração do trabalho humano, penso que podemos sim estar atentas, mas JAMAIS teremos como ter certeza que a peça com etiqueta “made in Brazil” não foi confeccionada por bolivianos aprisionados em algum galpão tupiniquim.

    Pior do que isso é quem acredita que pagar 300 reais numa calça é garantia de não-exploração, taí a Le Lis Blanc para comprovar essa teoria.

    O assunto é bem complexo e merece debate, louvo a sua ponderação sempre.

    Mas não joguemos pedras precipitadas na Forever 21, a menos que estejamos dispostas a abrir mão do consumo, na forma como ele é feito hoje.

    Parabéns pelo post. E simbora fazer umas comprinhas (conscientes) lá na Forevis. 😉

    1. Tu sabes que eles têm uma linha plus size super moderninha, né Si?

      Só tenho uma coisa a dizer: chegue logo em Recife, Forever 21, que eu quero lhe usar. ahahahahahahahahaha

      Beijosss!

      1. may respondeu Dani Oliveira

        e eu to contando minutos q cheguem as peças plus, pq, se roupa de gente magra já é cara nas renners e c&a´s da vida, avalie as plus!!!

  3. Renata Gonçalves comentou:

    Ana que alento ler seu blog diariamente, tão pertinente a questão levantada, e penso que cada vez mais somos massacrados com a cultura de consumo excessivo e desenfreado.To morrendo de vontade de ver a Forever21, mas hoje estou muito longe de ser a voraz consumidora que já fui um dia, primeiro porque os tempos são outros, segundo porque descobri que preciso priorizar outras coisas como viajar mais ( nunca fui ao exterior) e lembrei de um post seu comentando sobre uma conhecida que se vestia de Animale da cabeça aos pés, e nunca havia saido do país…aquilo me doeu muito porque estava indo para o mesmo caminho. No ano passado fiz duas viagens para outros estados ( RJ e ES) com meu ex, e foi tão bom…nunca tinha feito isto antes, e agora estou tirando finalmente meu passaporte para planejar minhas próximas viagens 😀 !!! E também tenho comprado ( quando acho que vale mesmo a pena) produtos nacionais, priorizando nosso mercado, e minhas ultimas aquisiçôes foram da grife Rodrigo Martins Jeans, que confecciona peças em malha muito legais com estampa super diferentes, e a loja dele fica na Augusta em um corner com outros tantos que fazem uma moda autoral e muito particular!!! partilho da mesma opinião sobre a vinda da Forever, mas acho que passou da hora de nos tornarmos cidadãs e consumidoras realmente conscientes de seu papel, e nada de consumo louco!!! Beijo linda ♥

  4. Gabriela comentou:

    Made in China, é uma facada. Um jogo de dois lados, algo que a mídia te intimida a ter por um preço extremamente atrativo versus ter consciência que seu closet esta praticamente escravizando alguém.

  5. Alexandra comentou:

    Olá!!!
    O brasil infelizmente é vitima da sociedade “ostentação” a pessoa (muitas delas) não sabem se vestir, mas vestem tal marca (paga a mais por isso) para dizer que “tem bom gosto, e tem dinheiro para comprar” – para tirar foto colocar em rede social, e “mostrar” que tem valor.
    Hoje em dia, a auto estima brasileira é movida a isso, “mostrar que você pode comprar” graças a nova classe social, e os recursos para credito, financiamento e etc, essa marcas só faturam.. , a pessoa paga em 300x para “dizer” que pode.
    Sobre a foverer, ela somente conseguiu manter o preço (creio eu) pq essa LENDA que diz que o Brasil é o pais do Imposto sobre roupas, e etc.. não existe. (claro que em paises mais desenvolvidos o percentual é mais baixo) porém não é um bicho de 7 cabeças. – Digo isso pq tenho um site que vendo roupas (sem marca, e a preço justo) e o que pago de imposto é muiiiito pouco.. Isso é uma GRANDE jogada de marcas para “justificar ” o preço de seus produtos, porém adorei a vinda da Forever21 para o Brasil, isso só mostra que PODE SIM manter os preços , porque o imposto é baixo! Não vejo a hora de grandes marcas ter que tirar a mascara de “desculpa de imposto” kkkkk e parar de pensar só em lucro.
    O padrão de preços no Brasil é ridiculo – hoje se vc paga 30,00 a um produto vende ele por 50,00 VOCÊ É LOUCA, pq o preço “ideal” para o produto no Brasil gira em torno de 150,00 – se vender muito barato “a pessoa desconfia” que não é de qualidade. Mas pagando mais caro, a pessoa acha que é um bem durável. GRANDE ENGANO.
    Já dizia a BIBLIA ” o povo peca por falta de conhecimento”
    PESQUISEM.. hehehehe

    1. Robertha respondeu Alexandra

      Alexandra, é cadê o #jabá da sua loja??? 😉

      1. Alexandra respondeu Robertha

        Olá Robertha!!
        Não faço, se fizesse tinha colocando embaixo o site! 😛

        1. Alexandra respondeu Alexandra

          Olá Robertha!
          Não faço, pois o objetivo era comentar o post, e não fazer jabá!
          se não , tinha colocado o site em baixo do comentário!!! 😛

