{pensamento do dia} “Uma afronta pagar caro em roupa”

Desde meados de outubro estou em um ritmo avassalador de trabalho. Até início de dezembro será assim, sem conseguir um respiro, completamente ocupada com meus jobs de designer, consultoria de estilo, workshops e blog.  E em épocas assim eu fico isolada do mundo, completamente emburrada e com a mente atordoada, rs. Sério! Também, quem fica super de boa trabalhando tanto? hehe. Mas to feliz, não posso reclamar, só não estou conseguindo tempo pra fotografar os looks e nem inspiração pra escrever! 🙁 (e nem pra cortar cabelo, fazer as unhas, dormir, ler…abafa, hahahahahaha). Espero acertar isso semana que vem!

Ontem sentei, tentei escrever algo…e a cabeça doía. E ficou tipo redação da quinta série, sabem? Desisti. Melhor não querer filosofar muito nesse período.

Mas a cabecinha aqui não para, mesmo cansada.

Fiquei matutando sobre os preços que discutimos recentemente das últimas coleções da C&A e, em um momento retrô, revi posts de coleções anteriores em que eu elogiava os valores, que estava tudo dentro da proposta de uma fast fashion. Vejam bem, nada contra a rede ter produtos com preços mais elevados, mas entendem que ali sempre foi meu refúgio para encontrar roupas a preços não tão exorbitantes? Uma coisa tipo, todas as lojas cobram 300 reais por blusinhas de poliéster, que bom que na C&A, Renner, Riachuelo e afins tenho a oportunidade de encontrar uma no mesmo estilo por 1/5 do valor!

liqui

foto daqui.

Estava vendo o video da Julia Petit pro Enjoei e uma frase dela foi interessante “Acho uma afronta pagar muito caro em roupa”. A Julia resumiu o que eu penso quando vou a uma loja e vejo nitidamente que aquela peça não vale tudo que pedem.

Sei bem que a indústria tem todo um custo de produção, funcionário com carteira assinada vale o dobro pra empresa, tem todo um trabalho de marketing, pesquisa, design, desenvolvimento, distribuição, ponto de venda. Mas o que me deixa completamente desnorteada é perceber um aumento significativo a cada troca de coleção e a qualidade decair! Margem de lucro, compreendo, mas a gente precisa realmente mandar isso pra dentro e pronto? Bastou colocar a etiqueta e ela já vale o que pedem? Ou a gente anda com a etiqueta pendurada por aí?

Quando comecei o post falando do quanto eu tenho trabalhado e dormido pouco, essa introdução foi proposital para ressaltar que esse dinheiro é suado. Dinheiro este que mal dá pra saída: aluguel, plano de saúde, contas básicas, contador, servidor, alimentação, algum lazer…

Por isso tenho ficado cada vez mais chata quando vou ao shopping. Mais criteriosa, olho sem dó as etiquetas, percebo o caimento, viro do avesso e avalio o acabamento. Eu AMO comprar roupa, mas do jeito que os valores e impostos aumentam a cada dia nesse país, comprar roupa virou luxo. Por mais que a gente compre em fast fashion, é um luxo, gente.

Vale comprar mais do mesmo ou investir mais em produtores locais, sabe? Tudo vem da China, mas pensa só que tem uma parcela de marcas querendo fazer diferente. Isso tem que ser valorizado.

O mito das lojas “caras”

Algumas mulheres já me confidenciaram que nunca entram em lojas aparentemente mais caras. E vejam bem, hoje em dia todas as lojas andam caras, hahaha, estou me referindo às mais grifadas. Eu fico feliz da vida quando posso provar que mesmo sem ter muita grana, podemos e devemos entrar nessas lojas sim. Vou listar meus motivos:

– Referência. Normalmente essas lojas têm produtos com bom acabamento, excelentes materiais e, acreditem, oferecem bons atendimentos, sim. Quando a gente perde o receio e entra e experimenta uma roupa mais bem cortada, com bom acabamento e tecido natural, a gente cria uma referência do que é bom. Com isso, a gente pode buscar em outras lojas itens que tenham proximidades com aquele, percebemos melhor o que é um bom caimento, no que devemos prestar atenção ao criarmos nossos critérios. Lembram que encontrei um blazer de linho com forro de algodão na C&A? Pode não ser o melhor linho e algodão do mundo, mas eu sabia que é raro ter blazer com forro de tecido sem ser sintético e que são bons materiais para investir.

Por isso, não se intime ao querer entrar numa loja que pode estar além dos seus poderes aquisitivos. 🙂

calca-vermelha-6

Minha jaquetinha jeans de brechó onine 🙂 Desejada, buscada e comprada de forma consciente!

– Todas liquidam. Isso é fato: todas essas lojas precisam escoar estoque para trocar de coleção. Fiquei namorando uma calça de alfaiataria na maria bonita extra por um tempão. Um belo dia a loja já estava finalizando sua liquida com 70% de desconto e comprei a calça por 115 reais. Levando-se em conta que alfaiataria exige qualidade e esse é o preço de muita fast fashion, fiz um bom negócio.

– Pontas de estoque e brechós. Procure as pontas de estoque das marcas. Aqui no blog tem uma listagem com elas. Brechós também são uma excelente opção! Minha jaquetinha jeans da Levi’s estava menos da metade do preço da loja e novinha, novinha!

—————–

Sei que esse post deve estar meio desconexo, haha, mas estou com os pensamentos desorientados, relevem. O que eu quero dizer é que nós temos a faca e o queijo na mão. Somos nós quem podemos acabar com essa barreira de só comprar em determinado lugar. Tudo está caro demais, não existem muros para nos impedir de entrar nas lojas, avaliar com cautela nossos investimentos e nem de exigirmos bom atendimento.

