{pensamento do dia} O que você está comprando na real?

Já que a proposta desse blog é fazer pensar o consumo e não sair por aí incentivando algo sem antes colocar em questão as necessidades, desejos, anseios e as possibilidades de quem quer consumir, achei interessante, mais uma vez, bater na tecla da origem do que estamos comprando.

Olho as etiquetas da C&A e Zara e só vejo países como China, Vietnã e Índia. Cada vez mais estou valorizando quem vende produtos confeccionados aqui no Brasil, e mesmo assim sendo poliana e assumindo uma perspectiva de que não sejam bolivianos ou qualquer tipo de mão de obra escravizada por aqui.

Ontem, depois de publicar as fotos do making of da coleção da Ágatha para C&A, algumas leitoras mandaram email e escreveram comentários sobre o déjà vu ao verem o vestido preto rendado. Claro que já sabemos que as coleções estão sendo feitas na China, mas numa coleção em que a gente espera ao menos um suspiro de autoralidade ou um repeteco das roupas mais clássicas das marcas, fico muito desacreditada ao me deparar com um vestido idêntico que já é vendido no Ebay e que será comercializado por dez vezes o valor e como oportunidade para quem não tem acesso às roupas de grife.

cea_ebay

Faça-me rir. Ou chorar. O da esquerda é da coleção da Ágatha para C&A e o da direita, do Ebay.

Claro que eu sei que as lojas compram as peças desses países para comercializar aqui, mas as primeiras coleções assinadas da C&A eram autorais ou eu estou/fui enganada? Marcelo Sommer, Raia de Goye, Reinaldo Lourenço; eram coleções bem espaçadas, com materiais como algodão, caimento e acabamento igualmente melhores. Já reforcei diversas vezes que não sou a favor desse frenesi, algumas vezes me criticaram dizendo que é ótimo ter muita variedade, mas qual o sentido de enjoar o consumidor e fazê-lo acreditar que está levando um produto bacana, quando, na verdade, a única coisa que foi feita foi colocar a etiqueta da coleção? Entendo a questão dos impostos nacionais, da margem de lucro, mas não concordo com a solução encontrada para transformar isso numa oportunidade apenas para a empresa.

Eu sei que muitas mulheres compram porque é barato e está dentro das suas possibilidades ou porque a cidade em que mora não apresenta tantas opções. Mas acredito também que consumo consciente independe de condição financeira: o resgate das costureiras, observar a origem das etiquetas, investir no produto nacional ou em lojas que você conheça a procedência. Isso é valorizar o seu dinheiro, é perceber que não existe um limite aceitável para tapar o sol com a peneira e entender que não precisamos de tantas coisas de origem duvidosa no nosso guarda-roupa!

Pela volta das coleções assinadas realmente interessantes, com estilistas brasileiros, com qualidade superior e etiqueta “feito no Brasil”.

Recomendo também a leitura do artigo “O preço da moda” publicado no site do O Globo, no dia 28/04/2013.

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Comentários pelo blog

83 comentários

  1. Maitê comentou:

    É revoltante isso… Por isso que sempre que saem os previews das coleções assinadas verifico se as peças que me interessei estão a venda no ebay, ali, etc… Para só depois ir conferir na loja e ver se vale a pena realmente …
    Bj Ana

  2. Paula ZZT comentou:

    Ana, mandou muito bem com esse post. Como sugestão, que tal posts com criações de estilistas ou costureiros.as brasileiros/as + locais, que estão começando que queiram divulgar suas idéias que ainda tenham preços decentes. 🙂

  3. Oi Ana,

    Assino embaixo do seu pensamento. Na verdade depois da Andrea Marques não vi mais nada autoral de fato. Talvez algumas estampas, o restante me pareceram roupas compradas prontas de algumas fábricas. Se o estilista escolhe as peças eu não sei. Mas tenho ficado com um gostinho de q eles recebem pela sua assinatura e presença em alguns eventos (fotos de catalogo, abertura de coleção em alguma loja) e fim.

    Sei que muitas vezes as lojas de marca tem preços mais caros, mas acho q vale a pena na medida em q os tecidos são melhores, os cortes mais trabalhados e as peças originais. (claro q existem cópias escancaradas por ai, mas ai é questão da pessoa escolher onde vai investir sua grana).

    Hoje em dia existem muitas boas opções de compras, além das liquidações, existem as pontas de estoque, os bazares e pq não os brechós e desapegos das amigas ?

    Além da possibilidade das reformas nas roupas ! Comprar roupa nova é uma delícia ! Eu adoro sair de roupa nova. Mas não gosto de jogar dinheiro fora. Cada vez mais escolho onde vou investir (acredito que roupa é investimento, uma vez q estar bem vestida é fundamental no mercado de trabalho) meu suado dinheiro.

    Beijos e parabéns pelo ótimo texto !

  4. Marília Corradi comentou:

    Excelente abordagem, Ana. Continue brilhando!!

    1. Letícia respondeu Vic

      Ia comentar a mesma coisa!

  5. livia comentou:

    queria MUITO aprender a costurar. ou ter uma costureira por perto. isso resolveria tudo. fora q comprar tecido é divertido demais.

    1. Letícia respondeu livia

      Livia, eu costuro há alguns anos – comecei por não ter grana pra comprar roupa e minha mãe tinha uma máquina – e vou te dizer, estragou qualquer pouca disposição que eu já tivesse pra comprar roupa em loja. Quando você descobre o real valor das coisas, a diferença entre os tecidos e principalmente o acabamento e modelagem certos pra você, fica impossível pagar pelas roupas em lojas porque mesmo em qualquer loja elas custam em média 5x o valor real.

  6. Ana comentou:

    É chamar a gente de trouxa. Não só por importarem da China uma coisa que compramos no ebay e inflacionarem muito o preço, isso todas devem fazer, mas por fazer a gente acreditar que o vestido pelo menos é assinado. Não confio mais nessas coleções da C&A, só isso. E na grife muito menos.