          1. may respondeu Alexandra

            aaaaaah, mas loja boa e com preço justo, todo mundo quer saber qual é! jabá do bem!!! #curiosa

  6. Débora comentou:

    Só tem uma coisa me incomodando, com td a história que aconteceu na época dos rolezinhos, como vão lidar com pessoas nao classe A e B passeando no village mall? Pq bem, preço baixo vai atrair quem mora longe, não duvido que apareça quem compre em lote e revenda depois um pouco mais caro onde mora.
    A propósito, o que me incomoda eh o medo de como os seguranças do shopping, os vendedores das demais lojas vão lidar. Quem já foi no village mall sabe q se sente uma certa aura esnobe flutuando por ali, e tenho medo de como as moças e moços que se sentem os donos do shopping vão reagir a presença de outros. Infelizmente já tivemos exemplos suficientes no shopping Leblon pra n duvidar q isso pode acontecer.

    1. Ana Carolina respondeu Débora

      ótima questão, Débora!

      1. Não vai haver esse tipo de “invasão”. Visitas isoladas de pessoas que não frequentam esse tipo de shopping, sim, mas não tem perigo disso se tornar algo habitual. As pessoas andam em tribos e querem se sentir bem no lugar que estão, questões sociais são bem fortes nesse quesito.

        O exemplo mais claro é o do Shopping Rio Mar aqui no Recife. Ele foi projetado para segmentar por classe social. Ele tem dois andares de construção e a forma como foi distribuída as lojas faz com que as classes não queiram se misturar. No piso inferior, foram colocadas todas as lojas de eletrodomésticos (Casas Bahia, Insinuante etc) e lojas de roupas e sapatos populares. No andar de cima, de um lado ficaram as lojas para a classe média alta, do outro lado foram colocadas as lojas de alto luxo (Prada, Burberry e etc). Não há barreiras, nem nada que impeça de você transitar pelo shopping inteiro, mas por causa do interesse que cada consumidor tem, eles não se misturam. Já ouvi várias vezes : vamos sair daqui desse piso que é piso de rico. E se você fizer uma pesquisa entre todos os consumidores, é geral a sensação de bem estar que o shopping traz, sendo hoje considerado o melhor.

        Beijos!!!

        1. Fernanda respondeu Dani Oliveira

          Dani, me desculpa, eu não concordo contigo. E acho que a Débora fez um excelente comentário! Não conheço Recife, nem esse Shopping Rio Mar, que me pareceu uma grande ideia! Mas, como carioca e residente no RJ desde que nasci,tenho que admitir que no Rio tudo é diferente. Há uma segregação social gigantesca, onde pessoas de determinadas classes praticamente não vão a determinados shoppings por serem caros, de difícil acesso a elas e pelo preconceito. E sim, o Village Mall, onde ficará a Forever, localizado na caríssima Barra da Tijuca, é um shopping inaugurado recentemente e acho q posso considerá-lo como o mais caro da cidade. Não tem lojas de departamentos, mas só Prada, Louis Vuitton e por aí vai. É frequentado por artistas globais ou pessoas com um poder aquisitivo elevadíssimo (ricas de fato!!!). É muito bom ter a Forever no Rio, mas eu, sinceramente, quero ver o desenrolar da história com relação aos preços e ao acesso das pessoas…

          1. Florinda respondeu Fernanda

            Não é só isso, o custo de uma loja no Village Malll é uma fortuna, esse custo certamente vai ser repassado aos preços. Acho q infelizmente os preçs no Brasil serão mais altos.

          2. Mas eu concordo é com você, Fernanda. Exatamente por ser um shopping que segrega muito não vai haver a “invasão” e, em decorrência disso, o péssimo tratamento com pessoas de outras classes sociais. E pelo o que eu entendi, foi essa a preocupação de Débora. A Forever 21 vai só vai cair no gosto e se tornar conhecida pelo povão quando ela for para lugares mais populares, como o centro da cidade. O que seria muito justo e de bom grado.

    2. Ana Miranda respondeu Débora

      Débora, bem boa sua questão.
      Eu de fato não acredito na ‘invasão’ da classe C no shopping da classe A, vou explicar o porque.
      Muita gente questionou ‘como assim F21 no Village Mall, não tem nada a ver’. Tem a ver pelo simples fato de morarmos no Brasil.
      O shopping é de rico. a loja é popular mas aqui ela é nova, primeira e unica loja da cidade (por enqto) vai ser nesse shopping (como diria o rei do camarote) ‘agrega valor’, quando a loja se tornar popular e for parar no centro da cidade daí talvez sim, percam o interesse em te-la ali com eles mas por enqto é sinônimo de status pra um shopping ter uma ‘F21’.
      E também acredito em visitas esporádicas da maioria das pessoas que não costumam frequentar aquele shopping pelo simples fato de ser longe (pra quem mora na zona norte e sul é bem longe, só de pensar no trânsito pra ir e pra voltar já desisti) e não ter outras lojas/cinema/restaurantes mais acessíveis… As pessoas vão ter que ir só pela F21 então por enqto ta valendo mas daqui a pouco vai cansar até as nossas visitas esporádicas, que dirá ‘invasão’ do povo. Adorei a questão que vc levantou, fica aqui minha opinião. =D