Enquanto jogam tendências e mais tendências para não nos sentirmos “atrasadas” com o que está na moda e consumirmos mais e mais, a gente pode criar o padrão reverso e só comprar o que tem a ver com o nosso estilo. Ninguém aqui é apenas a pessoa que passa o cartão; eu não quero ser mais uma a desfilar as tendências a cada temporada e meu guarda-roupa se tornar uma coleção sazonal. É dinheiro meu ali, é tempo gasto, isso não é brincadeira.

Não seria muito melhor a gente se apropriar das nossas escolhas cada vez mais e tornar o nosso guarda-roupa conciso e inteligente? 🙂 E com a nossa cara, e não a cara das vitrines das lojas?

Update: Complementando com frases de Pepe Mujica, presidente do Uruguai:

“As pessoas não compram com dinheiro, compram com o tempo que tiveram que gastar para ter esse dinheiro. Não se pode desperdiçar esse tempo, é preciso guardar algum tempo para a vida”.

“Pobres são aqueles que precisam de muito”.

E também com comentário da Fernanda aqui abaixo: mesmo com margem de lucro alta, algumas lojas se valem de uso de mão de obra escrava e péssimas condições de trabalho aos seus funcionários. A se pensar, galera.

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Comentários pelo blog

72 comentários

  1. Milena comentou:

    Nossa Ana, você falou tudo, sabia?!

  2. Sempre lúcida, sempre maravilhosa! Beijo, Ana! E que muito sucesso venha desse trabalho todo! 😀

  3. Adoro! E faço tudo que você citou acima. Trabalho ara lojas que vendem produtos de muita qualidade, mas muita das vezes o preço é salgado. Adoro garimpar e sair com várias peças por preços que considero justo.

    Beijos e adoro seu blog.

  4. Taís comentou:

    Gostei muito dessa postagem, falou tudo!!

  5. Elida Fernandes comentou:

    Poxa! Queria ficar com a cabeça a mil e ainda sim escrever tanta coisa bacana! Sobre as lojas mais caras, também aprendi a encará-las há algum tempo! Tinha receio de entrar, achava impossivel comprar em algumas lojas. Mas, hoje vejo que se esperarmos a hora certa, encontramos preços super bacanas, e além disso, a internet ajuda muito. Como eu já sei meu manequim em algumas lojas, to sempre garimpando nas lojas on-line. A maioria das lojas disponibiliza um bazar o ano inteiro!
    Também concordo com a Julia Petit, na verdade, acho que todas as suas seguidoras, pois a proposta do seu blog é essa. Mas, não sei não…vi as roupas da Julia no Enjoei e achei muitas marcas internacionais que ela deve ter pago num preço bem salgado, hein? Nao achei que fez muito sentido ela falar isso. Mas, enfim…
    Beijos!!!

    1. Ana Carolina respondeu Elida Fernandes

      Elida, a Julia garimpa muito em lojas virtuais, brechós online…na Europa dá pra comprar roupa de grife em brechó! Eu mesma vi um casaco Valentino por 140 euros…pena que era G! Mas enfim, achei pelo menos bacana e lúcido o comentário dela! 🙂

  6. Ana,

    Adorei seu post e não achei desconexo, entendo bem, quando se tem várias ideias na cabeça, muito trabalho e pouco tempo para executar tudo isso… E a vida social… Vixe… só rindo!

    Entendo também o desabafo dos altos valores cobrados em tudo! E concordo com você que isso depende da gente em querer mudar.

    Eu diria que foi um desabafo de utilidade pública , parabéns!

    Beijos, Ju Sena

  7. Priscila comentou:

    Oieee, concordo plenamente com o que foi dito aqui, cada vez que eu vejo as novas coleções e os valores cobrados fico cada vez mais desanimada em comprar, já venho há algum tempo fazendo cada vez mais compras online, eu fico impressionada com a diferença de valores e como as lojas já não tem mais a diversidade como antes.

  8. Camila Oliveira comentou:

    Primeiro quero dizer que sinto falta dos seus looks, mas vou levar em consideração essa tua correria e falta de tempo.
    _____

    Esse teu post/pensamento veio em ótima hora, fico conversando com uma amiga que é viciada em comprar que nem eu sobre essas coisas. Mês de agosto fomos parar no Norte Shopping atras de alguma coisa bacana, já que a Baixada não nos oferece muita coisa além de resto de tecido. Entramos na Karamello, aquela loja é um sonho, namorei por dias uma saia longa jeans, a vendedora super atenciosa, de bom humor, pegou de vários números, outros modelos e me trouxe, a saia estava R$ 100,00 eu acho, estavam na liqui, só não levei porque o pagamento minimo de parcela no cartão eram acima de 140 e eu ja estava cheio do que pagar no próximo mês, mas o que eu quero dizer é que sempre tive dificuldade e receio de entrar em lojas mais caras, entrei uma vez na maria filó e me encantei com a simpatia das meninas, mas é tão longe de mim e do meu mundo real que não pude até hoje voltar pra comprar. Acho que nós mulheres, podemos e devemos sim comprar ou entrar nessas lojas, afinal vamos pagar por elas, se não tem condições de comprar no preço “integral” espera a liqui, dá pra comprar. Perder o medo hoje em dia é essencial para fazer boas compras, depois que entrei na Aquamar, experimentei, comprei e fui bem atendida, também não quero mais sair de lá.
    Ana, é um ótimo texto, sério, por mim eu ficaria por dias aqui contando as minhas histórias de ir me descobrindo aos poucos. Um beijo!

    1. Sheila Maltez respondeu Camila Oliveira

      Camila, adorei seu desabafo tb!
      Uma dica, vá na Maria Filó do Nova América que vc encontra muita coisa com preços incríveis. Tem que ficar perguntando o preço de cada peça para a vendedora, pois os preços das etiquetas estão sempre mais caro. Aproveite e curta a página do meu bazar que tem muita coisa legal e bem baratinho. Bjos

      https://www.facebook.com/bazardesapegosdasheila?fref=ts

      1. Camila Oliveira respondeu Sheila Maltez

        Poxa Sheila, obrigadão pela dica mesmo, já estava pensando em visitar a MF de lá, pois a que eu fui foi a do Castelo. Vou curtir seu bazar, um beijo!

