25 ago 2016

O estilista mineiro Ronaldo Fraga desenvolveu uma coleção cápsula em parceria com a Lojas Pompéia, uma conhecida rede de fast fashion do Sul e reúne sete modelos, incluindo vestidos e saias mídi, que exploram desenhos gráficos e o duo preto&rosé.

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A coleção será desfilada hoje, durante o Pompéia Fashion Weekend, evento anual da marca em Porto Alegre, para chegar hoje à noite ao e-commerce da rede e amanhã, dia 26/08, em lojas selecionadas.

Aqui no Rio não temos essa rede, então acredito que a opção (assim como em outras cidades) para quem se interessar por algum item, seja a compra pelo site. Particularmente não gostei dos modelos que foram divulgados – na verdade, eu gosto nos croquis (desenhos aí embaixo!), mas são peças que eu penso que poderiam ser mais estruturadas, num tecido mais encorpado, para seguir bem o estilo do Ronaldo. Certamente foram executadas numa opção de modelagem e tecido mais em conta, que parece ser um poliéster, e o caimento não ficou bacana nem nas fotos.

Os preços ainda não foram divulgados, mas li no facebook da marca uma resposta deles sobre um vestido, informando o valor de R$199,00. Não achei esse valor democrático, não, mesmo sendo coleção assinada, mesmo sabendo que um vestido do Ronaldo custa 5x isso. Pensando em comprar a saia midi em rosé e preto, para provar e fazer a análise para vocês.

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Ronaldo já assinou outras coleções em parceria com marcas de preços democráticos, como a de sapatos com a Di Santinni e uma coleção de camisetas para a Malwee. “Acredito na força dessa parceria para democratizar a moda. Nós, estilistas, entramos na casa das pessoas através dos nossos desfiles e agora, elas terão acesso a roupas assinadas por um preço acessível”, diz Ronaldo em comunicado oficial.

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Alguma leitora do Sul interessada em me passar as impressões diretamente dos provadores da loja? Me avisa e a gente combina, pra um post 😉

  • 12 Amaram
24 ago 2016

Nesse sábado, dia 27 de agosto, estarei em São Paulo novamente (dessa vez para um bate-volta) para participar da segunda edição do Trocaria, movimento que incentiva o consumo consciente e colaborativo por meio da prática da troca e reuso de roupas.

Ano passado fiquei morrendo de vontade de participar, mas né, eu aqui no Rio, acabou não rolando. Esse ano eu não pude resistir ao convite das organizadoras e estarei lá para fazer parte dessa iniciativa importantíssima para repensarmos o consumo!

Vou bater um papo sobre como podemos ser felizes com menos, repensando o que consumimos e mostrando também os meus altos e baixos nesse processo em busca de um consumo mais consciente! Chegarei logo no início e vou ficar até o início da tarde! 🙂

Separe peças do seu guarda-roupa que são lindas e estão em bom estado, mas que não combinam mais com seu estilo, e traga para desapegar no festival “Como Virar Sua Cidade”, que acontece na 6a. edição da Virada Sustentável, nesse dia 27, no gramado do Parque do Ibirapuera.

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Ao invés de comprar algo novo, que tal simplesmente trocar o que você não quer mais e está em ótimo estado por outro item bacana pro seu guarda-roupa? Se você está duranga, se está de saco cheio de gastar com peças que nem amou tanto assim, se você quer fazer a diferença e repensar o sistema, bora lá?

Mas como funciona? Como participar?

Participar é fácil, basta se increver em http://bit.ly/trocariavirada-sustentavelO evento é gratuito, você só precisa levar até 15 peças de roupas limpas, lindas e loucas por um novo guarda-roupas. A equipe do Trocaria faz a curadoria, separa as peças em araras e te entrega fichas equivalentes, que servem como moeda de troca.

Daí é só garimpar e encontrar novos coringas para compor o seu armário. Valem peças masculinas e femininas, mas não vale roupa infantil. As roupas que não passarem pela curadoria serão doadas a instituições de caridade. 

Esta é a segunda vez que o Trocaria participa da Virada Sustentável. A edição anterior, em 2015, reuniu mais de 350 pessoas que trocaram seus mais de 3000 “desapegos”, e outros 2000 foram doados para organizações como a Associação Comunitária Monte Azul.