    3. Laís respondeu Débora

      Fiquei bem surpresa quando soube que a loja do Rio seria no Village Mall. Não tanto por ser na Barra da Tijuca, pq ali há o Barra Shopping, que tem um público muito variado , bem ao lado do Village Mall. Mas um shopping de luxo, que não tem UMA loja minimamente acessível não me pareceu a melhor escolha.
      Ficou claro que eles escolheram como consumidores aquelas pessoas que já conhecem o burburinho em torno da F21, e deixaram de lado muitas consumidoras em potencial. Talvez pq esse tipo de público já seja do tipo que “não se mistura”, vai saber…
      O que acho curioso e que muitas meninas que aqui nem passam pela porta de lojas de departamento, quando chegam no exterior o fazem até com certo glamour.

    4. Débora Andrade de Lima respondeu Débora

      Então, é longe pra quem tá na zona Sul e Norte, mas é um pulo pra quem mora na Zona Oeste, ainda mais com BRT. Antes da criação do Park Shopping Campo Grande era extremamente comum pra quem mora por aqui ir ao Barra Shopping, pq era o mais perto, com condução farta e ainda dava pra passar na praia se tivesse afim.
      E convenhamos, conheço uma pá de gente que vai a Petrópolis, Itaipava, Friburgo pra comprar roupa barata pra revender. Dizer q não vão dar um pulo ali na Barra, sem precisar madrugar, pra fazer um extra é ser ingenua demais.
      E já fui no Village Mall uma vez, perto da inauguração, e embora as lojas presentes sejam impensáveis pra maioria da população, tem McDonalds! Gente, roupa barata + comida barata, claro que vai ter gente que vai só pra ir na Forever 21, comer um lanche e depois ir andando/pegar um bus pra ir no Barra Shopping ir no cinema/fazer o resto das compras. São menos de 10 minutos ANDANDO de um pro outro!
      Eu realmente torço pra q esteja errada, que td dê certo, que seguranças n olhem torto (pra dizer o minimo), que a marca n seja obrigada a dar uma “subida nos preços” só pra nivelar com as demais lojas. Mas em uma cidade onde o prefeito acha razoavel que o Bilhete Unico de onibus possa ser usado em até 2:30 (ou seja, é normal ficar 2:30 dentro de UM onibus) eu infelizmente não tenho esperanças :/

    5. Luana M. respondeu Débora

      Acho interessante essa discussão toda sobre loja pop em shopping luxo… Em Orlando, por exemplo, tem o The Mall at Millenia, que é o mais luxuoso da região, e, mesmo assim, tem F21! Eles estarão numa meia dúzia de shoppings no Rio a médio prazo, inclusive no Barrashopping.

      Falando sério, a F21 não ESCOLHEU o Village… o Village escolheu a F21 para aumentar o fluxo de pessoas no local. Acham mesmo que essa marca está pagando aluguéis, condomínios, etc? Que nada!!! O Village PAGA e PAGA CARO para a F21 ter loja ali! Lembrem-se que o fundador só queria vir ao Brasil SE e SOMENTE SE pudesse praticar preços semelhantes aos dos Estados Unidos. Qual foi a mágica? Sonegar? Não! Diminuir o lucro? Sim. Diminuir os custos? Mais do que qualquer outra coisa! Eles buscam PARCEIROS, ou seja, shoppings que estejam dispostos a cobrar NADA ou valores simbólicos pela permanência deles no local. Nesse leilão o Village levou, o Morumbi levou… e assim caminha a F21.

  7. Jacqueline comentou:

    Foi ótimo aguardar pelo seu posicionamento sobre a chegada da Forever 21 e ver que você foi além do que eu esperava. Parabéns pelo texto que instiga a reflexão. Beijão!

  8. Carla comentou:

    Não acho que uma marca querer atingir seu público, seja lá como ela avalie isso, seja seletivo e excludente, é ter foco.

    1. Ana Carolina respondeu Carla

      tb acho (até coloquei no texto agora como uma questão), mas limitar acesso, seja por inibir chegada de público que queira consumir em shopping de luxo, é de certa forma excludente. 🙂

  9. Maiara Borges comentou:

    Excelente texto, Ana! Parabéns!

  10. Renata comentou:

    Aguardando a chegada da linha plus size… Gostaria que essa fatia do mercado vivesse uma revolução em termos de ofertas e preços porque vou te contar,viu… tá difícil sobreviver no meio de tanta coisa cara, de mau gosto, qualidade ruim e que realmente vista as plus size.

    Parabéns, Ana!

    1. Ana Carolina respondeu Renata

      tb to torcendo pela chegada da linha plus size!

  11. Você falou exatamente o que eu tenho pensado dessa novidade toda. Tenho muita vontade das peças bonitinhas da Forever 21, mas não vou sair por aí estourando cartões.