        1. Sheila Maltez respondeu Camila Oliveira

          Eu estou com uma mala lotada de peças para postar na ágina e ainda não tive tempo mas lá vc encontra algumas peças da Maria Filó tb. Elas são novas, pois comprei em um showroom de fábrica que teve em setembro. Infelizmente é só para convidados mas pensando nas amigas, comprei várias peças e ainda tennho algumas para revender. Logo mais postarei mais coisas. Bjks

  9. Bia comentou:

    Ai Ana, eu penso tanto sobre isso. Acho incrível como na hora de arrumar o guarda-roupa eu fico brava com a falta de espaço, e na hora de me vestir eu fico brava porque não tenho nada!
    Esses dias eu tava super mal humorada, toda tristinha, e toda vez que eu fico assim eu penso “se eu pudesse ter qualquer coisa, estar em qualquer lugar agora, o que eu faria?”. Aí eu tive uma ideia daquelas de filme americano, e pensei que queria um cartão de crédito com limite infinito pra comprar tudo que eu quisesse. E logo em seguida lembrei que tinha dois vestidos novinhos lindos que eu amei comprar e não foram pechinchas no armário, e não tinha usado nenhum ainda. Fiquei mais feliz? Não. Então pra que fazer disso uma grande questão da vida?
    É um pensamento banal, eu sei. Mas às vezes a gente entra num rodamoinho de consumo que acaba é consumindo a gente!

    ótimo ponto a ser levantado, Ana! Beijo!

    1. Vanessa Moya respondeu Bia

      Ótima colocação, Bia – “a gente entra num rodamoinho de consumo que acaba é consumindo a gente”

  10. Natália Dias Barroso comentou:

    Isso mesmo, o dinheiro é suado! Falou tudo!
    Acho que na vida nós temos que ter prioridades em escolher coisas que realmente vale o seu valor (pelo material/duração/uso). Por exemplo, onde moro é um inferno de calor, e não vou investir caríssimo em uma jaqueta que vou usar uma x na vida e outra na morte. Sei lá, eu sou o tipo de pessoa que prefere ter opções à ter uma coisa de muito valor. Minha mãe sempre me ensinou assim: não é porque é caro que é bonito. Recebo muitos elogios de roupas que uso e se for ver nem sairam caro. Acho que é questão de olhar as coisas de forma diferente, saber escolher e ter paciência!!

  11. Viviane Moreira comentou:

    Falou tudo mesmo Ana! Eu amo comprar roupa, sapato, etc… mas infelizmente tem uns meses que não consigo mais! Os preços estão altos subiram demais e meu salário não subiu não! E com os cachorros e gatos que eu andei resgatando tive que me frear pra ter dinheiro pra eles! 😛 ♥
    Esses dias me vi precisando de roupa e fui dar uma passeada por ai e vi que nada cabia no meu orçamento! Fazer o que? Lendo teu texto penso agora que não fui em brechós e tal… mas cabe a nós boicotar esse aumento de preço! Tá caro? Não compra, deixa entrar na promoção, sabe que eu achei que o povo não ia dar trela pra essa coleção da C&A e vi no insta da Camila do Sim, senhorita que deu muita gente e o povo tava comprando!!!! Fiquei de cara….. enfim… tem gente que tem grana e paga preço abusivo, bom pra elas.
    Bjss
    Vi

  12. Graziela comentou:

    Com certeza Ana, tudo bem dito… Eu posso dizer que aprendo muito com seu blog: comecei a ousar, saindo do lugar comum… A questão de compra consciente que tanto você e as meninas da oficina de estilo, já fazem minha cabeça: penso além de amar a peça se vou usar amanhã, se vou ter com que usar…
    Obrigada e parabéns…

  13. Camyla Mendes comentou:

    Ana, super concordo com tudo no texto, tá tudo muito caro mesmo! Desde quando comecei a trabalhar e ganhar meu próprio dinheiro passei a ter muito mais critérios em relação às compras. De uns meses pra cá, tenho feito várias roupas com uma costureira, o preço tem compensado demais e a peça ainda fica do jeitinho que eu quero. É claro que esse serviço tem os seus contras, costureiras sempre demoram nos prazos e é uma profissão cada vez mais em extinção, mas quem conhece alguma boa vale a pena investir! bjs

  14. Nalva comentou:

    Nossa! Era tudo que eu precisava e queria ouvir!

  15. IVANA comentou:

    Eu amo seu blog porque inteligência é a qualidade que mais prezo nas pessoas. Bjokas!

  16. Sheila Maltez comentou:

    Perfeita sua colocação! Sempre penso nisso. Como as pessoas são consumidas por tudo sem parar para questionar se esse realmente é o caminho. Falta não se tampona com coisas, mas infelizmente somos bombardiados com a ideia de que ter é importante e nos faz feliz. Acreditamos e caimos em mais uma armadilha do capitalismo. Adorei o ponto sobre seguir a moda. Sempre gostei de andar na contra-mão das coleções do momento pois tenho pavor em andar igual a todo mundo. Encontrar-se em seu estilo é tb descobrir quem realmente vc é.
    Engraçado que é sempre nesses momentos de atordoamento que nossa capacidade de reflexão fica mais viva. Adorei seu post muito mais que um look do dia.
    Beijos querida!

  17. Ana comentou:

    Mesmo tendo dinheiro eu acho abusivo pagar esses preços que viraram regra, concordo com a Julia. Ela tem dinheiro e pelo que diz, se recusa a pagar também. Eu só compro em promoção, principalmente na internet. Preço cheio tem muuuuuito tempo que não pago.

