{pensamento do dia} “Tudo é caro quando não é necessário”

quadro

Mais sobre James Joyce e Chico Xavier.

Sempre me achei muito pão-dura. Ficava sem entender porque deixava passar algumas oportunidades incríveis em liquidações e bazares, achava tudo caro demais e pensava que realmente eu não ganhava o suficiente para comprar o que gostaria.

Comecei a trabalhar muito e, aos poucos, percebi que eu poderia me permitir algumas coisas, sim. Mas ainda assim algumas eram caras demais. Não, eu não estava ganhando pouco, tudo estava caro mesmo! Mas também o caro pode ser aquele barato parado dentro do armário.

Depois saí do meu trabalho e virei autônoma. Os cintos apertaram novamente e eu comecei a pensar cada vez mais em enxugar meu armário. Mas aí fui pega pelo desejo, pelo consumismo, pela vontade de estar cada vez mais na moda e voltei a comprar.

E aí um sentimento vazio, que eu conhecia bem, que eu reconheci da minha época de práticas búdicas. Quanto mais eu comprava, parecia que menos eu tinha. O ritmo da indústria da moda é voraz. Frustração.

Quando o apego faz parte constante da nossa vida, traz essa sensação em um eterno looping: a gente compra um carro, fica feliz. Aí depois percebe que não está feliz, porque precisa ter a casa. Aí compra a casa, fica feliz. Aí percebe que não será feliz se não tiver um closet. Aí monta um closet, felicidade. Aí…aí é o ciclo do consumo e da infinita insatisfação.

Tenho consciência que tenho muita roupa. Mas há dois anos eu foquei em amadurecer meu estilo sem perder minha essência, com roupas mais coordenáveis entre si e menos modinha. Fico satisfeita em perceber como mantive o foco, depois doei tantas e tantas outras para quem, certamente, precisava mais do que eu – e que não está nem aí se o item está na moda ou não, desde que esquente em uma noite fria. Claro que me perdi novamente no meio desse caminho de novidades, mas estou tentando me encontrar novamente.

Hoje abri o armário, fiz várias combinações mentalmente e exclamei “taí! estou muito feliz com o que tenho”. A indústria pode ser frenética, mas o estilo, esse anda comigo.

Fiquei pensando no dia que fotografei esse mural de um restaurante que as frases deveriam estar relacionadas a questões bem mais profundas. Mas logo depois me corrigi: acho que autoestima é uma questão profunda o suficiente para debatermos aqui – e que está relacionada a essa eterna insatisfação e agonia movimentadas pela indústria, a de ter, ter, ter. De novidades a cada instante e cada vez menos questionamentos sobre o real valor das coisas.

“Tudo é caro quando não é necessário. Graças a Deus aprendi apenas a viver com o necessário.”

Novo mantra que venho repetindo a cada dia.

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Comentários pelo blog

40 comentários

  1. Cláudia Coutinho comentou:

    Aninha,

    Que lição!!

    Post muito interessante… quantas vezes copramos sem precisar…vejo no meu armário quantas peças que comprei sem pensar e que estão lá guardadas com etiqueta ainda…é muito desperdício!

    Hoje, me controlo mais. Não era, mas fiquei pão-dura de uns tempos prá cá. Parei com essa coisa de crediário e cartão de crédito. Quando posso vou lá e compro o que preciso e me sinto melhor assim.

    Vou levar comigo esse mantra: “Tudo é caro quando não é necessário. Graças a Deus aprendi apenas a viver com o necessário.”

    Bjinhos no coração… 😉

    Cláudia Coutinho

  2. Juliana, RS comentou:

    Aninha, queri!
    Excelente reflexão para uma sexta-feira (e outros dias também!).
    Hoje pela manhã tive ais ou menos o mesmo pensamento: “como estou feliz com o que tenho, e preciso só de duas calças novas!”. Bom isso, né?
    Termos consciência de quanto vale o nosso suado dinheirinho e no que vale a pena realmente gastá-lo… não tem preço!!!
    Excelente finde procê, beijos!!