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Vejo vocês lá! Oba!

SERVIÇO

Trocaria na Virada sustentável – Consumo colaborativo
Local: Gramado, Parque do Ibirapuera
Dia: 27/08/2016
Horário: 12h às 18h (recebimento das roupas até às 17h)
Evento no Facebook: http://bit.ly/trocaria-vs2016

Sobre o Trocaria

Trocaria é um movimento que incentiva o consumo consciente e colaborativo da moda por meio da troca e da prática do reuso. Fundado em 2015, o movimento surgiu da ideia de realizar bazares de trocas entre amigas – as chamadas “clothing swap parties”. Numa clothing swap party é possível unir o útil ao agradável: ao mesmo tempo em que você se livra das peças que não usa mais, renova o guarda-roupa de forma sustentável e sem tocar em dinheiro. Nos eventos realizados até agora pelo Trocaria, mais de 4 mil peças foram trocadas até o momento, e outras 4 mil doadas para a Associação Comunitária Monte Azul.

Outras informações: http://blog.trocaria.com.br/
Contato: contato@trocaria.com.br

  • 10 Amaram
23 ago 2016

Fui até a C&A para dar uma olhada em ideias para posts, aí lembrei que era hoje a data para lançamento da coleção cápsula em parceria com a revista Elle. Para ser sincera, fiquei sem saber se faria ou não esse post – já que o ibope de vocês para essa coleção foi baixíssimo – mas fiquei curiosa e fui pro provador, até porque a Elle é a única revista que eu consigo comprar e gostar do conteúdo, sempre com proposta mais transgressoras.

A proposta foi lançar uma coleção de vestidos pretos clássicos inspirados em 7 décadas da moda, com shapes dos anos 40 aos anos 2000, tudo com curadoria da editoria de moda da revista. Cada vestido custa R$199, mas já vi um que estava com o preço corrigido para R$159. A grade vai do tam 36 ao 46 (nunca entendo porque não contemplam tamanhos maiores) e na hora que eu fui não tinha ninguém nas araras.

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Gosto da ideia de vestidos pretos clássicos, de ter um pouco de história da moda presente para o público, mas acho que não teve apelo, tanto que muita gente ficou sem entender o conceito de cara. É de alguma marca? Vestidos de uma revista? 200 reais?

Fui primeiro no carro-chefe, o vestido da década de 50, com inspiração no new look. Adorei o decote mais ombro a ombro, gostei da silhueta com a cintura bem marcada e a prega enorme na frente com a saia em A, o tecido é sintético mas acetinado e com bom toque, mas nem tudo foram flores. 🙁

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Quando eu reparo no busto, opa! Aquela costura que deveria marcar o busto ficou completamente solta, deformando essa parte da silhueta. Acabou com o vestido, olha só:

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Acho que deveria ter uma costura ali, não essa prega aberta. Uma pena. Na foto abaixo, o vestido do avesso para vocês verem o acabamento:

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Todos os vestidos são 100% poliéster e têm zíper invisível nas costas (exceto o dos anos 90, que fica na lateral), o que é bem chatinho de puxar, ainda mais se não tiver ajuda.

Os da década de 60 e 70, respectivamente: gostei do caimento do tubinho, o tecido é bem grossinho e fica estruturado. O chemise é bem larguinho, mas particularmente não gostei da silhueta e nem da gravatinha.

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Década de 40 foi o pior: o drapeado na frente estava mal executado, algumas costuras bem soltas. Gosto da proposta dele, só pecou na execução mesmo. O dos anos 80 foi um dos mais mal falados por vocês, mais pelos zíperes, mas apesar de até ter curtido a intenção, também pecou na modelagem, com pontas repuxando ele nas laterais, repara só!

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Não gosto de tomara que caia, mas se fosse pra eleger o melhor, eu ficaria com o cocktail dress dos anos 90! Modelou bem o meu corpo, gostei do caimento, da prega com a fenda frontal, simples e bonito. O TQC tem um silicone na parte de dentro para segurá-lo bem no busto e com forro.

O mais contemporâneo da coleção, os anos 2000, por coincidência foi o mais “cruel”: em todos eu vesti minha numeração, tam 38, mas esse foi o que não consegui fechar e ainda marcou bastante a minha barriga. Tinha considerado ele o mais bonito, mas vestindo eu achei um dos mais sem graça.