    1. Carla respondeu Ana

      É a Julia não paga, ganha roupa cara.

  18. Fernanda comentou:

    Mais triste ainda é saber que, mesmo cobrando uma fortuna, certas grifes contratam trabalhadores em condição análoga a de escravo. Basta ver os escândalos recentes aqui no Brasil mesmo.
    Na China, nem se fala. Tenho até medo de pensar.
    Seria interessante voltarmos nossos olhares não só para acabamentos e preços, mas também para a forma como essas grifes tratam seus empregados, terceirizados.

    1. Ana Carolina respondeu Fernanda

      Bem colocado, Fernanda. Obrigada por complementar meus dizeres!

  19. Perfeito seu texto Ana, concordo com tudo o que você citou! TBm acho uma afronta pagar rios de dinheiro em roupas e mais ainda quando você não pode e mesmo assim compra parcelado em xxx vezes só pra querer ser igual a fulana de tal, por exemplo!
    Tem tanta roupa bonita e com qualidade por um preço mais em conta né? Basta sabermos procurar!
    E concordo plenamente também com a Fernanda, está na hora mesmo de pensarmos em como essas marcas tratam seus empregados terceirizados!

    Post maravilhosooo!

    http://www.achadosdabrunna.com.br

  20. comentou:

    Oi Ana,
    Concordo muito com você, as roupas andam caras demais!
    O único problema que vejo em brechós e afins é ter o tempo para garimpar, em lugares diferentes, pois num shopping fica tudo tão mais à mão.
    No fim das contas, se acho a peça cara, não compro! Quem sabe numa liqui outro dia, mas tenho que desejar e precisar muito dela.
    Bjs!!

  21. Oi Ana!
    AMEI o post! Eu, que sou taxada de “mão de vaca” pq sempre que vejo as vitrines (mesmo gostando do modelito) fico indignada com o que é cobrado. Vejo muita coisa mal cortada, sem bainha, em preços criminosos! Coisa que até eu que tenho a mão torta na máquina de costura consigo fazer melhor.
    Quando eu vejo alguma coisa de qualidade ou com valor “artístico”(produtos feitos à mão, trabalhosos, etc), reconheço o custo e até pago se me encantar com a peça. Mas pra comprar coisa com qualidade inferior tem que ser um preço muito bacana.
    Aqui em Juiz de Fora (você conhece bem) temos lojas com muita coisa baratinha; outro dia achei umas regatinhas a R$15,00 (comprei uma de cada cor, rsrsrs.), mas tb vi numa loja logo depois outra camisetinha bem parecida custando mais de R$60,00!!! Ou seja, com o valor de uma eu paguei 4! Me sinto como se estivessem me chamando de trouxa…
    E tem outra: se eu cobrar 4x o valor do serviço de um colega, duvido que alguém me pague, não é? 😉
    Bjinhos,
    Nat

  22. Marina comentou:

    Ana, seu post é super importante!!!!
    Estamos vivendo uma era de liberdade total de escolha, temos que aprender a pesquisar e a exigir um produto melhor, mais justo tanto no preço quanto na forma que foi produzido!
    Temos como pesquisar e aprender a comprar melhor, e depois a gente ainda passa a experiência a diante pra mais gente aprender. Ó que maravilha!!!
    Parabéns pelo seu post, e vamos ficar lindas e estilosas mulherada! Com consciência e muito estilo!!!!

  23. Renata Gonçalves comentou:

    Ana você é absurdamente SENSACIONAL!!!! Não digo isto para puxar o saco ( deus me livre) mas este seu post de hoje acredito veio em boa hora não só para mim, mas pelos comentários lidos acima para muitas meninas!!!
    Sabe tenho uma curiosidade nata de gêmeos e vou me formar em História portanto leio muito e observo mais ainda e posso te falar que o que você escreveu é muito relevante para o consumismo desenfreado no qual estão querendo nos jogar a qualquer custo e por causa disto tenho cuidado mais do meu dinheiro e do meu tempo gasto, pois não podemos perdê-los com coisas demais e muitas vezes desnecessárias, e olha vou te confessar você esta me fazendo usar quase tudo o que tenho no guarda-roupas só com estes posts conscientes!!!Beijo no seu coração e continua assim a abrir nossos olhos porque ás vezes eles se fecham 😉

  24. Hally comentou:

    Oi Ana e todas as leitoras do blog, sou uma mulher de 33 anos, casada e com 2 filhas pequenas, sou apenas uma entre milhares espalhadas pelo Brasil, me desdobro em outras muitas mulheres, dona de casa, esposa, mãe, trabalhadora e ainda sobra tempo para cuidar de mim, alias bem pouco tempo. Assim como você citou o presidente do Uruguai, o tempo é nosso bem mais precioso, é com ele que fazemos tudo que precisamos ao longo dos dias e eu realmente acho que meu tempo não vale uma roupa carissima, não è essa a minha realidade nem o meu momento, não trocaria meu tempo para mim nem para minha familia por uma roupa cara e de qualidade duvidosa. As grandes redes de roupas estão esquecendo o seu publico alvo, que somos nós mulheres, que valorizamos nosso dinheiro que é fruto de muito tempo investido. Podemos pagar um pouco mais caro? Sim podemos, mais desde que esse caro ainda esteja dentro da nossa realidade e que a qualidade seja digna deste preço.
    Beijos

  25. Fernanda comentou:

    Eu acho que os preços estão abusivos pq a maioria paga. E enquanto pagarem não há motivos para as lojas reduzirem certo? É óbvia a questão dos (altos) impostos mas, a galera se apóia muito nisso e já virou mais uma desculpa.
    Acho que nos acomodamos. Cansei de ouvir por aí “ah, é o preço”! Não, não é o preço. E enquanto não mudarem esse pensamento nada será feito.

