Agenda aberta e workshop Conheça suas cores em SP!

Pessoas de Sampaland!

To fechando agenda pra cidade dos dias 30/8 até o dia 3/09 para quem estiver interessada no meu atendimento em consultoria de estilo na casa de vocês – fora do Rio eu atendo a versão pocket/reduzida, com menos etapas, mas igualmente incrível e eficiente! 🙂

Quem quiser saber mais detalhes da consultoria pocket, pode acessar esse link, quem tiver dúvidas pode mandar um email no [email protected] para conversarmos e também para agendar comigo! 🙂

Vou aproveitar para dar mais um workshop Conheça suas cores SP, dia 02 de setembro, sábado, das 10h às 14h na Lapa/SP!

(Rio de Janeiro, tô em falta com vocês, mas não consegui reserva do espaço pra data que eu queria – já já volto com uma nova data, rapidinho!)

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Teste dos batons na turma de São Paulo!

Se você tem medo de usar cores, se você não tem receio algum, se você sempre quis saber quais te favorecem, como deixar seus looks neutros mais interessantes, como aproveitar mais seu guarda-roupa, e se sempre quis entender como coordenar melhor cores, estampas e acessórios, chega junto que eu vou pegar na tua mão e te ajudar <3

Eu atendo individualmente e passo o conteúdo para as clientes, mas pensei numa forma de trazer MAIS ideias, juntar todo mundo num espaço só de trocas pra acrescentar e enriquecer mais o debate, com alguns exercícios práticos!

Cor é o elemento que mais chama atenção numa produção. Repara só: lembramos do vestido vermelho da amiga, e não exatamente todos os detalhes dele. Se cor é um negócio tão impactante assim, acho que esse assunto carece então de um tempinho só sobre ele, né não? 🙂

Quando: sábado, dia 02.09.2017
Horário: das 10h até as 14h com pausa para o coffee break
Onde: Pipoca Café, Lapa
Valor: R$ 480,00
Máximo de 10 inscritos

Para quem é o workshop?

É direcionado para quem ainda não “encontrou” seu estilo pessoal e se perde na quantidade de informações que recebe todos os dias, para quem tem dúvidas na hora de se vestir ou fazer compras e não sabe por onde começar ao montar um guarda- roupa versátil, consciente e atemporal.

Entender sobre suas melhores cores ajuda nesse filtro na hora das compras, a perceber como podemos ser nossa versão mais incrível em várias ocasiões, abre um leque de possibilidades no seu guarda-roupa, estimula a criatividade e ajuda a sairmos da mesmice! 🙂

Ajuda também na decisão de desentulharmos o armário, tirando aquela roupa da dúvida, essa que você nunca consegue usar e que, talvez, a culpa seja da cor, hehe.

Conteúdo:

– Cada participante vai passar por uma análise cromática e descobrir a cartela de cores que mais te favorece, que te deixa mais bonitona, ó que beleza! 🙂

– Vamos conversar sobre círculo cromático, coordenações de cores dentro das cartelas, contraste pessoal, coordenações de neutros, misturar estampas;

– As mensagens das cores <3

– Vamos falar sobre processo criativo na hora de montar os looks e colocarmos algumas ideias em prática com acessórios;

– Se você só usa preto, branco e cinza, eu juro que não vou querer te jogar um balde de arco-íris, mas certamente vamos abrir seu leque de possibilidades para sair um pouquinho da zona de conforto e explorarmos outras cores em potencial – mesmo que sejam variações dos próprios neutros, só que mais…coloridos! hehe!

