O boteco do dia: azul pro Bode Cheiroso

O Boteco do Dia tem a suave pretensão de ser uma série leve sobre o vestir no cotidiano, principalmente aquele que foge do eixo da modinha; sou uma entusiasta da cultura de boteco e, principalmente, da zona norte carioca – então por que não retratar os looks para encher o bucho de PF e cerveja e ainda dar dica de bares? Justo! 🍺

Botecos são meus principais pontos de encontro – inclusive para reuniões de trabalho –, os verdadeiros momentos de diversão entre amigos. Por isso eu gosto de me colorir e estampar nos looks despojados, pra combinar com a alegria inerente do local, os brindes, a conversa fora, a descontração!

Eu dou sempre preferência a blusas soltinhas, pra barriga ficar liberada pra comida e para que eu não precise abrir botões ou me sentir limitada durante a saideira, até porque já contei as vezes que levantei de calça aberta porque esqueci de fechar o botão, hahaha! Mas não tem jeito: a barriga estufa de cerveja fermentando com a feijoada, estufa de tanta risada, estufa de satisfação, então o ideal é usar roupas confortáveis, com elástico que permita esse movimentação e acomodação do nosso órgão essencial, o estômago!

O boteco da vez é o Bar do Bode Cheiroso, tradicionalíssimo bar tijucano, mais antigo que o estádio do Maracanã, seu ilustre vizinho: suas portas abriram pela primeira vez em 1941 e, desde então, oferece o melhor pernil da cidade, os PFs mais generosos e em conta, e rodadas de torresmo de se comer rezando! .

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O look acompanhou os tons de azuis dos ladrilhos, chão, ferragens e luminárias do local. Já que o espaço conta com tantas variáveis da cor, porque eu não poderia também exagerar nesse tom e homenagear uma harmonia tão boa de coordenação monocromática? hahaha!

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Blusa Espaço Fashion
Short Ronaldo Fraga
Papete Cowboy de Areia (Cabo Frio/RJ)
Bolsa Catarina Mina na Santa Cor
Colar Josefina Rosacor

foto e companheira de torresmo: Denise Ricardo

Serviço:

Bar do Bode Cheiroso

Rua General Canabarro 218 Maracanã – Rio de Janeiro/RJ
Tel: (21) 2568-9511
Funciona às segundas das 8h às 15h, terça à sexta das 8h às 0h e sábado das 8h às 20h. Não abrem aos domingos.
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Uma nova tentativa

Há um tempinho eu ressuscitei o Comprei e nunca usei – tag antiga do blog, em que eu tentava usar alguma peça comprada por impulso – com essa saia da coleção do Alexandre Herchcovitch para a C&A, comprada na remarcação no ano passado se não me engano.

Vocês não curtiram tanto o look (e nem eu, mas foi como eu saí no dia hahaha) e sugeriram algumas alternativas para que eu desse uma nova chance pra saia.

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Uma sugestão foi com a boa e velha tshirt branca e tênis da mesma cor. Simples assim, sem muitos meandros, sem complicação.

Acredito que o conceito funcionou (talvez eu tirasse esse cinto, acho que sobrou), MAS estou convencida que não amo essa saia, comprida demais e reta demais pro meu gosto. 🙁

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Saia Herchcovitch para C&A que paguei 69 reais
Camiseta À La Garçonne para Hering
Tênis da loja do bairro
Jaqueta Levi’s comprada no Mercado Livre
Pulseira Luiza Dias 111 e cinto antigo Adô Atelier

Fotos: Denise Ricardo

Estou quase certa que ela não renderia no meu armário porque não vejo muitas variações, mesmo usando com camisa e minha parka, sei lá…não gosto de ter roupas que não amo tanto assim hehe!

E vocês? O que acham? 🙂

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Minhas impressões da Coleção 4 Mares C&A

Hoje foi um deus-nos-acuda nas C&As da vida. Se tem uma coisa que conversa bem com os brasileiros, essa coisa se chama moda praia. Você pode até não morar numa cidade litorânea, mas fim de ano ta aí, viagens, piscininha, passeio de barco, reveillon, tudo isso tem a cara do despojamento, pé na areia, bronzeado, estilinho tinindo para as fotos das férias naquele cenário paradisíaco que você sonhou o ano todo.

Não precisa entender de pantacourt, de blazer boyfriend, top cropped: maiô é maiô, biquini é biquini, sunga é sunga! Tão mais palatável – mesmo os modelos mais ousados ou desconexos do senso comum, como esse maiô de manga comprida – provar e se ver numa roupa de praia do que naquela assinada por uma grife para um evento que nem se tem ideia.