  3. Manuela Melo comentou:

    Tinha uma frase que eu li num livro… que me fazia pensar qdo via meu guarda-roupas lotado… “Quando sobra no seu armario, falta no de alguem”

  4. Andréa comentou:

    Ana Carolina, adorei o seu texto ! Estou passando pelo mesmo processo que você e acho imprescindível manter os pés no chão no quesito consumo. O seu blog, leitura diária para mim, ajuda muito trazendo boas inspirações e a indicação de preços acessíveis. Grata pelo tempo dispensado ao blog ! Beijo.

  5. Rossana comentou:

    Que bonito, Ana!

    Sempre tento fazer essa reflexão. Eu me acho pão-dura em alguns momentos, mas em outros afrouxo os cintos. E aí fico com peso na consciência achando que comprei demais ou que tenho roupas demais. No fundo eu sei que não tenho muito, mas sei também que poderia viver com bem menos do que tenho.

    E isso vai ser assim sempre: uma eterna batalha entre querer, comprar e questionar a necessidade da compra. E acho que esse questionamento tem que fazer parte da vida mesmo.

    Eu acho TUDO caro aqui no Brasil, e por isso acabo comprando só em mega liquidações ou em viagens (H&M, Zara gringa, Forever 21 e outlets). E aí que é o problema: acabo comprando coisas para fazer estoque e sempre vai ter uma ou outra coisa que não vou usar. Tudo bem que é algo baratinho, mas mesmo assim fico com sentimento de culpa. Esses dias comprei aquele jeans da coleção da Carina Duek. To pensando em comprar outro em outra cor, mas até agora to me martirizando por ter pago 100 contos numa calça que eu sei que foi mal feita (etiqueta mal colocada, costuras sobrando, etc).

    Esses dias eu li que a média de lucro da indústria do vestuário na Europa e nos EUA é cerca de 21%, enquanto que no Brasil chega a 200%! Aí não dá, né!! Mesmo o que é necessário acaba ficando absurdamente caro.

  6. Bruna comentou:

    Adorei o texto, Ana. O meu maior objetivo é amadurecer meu estilo, ter um guarda roupa mais enxuto (eu preciso de uma peça nova ou eu quero?( e coordenar melhor as minhas peças. Tambem tenho muita roupa e preciso tirar um tempo pra por ordem no armário, tirar o que não combina mais comigo e passar pra frente.

    Beijo!

  7. Lica comentou:

    Hoje de manhã li esse artigo postado no face da “Oficina de Estilo”

    :http://www.valor.com.br/cultura/3055660/menos-e-mais

    E como sou Budista e Espírita (um não contradiz o outro) gostei muito do seu texto, e mais ainda por ter começado com frase do Chico Xavier que tanto respeito e amo.
    E o que você disse é verdade: “está tudo muito caro mesmo”!!!!!!
    Não é questão de poder o não poder somente. Abusam muito!!!

    1. Ana Carolina respondeu Lica

      Lica, estou longe das práticas, mas certamente o Budismo não contradiz a prática de nenhuma outra religião! Precisando voltar urgente…lerei o link mais tarde, oba! beijos!

  8. Karine comentou:

    ótimo texto, ana!

    eu também tenho esse espírito mão de vaca, acabo achando tudo caro e nem sempre faço bons investimentos. O pior é que nem por isso eu parei de comprar coisas com uma frequência maior do que a necessidade real por roupas novas. Mas estou num projeto pessoa de comprar de forma mais consciente e usar mais as peças que eu já tenho.

    Tô falando algumas sobre isso no meu blog:

    http://docesuburbia.wordpress.com/2013/04/01/projeto-60-o-dia-em-que-eu-parei-de-comprar/

    mas já conto feliz da vida que estou a 38 dias sem comprar nadinha! tô feliz de ver que estou levando tão bem a meta que eu coloquei em mim mesma!