  7. Ana comentou:

    Pesando aqui, sabe o que pode acontecer? Sabemos que vários vendedores do ebay usam fotos da roupa original no anúncio e vendem uma pirata. Mas de qualquer forma, isso não explica o fato de a coleção ser supostamente assinada e a roupa não ser original.

  8. Giuliane comentou:

    Super concordo!
    Primeiramente,conheci o blog ontem e me apaixonei!Além do seu bom gosto, a linguagem é fluida e o conteúdo é informativo.
    Eu tenho um brechó e a minha maior motivação é prover moda para quem não quer gastar muito.Reaproveitar roupas usadas é um exercício de imaginação, é uma atitude sustentável e sensata economicamente.
    Tem gente que paga R$500, R$600 reais em um vestido de malha, com costura mal-feita…Parece piada, mas não é.Os preços nas lojas são exorbitantes e irreais, por conta da qualidade mesmo.
    Temos que repensar como aplicamos nosso dinheiro…Se o nosso armário está entulhado e ainda não sabemos o que vestir quando nos levantamos pela manhã, algo está errado.

    1. jac respondeu Giuliane

      Giuliane, PERFEITO o seu comentario!
      Parabens pela lucidez!

    2. Ana Carolina respondeu Giuliane

      “Se o nosso armário está entulhado e ainda não sabemos o que vestir quando nos levantamos pela manhã, algo está errado.”

      Onde eu assino? Muito bom, Giuliane! E obrigada pelos elogios 🙂 Beijos!

  9. Carla comentou:

    Ótimo post! Parabéns por dar visibilidade ao problema, Ana!

    Fico furiosa cada vez que vejo aquelas etiquetas escrito “Produto Importado” na C&A (acho que na Renner tb) como se isso fosse uma grande coisa. Não estamos mais em 1982, quando importado era considerado luxo. Hoje luxo é saber que quem fez sua roupa não estava em condição de escravo. Luxo é saber quem fez sua roupa.
    Só pra lembrar: Zara, Marisa, Cori e Luigi Bertolli são lojas que já foram acusadas de utilizar trabalho escravo aqui dentro do Brasil.
    Triste.

    1. Gisele respondeu Carla

      Carla, ponto muito bem abordado! Devemos sim nos questionar que “luxo” é esse. E, principalmente, para onde nosso dinheiro está indo… “não sabia” não funciona de justificativa pra ninguém.
      Bju! Gi .

  10. Rosana comentou:

    Bom, quase nunca comento aqui mas sou leitora assídua e te admiro bastante pelo trabalho diferenciado de muitas outras blogueiras. vc é uma excessão num mundo tão consumista e “elitista”. Parabéns pela sua visão de moda.

    Eu sou apaixonada por roupa e sapatos, tenho tantos que nem cabe mais no meu simples guarda roupa mas pq tenho tanta roupa??? é fácil, eu não compro mais nem em C&A (o que acho que cada dia que passa a qualidade está caindo na proporção do aumento de preços) nem na Leader mesmo esta tendo uma loja na esquina da minha rua e nem na Marisa. Cada vez mais faço compras e reciclo meu mundinho fashion com roupas de brechó. Muitas pessoas torcem o nariz e falam que é roupa de morto mas adoro meus amiguinhos do outro mundo pois tenho oportunidade de usar roupas realmente de qualidade com preço justo e quando não me agrado mais, lá vai ela ser utilizada por outra pessoa que, como eu, prefere mais a qualidade da roupa e a felicidade de garimpar algo realmente bonito e que valha o que pagaremos num lugar onde a possibilidade de fazer um estilo único é incrível. Hoje em dia existem brechós de altíssima qualidade e preço justíssimos.

    Sou da época que trocar roupa com as amigas, era uma coisa super normal e a tarde era só alegria acompanhada de docinhos e refrigerante, no final, todo mundo saía feliz. Hoje em dia as pessoas usam mais a etiqueta, coisa que não aparece, do que uma roupa que fale ao mundo como vc é e o que pensa. A juventude está virando um exercito de barbies, magras e com a mesma roupa, mesma grife, mesmo jeito. Cade a individualidade, cade sua criatividade em transformar algo a sua cara???

    Sou saudosista do tempo antigo e fico com medo do que nossos jovens virão a ser.

    1. Marcela respondeu Rosana

      Ótima colocação Rosana!
      Penso assim como você;

  11. Alice comentou:

    Na verdade, eu acho até que esse vestido de renda original é da Asos…
    Mas, Ana, você tem toda razão. Temos que ser muito exigentes com tudo, senão continuaremos comprando roupas imitadas, tomando leite adulterado, comprando gato por lebre. É um verdadeiro carinho com as suas leitoras nos alertar da importância de cuidar bem do nosso dinheirinho. Obrigada e parabéns!

  12. Bel comentou:

    Gostei muito do post. E concordo com vc. Eu simplesmente não compro nada só porque tem a etiqueta de uma parceria “descolada” e eu poderia comprar por um preço menor em qualquer outro lugar. E o pior: com a mesma qualidade. Acho que o excesso de parcerias ajudam a aumentar isso: vc vê o boom na web e tal mas ao vivo poucas agradam realmente. Eu já nem acho tanta graça assim. Deve haver um meio de melhorar tudo isso.
    http://nacasadabel.wordpress.com/

  13. Ana, adorei!
    O consumismo e a ditadura da moda estão alcançando níveis patológicos!
    Amo roupa bonita! Aliás, sou uma adoradora da estética em geral, seja na vestimenta, na decoração da casa, em filmes, peças de arte… Mas acho que não podemos esquecer do que acontece por trás de tudo isso. Nos últimos anos, tenho comprado em brechós e lamento muito não saber costurar, porque adoraria fazer minhas próprias roupas!
    Parabéns pela postagem e pela postura! 😉
    beijo

  14. Ana, super concordo com teu ponto de vista! Mas me bateu uma dúvida… Você é contra a compra de roupas no Ebay ou sites semelhantes por ser difícil saber a procedência? E possivelmente ser utilizada mão de obra escrava? Por que mesmo aqui no Brasil, é difícil saber a procedência a não ser em lojas mais caras ou das grifes… E nem isso é garantia. A Arezzo que se envolveu com a polêmicadas peles, por exemplo… Quem garante que não utiliza também? Sei lá, meu ponto de vista. Um beijo!