  12. Selma Azevedo comentou:

    Oi Ana, adoro seu blog !!! E adorei o post sobre a Forever 21. E muito bom a concorrencia das fast fashion no Brasil, isso é bom pra o consumirdor ter poder de escolha, mas só espero, que a marcar continue com essa idea de preço baixo, e não mude após algum tempo ajustando os preços como todas fazem… O que teremos que analisar é custo/beneficio, porque tem muita loja de nome e renome, marcas X, Y e Z, que importam roupas da China, Pasquistão e vendem com preços absudos por aqui, e a qualidade é tão duvidosa quanto…. Bjos pra vc!!

  13. Juh comentou:

    Pelo que eu sei aqui no Recife não teremós a tal Forever, também numca fui numa loja da marca,+ só ouço falar.Dar minha opinião sobre os produtos da mesma será dificíl no meu caso,+se falar tanto em consumo! algumas torcem o nariz agora outras levatam questões agravantes da indústria e comércio da moda,+é quanse impossivél não se comsumir algo, comparando a resenha Mob/C&A lembrei de um poster anterior a colesção muitas diseram NÃO,e ontem aqui mesmo nos comentários o SIM para colesção da grande maioria prevaleceu,poucas sustetam o que dizem,falar da boca pra fora é facíl,o fazer valer é que não. Gostei seu cometário da Débora,bem colocado.Bay!bay!

  14. Carina comentou:

    Oi Ana, muito bom o seu post sobre a Forever 21.
    Já fui algumas vezes pros EUA e conheço um pouquinho a loja. Você olha de longe uma loja toda iluminada na rua, ou aquela porta enorme dentro de um shopping, com roupas ‘da moda… tendência’ e os olhos brilham…
    É muita opção de roupas, muita coisa, mesmo… e sempre que eu ia lá ficava perdida, pensando: o que eu deveria comprar? Ou o que eu realmente preciso e posso achar aqui por um preço que em nenhuma loja brasileira vou achar?
    Em 2011 comprei um vestido mais pra festa, tá perfeito até hoje e veste muito bem (ou ainda tá inteiro pq usei pouco…). Comprei uma blusinha por menos de 5 dólares e ficou toda torta na primeira lavagem (por mais que tenha sido barata, não valeu a pena) e camisas xadrez, com tecido gostoso (isso valeu a pena). Em janeiro estive em Miami e fui numa F21 lá… tava tão cheia de brasileiras enlouquecidas e turistas, em geral… que nada me chamou atenção. Mas não saí de lá de mãos vazias, tinha calça jeans skinny por U$ 10 (e acabei comprando uma, pq vestiu muito bem) e umas bijuterias pra dar pras amigas de presente.
    Achei que a coleção que tinha lá não combinava comigo e talvez por isso nem me empolguei.. e por mais que tivesse vestidos básicos, blusinhas… acho que não valia a pena, por mais barato que fosse. Acho que é bem o que tu disse, nada de virar consumidoras vorazes só pq é barato ou é de uma loja gringa. Mas pelo menos temos mais uma opção de fast fashion no país. Mudando de assunto, triste é aqui em Florianópolis, faz tempo que nenhuma C&A recebe uma coleção, a última foi da Dress To. Aliás, SC inteira não receberá a coleção da MOB ou Calvin Klein… e isso que tem essas duas lojas por aqui.

  15. Paula comentou:

    A forever 21 tem umas porcariadas, mas tem muitas coisas legais a preço bom também. O que me animou mais na chegada dela com esses preços foi a possibilidade de ser um início de mudança no mercado de moda no Brasil. Como várias pessoas já falaram, não são os tributos que deixam os preços tão exorbitantes. Tomara que seja um sucesso, e C&A, Renner, Riachuelos da vida tenham de ficar espertos.

  16. Quanto às marcas brasileiras que usam mão de obra barata ou escrava, semana passada teve outra apreensão em SP com peças com etiquetas da SCHUTZ, UNIQUE CHIC, HIT e FORMA FASHION… um dos funcionários fugiu e conseguiu denunciar. Quem quiser mais informações pode ler em um post que eu fiz no meu blog

    http://brechoparaquemechic.blogspot.com.br/2014/03/schutz-unique-chic-hit-e-forma-fashion.html

    A gente é humano e não tem como acertar em todas as vezes (comprando o que não foi produzido por trabalho escravo), mas temos o poder de decisão, então podemos tentar. É a minha opinião.

  17. Élida Fernandes comentou:

    adorei o texto. ultimamente também tenho dado preferencia às marcas nacionais. acho melhor esperar as liquidações e consumir de empresas brasileiras! :*

    1. Ana Carolina respondeu Élida Fernandes

      Mas Élida, é bom ficar de olho nas etiquetas. Muita coisa é brasileira no CNPJ, mas a fabricação é chinesa!

  18. Marcia comentou:

    Nossa Ana, arrasou! Otimo texto, com boas reflexoes!
    Eu torço o nariz pro Made in China, mas é muito dificil hoje em dia fugir completamente desse quase monopolio produtivo…
    Concordo que a entrada dessas lojas estrangeiras vai dar uma sacudida nas marcas nacionais como um todo e é pra isso que a gente torce!!!
    Bjs,
    Marcia

  19. Rose comentou:

    Aguardando a linha Plus Size ansiosa, e sinceramente Ana acho que para as gordas como eu, sera ótimo ter uma fast fashion com tamanhos grandes de verdade. Estou farta das marcas plus nacionais enfiarem a faca, ofertando roupas feias e que não vale o que pagamos!