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Ó o detalhe do decote TQC com a faixa em silicone:

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Alguém foi conferir essa coleção ou o interesse passou longe?

  • 16 Amaram
19 ago 2016

Eu tenho passado por esse processo há alguns anos, mas 2016 tem sido um importante divisor na minha vida e isso inclusive rendeu uma crise no meu vestir. Travei, fiquei me cobrando, mas cheguei à uma conclusão: faz parte repensarmos e aprimorarmos nossas escolhas, é normal repensarmos elas em alguns momentos. É normal evoluir e mudar de ideia para construir nosso estilo, que não muda na essência, só amadurece. 🙂

Acho que tem muito a ver também com a consciência cada vez maior que tenho ganhado sobre meu estilo por conta da minha profissão como consultora de estilo – e também por conta do amadurecimento natural. Na verdade, estou acompanhando o mesmo relato em diversos blogs e redes sociais, por isso acredito que seja tanto de inconsciente coletivo, quanto de uma urgente e necessária transformação pela qual o mundo está passando.

Gastar menos com “supérfluos” já que a inflação disparou, escolher melhor o que comprar, não transformar seu armário num depósito de roupas com etiquetas, repensar melhor as compras para poder investir num curso ou numa viagem, escolher comprar do pequeno e não das grandes indústrias.

Antes, se eu quisesse uma blusa amarela, passava numa loja de departamento, pegava do cabide uma que estivesse dentro do escopo, levava pro caixa, pagava e pronto. Obviamente esse método não funcionava. Hoje já pesquiso, vejo o que gosto, o que tem necessidade ou não de entrar no meu armário e espero o momento para adquirir uma que me vista bem e tenha coerência com meu estilo.

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Um look que marca bem o autoconhecimento e a evolução do meu estilo: vestido soltinho e rasteira pra ir a um casamento. Sofrer de salto alto, nunca mais.

Mas como saber o que tem ou não coerência com nosso estilo? Como ganhar essa percepção para evitar futuras compras frustradas?

Tudo passa pelo autoconhecimento

Ter registros dos meus looks ao longo de 8 anos de blog, ajudou, hehe. Quando registramos nossas produções e as avaliamos ao longo do tempo, vamos percebendo o que funciona melhor pra gente, o que gera mais identificação.

A minha principal sugestão é de você parar de comprar por um tempo. Sim, dá uma segurada nas comprinhas, principalmente aquelas que você comprou porque achou lindo nos outros, e olhe mais para suas próprias referências.

Segundo, pesquise e salve o que você acha que tenha mais a ver com seu gosto pessoal e seu estilo de vida. É bacana também ter como inspiração o que você nunca testou, mas estaria disposto a experimentar, para abrir a cabeça também para novidades e, assim, ir ajustando ao seu estilo.

Observe se todos os looks têm coerência e pontos em comum: as estampas são mais gráficas e sóbrias ou mais coloridas e divertidas? É tudo mais neutro ou tem informação demais, com cores, estampas e brilhos? As formas são mais simples ou têm dobraduras, quase num origami, mais assimétricas? As estampas são mais pro vintage e delicado ou mais pros fundos escuros, sem destaque? As blusas têm mangas delicadas ou mais pontudas?

Minhas pasta preferida no meu pinterest denuncia um gosto pelo arquitetônico, formas amplas, geométricas e com boas doses de preto. Uma evidência dessa predileção é esse look que eu adoro, com casaqueto e blusa de formas mais retas, calça alfaiataria curta e um ponto de cor moderno, esse neon na biqueira do sapato. Mais amplo, mais formas estruturadas, muita personalidade. 🙂

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Do que você realmente gosta? O que atrai mais o seu olhar?

Sei que muita gente não consegue responder essas perguntas de imediato, mas é um exercício difícil mesmo, e demorado. Talvez você nem consiga responder naquele momento, mas, aos poucos, vai começar a avaliar melhor cada escolha ou cada ida ao provador.

Somos induzidos a não refletirmos sobre nossas escolhas, é quase um sacrilégio não aceitar o que nos é imposto. Quase tudo é despejado goela abaixo e fazer compras pode ser frustrante quando alguma tendência está muito em alta e você não quer nada daquilo.