E foi assim, falando a língua da grande maioria e atendendo seus anseios, que a C&A lançou essa coleção com quatro carros-chefe do beachwear nacional, aplacando, assim, públicos distintos: Lenny, Cia Marítima, Blue Man e Água de Coco. Ponto pra varejista: lojas lotadas como há muito não se via, peças esgotando rápido e uma boa movimentação.

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Como a coleção era enorme – com tamanhos até o GG –, obviamente não provei tudo, até porque só pude chegar à loja às 17h, muita coisa tinha saído. Tanto que só provei tamanhos M ou G, quase não vi tamanho P.

Mas preciso salientar que nem tudo são flores: fiquei decepcionadíssima com a quantidade exorbitante de poliéster presente em túnicas, saídas de praia e vestidos. Poxa, uma fibra que esquenta pra caramba em roupas que são pra serem usadas supostamente no verão, na praia? Querem assar e dizimar metade da população?

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Os biquinis e maiôs pelo menos se salvaram, foram confeccionados no Brasil e com poliamida da marca Lycra na composição, o que é mais adequado.

Com valores de maiôs na média dos 190 reais, partes de baixo de biquinis por volta de 69 reais e de cima 89 reais, não é uma coleção, digamos, barata, mas com preços beeeeeem melhores que as grifes em questão. E bem ou mal, as estampas eram bonitas, a lycra empregada era boa, o forro dos produtos estava bacana, então enchia os olhos bonito de quem quer já resolver a vida e as férias na fast fashion, sem frescura!

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Modelo da Lenny, só tinha o G quando cheguei
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Adorei o detalhe das costas de alguns modelitos!
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Forro colorido, curti!
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Modelito da Blueman

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Gostei da variedade de cores, estampas e modelos das peças, atendendo públicos de idades e estilos variados. O único porém fica por conta de alguns maiôs e todas as partes de cima dos biquinis (ou a maioria) virem com bojo. Poxa! Deixem os peitinhos terem os formatos deles, deixem os peitinhos marcarem seus biquinhos, parem de querer nos uniformizar e moldar. O tecido era tão fino que precisava de um bojo pra tapar o bico do seio?

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não curti esses bojos!

Esse vestido/saída de praia era dos poucos em viscose, tecido mais fresco, mas, sinceramente, achei ele bem nada, sem graça, apesar de ter amado a estampa.

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A jaqueta da Blueman, que decepção! Tecido brilhoso gritando poliéster, bem grosseiro, que esquenta…péssimo.

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Assim como vários vestidos, túnicas e blusões, em poliéster, que não vale o que cobraram e que esquenta horrores pra algo que é pra uma estação quente! Gente! Vocês vão ASSAR nessas roupas, guardem o dinheiro e vão de shortinho jeans à praia, muito mais digno, hahaha!

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Tudo poliéster. Puxa.

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Nem o caimento salvou nesse tecido, repararam?

E vocês, o que compraram? Quais foram as suas impressões?

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Básicos não tão básicos

Essas últimas semanas têm sido tão corridas de tempo – final de ano, sempre aquela loucura! – que eu tenho aderido mais e mais à praticidade das peças únicas, que resolvem a vida e me deixam confortável sem ser sem graça, rs!

Recebi também da Comas esse coletão feito da junção de duas camisas masculinas e tenho abusado dele na função vestido – já repeti esse look exatamente assim dezenas e dezenas de vezes!

Faço assim, pro look ficar mais fofo ainda: abotoo até a gola, deixo o último botão da saia livre pra não ficar tudo tão fechado, aí amarro um lenço como se fosse um cinto e pronto! Acho tão bacana esse despojamento com detalhes na riqueza dos acessórios, como as cores do lenço e do detalhe da alpargata, com essas conchas lindonas. 🙂

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Coletão jeans Comas usado como vestido (a Comas é parceira do blog!)
Lenço Richards
Alpargatas Marcela B
Bolsa Adô Atelier

fotos: Denise Ricardo

O coletão por si só já diz muiro sobre o processo da marca e dos detalhes que reaproveitam cada parte das camisas, como se fosse um quebra cabeça na hora da modelagem.

Esses detalhes que eu tenho buscado no vestir têm me motivado cada vez mais a amar mais inclusive o que é básico, porque na real não é um básico bobo, pelo contrário! Traz a história de mulheres que têm transformado nossa relação com moda, que mostram um caminho possível sobre o reaproveitamento e inspiram mais e mais a termos mais consciência sobre nossas escolhas.

Tenho sido muito feliz nesse meu novo momento sobre moda e consumo. Que bacana é poder carregar tanta mensagem junto comigo, no dia a dia! 🙂

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