    Beijos

  26. Ana comentou:

    Oi, Ana!
    Eu também ando pensando muito nessas questões….. Ano passado li o livro Overdressed que fala exatamente sobre isso (é meio mal escrito, mas relevamos) e comecei a tentar fazer compras mais conscientes. O livro fala sobre as fábricas de roupa com trabalho escravo (morar e trabalhar no mesmo lugar = trabalho escravo!), sobre o que acontece com as roupas que ninguém quer mais, etc… Mudei totalmente minha visão depois de ler esse livro… Parei quase completamente de comprar em fast fashion e agora só compro roupas usadas, handmade ou de alguma marca que eu realmente goste muito, de preferência em liquidaćão (não me seguro na Farm!). Comprei um sapato da Leeloo de couro e plataforma de madeira na semana passada de R$325 por R$68!!! Fui numa ponta de estoque da Maria Bonita que vi aqui no site e comprei uma blusinha por R$30 e um cinto por R$10. Por estes preços eu não comprava nem uma Moleca e uma blusinha de poliéster na Renner…. Por isso acho que é muito legal termos espaços como este, em que valorizamos o consumo consciente. Tento também fazer trocas de roupas pelo correio, assim me livro do que não quero e recebo uma roupa nova (para mim!).

    Esse é o link do livro pra quem se interessar: http://www.amazon.com/Overdressed-Shockingly-High-Cheap-Fashion-ebook/dp/B005GSZJ3Y/ref=sr_1_1?ie=UTF8&qid=1383841685&sr=8-1&keywords=fast+fashion

    beijos!

  27. Juh comentou:

    Pensar e ser são coisas bem diferentes.Não acho que lojas “grifs”ofereção o mesmo atendimento para as que frequetam lojas de departamentos ou brechós de barrio por exemplo,os vendedores no geral te olham de cima a baixo,fora o susto que agente toma ao ver 1a regata igual d1a loja+barata pelo quandroplo do preço,o que muda só a etiqueta ainda a questão do parcelamento, só dividem acima de 150 em 2is ou 3is vezes, abisurdo!eu já transitei por ambos os lados e sei o que mim convém.Mesmo os Offs dessas lojas de grifes estão acima do meu orçamento como e o caso de algumas peças de lojas de departamentos tambem,no caso estão sendo a CeA e Renner.Legal roupas de bom acabamento, etc…+se meu bolso so posso pagar Y é Y que vou usar,ou SOS custureira.FUI!

  28. Munique comentou:

    Amei, tudo!!!!!
    Momento de inspiração maravilhoso!!!!
    Ana me fala um pouco sobre sua consultoria de estilo, estou querendo me dar de presente, manda por e-mail, valores, quanto tempo leva,maiores detalhes…
    Espero que eu possa pagar, ai que sonho…rs

    Bjs.

    1. Ana Carolina respondeu Munique

      Munique, vamos tomar um café e te explico! 😉

      1. Munique respondeu Ana Carolina

        É só dizer onde e qdo.
        Bjs.

  29. Mariana Câmara comentou:

    Muito bom o texto! Exatamente o que penso!

  30. Simone Carvalho comentou:

    Excelente comentário! Obrigada pelos serviços que vc presta à sociedade com sua conscientização!

  31. Lica comentou:

    Concordo com tudo que disse.
    Ainda compro algumas coisas no preço cheio, mas só se apaixonar muuuitoooo!!!
    No geral estou ficando esperta mais e mais, pois quando vejo uma camisa da Lelis Blanc que desejei e não comprei porque achei caro, com 75%…e ainda tem meu número, agradeço por não ter comprado antes.
    E você tem razão em dizer que SOMENTE NÓS podemos mudar o quadro atual!!!
    Nenhum empresário materialista vai abaixar preço se continuarmos sacrificando nosso tão suado dinheiro (o meu também é-com orgulho)para ter o que oferecem no preço absurdo que temos visto.
    Isso não é papo de pobre nem aqui, nem na “China”.
    É auto estima, auto valorização, auto amor!!!
    Chega de permitirmos tantos abusos!!!
    Bastão as coisas que AINDA não podemos mudar, como corrupção e tals, mas tudo isso vai melhorar se cuidarmos de cada detalhe, se recusarmos cada abuso, em cada área….
    É isso.
    Beijos a todas.

  32. Juh comentou:

    Achei válido as questões levantadas por você Ana e as d+ q comentão no Blog. Questões sócio- econômicas, gostos em fim meu comentário foi+1 entre muitos sobre inflação que também tá na moda últimamente,não julgo nem condeno quem tem para gastar,+eu não tenho como fechar os olhos para minha realidade.

  33. Amanda comentou:

    O que mais revolta realmente é o aumento de preço de uma coleção para outra. Parei de comprar na Maria Filó por isso. De uma coleção para outra os preços triplicam e a qualidade do material continua sendo poliéster e acrílico com acabamento que deixa a desejar. Outra que decepciona é a Le Lis Blanc, que utiliza mão de obra escrava e vende por mil reais um vestido que custa R$15 para ser feito. Adoro comprar roupas, mas agora eu compro o que posso durante as liquidações (a partir de 50% off) e me seguro durante os lançamentos.
    Ah, mandei um email para a Maria Filó (que era minha marca preferida) com links de pessoas reclamando dos preços altos e baixa qualidade. Me responderam que estão verificando os problemas da qualidade e fazendo de tudo para agradar as consumidoras… blá blá blá.