    Beijos

  9. Gisele comentou:

    Oi Ana!
    Me identifiquei bastante com seu texto… ano passado tive um ano de esbórnia, tudo que ganhava virava festa, jantar ou roupas. O mais engraçado que o que chamou minha atenção foi começar a usar sacolas de grifes (off ou não) como lixeirinha ao invés do famoso saco de supermercado… rs
    O mais curioso é que as peças adquiridas nessa época são as que menos uso hoje em dia, simplesmente porque comprei sem precisar, sem pensar com o que usar, porque “valia a pena” (sou muito boa em achadinhos, modéstia a parte). Para ter uma noção, tenho um vestido Maria Bonita Extra de luxo, pintado a mão, que custava mais de R$2.000 na loja (!!!) que comprei por míseros R$50 numa super queima… porém nunca usei! Não frequento eventos luxuosos, então porque comprei? Pra mim esse vestido significou R$50 a menos para itens de maior necessidade. Hoje chego a ter vergonha dele e não orgulho pela “conquista” de tê-lo por uma diferença tão grande.
    Hoje sou muito mais orgulhosa do meu senso crítico, rs. Tenho tudo que quero? Não. Tudo que preciso? Com certeza! Então tudo bem 🙂

    Bju!

  10. Estas duas frases precisam virar o meu mantra!!!! kkkkkkk

    bjs

  11. Já conhecia a fotinho do mural (de repente através de você mesma).
    Mas achei o post ótimo. Sensível.
    Como sempre.
    Cadê o livro dos pensamentos?
    Eu ia ser a primeira a comprar – e não ia ser consumismo bobo, não.
    Beijocas, Ana. 😉

    1. Florinda respondeu Simone Tressi

      Muito legal esse blog. Valeu a dica! Bjs.

    2. Isabella respondeu Simone Tressi

      Adorei a dica! Excelente blog. Bjs

      1. Bom que gostaram, meninas! Eu já sempre fui meio desapegada, mas depois de acompanhar o “minimalizo” estou mais ainda, adoro!

  12. Mildinha comentou:

    Valeu Ana! Obrigada por nos equilibrar com essa ótima reflexão…(às vezes ficamos atordoadas com tantos modismos, tendências, must have, e por aí vai…rsrs)

  13. Ana querida, que excelente reflexão!
    Por essas e outras que a gente ama esse espaço!

    “Tudo é caro quando não é necessário. Graças a Deus aprendi apenas a viver com o necessário.” ♥

    Beijo grande e ótimo final de semana!
    Vânia

    http://www.fazendoaphina.com.br

  14. Deborah comentou:

    Me fez refletir sobre o momento que vivo atualmente. Nos últimos tempos passei do 48 ao 38/40 e perdi tb todas as minhas roupas.
    A vida toda comprava mais “pq serviu” do que por estilo. Não tinha prazer em me vestir.
    Agora que tudo “serve”, e a mentalidade que não emagreceu ainda fica pasma, acha tudo lindo, tudo cai bem, tudo que sempre quis usar agora fica bacana… o que aconteceu?? Compras malucas, desnecessárias, por impulso, pq tá na moda, por capricho… É 38 ou P? Bora pro caixa!

    Nisso eu que tb sou autônoma me enrolei… e o prazer vazio do consumo excessivo perdeu o viço e virou um peso. Soou um alarme na minha cabeça! São só peças de roupa! A felicidade está em mim, na minha conquista, não nas peças… eu que as visto e personifico e não o contrário!

    Está sendo uma jornada interessante reaprender… Reaprender meu estilo, o que me cai bem, como comprar, no que vale mesmo investir, enfim… reaprender quem sou. A essência não muda, mas sem perceber fui capturada pelo monstrinho sedutor do consumo.

    Espero me livrar dele. rs

    1. Paula respondeu Deborah

      Deborah, parabéns pela perda de peso! Tomara que vc fique mais consciente para as compras, mas seu consumismo inicial é muito compreensível! Deve ser super empolgante descer tantos números no manequim, e as roupas passarem a vestir muito melhor!