  15. Uma outra questão: Praticamente nenhuma dessas coleções assinadas é feita para tamanhos 48 ou maior. São extremamente gordofóbicas, isso não pode ser chamada de democratização da moda, quando tolhe sistematicamente, todo um grupo de pessoas que já compra em lojas como a C&A, às vezes nem por escolha, mas por saber que lá existem roupas de tamanhos (um pouco) maiores.

  16. Paula comentou:

    queria achar o vestido estampado da isabella giobbi no ebay kkkk… demorei pra ir atrás e ele evaporou 🙁

  17. Enfim, acho que esse último trecho da reportagem que vc indicou resume bem minha opinião:
    “Mas no caso da indústria da moda é ridiculamente difícil: a maioria das empresas tem um código de ética cuidadosamente afixado nos sites mas nada disso está nas etiquetas. Só anunciam algodão orgânico, por exemplo, quando é para justificar um preço escandalosamente alto. A pressão dos consumidores pode dar resultados fantásticos, mas sozinha não faz milagres nem evita catástrofes. Os trabalhadores indefesos dos países mais pobres merecem ajuda do mundo ocidental.”

  18. anacarol comentou:

    Concordo plenamente com suas colocações que são bastantes serenas, claras e sensatas. Além do consumo exagerado que nos é imposto, os preços são exorbitantes. Tenho resgatado a ideia da costureira e me maravilhado com peças únicas e exclusivas feitas para mim 🙂

  19. Florinda comentou:

    Perfeito o seu post. O pior é que nem o design está sendo autoral. As coleções estão iguais. E mais que isso, não é só na C&A, agora você entra nas outras lojas de departamento e é a mesma coisa: animal print, renda, paetê e couro fake.Nada criativo.

    Detalhe: Somos o 2º maior rebanho bovino do mundo (só perdemos para EUA) será que precisamos usa couro fake! A China precisa, mas nós não.

    OBS: Sei que várias pessoas são contra produtos animais (tipo couro /peles), concordo em relação as peles (não usaria). Mas no caso do couro bovino, não posso dizer que não usaria um casaco de couro, se adoro um churrasco! O boi já está morto, é mero aproveitamento do couro.

    1. Mariana Jurado respondeu Florinda

      Se fosse só nas lojas de departamentos, estaria Ok. Até lojas caríssimas estão nessa mesmice. Veja o site “Oq vestir”… Dia desses vi uma saia bonitinha de malha com barrado em couro no ebay. Ontem vi a mesma saia na Renner e no referido site (das marcas Costume e Thelure, esta última queridinha da fashionistas e caríssima).
      A criatividade na moda evaporou há muito tempo.

      Com relação ao couro, concordo plenamente com você. Até pq os “ecologistas” e outros políticamente corretos se esquecem que o couro fake é feito à base de petróleo, causando poluição e desperdício de energia não-renovável.

    2. Rosana respondeu Florinda

      Vc disse exatamente o que sempre digo, não adianta falar que não uso couro no vestuário se eu como na churrascaria, isso é falso moralismo!!! Desperdiçar o couro do animal que foi morto para nos alimentar é pura falta de bom senso, assim como matar um animal apenas para utilizar sua pele.

    3. Ivete Cunha respondeu Florinda

      Concordo com você. O chato é que não está acontecendo só na C&A. Comprei uma sandália na Soulier e vi o mesmo modelo na Nativa. A diferença era só o preço e a cor. Mas, concordo com a Ana que temos que dar valor as produções brasileiras, mas que tenham um preço justo.

  20. vera oliveira comentou:

    Ana, parabéns pelo texto, continue assim, concisa, coerente e mente aberta. Você sabe como poucas, descrever textos reflexivos sobre a moda e consumismo.

  21. Simone Carvalho comentou:

    Ana, mais uma vez, parabéns pela coragem em dizer as verdades que tantas blogueiras “comprometidas” fingem não saber. Por isso, a cada post te admiro mais! Seus comentários revelam maturidade, consciência de realidade e respeito ao próximo. Continue assim, viu? Bjs!

  22. Viviane Moreira comentou:

    Olha eu vou é rir, porque chorar só mesmo por uma causa nobre…
    Adorei o texto, o que temos que fazer é abrir o olho e conferir a etiqueta, não sair consumindo tudo que se vê por ai! Ta difícil ganhar dinheiro minha gente, não vamos joga-lo fora. Eu não estou mais indo ver essas coleções, que a C&A faça de boba outra, a mim não faz mais.
    Todo mundo abrindo o olho!
    Te amo Aninha!
    Bjss
    Vi

    1. Jamile respondeu Viviane Moreira

      Da-lhe Viviiii!!!!
      Adorei!
      Cade seu look das leitoras???
      bjs

  23. Gisele comentou:

    Ana, parabéns! Isso sim é um blog de moda e comportamento fashion. Muito fácil dar print em matéria da Vogue e falar “é tendência”. Mas, dar a cara a tapa e de fato expressar OPINIÃO e incitar DISCUSSÃO, é para poucos, honey.
    E tudo sem perder a sua costumeira elegância… muito orgulho!

    O que diria já foi comentado aqui por outras leitoras, então não tem porque repetir. Apenas reitero que assino embaixo do seu posicionamento!

    Bjin.

  24. Priscilla comentou:

    http://www.nossoarmario.com/blog/nossoarmario/pink-o-tom-do-verao qualquer um que tenha entrado no ebay por cinco minutos já viu esse colar lá. Por no MÁXIMO 10 dolares. E não a qualidade não eh diferente, pq eu tive com ele nas mãos várias vezes, aka trabalhei lá. Quebrava de dois em dois dias, tanto que foi recolhido.