  20. Florinda comentou:

    Pelo endereço das lojas da Forever 21 ja anunciados: em SP no Morumbi Shopping e no RJ no Village Malll…..não acredito que a estratégia seja vender tão barato assim….
    A linha plus size é bem vinda, afinal nosso mercado é bem carente de roupas legais em tamanhos maiores, bem como a concorrência.

  21. Viviana comentou:

    Ana, eu moro nos EUA e já comprei muito na Forever 21. Tenho um relacionamento de amor/ódio com a marca, e explico por quê.

    Primeiro, claro, os preços. São muito baixos, até para o nível americano (como muita gente sabe, aqui roupa é muito mais barato que no Brasil; lojas tipo Zara que em SP é coisa de luxo, aqui é fast fashion, então imagine Forever 21). Eles também são muito antenados com o que é tendência e sempre carregam peças no estilo das marcas mais chiques (tipo quimono, calça estampada, moletom com tigre, estampas astecas, etc).

    O lado não tão legal da marca é o quanto eles copiam designers sem dar crédito algum. Novamente, eles são muito antenados, então é bem comum simplesmente chupinhar (xupinhar?) o que tem em outras marcas. Acho isso meio sacanagem. Claro que daí entramos na discussão do que é original na moda etc, mas mesmo não tendo dinheiro para comprar um original, acho meio brega sair por aí usando uma cópia barata.

    Era muito comum para mim uns anos atrás pirar na Forever 21 e acabar indo mais pela quantidade vs. qualidade. Hoje eu tento ser mais consciente quando vou comprar e prefiro gastar um pouco mais em algo de qualidade e mais clássico do que comprar 10 peças que não vão durar muito ou que vão sair de moda na próxima estação.

    Quanto à qualidade, tive erros e acertos. Tenho peças da Forever 21 que continuam firmes e fortes há 3, 4 anos. Uma blusinha que eu comprei há anos que é toda de renda/crochê é um dos xodós do meu guarda-roupa, tipo aquelas que se tivesse um incêndio em casa eu correria para salvar. Claro que eu tenho cuidado, lavo a maioria das blusinhas na mão, etc. Por outro lado, tive peças que não aguentaram uma lavada. A qualidade varia MUITO, então é uma loja que vale a pena garimpar mesmo.

    Outra coisa é que eu não compro na loja física da Forever 21. Eu acho muito confusa, tem coisa demais, é muito cheia. Tenho aflição. Eu gosto de comprar na loja online, que aqui tem entrega gratuita e se não servir, é só enfiar do pacote de novo e devolver. Claro que online você não pode pegar a peça na mão, etc, mas só de não ter que enfrentar fila eu já acho o máximo!

    Enfim, fico contente que mais esta opção está chegando por aí e que os preços se manterão baixos. Quando estive em SP no último Natal não acreditei nos preços dos shoppings!

  22. Marggah comentou:

    Ana, super concordo com seu texto.
    Hoje (14/03) estive no Morumbi Shopping e a loja da Forever 21 já estava aberta e funcionando a todo vapor. Explicaram que a “inauguração” é dia 15, mas que ela já está aberta antes disso.
    Estava um horror lá dentro. Muita gente, filas quilométricas nos caixas (chegando quase à porta, iniciando no fundo da loja), as pessoas com muitas peças nas mãos.
    No entanto, todas as roupas que toquei eram de poliéster.
    As bijoux estavam bonitas e baratas, porém são praticamente iguais ao que se encontra no eBay.
    Não estou animada, porém tenho que ressaltar que a moda na F21 está colorida e simpática, enquanto uma entrada na Zara mostrou uma loja inteirinha em branco e preto (boring…).
    Bjs.
    http://marggah.blogspot.com.br/2014/03/forever-21-e-parfois.html

  23. Eve comentou:

    Acho que ainda é cedo pra avaliar a questão dos preços. Talvez seja só estratégia de marketing mesmo…Vamos ver se com o tempo os preços não irão subir ou se a qualidade das roupas valerá a pena.
    Gosto muito dos seus post sobre consumo consciente. É um diferencial entre os blogs de moda que tem por aí. O bom é que vc leva a reflexão de suas leitoras e não impõe o “comprar por comprar e ponto”. Isso é ótimo. Vi uma notícia sobre o lançamento da loja, e sabia que você iria escrever sobre…kkk. Abs!

  24. Achei ótimo vc comentar que a empolgação é boa, lembrando que é necessário pensar no consumo consciente. Eu já estava pensando nisso de quando tivesse a chance de ir comprar somente peças chaves e tal.Porém ao comentar com a minha mãe (que nunca tinha ouvido falar da loja) ela logo:- é exatamente como a C&A chegou no Brasil, preços baixos e roupas de qualidade e hoje é como é! Bom a questão é saber até quando a loja manterá os preços a que se propõe, em um mundo ideal as concorrentes abaixariam os seus preços e nós poderíamos ter mais opções por preços justos néh?! Belo post Ana, bjos!