  15. dani comentou:

    faz pouco tempo que venho acompanhando seu blog e achei de uma “interessanciaa” como é um neologismo mesmo… uma verdadeira novidade nesse universo de super produçoes e consumismo .. eu me sinto muitas vezes obrigada a comprar algo pra nao ficar desatualizada mas as vezes aquele nem é meu estilo..sabe como eé? e depois de comprar, vem a culpa … encontrar voce nessa proposta de identidade própria, auto estima estilo e moda foi um achado especial.. gostei muito.. e parabéns

  16. Mari comentou:

    Salvei a foto, imprimi e coloquei no meu mural. Adoreiiiii.

  17. Andrea comentou:

    Essas frases fazem todo o sentido para meu momento atual de vida. Também trabalho como autônoma e esse ano a coisa apertou, fiquei dois meses praticamente sem serviço e agora estou numa situação financeira bem instável. Uma das soluções foi vender parte das minhas roupas, bolsas e sapatos em um brechó, o que garantiu uma graninha pra ajudar a pagar as contas. E sabe o que eu percebi? Que mesmo tirando duas malas cheias de roupas e acessórios, eu ainda tenho um monte de roupa e sapato! E não preciso comprar nada, absolutamente nada por um bom tempo!!
    E isso me deu um alívio tão grande! Quando trabalhava de carteira assinada(e ganhava bem), eu tinha um padrão de consumo fora da realidade. Não comprava marcas caríssimas, mas entre uma blusinha da Renner aqui, um casaco da Zara acolá, um sapatinho da Arezzo etc eu comprava muito, acho que até por isso hoje eu não tenho uma reserva financeira bacana. O que eu lamento, e muito.
    Mas a vida ensina e a gente aprende se quiser, não é? Espero recuperar logo minha saúde financeira. E também espero, e vou me esforçar, para não voltar a comprar como antes.

  18. Ana comentou:

    Anóca, que maravilha! Guardei a frase, virou meu mantra tb! 😉

  19. Maisa comentou:

    Muito boa reflexão! Pensar antes de comprar isso mesmo. Hoje olho pro meu guarda roupa e vejo quantas peça foram compradas por impulso.. Só o tempo mesmo pra nos amadurecer..

    À propósito Carol preciso da sua ajuda, vou à um casamento noturno e pensei em colocar uma saia longa preta rendada (o fundo dela será até o fim), uma blusa de cetim bege(ou qualquer outra cor, vou comprar ainda) e um maxi colar. O que vc acha? Não quero alugar nada, gosto de peças que depois dê pra eu usar diversas vezes em várias ocasiões. Hoje em dia um aluguel de uma roupa custa quase um rim :/ ahhh e preciso de dica pra sapatos, sou mto alta (1,77) e não quero ficar maior ainda.. Me ajuda?

    Bjos sua linda e parabéns pelo blog cada dia tem ficado melhor.

    1. Ana Carolina respondeu Maisa

      Parece q tá ótimo. Vi sapatos de saltos medianos na NHC Shoes, na Arezzo e na Santa Lolla. Beijos!

  20. Adriana comentou:

    Olha, acho que, além da frase do post, vou acrescentar no meu mantra a frase da leitora Gisele, ali de cima:

    “Tenho tudo que quero? Não. Tudo que preciso? Com certeza! Então tudo bem.”

    Esse post é ótimo, só me convence mais ainda de que eu tenho (mais que) o suficiente dentro do meu guarda-roupa.