  25. cris comentou:

    Ficou feio pra C&A e pior ainda pra Agatha!

  26. rebeca comentou:

    o que me deixa mais indignada são aquelas etiquetas gigantes que a C&A coloca nas roupas escrito “produto importado”como se fosse algo melhor do que o nacional. além disso, importado de onde? de bangladesh, vietna, china?????

    1. Leticia respondeu rebeca

      Sabe que agora eu rio qdo vejo “Produto importado”?? Só penso no ebay!

  27. adriana comentou:

    Muito bom! Parabéns!

  28. Fatima Neves comentou:

    Ana, mais uma vez me orgulho de ser sua leitora assídua, pois bem mais que um blog de moda você nos remete a ponderar mais nossos ímpetos de consumo. Você realmente alcança a verdadeira massa brasileira, que quer se vestir bem, consciente e sem se afundar em dívidas para ficar exibindo etiquetas. Concordo 100% com seu
    post, mais uma vez posso dizer que tenho muito prazer em acompanhar seu blog. Valeu !!

  29. Daysianne Mendes comentou:

    Como disse a Rebeca aqui em cima, me revolta a etiqueta de “produto importado” da C&A, Aff!!! Não compro marca, nunca comprei e pretendo nunca comprar! Hoje aprendi que não e só o preço que importa, mas também a qualidade do produto. Por isso, prefiro pagar o mesmo, ou as vezes um pouquinho mais nos produtos da feirinha da Praça São José do que pagar na C&A. Ainda não me aventurei no mundo dos Brechós por pura falta de oportunidade, mas estou louca para descobrir se existe algo tamanho 44 nesses lugares… Beijos Ana, e parabéns pelo texto!!!

  30. Juliana comentou:

    Pensei a mesma coisa quando vi esse vestido no facebook da C&A. Poderia até ser uma peça vendida normalmente por lá, já que tudo vem da China, mas assinado por uma grife?? E teve com a 284 tbm (aquelas sainhas de couro)… aí não dá né

    Eu gosto e compro na C&A sim e gosto das peças e dos preços, mas achei esse caso aí uma enganação.

    Beijos

    1. Ana Carolina respondeu Juliana

      essa é a questão! Quer colocar na coleção normal da C&A? Ok. Mas falar q é collections? Ah, isso não.

      1. Kika respondeu Ana Carolina

        Pior que passa uns dias que a “coleção” foi embora você vê MUITAS peças idênticas da “coleção” com a etiqueta normal da C&A… Por um preço um pouco mais baixo. Fico revoltada.

  31. gabi comentou:

    Ai gente, ok, é revoltante.Mas temos q ter equilíbrio.

    Ebay é mara? Ô se é. Deus salve o Ebay! Mas não tem provador. Se vc é como eu, quadril grande,1,50 de altura e sem peito,sabe da importância de um provador. Se vc tem pé chato, unha encravada e joanete,como eu, sabe o que é loucura comprar um sapato sem provar. E antes q pensem, não, não sou a princesa Fiona. Sou uma mulher normal de 30 anos que tem consciência do próprio corpo.

    Eu (e muita gente) trabalha com horários malucos,não tem fim de semana nem feriado. Mil e uma coisas pra fazer. Tem época q simplesmente não dá tempo de respirar! Vc tem q entrar na loja e comprar uma blusa pra conhecer o chefe novo amanhã, pra entrevista de emprego q te chamaram de última hora. O que sobra? Não tem jeito, é C&A, Renner, Marisa, lojas q ficam até as 22h ou 23h abertas.

    Alguma coisas compro no ebay? Claro que sim! Brechó? Amo amo amo! Mas deixar todo meu guarda roupa a critério deles?Não dá.

    Não gosta, não concorda com o preço, não compra! O que podemos fazer de pior pra essas lojas do que não comprar?

    Sempre converso sobre esse assunto com minha irmã, que é responsável pela compra de uma fast fashion famosa e viaja o mundo todo caçando as roupas que vamos vestir nas próximas estações…

    Ela sempre fala que a nossa política de impostos praticamente obriga as lojas a costurarem fora do país. E ao contrário do que todo mundo pensa, há escravos na China sim, mas não somente escravos. Ela visita fábricas grandes que dão melhores condições de trabalho que muita loja de departamento daqui do Brasil.

    Ela também comenta que devíamos ter o mesmo grau de revolta que temos com a C&A com as montadoras de carro, com as indústrias alimentícias, etc,etc.

    Bom, equilíbrio é a chave, né?

    1. Ana Carolina respondeu gabi

      Oi Gabi, certamente. E, veja bem, não estou fingindo que isso não afeta outros âmbitos das indústrias, até meu iphone foi feito na China. Esse não é o cerne da questão, mas o fato da C&A promover uma coleção assinada por outra marca e induzir as pessoas a acharem que existe alguma exclusividade/autoralidade ali.

      Nem estou falando que devemos boicotar geral e tacar fogo na loja ou parar de comprar no ebay. Mas não posso achar legal fazer propaganda de algo especial, que deveria ser uma coleção, quando na verdade o único trabalho foi importar e colocar etiqueta.

      As coleções assinadas já foram legais. Foram revival dos principais hits das marcas, isso sim é interessante. Eu não acho, de verdade, que enganar o consumidor é algo plausível! Só porque queremos comprar tendência, seguir moda, etc, não podemos também achar esse tipo de atitude tranquilo.

      Beijos

      1. gabi respondeu Ana Carolina

        Vc está certíssima,Ana!

        Fiz o comentário não direcionado ao seu post (com o qual concordo), mas às postagens radicais que às vezes lemos por aí (“nunca mais piso na loja,nunca mais compro,a loja engana todo mundo” e etc) e que dificilmente se concretizam.

        Acho que quanto mais informações pudermos passar,mais as declarações (e ações) podem ser levadas a sério.