  34. Denise Ferreira comentou:

    Sou consultora de moda e concordo com vc e com seu texto plenamente, excelente comentário o grande problema é que as pessoas infelizmente querem consumir aquilo que está fashion o que é moda, se não se acham excluída quando na verdade se souber como vc falou procurar e combinar corretamente com o que já possui vai poder estar sempre elegante e estilosa. Estive no dia do lançamento da coleção da C&A e fiquei chocada com os preços e o acabamento das peças, fora que é uma coleção ´é muito sanzonal, pois quase não encontramos peças básicas e o que á faz com que gastemos um dinheiro que não será utilizado por muito tempo. E eu tb já comprei com sitou peças maravilhosas na C&A de linho e com excelente acabamento, só que no tempo que ela ainda estava se instalando no Brasil, seus preços realmente eram convidativos além de ter um excelente adentimento hoje o que vemos são funcioários interessados em vender cartões, se vc pergunta por uma peça de roupa não sabem de informar, é uma pena. Quando as lojas caras é o que vc falou tem que entram e garimpar que encontra sim roupa com preço bom e ótimo acabamento e uma vantagem colocam de acordo com o seu corpo, ou seja fazem bainha algum ajuste se necessário sem acréscimo. Está de parabéns pelo seu texto falou tudo muito bem.

  35. Amanda comentou:

    Aproveitando a deixa dos brechós e do Enjoei, eu queria dizer que o pessoal que vende lá também gosta de “meter a faca”. A coisa mais fácil é ver gente anunciando vestido USADO da Farm, de váaaarias coleções passadas, com descontos ridículos. Gente, roupa usada sendo vendida a preço de nova!!! O que eu quero dizer é que acabamos aproveitando uns dos outros. Eu sei que a gente paga caro em roupas que nunca usamos e achamos justo vender pelo o que pagamos, mas não é justo! Se nós fazemos isso uns com os outros, as grandes companhias não pensarão duas vezes antes de fazer também!
    Resumindo: acho tudo muito caro no Enjoei.

  36. Adriana comentou:

    Ai, Ana…
    Como é bom encontrar textos tão bacanas como o seu no meio dessa bagunça virtual…
    Concordo com você e acrescento uma frase que, se eu não estiver enganada, tirei de um post seu mesmo: “Tudo é caro quando não é necessário” (James Joyce).
    Isso tem feito tanto sentido para mim nos últimos tempos!
    Obrigada pelas palavras, sempre tão coerentes!

    Beijos!!

    P.S.: eu não acredito que, com tantos dias para eu ter algum compromisso em novembro, JUSTO no dia do seu workshop em SP eu tenho um marcado há tempos. 🙁

    1. Ana Carolina respondeu Adriana

      Ah! Fiquei arrasada agora 🙁

      1. Adriana respondeu Ana Carolina

        E eu? Muito arrasada!
        E pior que é no mesmo horário… 🙁
        Mas tenho fé que logo você volta! Hehe!!

  37. Cristiane Castellani comentou:

    Sobre o comentário de Pepe Mujica – tem um filme chamado “o preço do amanhã” com o Justin Timberlake e a Amanda Seyfried (acho que escreve assim) que ilustra exatamente isso. O filme me fez pensar a respeito do valor do meu trabalho e recomendo a você Ana, e a todas as leitoras do Blog.

  38. Rafaella comentou:

    Ana
    Parabéns pelo texto!!!!
    Por isso que sempre segui seu blog e você como pessoa! Você nos passa o melhor que há em você!
    Que comprar por comprar e alimentar esse sistema , e alimentar a luta de classes, e alimentar o trabalho escravo… Alimenta tanta coisa que ficamos alienados e não percebemos!
    O melhor de tudo e a compra consciente !
    Ontem eu entrei na cea do barra shopping pra ver a coleção da cavalli
    Nada me agradou
    Só pareceu mais do mesmo !
    E a coleção da Adriana barra ainda tava la
    Inteirinha!

    Sucesso pra vc! Bjs

  39. Andreia comentou:

    Ana,

    maravilhoso seu post!
    É muito bom ver que existem pessoas que pensam assim ainda!
    Pois fico indignada com as pessoas que gastam horrores em lojas que utilizam mão de obra semi escrava como: Zara, Luigi Bertoli, Cori, M.
    Nunca mais comprei nestas lojas……pois enquanto estou satisfazendo um luxo, tem gte literalmente se ferrando!

    cada vez mais penso que não precisamos de tudo que temos! precisamos sim é de criatividade e consumo consciente!

    Sucesso!
    bjuuu

  40. Angela comentou:

    Ana,
    o que você disse sobre lojas caras tem muito a ver com um capítulo do livro Chic(érrimo) da Gloria Khalil.
    O capítulo é “Quem tem medo da Daslu?” e a autora aborda este tema muito bem, assim como você fez.
    Recomendo a leitura.

  41. Cy comentou:

    Pois é, Ana. Colocar etiqueta em algo e achar que ela passa a valer mais do que realmente vale é bem absurdo! Minha avó é modelista e costureira, recebe um monte de roupas de grife para costurar. É impressionante a diferença de preço que ela cobra para costurar e do que é exposto na vitrine depois! É impressionante messssmo!Por isso, como sei quanto custa realmente uma peça, se quero algo mais elaborado, espero a promoção. Se não rolar, não rolou! rs