– Se você usa todas as cores possíveis, também vamos ajudá-los a entender mais sobre as cores da sua cartela, os seus tons mais específicos;

– Como aumentar o número de combinações com o que se tem no armário e trazendo mais impacto nas produções só com coordenações cromáticas, em truques de estilo atemporais;

– Tentar dar uma força pra perder o medo de combiná-las, até porque, roupa não morde ;P

– Vamos aprender principalmente a quebrar regras, porque essa é a graça toda do negócio, usar o que te faz bem <3

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E ainda, bônussssss:

– Cartela digital para cada participante

– Material em PDF sobre sua cartela e como usar suas cores

Inscrições:

Como é um curso que exige uma atenção maior para cada participante, o número será bem enxuto, máximo de 10 inscritos. 🙂

As inscrições podem ser feitas de duas maneiras:

Pelo Pagseguro, que dá para parcelar no cartão de crédito (clique pra ser direcionado pro site!)

OU pra quem quiser depositar/transferir, basta pedir os dados bancários enviando email pra [email protected]

Obs: Este não é um curso para quem quer aprender análise cromática e nem consultoras de estilo que já saibam. 😉

 

POLÍTICA DE CANCELAMENTO

Atenção! Se houver necessidade de cancelamento de até 7 dias antes da data do workshop, o valor total do curso é reembolsado. A partir daí, nenhuma solicitação de cancelamento será reembolsada — mas é possível indicar outra pessoa para ir no seu lugar aproveitando a mesma inscrição. Desistências de última hora dificultam novas ofertas para participantes com interesse, por isso não dá pra efetuar devolução.

Se a turma não atingir o número mínimo de 4 pessoas, o valor pago pelos outros inscritos será devolvido.

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O mito do pretinho básico

Quando temos aquela blusa colorida no armário, naquele tom verde, rosa pink ou amarelão, a primeira combinação que nos vem à mente é com uma parte de baixo preta, não é?

Preto vai com tudo, disseram. Mas a real é que, minha amiga, ele não vai não.

* pausa dramática com inserção musical de “Meu mundo caiu” e de uma provável cara de pânico ao ler isso *

Não vou esmiuçar a origem da lenda urbana que preto é uma cor universal que combina com tudo, que vai com tudo que “toda mulher deveria ter no armário”, mas a verdade é que preto não rende combinações tão harmônicas como os outros tons neutros escuros como ele.

Isso porque preto é a ausência de cores, e justamente por ele não ser considerado uma cor, não fica integrado às cores mais fortes e animadas. Dá pra notar que essa junção cria uma divisão nas composições, não oferece uma transição/harmonia entre elas e resulta em coordenações de contraste alto (que é a discrepância tonal) e muitas pessoas que não tenham esse contraste alto na sua aparência (como pele escura e cabelo claro ou pele clara e cabelo escuro) ficam apagadas com essa mistura.

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No exemplo acima eu coordenei minha blusa verdona com a calça preta. Não é que tenha ficado ruim, mas não passa uma mensagem harmônica, causa certo estranhamento visual, como se não rolasse um encaixe ali.

Ao vermos esse look, batemos os olhos diretamente na blusa, nosso olhar não percorre de forma suave pela imagem percebida. É como se estagnássemos a mensagem ali em cima, não estabelecendo, assim, uma conexão com o restante da roupa.

MAS ANA, E AGORA, COMO VOU VIVER?

Calma! Soltei a bomba mas tentarei amenizar o estrago trazendo boas alternativas, hahaha!

Existem as cores neutras que chamamos de cores neutras coloridas, que são aquelas híbridas, que combinam com todas as outras que temos no armário. Elas criam coordenações mais criativas e ainda assim mais sóbrias, além de não gerar um contraste tão alto com as outras cores mais coloridonas.

Os neutros coloridos são o areia, bege, creme, os cinzas, mostarda, vinho, azul marinho, caramelo, marrons, telha, verde musgo, verde militar, uva bem fechado, taupe, petróleo:

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Então o preto você pode substituir (fazendo a Bela Gil, rs) por uma outra cor escura, como uma calça cinza grafite, por exemplo. Ainda é escura mas não tão fechada quanto o preto, não deixando pesar tanto a mistura entre as cores.

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Agora, a que eu mais amo é a cor azul marinho! Marinho permeia lindamente entre todas as cartelas de cores, é um neutro porreta de curinga, classudo, não pesa no contraste como o preto, e ainda por cima cria imagens maravilhosas de harmônicas com outras cores!