        Acabei me esquecendo de dizer que há um “mercado negro” de vendas de modelagens e estampas exclusivas. Às vezes, uma marca realmente desenhou o modelo para ser exclusivo, mas em alguma parte da cadeia (gigante) de produção, o modelo vaza e sai primeiro que o original — tal como os filmes piratas, sabe? Se você tiver um amigo designer que trabalhe com estamparia, pergunte e ele vai te contar muitas histórias sobre!rs!

        Exercitarmos a reflexão a tudo (e não só às roupas), e de modo saudável como vc faz, já é um grande passo.

        1. Ana Carolina respondeu gabi

          Ah, entendi Gabi. Certamente! Tem pirataria pra tudo, menina…isso é triste, pq é pior quem compra produtos sabendo q são piratas 🙁

          Beijos!

    2. Ingrid respondeu gabi

      Teu ponto de vista e de tua irmã é problema de vocês, tudo ok. Tua irmã trabalha nesse ramo então nem é de se estranhar que tenha uma defesa pronta para a questão. Mas e se deixarmos de lado a parte do trabalho escravo e tal, que claro que temos aqui no Brasil também, e falarmos na questão da qualidade das roupas da C&A? Ainda assim a qualidade no material e no acabamento das peças vai deixar muito a desejar! Ultimamente tenho visto roupas péssimas em lojas como Renner e C&A,costuras grosseiras e arremates mal feitos além do material ser quase descartavel depois das primeiras lavadas. Não basta só não comprar temos que reclamar sim, e a internet é um meio otimo para fazer isto pois alcança várias pessoas ao mesmo tempo rapidamente. Não adianta não concordar e ficar quieta, as coisas só melhoram depois que a encomodação se torna pública e a informação chega a várias pessoas.

      1. gabi respondeu Ingrid

        Ingrid, trabalhar em uma área não isenta o profissional de críticas a ela. Não é uma defesa pronta, é uma constatação que ela vive no trabalho — ela não é a dona,nem ganha participação nos lucros (quem dera…). Quem não trabalha com moda, como eu muitas outras pessoas,às vezes não tem acesso a essa informação. Eu pergunto para ela pq quero saber – e quem não quer?

        Em momento algum eu disse q eu ou minha irmã concordamos com os preços ou políticas das empresas. O que quis dizer é que a política de taxas que nosso país aplica aos produtos os tornam absurdamente caros, e a complexidade é muito maior do que simplesmente a marca estipular um preço.

        Concordo que difundir a informação é uma arma fortíssima e temos que usá-la. Mas acredite, não comprar faz muito alarde sim! Pergunte pra quem trabalha em estoque de loja! 😉

        1. Ingrid respondeu gabi

          Gabi,de alguma forma ou de outra quem tem uma ligação com o segmento questionado sempre acaba vez ou outra tendo uma defesa para o que é de seu próprio interesse. Eu não trabalho com moda e nem com empresas do ramo, mas conheço um pessoal que sim e mesmo sendo pessoas bacana quase em sua maioria ainda assim acabam em algum momento tendo essa atitude. No entanto a minha reclamação com lojas assim é principalmente na questão da qualidade mesmo dos produtos. Antes eu comprava muito mais em lojas do tipo C&A,mas já faz um bom tempo que só compro aquilo que for mais modinha ou que não seja tão mais caro do que o real valor da peça. Aprendi a analisar melhor detalhes como o acabamento e material utilizado na confecção, antes isto me passava batido. Meu dinheiro passou a ser mais bem investido, o que para mim compradora quase compulsiva é muito bom! rsrs! Passei a comprar menos quantidade de peças por mês e investir em mais qualidade.

  32. Ingrid comentou:

    Ana, ótimo post! O teu blog e o da Ana do Trendy Twins, são os blogs que eu mais gosto e antes de passar por outros blogs sempre dou a primeira pesquisada em vocês. Realmente a qualidade dessas lojas anda deixando muito a desejar. E sem falar na questão dos trabalhadores e tal, isto já bastaria para ser ponto contra. Eu ainda consumo muitas coisas dessas lojas, Zara, C&A, Renner ou Marisa mas adotei uma regrinha básica para mim: peças com preço acima de R$100 deixo para comprar em marcas do tipo Damyller, Arezzo, Carmem Steffens,Shutz ou outra marca que compense o custo/beneficio. Cansei de comprar roupas,por exemplo,na C&A ou Renner ou Marisa e na primeira lavada ficar com cara de roupa velha! E eu tenho sempre o maior cuidado com minhas coisas, não acho baratinho pagar tipo R$80 numa blusa descartável. Não saio mais fazendo a louca das compras, cansei de abrir meu armário e ver um monte de roupa nova mas que está com cara de “velha”.
    Bjos!

  33. Úrsula comentou:

    Falou tudo, Ana! Eu tenho até hoje um vestido da coleção do Reinaldo Lourenço pra C&A, e ainda comprei na remarcação, rs… tão bonitinho, à prova de tendências! Isso que é roupa bacana.

    Trabalho com moda 😉 e é duro ver as pessoas só querendo comprar mais do mesmo, se conformando com o que as lojas empurram goela abaixo… Porque hoje em dia elas não trabalham só na tendência ditada pelas passarelas, mas na reprodução (cópia) descarada das peças. E tome-lhe estampa de cachorro raivoso, e tome-lhe calça listrada p&b, e todo mundo de uniforme na rua… “Ah eu não posso ter a peça da tal grife estrelada, mas eu compro o inspired na Zara/C&A/Riachuelo da vida…” a que custo, né? Triste!

    Já comprei roupa no Ebay, ainda fico bisoiando as roupas e sou tentada pelos preços, mas resolvi não comprar mais por lá (pelo menos não vestuário). Poxa, eu sei quais os custos pra se fazer uma peça de roupa, e tem coisas por lá com preços impossíveis! Tudo bem que aqui no Brasil os lojistas exploram nas margens de lucro, mas nem 8 nem 80, né? Equilíbrio, por favor…

  34. lia guimarães comentou:

    Só vejo etiqueta indicativa de “produto importado” nas roupas e acessórios da C&A. Vergonha!!!!!!