  25. Camila comentou:

    Outro dia comprei na promoção um vestido da Andrea Marques de R$ 900 por R$ 270. O acabamento é impecável, o forro é preso em toda a peça, sem qualquer defeitinho e eu sou mega detalhista. Made in Brazil. R$ 270 é o preço de um vestido vagabundo Made in Bangladesh da Zara. Prefiro comprar poucas e boas peças nas promoções. Quanto às lojas caras que tb exploram trabalho escravo, boicoto as que foram descobertas e dou o benefício da dúvida para as demais. http://boletimdeestilo.blogspot.com.br/2011/10/dificil-missao-de-comprar-de-modo.html

  26. Noelle da Silva Santos comentou:

    Boa tarde, Ana querida!!!

    Acabo de voltar da inauguração da Forever 21; cheguei lá às 9h e a fila estava quilométrica!!! Consegui entrar na loja às 11h30 e sair às 14H…mas, tudo muito bem organizado, com direito a água e lanche para as clientes. Não fiquei entre as 500 primeiras, por isso não ganhei brinde (que era um chinelo bem sem-vergonha).
    Bom, mas sem desanimar o pessoal, tive uma enorme decepção! Talvez tenha sido o dia ou a muvuca, mas não achei nada diferente da Renner ou C&A. Peças com pouco ou quase nenhum diferencial, muito modismo passageiro e bijuoterias , iguais as da 25 de março, só que mais caras. Por exemplo, colares que pago R$10,00 lá estavam R$34,90. Os vestidos de malha sem nenhum detalhe, a R$41,90 me atraíram, mas colocando a mão desanimei. Camisas de pedraria tudo a R$100,00 e quase nenhuma diferença do poliéster visto por aqui. Os tão falados jeans de R$34,00 eram horrorosos e ouvi m uita gente reclamando da qualidade; as blusinhas de R$8,90 eram de alcinha em cotton sem nenhum detalhe e bem sem graça; do tipo que se acha nas lojas populares “três por R$10,00”. as jardineiras jeans estavam R$122,00 mas nenhuma deu certo no meu quadril de brasileira. O quimono que eu tanto queria era feio!!! Me animei com a s jaquetas jeans, mas não tive coragem de comprar… Achei que a loja tem muita variedade para as adolescentes, que era o maior número de pessoas na loja; elas estavam provando roupas pelos corredores, por cima das outras e enlouquecendo, carregando sacolas com 20, 30 peças. Observei durante um bom tempo a mulherada da minha idade (casa dos trinta) não gostando de nada e as mães que acompanharam suas filhas de mãos vazias. Tudo muito curto e cheio de babados; meio que impossível depois de uma certa idade e celulites…
    As t-shirts bacanas eram R$45,90, R$55,90 e os vestidos mais bacanas entre R$103,00 e R$130,00, mas não provei e não sei se a modelagem é bacana. E blazer curtinhos por R$130,00 também. Comprei um vestido preto, meio jardineira meio vestido de um tecido melhor por R$92,50 e uma bolsa de R$103,00 (que era o valor de todas as grandes); achei caro, mas acho que vou usar bastante e foi a única que achei que o material era bom; o resto tem 25 mais barato.
    Bom, desculpe o desabafo, mas eu criei uma expectativa tão grande e me decepcionei mesmo!!! Nada diferente do que vejo por aqui, sabe? Fiquei frustrada… Espero que numa próxima vez tenha mais sorte ou possa tirar novas conclusões, por enquanto o que me surpreendeu positivamente foi a organização impecável, a gentileza do pessoal que recepcionou e a atenção dos atendentes. Só.

    Um beijo, querida…

    1. Isadora respondeu Noelle da Silva Santos

      Ei Noelle, acho que criar uma expectativa tão grande é mesmo complicado! A gente arma uma cilada para nós mesmos…. Tipo, claro que a Forever 21 é de modismos passageiros!!! É o que ela sabe fazer, uma fast fashion que produz rapido e custo baixo os modismos. As camisetinhas de 8,90 voce esperava mesmo que fosse algo diferente de regatas basicas de algodao??? Afinal de contas, nos EUA sao as mesmas regatinhas basicas que vendem por 3, 4 dolares. Não tinha como ser diferente… Nunca seriam blusas mais arrumadinhas pra sair por esse preco sabe… Etambem fico pensando que ir no primeiro dia além de ser um trampo daanaaado só aumenta nossa expectativa ficar horas na fila vendo pessoas e pessoas saindo com sacolas mil. A gente na hora fica ate se sentindo culpado de nao querer comprar nada, tanto que voce nem amou e acabou gastando 200 reais!… :/

  27. Camila comentou:

    Ana, sempre acompanho o blog, mas é a primeira vez que comento!
    Excelente o seu ponto de vista! Tive a oportunidade de ir na Forever 21 em Orlando no final de ano e tudo o que consegui garimpar foi um moletom e uma t-shirt. Achei tudo de baixíssima qualidade, as malhas são pobres em sua grande maioria, a estamparia também não é das melhores.
    Então, não dá pra se jogar cegamente nas compras, achando que está fazendo um ótimo negócio devido ao preço mais acessível, sem analisar a qualidade do produto.
    E vamos ver se a Forever vai conseguir manter os preços baixos com o decorrer do tempo, ou se é apenas uma jogadinha de marketing para atrair ainda mais as sedentas consumidoras!
    Beijos! Parabéns pelo seu trabalho!