  42. Caroline comentou:

    Ana

    Achei seu texto muito claro e concordo com tudo o que você escreveu! Fico muito feliz em saber que ainda há blogueira que não se deixa afetar por modinhas, exibicionismo e consumo desenfreado. Hoje em dia não tá fácil ganhar dinheiro, e quem mora em um cidade grande ainda perde muito tempo se deslocando para o trabalho. Esse esforço todo será compensado por uma roupa com a estampa da moda? Claro que não! Acho que devemos ter respeito pelo dinheiro que ganhamos, não importa quão grande seja o salário.
    Alguém comentou sobre mão-de-obra escrava, eu realmente gostaria de boicotar todas as marcas que contratam esse tipo de trabalhador, mas será que vou conseguir comprar alguma roupa se colocar isso em prática? Não estou defendendo essas marcas, mas vejam que Renner, C&A e afins compram roupa de Bangladesh, Índia e China. Quais as condições de trabalho dessas pessoas?
    Outra coisa: todos reclamam de impostos, mas esquecem da lei básica em economia: oferta = demanda. Se as lojas cobram esses preços absurdos, é porque há quem compre. Tenho certeza de que a C&A, por exemplo, não sairá no prejuízo com a última coleção. Estão lucrando horrores com as vendas, e mesmo que venham a liquidar algumas peças, ainda sairão com lucro. Todo esse burburinho em cima dos preços foi uma excelente estratégia de marketing, pois aguçou a curiosidade de muita gente, que decidiu conferir as peças, experimentar e eventualmente comprar alguma coisa. Essa explosão de informação na internet está gerando uma onda de consumismo sem limites, são muitos os “must have” e tem gente que acha que só será aceita de alguma forma se acompanhar (entenda-se comprar) essas “tendências”.
    Por fim, gostei muito das suas dicas, especialmente sobre as lojas mais caras. Não costumo frequentá-las, mas acho que é por preconceito. Acho excelente a ideia de poder comparar as peças, e aprender um pouco mais sobre acabamentos e tecidos. Ultimamente tenho optado por peças mais atemporais, de tecidos e cortes melhores, que durem mais tempo. Isso aprendi com o blog, e tenham certeza de que gasto mais por peça, mas menos no total das compras. Tenho aprendido a comprar melhor, o que se adapta melhor ao meu corpo, que enjoa menos aos olhos e que vai durar mais tempo. Ana, obrigada por compartilhar conosco seus pensamentos e dicas. Às leitoras agradeço pela troca de ideias.
    Beijo,
    Caroline

    1. Paula respondeu Caroline

      Oi Caroline. Também fico pensando a respeito da má condição de trabalho em muitas confecções, e como posso fazer alguma coisa. A solução é parar de comprar? Lojas que vendem produtos da Ásia já estariam fora de questão, produzidas em SP também, já que lá tem o problema dos bolivianos. Me restaria então comprar em lojas de BH (onde moro) que sei que produzem suas roupas aqui mesmo, por exemplo no Prado (bairro com muitas confecções boas), já que até hoje aqui não teve denúncia por crime de redução à condição análoga de escravo (até onde eu saiba). Ou seja, fica bem inviável fazer um boicote duradouro. Não estou usando uma desculpa, mas apenas mostrando que também fico perdida nessa questão.

      Se alguém tiver uma ideia, gostaria muito de saber.

      1. Renata respondeu Paula

        Vejo brechós, bazares, troca com amigas, fazer na costureira e comprar o estritamente necessário como boas soluções (mas sei que não é fácil, pergunte se ponho em prática hoje? É um processo que estou iniciando aos poucos). Boa sorte e parabéns pela preocupação 🙂

      2. Gabriela respondeu Paula

        Oi Paula

        Eu compro muito em brechó. Ja experimentou?

  43. Gabriela comentou:

    São tantas coisas né? Vou te falar que não tenho muto costume de comprar roupa mais arrumada em loja, porque minha mãe sempre costurou pra mim e hoje eu tento costurar também. Então, resumindo, eu entendo de tecido, acabamento, caimento e preço de material. Tem roupa que vale a fortuna que estão cobrando? Sim, tem. Mas é raro. Agora tem roupa que não dá pra eu fugir de comprar, porque em casa a gente não faz jeans, malharia nem lingerie. E pro que eu não posso costurar, sigo bem o que você falou. Sutiã, por exemplo, é complicado. Eu tava cansada de usar sutiã que não fica bom aí fui na Loungerie, que tinha diferença de tamanho de taça e de costas. E ficou maravilhoso, mas mais de 100 reais em um sutiã? Fora da minha realidade. To dando esse exemplo porque um tempo depois vi pra vender num desses clubes de compra por 30 reais e não tive dúvidas. Acho que é uma boa opção, sempre dou uma olhada nas campanhas pra ver se tem alguma coisa que eu já experimentei em alguma loja e não comprei porque tava muito caro. Agora um pouco de tietagem…hahahaha…adoro seu trabalho, tiro muitas ideias legais daqui. Parabéns.

  44. Mariana comentou:

    A questão do consumo consciente vai bem além do dinheiro e do espaço no armário, gente.

    “Consumir de forma consciente é levar em consideração os impactos ambientais e sociais da produção, uso e descarte de produtos e serviços.”
    Instituto Akatu

    Uma calça jeans até chegar na nossa casa consome 10 mil litros d´água. E a de marca ou a do calçadão consomem a mesma coisa!

    Uma dica na hora de arrumar o armário para usar tudo que tem sem ficar repetindo roupa toda hora: crie uma ordem para as roupas serem usadas. Usou uma do começo da fila, foi lavar, voltou e foi pro final. Só usa de novo quando chegar a vez dela (ou quase lá). Você pode organizar as roupas de trabalho num lado, de sair do outro. Nas gavetas a mesma coisa, ta cheirosa e passada? Vai pro fim da pilha. Funciona SUPER bem e a gte consegue ver realmente o que precisa e o que é só vontade de ter. Quando você vê que leva meeeses pra repetir um vestido, entende porque não precisa de mais um no armário.

    E aí, com o dinheiro que gastaria mole mole no shopping e atulharia mais seu armário, você passa o finde todo em Búzios. Seu tempo (e seu dinheiro) passam a valer muito mais!

    1. Lica respondeu Mariana

      Boas dicas Mariana!
      😉

    2. Renata respondeu Mariana

      Disse tudo! Principalmente a parte “consumo consciente vai bem além do dinheiro e do espaço no armário” custos ambientais, sociais, humanos, incentivar empresas que não tem nenhum respeito pelas pessoas, pela vida… Que vêem tudo em forma de cifras. Posts e discussões como essas me dão esperança dentro de um mundo tão materialista e individualista.