  35. Milene comentou:

    Isso ai, Ana!

    Não dá para aceitar ser enganado!
    Por isso, repito: adoro a sua transparência em relação aos posts publicitários. Isso é respeito!

  36. Gabriella Portilho comentou:

    Oi, Ana! Parabéns pelo post, está realmente excelente.

    Vou contar um pouco do que sei sobre os produtos fabricados na China e importados aqui para os mais diversos segmentos do varejo.

    Normalmente as marcas possuem fábricas autorizadas a realizar a produção dos itens na China e encomendam as coleções a estas fábricas. As fábricas repassam o serviço a terceiros ou produzem elas mesmas, e é muito comum que acabem produzindo peças a mais e revendendo a preços muitos mais baixos do que o produto final que nós compramos na prateleira.

    Todas es peças produzidas a mais são comercializadas sem o consentimento da marca que encomendou a confecção. É uma prática comum e todo mundo sabe disso. Se você entrar em sites de venda online no atacado, verá inúmeros produtos iguais aos de grandes lojas sendo oferecidos. E as quantidades são enormes, pois as fábricas já produzem muitas peças a mais para vender por conta própria.

    Por outro lado, isto também acontece aqui no Brasil, mas sempre em menor escala e sem tanta discrepância nos valores. As marcas encomendam as peças a confecções e ateliês, que produzem e etiquetam mas também revendem algumas sobras ou pontas de estoque. Se a peça for exclusiva e o contrato estiver bem amarrado, a confecção não pode comercializar nenhuma peça da marca contratante.

    Em qualquer caso, o que é realmente importante ressalvar é que comprando peças produzidas aqui no Brasil nós podemos checar se a empresa é confiável, se paga os tributos, se está com os trabalhadores legalizados e se merece nosso rico dinheirinho. E se moda/design possuem, por conceito, uma função social, esta está inserida no comprometimento da marca em relaçãos a todas estas questões que afetam os clientes, os funcionários, a economia e o ambiente.

    Nessas horas sinto que vale à pena seguir blogs de moda pois essa reflexão é fundamental para quebrarmos certos paradigmas. Parabéns novamente!

    Beijos

  37. Amanda comentou:

    Vou falar do ponto de vista de quem tem confecção, ainda que pequena em comparação com as discutidas aqui, mas que tenta investir na qualidade da marca: – As industrias de confecção que ainda produzem no Brasil, ou seja não faccionam produção para outros países como China e índia, não tem como competir com essas grandes marcas que tem produção total ou parcial nesses países com mão de obra mais barata (ou escrava como sabemos), mas principalmente porque lá fora os governos dão incentivos para que você monte e prospere com seu negócio, nós não temos essa condição aqui, a competição é desleal, simplesmente lutamos contra a maré todos os dias, a carga de impostos que pagamos mensalmente é enorme, e nosso lucro baixíssimo caso em que não conseguimos reverter esse dinheiro em melhoria na produção, compra de tecidos mais nobres e maquinas de costura de ponta e mais modernas e por consequência investimento nos nossos funcionários. É extremamente difícil ter uma empresa, ainda que pequena como a nossa, nesse país explorador. Os preços das nossas peças está cada vez mais caro em razão dos impostos, e não em razão da matéria prima, que diga-se de passagem descobrimos que as fornecedoras não mais efetivamente produzem o tecido que compramos, e sim importam da China a matéria prima pois a produção ficou muito cara e teriam que fechar as portas caso não importassem desse país, enfim até as fornecedoras de base não produzem mais aquilo que comercializam em razão da inviabilidade total tentando evitar a falência.

  38. Mildinha comentou:

    Mais uma vez, assino embaixo. E acho que a mulherada está de olhos abertos, porque nas últimas coleções o que vi aqui na minha cidade foi muuuuita coisa encalhada. Até comentei que fui dar uma olhada nessas coleções e achei peça ótima da própria marca, com preço bem melhor. Cansada dos repetecos das coleções, quase sempre as mesmas peças, ontem fui dar uma olhada num shooping mais simples de Goiânia, com peças de confecções da cidade, e me surpreendi com a qualidade de algumas peças. Já fazia tempo que eu queria uma calça de linho e achei uma linda, modelagem e caimento ótimos, não pensei duas vezes…levei a bichinha, toda satisfeita. Um investimento que valeu a pena…

  39. Alexandra comentou:

    Aninha, boa noite!

    Depois de muito esperar pelas coleções e todo frenesi causado por tanta informação, acabei desanimando de ficar naquela ansiedade da espera por tal peça que as vezes nem chega na loja mais próxima a você.Então que veio aquela luz iluminadíssima ou melhor aquela vozinha de sabedoria no meu ouvido dizendo por que não uma costureira? Hem?! Como assim? Aí como que num despertar concordei: Por que não? Lembro de onde cresci,as moças na época mais velhas que eu (risos) levavam para as costureiras aquele modelo lindo de vestido na revista, blusa, e tal e como num atelier de alta costura:tudo sendo feito a sua medida e caimentos perfeitos. Que sonho!!
    Então decidi que preciso encontrar uma costureira urgente e dividir com ela todas as minhas idéias e modelos de peças que serão feitas somente pra mim. Ao invés de lojas abarrotadas de gente, fila nos caixas e tudo o mais, só preciso escolher o tecido, a padronagem e voilà…Bem não vou deixar de ir as lojas mais no meu caso vou tentar algo menos traumático e mais prazeroso.
    Depois te conto como foi essa experiencia!

    Grande beijo

  40. Rafaella comentou:

    Nossa, faloue disse!
    E posso falar? Sao identicos, se nao o msmo…
    Ja cansei de ver peca do ebay na cea e na leader…enfim…senpre achei essas lojas abusadoras do preco…bjn

  41. Roberta Ribeiro comentou:

    Parabéns…. Estou chocada!!!
    Assinar uma coleção q é vendida na internet por outros sites nao da….

    Obrigada pela informação!!!