    Beijos!!! 🙂

  21. Viviane Moreira comentou:

    Aaaahhhh Aninha que post maravilhoso nesse mundo de consumismo desenfreado!!!!
    Só o que eu vejo é pessoas comprando e comprando, quando tem essas coleções da C&A então, nossa é foto e mais foto das meninas nos provadores só motivando todas nós a comprar e comprar…. triste.
    Eu me identifiquei com o texto, muito mesmo, claro que até a parte onde você diz que tem muita roupa, eu pelo contrário não tenho tanta roupa assim, uma porque sempre ganhei pouco, sempre fui pão dura e sempre tudo foi caro demais! Mas claro, as vezes eu me permito, sou aquela que se quer algo parcelo em 5 x (é o meu limite), mas sabe que nos últimos meses eu fiquei com um problema de saúde e me vi necessitando ser mais pão dura, pois a saúde vem em primeiro e a cada dia venho pensando muito no que compro e acabo não comprando nada, então estou em crise com minhas poucas roupas…. que já as repeti em exaustão, mas ok, tudo bem, visando minha meta: minha saúde, preciso de dinheiro pra médico, pra uma possível cirurgia…. enfim… coisas da vida real.
    Já te disse e volto a repetir: Te admiro e te amo mais ainda por um post que me fez me aproximar ainda mais de você, tornando nossa distância menos…. um dia torno essa distância menor ainda te visitando! Quero te conhecer!!!!! 🙂 Sonho meu…
    Bjsssss
    Vi

  22. Denise comentou:

    “O caro pode ser aquele barato dentro do armário”. Maior das verdades.

    Agora mesmo vim do shopping. Sabe o que ajuda ? Sair sem cartão de crédito. Senão, eu teria agora parcelas de cinco lojas diferentes.
    Tá valendo a pena gastar apenas o que cabe no orçamento do mês. Cartão de crédito agora, só para usar em viagens.

    E usar tudo que tem no armário, Se não usa, doa.

    bjs

  23. Camila Fleury comentou:

    Muito certa essa frase! Às vezes a gente só se dá conta dessas coisas assim, por um acaso.

    Eu mesma fiz uma wish-list do que eu precisava e o que não era tão necessário e o mais engraçado é que quando tenho a chance de comprar as tais peças – quando meu porquinho tá ‘cheio’, quero dizer -, eu simplesmente não compro, não sei se por pena de gastar ou porque no meu subconsciente meu dinheiro sabe que não deve ser gasto de qualquer forma.

    Dia desses comprei um meia-pata nude com precinho ótimo na Leader. Pensei se realmente deveria levar. Comprei mais porque um dia eu iria me arrepender se tivesse deixado ele na prateleira, além de que achar outro nesse preço não seria tão fácil.

    Outra coisa que tem me feito pensar antes de comprar também é procurar antes em brechós e customizar, de acordo com minha vontade. E depois de viciar no Alliexpress, só fico esperando a hora do meu cartão internacional chegar pra eu pelo menos não gastar tanto quanto faria nas lojas daqui.

  24. Elizabeth comentou:

    Ana,
    Ha um tempo descobri seu blog e ele me fez repensar muita coisa:amadureci meu estilo,pois já tenho 35 anos(com corpinho de 20!mas são 35 anos!!), fiz uma boa limpa no meu armário, doei muita coisa que não usava e revi meu “relacionamento”com as fast fashions que eu nem passava na porta, pois achava que ia ficar com cara de “todo mundo”. Agora sempre dou uma passada para encontrar boas peças e encontro!resumindo: amadureci visualmente, me sinto melhor e gasto bem menos e me vistindo com mais estilo. Seu blog se tornou leitura diária!
    Obrigada!

  25. Marcia comentou:

    Oi Ana adorei seu texto. Eu ja tinha copiado as frases do seu Instagram e estao se tornando um mantra. Acabei de chegar do Shopping, fui ajudar uma amiga a comprar o sapato que ela vai usar no casamento da filha. Mais uma vez sai sem sacolas, uma felicidade!!! Tenho tentado usar tudo que tenho no armário. Sempre achei que usava as mesmas roupas, as mesmas combinações. Agora fotografo tudo que visto e quando vejo que vou repetir a mesma combinação trato logo de inventar algo novo. Tem sido bem interessante, estou redescobrindo pecas que estavam esquecidas, beijos

  26. Martha comentou:

    Ana, amei muito!!!!

    Bem por aí mesmo, sabe?