Essa composição com a saia marinho foi a minha preferida, e a que mostra muito bem o que eu quero dizer sobre harmonia, com as cores numa junção mais suave entre elas, o que contribui para o olhar passear por inteiro no look, de cima a baixo, sem divisões!

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Outro neutro bom é o verde musgo e o miltar, que são mais suaves ainda em relação ao preto. O bacana nesse look foi que a calça e a blusa estão em tons próximos de verde, quase uma composição monocromática, que cria uma unidade na roupa, alongando a silhueta (dica pra quem é baixa e gosta de parecer mais alta!).

Ainda aproveitei para mostrar outra cor neutra em ação, esse bege/areia do casaco, que pode ser um tom bom pra substituir o branco. Vê se esse conjunto inteiro não fechou bonitinho entre si? 🙂

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E o preto eu combino com o que?

Com as outras cores neutras, incluindo o branco! Essa família de neutros pode ser inteirinha coordenável entre si, o que deixa o dresscode profissional, por exemplo, nada óbvio, mais animado e ainda adequado ao ambiente de trabalho!

Os neutros combinados com o preto não criam situações de contraste alto, se integrando melhor à cor, melhorando a percepção da harmonia na roupa. Olha o exemplo desse look do cinza com o preto, como fica visualmente mais integrado e trazendo uma informação mais amigável do que aquela com cores fortes:

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Olha o verde que ficou bacana com preto: o verde mais neutro, esse indo mais pro militar! Outra dica boa é tentar combinar cores de acordo com as suas intensidades, como no caso desse verde mais fechado, menos vibrante, com nosso pretinho-bola-da-vez!

E outra combinação que eu amo com preto é azul marinho! Mais uma vez, um tom de azul bem mais fechado, que cria esse contraste mais baixo com ele, não deixando o visual em blocos de cores e permitindo que o olhar transite sem interrupções por toda a produção. 🙂

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Foi fácil para vocês perceberem o que quero dizer quando falo em harmonia visual?

Bem diferente do que limitar ou ditar regras, a ideia dessa postagem é tirá-las da zona de conforto, mostrar possibilidades e, de uma vez por todas, desconstruir essa ideia errônea de que só rola combinar cores fortes com preto. Dependendo da mensagem que você quer passar com sua roupa, das suas vontades naquele instante, claro que vale criar looks contrastantes e combinar com o que você tem!

Só que existe um mundo de cores bem mais interessantes, que vão ajudar inclusive a livrar a gente desse vício de um armário inteiro só de cores escuras, compradas repetidamente por toda a vida. 🙂

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Básicos não tão básicos

Eu trouxe essa saia do brechó da minha amiga, convicta que a usaria num look para um dia frio. Só que eu a testei com moletom, casaco, meia, odiei todas as opções – me dei um desconto, ontem eu não estava num bom dia. Aí nessas horas eu prefiro ir pro bom e velho clássico, aquele que não precisa demandar esforço mental, nem mudas e mudas de roupas espalhadas caoticamente pela cama.

Saia azul, em A, catei então a minha blusinha listrada, PÁ – já gostei de cara. Resolvi então mergulhar de cabeça nas referências francesas e no estilinho náutico, o que ajuda não a criar uma cópia de algo, mas em pegar as ideias e associações estéticas para criarmos nossas próprias composições, baseadas no que temos.