  42. DEBORA SILVEIRA comentou:

    Nossa, abismada com a materia o Globo,acho que seria justo uma comissao de direitos humanos olhassem para esse trabalho escravo e as condiçoes de trabalho.E essas empresas (grifes,departamentos etc..)coloquem a mão na consciência.

  43. Natália comentou:

    Oi, Ana!
    Parabéns pelo post e parabéns pelo blog, admiro muito o seu trabalho e as reflexões que você faz aqui.
    Eu sou de Petrópolis e morei para o Rio por um tempo. No início, quando me mudei logo, eu ficava louca pela C&A, Renner, Marisa etc.
    Depois de um tempo, voltando pra Petrópolis, eu vi que não valia a pena gastar dinheiro nessas lojas tendo a Rua Teresa e o pólo do Bingen perto de mim! Não vou ser radical e extrema e dizer que não piso mais ou que me recuso a comprar nessas lojas… Apenas que, quando vou passear por elas, eu penso mil vezes antes de comprar. Eu não acho os preços tão acessíveis assim… Ainda mais nessas coleções assinadas!!! Lembro da coleção da Dress To que tinha blusas lindas, mas todas que eu poderia encontrar na Rua Teresa por muito menos.
    Até mesmo as roupas de coleção normal são acima do que deveriam custar. Acredito que a grande vantagem dessas lojas são as condições de pagamento, como inúmeras parcelas sem juros, cartões próprios etc. Mas os preços, sinceramente, não acho tanta vantagem.
    Fora que a qualidade, muitas vezes, deixa a desejar… Costuras mal feitas, tecidos de baixa qualidade e caimento ruim são comuns de serem encontrados.
    Não digo que todo mundo deva comprar em lojas de marca ou deva vir a Rua Teresa. Não estou fazendo propaganda… Apenas acho que muitas vezes lojas de rua e confecções locais são deixadas de lado e as pessoas preferem buscar tudo nas grandes lojas de departamento.
    Só defendo uma valorização maior dos “pequenos produtores”. Até porque, a chance de uma confecção pequena usar trabalho escravo é muito menor, não é?

    1. Ingrid respondeu Natália

      Natália, concordo 100% contigo.Não conheço a Rua Teresa, mas gostaria que aqui na minha cidade tivesse um lugar assim. Passei a comprar bem menos na C&A, Renner, Marisa e em outras lojas do tipo pela má qualidade dos produtos. Vejo muitas costuras mal feitas, acabamento péssimo e os materiais usados na confecção muito inferior. Tenho optado em comprar marcas como Damyller,Hering e outras onde ainda posso encontrar um produto de qualidade mesmo que com um preço maior mas que no final compensa, pois não acho baratinho pagar mais de R$100 numa peça que vai ser descartável em pouco tempo.

  44. Rose comentou:

    Adorei o post Ana!
    Penso exatamente como você, tô muito desanimada com essas lojas de departamento que tem como dilema “quantidade” e não “qualidade”, estão deixando muito a desejar.
    Temos que valorizar nosso dinheiro sempre!
    Ultimamente tenho comprado tecido e como a minha mãe sabe costurar, ela que está fazendo várias peças lindas pra mim!
    Sai muito mais em conta, ela faz com todo carinho do mundo e com um bom acabamento e eu ainda fico com uma peça exclusiva!
    Te adoroo, beijos =)

  45. Luiza comentou:

    Cara, pra mim isso não é nem questão de ética ou de valer a pena ou não; é PROPAGANDA ENGANOSA! Acho que inclusive é questionável perante órgãos de defesa ao consumidor.

    Qual o sentido de chamar a coleção de “AGATHA para C&A” se a Agatha não teve nada a ver com isso, se a roupa é um plágio da Asos ou de onde quer que seja?

    Todas as outras reclamações – qualidade baixa, preço alto, fabricação chinesa, etiqueta da C&A etc. – poderiam ser relevadas, afinal a o fato de ser uma coleção especial em momento nenhum implica que terá a mesma qualidade ou fabricação nacional. Mas implica que vai ser desenhada por aquela loja/estilista. Essa é a única condição real para que exista o marketing da Agatha ou o que seja, e ela deixou de existir. Agora é legalmente uma enganação.

    Enfim, sugiro que você faça uma “lista negra” das lojas nacionais que usam mão de obra escrava e uma “lista branca” das lojas com produção local, de preferência com opções off. :p

  46. Jaqueline Ferreira comentou:

    Aninha, leio seu blog faz um tempinho e o que me fez acompanhar ele com bastante carinho foi o fato de você estar sempre comentando sobre questões de custo beneficio, qualidade e consumismo. Para mim a moda é arte, uma forma de expressão não menos valiosa que a pintura, música ou que a dança. Porém assim como todas as outras formas de expressão citadas existe uma indústria poderosa no comando. Qual mulher não adora estar bem vestida? Quando nos sentimos bonitas, nossa postura muda e nosso comportamento também. E é por conta dessa necessidade é que fechamos os olhos e cometemos desatinos fashions. Acho que após todos os escândalos envolvendo essas grandes empresas que gerenciam as grifes mais famosas do mercado nacional me sinto na obrigação como cidadã de estar mais atenta aquilo que consumo. Existe vários estilistas que possuem um trabalho pautada verdadeiramente na criação de novos produtos, peças únicas, pensadas e confeccionadas não meramente como objeto de consumo, mas de apreciação artística e peças como estas devem sim ser valorizadas. Porém o que eu vejo ultimamente são coleções repetitivas por d+. Poxa hoje toda loja de roupas femininas tem um vestidinho de renda, um pretinho básico e acho injusto pagar R$ 500, 00 por peças tão comuns que não farão diferença no meu armário. Longe de ser uma marxista, mas usando a teoria do velhinho, nós estamos sendo engolidas por um processo de alienação, ou seja, lojas que só visam lucro exagerado e sem oferecer um produto condizente com o preço.
    Jaqueline
    Salvador- Bahia

  47. eu sinceramente não ligo muito se a roupa é da coleção de fulano de tal ou simplesmente da loja, compro se gostar e tiver dentro do meu orçamento… agora uma coisa que nunca me atentei é onde é fabricada, então apartir de agora vou me atentar a isso, mas continuarei comprando pelo custo-beneficio e não pelo nome que muitas vezes eu não sei nem quem é que está assinando

  48. Esse post poderia se chamar: A MÁSCARA CAIU, QUERIDÍSSIMA C&A!

    Eu já tinha escrito sobre a coleção Anne Fontaine e disse claramente que NÃO FOI ASSINADA pela estilista franco-brasileira. Enfim, a C&A pensa que engana, mas está redondamente enganada. Eu vivo vendo a estilista da C&A indo e vindo para China, de primeira classe, hahaahahaha. E as trouxas aqui bancando, acreditando nas assinaturas de meia tigela.

