Acessórios próximos ao pescoço

Há alguns anos a grande onda era os colares maxi, super robustos e corpulentos. Adorava um adorno gigante no pescoço, quase oferecendo riscos à minha cervical, rs! A real é que eu ainda gosto e uso os meus, mas nos últimos tempos eu tenho preferido os colares mais curtos, próximos ao pescoço e os lenços amarrados nele com um nó!

Vocês lembram quando postei minha ida a Saara, rua de comércio popular aqui do Rio, e descolei várias bandanas a R$3 cada? Bom, claro que fui influenciada pelas postagens da nova tendência de incorporar esse lencinho antigão às produções, mas admito que preferi usar de uma maneira apenas, passando pelo pescoço, dando um nó bem grosso e escondendo as pontas, assim:

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Usei demais nessa versão durante o inverno! Como aqui no RJ as temperaturas não foram tão baixas, consegui aquecer o pescoço usando as bandanas dobradas bem grossinhas. Para quem acha escoteiro ou jovial demais a opção com as pontas soltas, outra ideia é essa aqui, com o nó por dentro e pra trás do pescoço, deixando apenas a faixa:

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Adorei usar como alternativa também para um ponto de cor a mais nas produções, de um jeitinho mais descolado e atual. Comentei em outra postagem que estou preferindo também os brincões aos colares, então essa alternativa não deixa o pescoço tão à mostra!

Apesar dos lenços serem de algodão, algo me diz que, no verão, será humanamente impossível amarrar um pano no pescoço sem deixá-lo encharcado, mas já escolhi uma outra maneira de colocar um detalhe ali sem ficar tão chamativo.

Eu arrematei esse colar da Luiza Dias 111 que é uma espécie de gargantilha beeeem fininha, só com um pontinho luminoso próximo ao rosto. Adorei essa forma de adicionar delicadeza aos looks de calor sem ter um metal grudando na pele por conta do suor.

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fotos: Denise Ricardo

Já curti muito na época daquelas coleirinhas/colares choker, mas, apesar de terem voltado, não fazem mais meu estilo. O bacana de gargantilhas assim é justamente a elegância suave, um acessório não muito aparecido, como se fosse uma nuance. 🙂

O post é apenas para compartilhar essa nova maneira de usar acessórios nas minhas produções, eu estou adorando! E vocês, curtem ou gostam mais de outros estilos? 🙂

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Rolé nas lojas: sapatos prateados e calças pra trabalhar

Esses dias consegui dar um rolé por aí para captar alguns achados e continuar em busca de calça pra trabalho bacanas, a pedido das leitoras!

A primeira parada desse rolé foi na C&A Leblon, onde avistei esse oxford e tênis prateados da Vizzano, por 129,00 e 139,00 reais, respectivamente. Uma leitora perguntou se valia a pena investir, se era muito modinha…bom, eu sou apaixonada por sapatos metalizados há tempos, uso sempre (vide meu scarpin bronze que uso há anos), por isso continuarei usando o meu sem crise. 🙂

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Eu só trocaria os cadarços por alguns mais suaves, achei esses cinzas muito grossos 😉

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Retomando a ronda em busca de calças para trabalhar, fui averiguar as opções da Madame Ms, uma loja mais clássica e com bons preços. Estavam em liquidação, com calças custando 89,90 a 109,00, mas não vi nenhuma uau nossa senhora preciso linda.

Essa cinza que provei até vestiu bem, não marcou atrás, e essa cor é boa e neutra, um cinza mais amarelado, só achei o toque bem sintético.

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A outra que peguei (reparem que estou fugindo das calças pretas para apresentar mais ideias de cores neutras pra vocês!) custava 109 e o tecido era mais áspero que a de cima. A modelagem também era menor, e por isso marcou mais o bumbum.

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O tecido sintético é bom para não amassar, mas esquenta mais no calor. O forro de acetato é ótimo para não deixar tudo muito quente.

A próxima parada é nela mesma, a dona C&A! Como estão com coleção nova já focada na primavera, vi poucas opções de calças sociais. As que eu peguei estavam na arara de remarcações. A caramelo não tinha um bom caimento, então nem considerei. Peguei a quadriculada por ser um tamanho maior – tam 46 – de algodão e por um preço bem camarada: 29 reais.

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Normalmente esses tecidos de algodão de fast fashion laceiam demais, tanto pela qualidade do algodão, quanto pelo tipo de entrelaçamento das fibras.

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Alguma sugestão de rolé em lojas, tanto no Rio quanto SP? 🙂

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Vestido para um dia relax

Hoje a postagem é mais relax, até porque estou em busca de mais momentos assim. As últimas semanas foram tão pesadas de trabalho e tarefas, que eu vou aproveitar o dia para passear um pouco entre os compromissos, testar uma atividade nova na academia que envolve dança e dormir mais cedo. Parece simples, mas eu deixo muito a rotina me dominar e, quando percebo, estou soterrada e esgotada.

E o que a maioria das mulheres veste em dias de extrema preguiça ou cansaço? Isso mesmo: vestidos! Sempre fui reticente quanto a essa peça justamente por me remeter a looks pouco criativos e, por permitir poucas variações, deixar os armários lotados de vestidos que usamos duas vezes, daí cansamos e compramos outro.