  45. Débora Andrade de Lima comentou:

    E eu, que sempre gostei de comprar roupa (experimentar, escolher, paquerar…) nos ultimos 2 anos tenho estado extremamente preguiçosa. Td mt caro (n eh pq nosso poder aquisitivo muda q a ideia de custo/beneficio deve ser deixada de lado) e sem qualidade!
    Dia desses me forcei a passar pelo calçadão de Campo Grande (eu moro mais pra perto do shopping, e embora sendo as mesmas lojas, as do shopping estao sempre mais caras/com menos promoções que as de rua) na esperança de encontrar blusas, é pedir muito? Entrei numa delas, experimentei umas 6, tds meio mal cortadas, meio caindo mal… Até achei uma bonitinha, dai pergunto o preço: R$98. Oi moça? Não caiu tao bem pra custar isso tudo não. “Ah, mas é pq é de tecido, dai fica mais caro”. Ai minha vontade de perguntar se as outras são feitas de plastico ou papelao, tecido por tecido né…
    Procurei, cavuquei, com os mesmos 98 consegui duas blusas de tecido (sim, o mesmo da primeira) e ainda umas calcinhas. E que cairam melhor. Tá dificil, mas a gente sempre consegue um jeito.

  46. Florinda comentou:

    Muito bom texto. De fato cada dia as roupas estão mais caras, a modelagem mais pequena e a qualidade mais ruim, e as condições de trabalho na produção das peças (principalmente China e India) mais degradantes…Ou seja, é difícil consumir algo de qualidade..

  47. Célia Barcellos comentou:

    Amei a palestra da Ana , ontem no curso de Design de Moda , no campus de Petrópolis , da Universidade Estácio de Sá !!!!!!!!

  48. Daiane comentou:

    E pura vdd, as marcas nao tem consciencia, sempre aumentam, e dificil passar numa vitrine nao parar, p mim principalmente, evito ir ao centro da cidade, como moro no interior, td e centro … Entao prefiro revirar a net e sempre encontro coisa boa, e preço justo… Nao sei se pode citar nomes de site aqui, srrs se nao puder apague… Mais esse eu vi num blog, e tem mta coisa bacana nao sei direito mais deve ser queima de estoque e marcas otimas (poucas marcas, porem otimas) http://www.estoque.com.br/ … E o valor ta beeem mais em conta do que nas lojas… E uma boa dica, pra quem adora grife, tipo eu, mais ando me controlando agora… E vendo a cor d dinheiro…rsrs

    Bjoo

    1. Amanda respondeu Daiane

      Daiane, a Estoque é do grupo Le Lis Blanc, que utiliza trabalho para confeccionar as roupas. Comprar lá ou não comprar é uma escolha de cada um. Eu não compro.

  49. Sabrina comentou:

    Gente, se tem quem pague 800 reais num vestido da C&A porque vão cobrar 100? Simples assim. Cobram porque tem quem pague.

    Acho engraçado isso. Conversei com uma espanhola 1x e ela me disse que ficava horrorizada com os preços da Zara aqui. Que na Espanha a Zara é uma C&A/Marisa da vida, baratinha, não é grife. Aqui é visto como grife, como “loja cara”. E olha que o acabamento nem é essas coisas todas. E não adianta dizer que é o imposto não, porque há um tempo atrás a Zara entrou nesse furdunço de costureiras bolivianas em situação de escravas. Então não pode ser só o imposto, não tem porque um vestido da Zara custar 300 reais sendo que foi feito com mãos escravas ganhando 15 centavos, sabe? Isso não é só o imposto. É porque tem que pague. Nós pagamos.

  50. Lígia comentou:

    Ana, adorei a reflexão.
    Só um toquinho: ali onde você diz “não se intime”, acho que quis dizer “não se intimide”. É o cansaço mental!
    😉
    Beijão

    1. Ana Carolina respondeu Lígia

      Obrigada! Na verdade minha mãe ja tinha me avisado desse errinho, mas como to super na correria, escrevi isso correndo, vim palestrar em outra cidade…deixei pra lá. To encarando com mais leveza minhas falhas 🙂 qdo chegar, eu ajeito :), valeu! Beijos

  51. Lígia comentou:

    Ana, adorei a reflexão.
    Só um toquinho: ali onde você diz “não se intime”, acho que quis dizer “não se intimide”. É o cansaço mental!
    😉
    Beijão

  52. Ana Rodrigues comentou:

    Achei o post maravilhoso.

    Entendo que algumas peças custem mais caro. Um vestido feito com uma seda com estampa exclusíva, cortado e costurado a mão tem que custar caro. Mas um vestido de seda, com estampa feita aos rolos, cortado e costurado industrialmente não pode ser caro !!! na minha cabeça é simples assim. Uma peça q é vendida numa loja q vc recebe um tratamento personalizado TEM que ser mais cara q uma peça comprada numa loja sem atendimento e com fila no caixa e no provador.

    Eu AMO comprar roupa, de verdade. Mas sou muito chata com valores. Acho q algumas coisas valem e outras não.

    ps: boa sorte na correria

  53. sandrA comentou:

    ADORO VOCÊ E O BLOG É MARAVILHOSO.
    O QUE VOCÊ FALOU REALMENTE É PURA VERDADE,EXITEM PRODUTOS QUE NÃO VALEM APENA PAGAR,AQUI EM BELÉM-PARÁ EXISTEM LOJAS DE RUA QUE VENDEM PRODUTOS MIL VEZES MELHOR QUE LOJA DE DEPARTAMENTO(CEA,RENNER,RIACHUELO).HOJE DIFICILMENTE COMPRO PRODUTOS NESSAS LOJAS.ALÉM DE MUITO CARAS AS VEZES NÃO VALEM A PENA.