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Fui então pros elementos que me trazem conforto, como o lencinho amarradinho no pescoço, o tênis que traz um despojamento descolado ao que é clássico, o design dos acessórios, mais contemporâneos. E não é que eu, que estava antes angustiada, sem ideias, acabei me achando MARAVILHOSA? 🙂

Ó o poder dos básicos com graça, presente na textura do veludo da saia, na mini mistura de estampas entre lenço e blusa, e nem parece que essas peças foram todas uma pechincha! 😀

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Blusa de bazar da Totem – 50,00
Saia 21 Brechó Arte – 35,00
Bandana comprada na Saara – 3,00
Tênis de lojinha do bairro, esqueci onde e quanto
Bolsa Adô Atelier comprada no enjoei
Pulseira Luiza Dias 111

fotos: Denise Ricardo

Gostei demais dessa proposta e já quero criar variações em cima, testar com meia calça e bota, com uma jaquetinha para os dias mais friorentos, com uma sandália e blusa listrada sem mangas para os dias de veranico…olha como uma ideia simples, dentro de uma zona de conforto, pode criar um gatilho para tantas outras e pra vários momentos! 🙂

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Roupas que contam histórias

Ao longo da vida costumamos criar apego por objetos diversos, incluindo peças de roupas e acessórios. Mais que ter roupa para “estar na moda” ou “se vestir adequadamente”, muitas vezes criamos relações de afeto com peças que nos foram presenteadas por pessoas especiais ou que vestimos em momentos marcantes na vida. Já perdi as contas de ter ouvido falar em camisa-cueca-colar-meia da sorte! Meu post de hoje é sobre a peça mais especial que tenho no armário: meu vestido rosa.

Antes, preciso dizer que tenho duas peças “iguais”. Calma, vou explicar:

Em 2015, vi esse modelo lindo de vestido na Posthaus, e resolvi comprar. Como sempre, ficou bom no quadril e grande nos seios, além de super comprido – sou baxinha! Fui à uma costureira e fiz os reparos que gostaria. Na ocasião, comprei para usar na minha festa de noivado, e ele foi um sucesso: todo mundo elogiou, disse que era a minha cara e estava lindo. A festa é uma lembrança linda e desde então o vestido virou uma peça especial no meu guarda-roupas.

noivado

É um vestido simples, mas que carrega uma dose extra de valor afetivo. O usei em dias importantes, como primeiro e último dia em uma empresa onde fiz estágio durante a faculdade (sim, sou apegada a iniciar e encerrar ciclos com a mesma peça sempre que dá), eventos e em um almoço especial de aniversário da minha avó.

Recentemente foi meu chá de panela, e eu resolvi que iria usá-lo. Confesso que fiquei me perguntando se “pegaria mal”, já que grande parte dos convidados eram os mesmos da festa de noivado. Mas a dúvida durou tipo 20 minutos, roupa não é item descartável, ainda mais um modelo que é tão especial. Acontece que dei uma engordada, e meu vestido-xodó estava mega apertado e super curto, beirando o desconfortável.

Voltei ao site onde havia comprado o vestido sem muitas expectativas. Mais de dois anos, dificilmente acharia outro igual. Mas não é que tinha? Quando chegou eu vi que não era exatamente igual à “primeira edição”, mas cumpriria o papel de herdar o vínculo afetivo. Mandei encurtar só um bocadinho, apertei um pouco nos seios e voilá: consegui uma nova versão do vestido para contar novas histórias.

chá

Tenho um carinho imenso pela peça, mas de maneira alguma tenho “pena”de usá-la. Toda essa energia que ela traz precisa circular por aí, e não ficar sufocada dentro de um armário. Sempre uso para ocasiões especiais em que eu precise de boas vibrações, conforto, tranquilidade. Recentemente, usei o vestido para acompanhar minha mãe em um exame importante pra ela.

É bacana enxergarmos com bons olhos quando o vínculo afetivo com algo material é saudável, quando a roupa usada traz boas lembranças e, de alguma maneira, transmita confiança. Quando não estiver mais rolando com você, vale pensar que a peça precisa viver outras histórias – daí a importância dos brechós e das doações de roupas em bom estado para pessoas que precisam.

Qual é a sua peça que conta histórias? Tá cuidando direitinho dela?

mari-rodrigues-hoje-vou-assim-offMariana Rodrigues
Carioca, 30 anos, gorda. Tagarela de carteirinha, fã de chá gelado e viciada em bons debates na internet. Apaixonada por moda e televisão, escreve sobre esses e outros assuntos também em seu blog aquelamari.com
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