    Parece que são 10.000 oficinas, só no Estado de São Paulo, todas com mão-de-obra vindas de países vizinhos… Infelizmente dizer que é MADE IN BRAZIL não é segurança nenhuma para quem compra.

    Tem muita indústria de confecção na China que trata melhor seus trabalhadores quando comparamos com os legalizados no Brasil. Sim, as boas indústrias de lá (muitas fabricam para a Zara, inclusive) pagam MUITO MELHOR que a nossa amada indústria nacional, considerando a mesma carga horária de trabalho.

    É óbvio que proporcionalmente a China tem bem mais exploração que o Brasil, mas é praticamente impossível saber se determinada roupa foi ou não fabricada por mão-de-obra escrava.
    Hoje consumir para estar na moda, ter um armário com centenas de peças, é uma decisão muito louca, na minha opinião.

    Minhas escolhas se baseiam na maior qualidade possível dentro do meu orçamento, com uma quantidade bem menor de peças que eu costumava ter. Não penso que costureira seja uma solução, afinal até na colheira de algodão os trabalhadores são ilegais! Os tecidos também têm rastros de sangue!

    Um beijo!

  49. Léa comentou:

    Ótimo texto.
    Infelizmente é isso que vemos no Brasil, cada vez os super magazine valorizando as produções importadas e os fabricantes brasileiros sofrendo ” com as migalhas que caem da mesa”. O povo tem que acordar, quando pararem de comprar mande in China, teremos uma competição mais justa.

  50. Ana Carolina Portela comentou:

    Concordo e pra falar a verdade essa questão de roupas e acessórios fabricados em outros países tem até me ajudado a diminuir o impulso consumista, pelo simples fato de que a maioria das lojas que eu costumava comprar praticam preços razoáveis, no entanto agora antes mesmo de provar a peça eu já verifico de onde é a etiqueta e tenho me deparado com dificuldade para comprar coisas fabricadas no Brasil. Acho até muito engraçado que reclamam de países como a China não assinarem o Protocolo de Kioto para redução da emissão de poluentes ambientais e por outro lado os próprios países como o Brasil que assina esse protocolo permite uma entrada em massa de mercadoria proveniente desses países e com preços que pra nossa economia é quase uma concorrência desleal! Concordo que produtos sendo vendidos mais barato força a nossa indústria para inovação e a oferecer melhores produtos e com preços mais acessíveis ao consumidor final que somos nós,além disso não sou barrista de não aceitar nada de fora do meu país, os outros países tem todo o direito de fomentar seus desenvolvimentos, mas sinceramente se não houver incentivos fiscais e embargos no volume de importações, daqui há alguns anos nossa indústria da moda simplesmente será produtora de mercadorias de luxo para poucos, inexistente ou refém de países estrangeiros.

  51. Ana Carolina Portela comentou:

    Ah e finalizando o comentário. Acho que vou é começar a comprar roupas só de costureiras e atelier locais ou então confeccionar minhas próprias roupas! Pronto tenho dito! rs

  52. Bel comentou:

    Esse fato ilustra muitas questões sobre a industria da moda e a nossa relação com ela. Quando a gente vai numa loja, sempre acaba comprando muito mais que uma simples peça de roupa. Com tantos meios de comunicação disponíveis hj, seria muito bom que as grifes mostrasse pro mercado como são produzidas suas peças, que são tão enaltecidas nas lojas, ao ponto de se cobrar às vezes mais que um salário mínimo numa blusa ou numa bolsa. Seria algo como “visitar a cozinha do restaurante”…

  53. Oi Ana!
    Ótimo post! Realmente as últimas coleções andam meio descaracterizadas…cadê a identidade da marca que colocou seu nome ali??? Triste isso… =(
    Sempre acompanho seu blog, mesmo sem comentar!
    Super beijo!

  54. Tania Medeiros comentou:

    Ana,
    fui ver o lançamento da Aghata e como sempre quase nada de autenticidade. Quando cheguei na loja para ver a coleção parecia que tinha passado um furacão e não tinha quase peça nenhuma na aréa e a fila do provador era gigantesca (fiquei 15 min só para devolver as peças). Fiquei pensando que mto falamos que a C&A deve diminuir o numero de coleções, que deve prezar por um bom tecido e acabamento, que as roupas tem que ter a característica da marca, não ser tudo igual e só mudar a etiqueta… e por ai vai. Eu realmente concordo com isso mas acho que para a maioria das clientes o que importa é a etiqueta, o mkt, o “status” e a qualidade fica em segundo plano. Para a C&A o importante é vender e ela já percebeu que grande parcela do seu público irá comprar as roupas por causa da marca ali associada sem importar com a qualidade e acredito que por isso mesmo ela não irá melhorar ou variar seus produtos ou ainda diminuir os lançamentos. Talvez eu esteja sendo mto pessimista em relação a isso. Mas cada vez acredito que temos que ter consciência na hora da compra e saber investir nosso dinheiro não se deixando levar só por uma etiqueta.

  55. FLAVIA comentou:

    UM ABSURDO ISSO!!!!
    Substimam mesmo a inteligencia do consumidor!
    Adorei o post!