  28. Lisane comentou:

    Ana, ótimo post. Mas você só não achou nada sobre trabalho escravo, porque deve ter procurado em português. Em inglês, a lista e infinita. E não tem como ser diferente. Uma blusinha que aqui no Brasil, com impostos, despesas administrativas, lucro, custo da loja, etc sai por 9 reais, foi paga para o fabricante chinês a menos de um real. Isso com o tecido incluso. Esse valor não paga nem a matéria prima, quanto mais os trabalhadores e costureiros. O algodão da Forever 21 vem do Azerbaijão, onde e colhido por menores de idade. Só assim para fazercoisas tão baratas, não há mágica.
    Alguns links:
    http://www.businessweek.com/magazine/content/11_05/b4213090559511.htm

    http://sheimagazine.com/2011/02/ethical-or-cheap-the-problem-with-forever-21-and-modern-shopping/

    1. Ana Carolina respondeu Lisane

      Lisane, super obrigada pela sua contribuição, de verdade.

  29. Lisane comentou:

    Ana, acabei de achar mais alguns números:para uma peca da Forever 21 da Califórnia, vendida a $13,80, o fabricante ganha 12 centavose de dólar. Com esse valor para ter umsalariominimo no fim do mês,, um trabalhador teria que fazer 66 peças por hora.
    http://jezebel.com/5742029/forever-21s-bizarre-knockoff-empire

    1. Lisane respondeu Lisane

      Ana, obrigada você por abrir esse espaço para não só usarmos moda, mas para pensarmos moda.

      Parabéns!

  30. Gabi comentou:

    Para mim , frequentadora assumida de brechos e seguidora esporadica do que é *in* ou *fashion*, gastar 100$ em 1 unica peça de fast fashion é quase um crime. Quando penso que para a fabricaçao dessa peça provavelmente um chinês, boliviano, tailandês ou vietnamita foi explorado, penso 2, 3x!

    Mas nao da para andar sem roupa, ainda mais aqui no Canada … entao, viva o mundo dos brechos! Ontem fui fazer um tour no meu brecho preferido…
    meus 100$ renderam =
    2 camisetinhas
    2 cintos
    3 vestidos
    4 saias

    E com a quase certeza de que sao modelos *exclusivos* 🙂
    Aqui na capital na temos a F21, mas ha 3 em Montréal, e nunca vi a loja *bombando* ou meninas arrancando os cabelos ou se trocando nos corredores ….

  31. Karine comentou:

    A primeira coisa que me assustou foi ver que a Forever 21 ia ser inaugurada aqui no RJ no shopping Village Mall, que é um shopping BEM ”selecionado” digamos assim, além de não ter nenhuma, leia-se bem, NENHUM fast fashion brasileira. Por que inaugurar uma loja popular como a Forever 21 em um shopping desses aqui no RJ? Se o conceito da loja é o popular, comprar roupas a preço acessíveis por que não inaugurar no maior shopping da Zona Norte, inclusive o maior do RJ em termos de arrecadação que é o Norte Shopping???! Achei muito estranho essa iniciativa parece que querem impregnar aquele conceito de que as roupas importadas são melhores, mesmo que mais baratas. Ando vendo resenhas enlouquecidas de gente que foi na Forever 21 de SP e falando honestamente os preços que vi não achei nada tão diferente das nossas Riachelos e Renner da vida, óbvio que algumas coisas são realmente muito baratas como as blusas básicas por 8,90 mas será que vale mesmo tanto a pena assim? Ou na verdade não é apenas por ser de ”fora”??

  32. Karine comentou:

    A outra coisa importante que você falou e que já havia percebido a um tempo é o preço absurdo e abusivo de algumas lojas, dá até desânimo de comprar. No RJ tem uma loja que minha mãe sempre comprava mais nova e que acabou passando pra mim, o gosto pela loja que é a Afghan. Comprava vestido a uns 200,00 e blusas a 100,00, que ao meu ver valiam a pena. Tenho roupas dessas loja de 3, 4 coleções atrás que estão em perfeito estado. Porém, é impressionante o quanto que a loja aumentou seus preços. Fez uma parceria com a Camila Coutinho, e vish .. Essa coleção tem blusa básica, regatinha de malha, MALHA, por 170,00!!!!!! Achei absurdo, abusivo e me senti enganada como consumidora! Blusa básica com estampa a 190,00! Gente, é absurdo!

  33. Flavinha Nobre comentou:

    Ana,
    Não tenho nada a comentar, pois falou tudo, só tenho a aplaudir: CLAP CLAP CLAP!!!

    Vamos ver se o fenômeno Forever 21, que só vou conhecer lá pelo inverno, pq ninguém merece a Barra da Tijuca indo da Zona Sul (KKKKKKKKKKKKKK), não traz ainda como benefício uma melhora geral dos preços.