Da minha parte, eu fui percebendo que não gosto de nada romântico ou que tenha traços românticos: laçarotes, estampas fofas ou micro estampas, mangas fofinhas, florais delicados, rendas. Tudo, absolutamente tudo que eu tinha com essas características, saíram do meu armário.

Um exemplo do que eu usava nos idos de 2011, 2012: calça com pregas e estampa micro floral, ou liberty. Foi das minhas poucas peças com esse tipo de estampa (que era a maior moda na época) e em pouco tempo eu passei pra frente. Um dos indicativos que ela não tinha nada a ver comigo foi ter tentado quebrar a sua doçura com uma jaqueta preta e um sapato de inspiração masculina, mesmo sendo rosê (nessa época começaram a surgir os oxfords por aqui também!).

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Eu até uso floral, mas tem que ser mais estilizado ou mais maduro, de preferência com fundo escuro. Prefiro o pesado ao delicado. Nesse look mais atual, de 2015, eu mostro exatamente o estilo que eu gosto de usar: ainda a jaqueta, com camiseta ou camisa, sapato mais pesado e baixo e calça resinada. Preciso de geometria ou de texturas diferentes, gosto de peças mais dramáticas que açucaradas – isso tudo pro meu estilo, deixando bem claro.

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Look de 2015 mostrando o tipo de floral que mais me identifico: estampa grande, quase agressiva, fundo escuro, flores pouco delicadas e cores fortes.

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Durante anos de blog, eu li algumas críticas por gostar de formas amplas. Uma pergunta recorrente sempre foi “Você tem um corpo ótimo, porque insiste em peças largas?”. E isso não tem a ver com ter um “corpo ótimo” (que nem consigo alcançar a definição disso, mas tudo bem), mas com a nossa mensagem pro mundo. A minha é que eu gosto de me divertir, que não me levo à sério, que eu não me importo com padrões. Que eu gosto de ser o ponto fora da curva e que isso não tem problema pra mim.

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Adoro um largo + largo e por isso não me incomodo de silhueta mais achatada ou mais ampla. Gosto de peças estruturadas, e compreender isso foi crucial para peneirar minhas preferências.

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Outra foto mais antiga, de início de 2014, com uma blusa de renda comprada na C&A. Eu não gosto desse look porque reúne todos os elementos que eu não usaria mais hoje em dia, uma blusa com estilo mais romântico e um short com a estampa-febre na época, o azulejo português. Acho que bati a cabeça na hora de comprar esse short, porque essa estampa não tinha nada a ver comigo! hahaha

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Hoje eu continuo gostando de textura + estampa, mas prefiro que a coordenação vá pro lado mais esportivo. Gosto mais das linhas retas, dos clássicos como bolas e listras às estampas da modinha, gosto do pé no chão da alpargata do que o frufru.

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“Ana, mas você não usa nada com renda?” Opa, até uso, mas tem que ser algo mais moderninho ou numa mistura com materiais que deem mais peso a ela. Esse look de 2014 mostra uma produção de inspiração lady like, quando fiz uma sobreposição de blusa com um vestido que eu nem amava tanto, mas numa proposta mais atualizada com a mistura de texturas, deixando o visual preto total mais interessante. Aliás, gosto mais até por parecer ser uma peça única, quando na verdade tem sobreposição.

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Mas acho que o principal ganho desse amadurecimento do meu estilo, foi perceber que eu não preciso de tantas bolsas – e vamos combinar que é o tipo de acessório que ocupa espaço pra caramba. Desde que comprei esse modelo bucket preta e depois uma caramelo da Adô, eu praticamente não troco de bolsa.

Mesmo ela não tendo compartimentos internos, ela tem um tamanho bom (não é grandona nem pequena demais), cabe tudo que eu preciso e acompanha toda e qualquer produção.

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Claro que o post foi baseado na evolução do meu estilo, deixando tudo pautado numa maneira mais simples de passar essa ideia e de, aos poucos, ajudar vocês a perceberem melhor sobre nós mesmos e nossas escolhas.

A evolução pessoal pode ser acompanhada também do trabalho de uma profissional de estilo, para nortear e ajudar a definir prioridades, mas também vai muito de olharmos mais pra nós mesmos, pro que nos deixa felizes em frente ao espelho. 🙂 Menos expectativa, mais mão na massa!

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