    Estou #todafeliz por vc ter colocado no ar um posicionamento tão importante.

    Quantas de nós andam lutando contra a ~necessidade~ de comprar, comprar?

    Hoje há cada vez mais consumidoras conscientes e que valorizam o que ganham. Seu blog vem ajudado muito nessa transição, orgulhe-se disso!

    Abraços!!!!

    P.S.: hj curti o blog no Face, só não o fiz antes por distração mesmo. Até minha foto de capa tem um look off: vestido jeans de 79,90 dilmas e cachecol (de algodão cru, qse não esquenta) por 15 dilmas, da Preart (cooperativa de artesanato da Praia do Preá, CE)

  27. Simone Carvalho comentou:

    O que dizer do teu post? Simplesmente P E R F E I T O !!!

  28. Gabriela de Curitiba comentou:

    Como sempre, muito sábia no que diz!!!
    Adorei o texto e o melhor dele é que nos faz refletir!
    Estou numa vibe muito parecida com a sua e devo muito disso a vc, afinal, depois de acompanhar seu blog comecei a repensar mais as minhas compras e sempre buscar meu estilo próprio nas peças que compro, independente de modismos!!
    Mais uma vez, obrigada!!!
    Bjos
    Gabi

  29. Oi Ana!
    Concordo com vc! Quando mais a gente “apura o estilo” e se conhece (do ponto de vista físico e emocional), menos gosta por impulso!
    Sou da política que temos que ter bons básicos, e ir dando uns toques com coisas da modinha. E sempre, sempre fazer a conta do custo X benefício… Se quiser/puder dá uma olhadinha no post que escrevi – http://annamarques.com.br/?p=648
    Bjs <3

  30. Rose comentou:

    Como amo seus textos.

  31. Grazielle comentou:

    Nossa, eu REALMENTE precisava ouvir/ler isso. Descreveu exatamente o que sinto… um vazio. É mais uma questão psicológica, o bom é estar bem consigo mesma. Como li uma vez: A personalidade começa quando a comparação acaba – Karl Lagerfeld

  32. Rafaela Gomes comentou:

    Ana, esse sem dúvida é o post mais bacana que já li em blogs que tratam de moda e estilo… Eu fico cá comigo pensando sempre em como a moda relaciona-se com a auto-estima e que vestir-se tem muito a ver com a maneira com a qual você se apresenta ao mundo, ou seja, tem também a ver com a nossa essência que desejamos fazer conhecida aos outros… E por esse e outros tantos motivos que rondam meus pensamentos, fico sempre achando pequena a opinião de pessoas que não entenderam essa parte do processo e esse pedaço do caminho e que dizem que moda e vestir-se é futilidade…
    Futilidade virou palavra desembestada na boca de muita gente… Dizem que vestir-se, maquiar-se, arrumar-se, ajeitar-se é fútil… Discordo, porque discordar faz parte do meu princípio como ser humano… Acho que aquilo que mexe diretamente com o significado do que somos jamais poderá ser pensado como fútil… Não que uma roupa seja o que você é, mas nós carregamos e desenvolvemos uma maneira de ser que se revela em todos os aspectos que nos compõe… Inclusive na maneira de vestir-nos… É uma coisa legal quando sua tia, numa conversa boba diz que passou numa loja e viu uma sainha que era a sua cara!!! Ou então, quando seu namorado virá pra você e diz “hoje vi um capítulo de uma série que você ia gostar”, e eu “por que?” e ele “era uma série sobre um hospital e era de época, então com certeza você ia gostar”… Isso é fruto de uma leitura social, muitas vezes cuidadosa e amorosa que as pessoas à nossa volta fazem de nós… Como dizer que isso é uma coisa vazia e fútil???
    Eu gosto de nos imaginar como livros, e que as pessoas nos leem em todos os momentos e que em muitos aspectos nós somos nossos próprios escritores, acho que nos escrevemos de diversos modos e um deles é nos vestindo, pensando o nosso estilo…

    Beijo, beijo!!!