    Ultimamente tenho visto muita coisa encalhada nas nossas Fast, inclusive aqui pertinho de mim, na C&A de Botafogo, a coleção MOB está em torno de 90% nas araras ainda (adorei, por sinal, mas vou esperar a liqui), a da Isa London tb encalhou e tudo mais o que vimos.

    Já na Renner a coleção deles tb está toda nas araras ainda. Lojas menos “fast” como CheckList, Eclectic, My Place, etc… ainda com peças em liquidação…

    Vamos ver se isso se reflete em preços mais justos, chega de lucros exorbitantes!

    Bem-Vinda Forever 21!!

    1. Ana Carolina respondeu Nai Castro - Imagem e Estilo

      Obrigada, Nai! Vou ler!

  34. mariana comentou:

    Um desabafo. Ainda vou viver para ver um Brasil mais justo. Podem falar o quanto for de imposto sobre imposto do imposto, mas aqui existe tbm o famoso: meter a faca!! Não adianta. Brasileiro gosta de lucro de 150%. Não quer ganhar na quantidade. Quer faturar tudo e mais um pouco com 1 peça. Então, no meio de tudo isto surge ebay, aliexpress, lojas de e-commerce de maquiagem internacionais. Dizemos chega para batons nacionais custando 70 realidades. Importamos com preços melhores e qualidade melhor. Lembram da Nyx? Abriu um quioque aqui e Ctba e fechou correndo. Batom de 54 reais que custa 2 dólares na gringa? Devem nos achar uns idiotas mesmo. Para mim ficou feio p/ Zara (que já andou baixando os preços). Agora quero ver justificar uma jaqueta de “couro de plástico” custar 150 dólares e aqui vir aqui por 1.1100 reais. Tudo imposto??? Será? Que venham mais Forever 21. Curiosa para ver o que vai acontecer e qual será o posicionamento das fasts brasileiras.

  35. Lubia comentou:

    Eu acho que a F21 é igual lojas de departamentos aqui do Brasil, por algumas peças que já vi não há nenhuma diferença, por isso muito barato, vmos combinar né que se é muito barato não podemos esperar alta costura. Vejo vocês falarem “mal” dos preços de lojas de departamentos, mais se vosês forem ver algumas lojas Butiques que só tem nome mais as peças tammbém vem de costureiras que ganham 5 reais para fazer uma peça super elaborada.
    Por isso não perco meu tempo nem em uma nem em outra quem mora em SP o negocio é ir para o Brás tem umas lojas que vendem roupas bonitas, boas e baratissimas e ninguém imagina que pago 30 reais nas minhas blusinhas de ceda. Que Forever 21 nada gente vem pro Brás kkk

  36. Isadora comentou:

    Queria contribuir com uma reflexão sobre a Forever 21 e tambem sobre os lugares escolhidos para abrir essas primeiras lojas… Uma coisa que eu fico pensando, é que as lojas da Forever 21 são lojas enooormes pros padrões brasileiros, a do Morumbi vi que tem 3.200 m² e dois andares. Tudo bem que la nos EUA elas são BEM maiores, mas tem muita loja de rua. O nosso comercio ainda gira muito em torno do shopping center. A fila de espera para uma loja pequena de menos de 50² num shopping “movimentado” pode chegar a mais de 2 anos. 2 anos numa estrategia de entrar num mercado novo como o Brasil, é muito tempo gente. Muito tempo pra ficar parado esperando vagar um lugar.

    O Village Mall, apesar de ser um shopping pra classe AAA, de ser na Barra da Tijuca, de so ter loja chique etc etc etc, é um shopping NOVO. O que muda muito o dinamismo da coisa. Olhei o mapa do shopping, e a Forever 21 é a maior loja do shopping! Imagina tentar enfiar essa loja gigante no Rio Sul? É sentar a bunda na cadeira e esperar o dia que uma Renner, uma C&A, uma Zara feche, pq são essas as lojas grandes…

    Não sei qual loja a F21 ocupou no shopping Morumbi, alguem sabe? Então o que eu fico pensando é isso: que claro que a gente quer que eles cheguem nos outros shoppings logo, que fique mais facil e mais acessivel… Mas calma gente! É a primeira loja, e já é um avanço!!! Eu vejo como o começo de uma mudança grande nos nossos padrões de consumo aqui, dessas roupas carissimas. Eu torço muito para que de certo e outras fast fashions queiram vir pra ca tambem! Uniqlo, te aguardo com todo meu amor!!! <3

    Beijos pra voce Ana linda!

    1. Ana Carolina respondeu Isadora

      Oi isadora, amei a análise – não pensei em olhar o mapa do shopping, perfeita a sua colocação. Acho que no Morumbi é menor, porque não terão parte masculina – coisa que tem no Rio. De qualquer maneira, acabei de ler uma matéria falando que essa concorrência é legal e ótima, mas não afetará muito os custos das outras fast fashion – e que a Forever possivelmente aumentará em breve seus valores, para não quebrar no país dos preços altos: http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,apos-alvoroco-da-abertura-forever-21-tem-o-desafio-de-manter-precos-baixos,1142520,0.htm

  37. Ana Rodrigues comentou:

    Grande texto !!! parabéns !!!!!!