Eu tento ao máximo mostrar que tudo bem apelar pro prático, não damos conta de tudo sempre – e isso inclui estarmos maravilindas o tempo todo – e um vestido bacana ajuda a aliviar a carga diária com leveza e bom humor, só fico atenta para não virar minha muleta. Mas esse vestido eu gamei: é elegante e criativo, então me fez abrir exceção sobre meu pensamento acerca da peça 🙂

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Esse vestido é bem leve e tem uma estampa que eu gosto muito, com grafismos que remete a arquitetura de Brasília. A espadrille preta encaixou perfeitamente na produção, assim como meus amados brincões que dispensam outros complementos.

E essa pose de pícara sonhadora aqui embaixo? Ahahahahaha, ai esses dias pouco criativos até pra posar, hehe!

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Vestido que ganhei da Karamello
Espadrille Felipa no enjoei – 130,00
Brincos Luiza Dias 111

fotos: Denise Ricardo

Então é isso, sem muito pra escrever que lá fora está um dia lindo e eu vou dar um rolé. Me digam se curtiram o vestido e as poses, hahaha!

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Uma conversa sincera sobre carreira + looks nos brechós!

Começar numa carreira nova não é fácil, subverter a lógica que colocam na nossa mente desde novos ao entrarmos pra faculdade, escolhermos uma carreira, seguirmos ela e permanecermos assim, seguros, mesmo que sentindo um incômodo. Eu sou designer, amo a profissão e sempre tive todas as questões do mundo ao trabalhar em agências. Saí delas, hoje escolho pra quem eu desenvolvo projetos e me sinto muito confiante e dona de si como consultora de estilo.

Em 2012 vocês me viram anunciar uma nova empreitada, e esse ano consegui colher muitos louros da construção de um nome e da minha reputação. Foi e é difícil – não vou esconder que preciso trabalhar e me dedicar o dobro de quando eu trabalhava como designer, não sobrando tempo nem pra procrastinar. Afinal, não estamos falando sobre arriscar em algo duvidoso: eu tenho MUITA convicção da profissão que escolhi. Eu nunca tive dúvidas – incertezas, muitas; medos, até hoje – mas sempre segura do meu talento e feeling na área.

Não é sobre apenas sair falando que está muito atarefada, trabalhar exige não só construir a carreira como pagar as contas. Não se trata somente de se colocar como alguém que venceu em algo e exibir isso pro mundo, as contas chegam e é preciso pagá-las, o que é mais estressante ainda e isso independe de ter seu nome pintado de dourado.

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Essa introdução toda para falar o quanto estou feliz nessa ralação, apesar de cansada e demorando pra responder mensagens. É um processo que exige arregaçar muito as mangas, colocar tijolo por tijolo sob o sol escaldante, ficar com a visão um pouco turva às vezes, mas depois apertar bem os olhos para avistar melhor um norte. E esse norte é reluzente e é pra lá que eu sigo, passos cada vez mais firmes, acreditando em mim, distribuindo o que de melhor meu trabalho oferece: dar a minha mão e guiar com carinho quem precisa. Seja com consultoria, seja pra onde eu sentir vontade de mudar.

No sábado e domingo estive em São Paulo para atender clientes de análise de cores, essas mulheres espertas que não querem se aprisionar a uma cartela, mas pretendem usá-la como direcionamento para terem a sua melhor versão, fazerem compras mais conscientes, perceberem como podem se libertar do receio do olhar do outro e brilharem todos os dias, porque a vida não tem rascunho.

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Algumas das 10 mulheres que atendi nesse finde 🙂

E porque eu estou mostrando as fotos e falando sobre carreira? Não se trata apenas de fazer propaganda do meu trabalho, mas muito porque eu quis compartilhar essa alegria que estou vivendo, a oportunidade de tomar as rédeas do que realmente me torna completa, realizada. E isso tem muito a ver com as ideias que dissemino aqui e com o tanto que ainda quero aprender pra passar e inspirar vocês.

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Eu dou uma aula sobre coordenação de cores e ensino todas a usarem suas cartelas!

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Antes do batidão de trabalho, eu tentei continuar o roteiro de brechós de São Paulo, mas o trânsito me fez fracassar miseravelmente. De qualquer maneira, guardei alguns registros para quando voltar em outubro (pro nosso workshop, já se inscreveu?) e completar mais uma etapa do roteiro!

Só consegui visitar o À la Garçonne, antiquário/brechó do Fábio Souza, marido do estilista Alexandre Herchcovitch. O espaço é incrível (em breve postarei sobre), mas eles não possuem mais um acervo vintage; agora o espaço, além de antiquário, é dedicado somente às peças desfiladas na última SPFW, desenvolvidas pelo Alexandre após deixar a marca que levava seu nome.

Todas as roupas foram feitas a partir de roupas vintage, como essa pantacourt de silhueta bem desconstruída, que antes era um smoking dos anos 20. A proposta se baseia no reuso dessas peças e toda a coleção foi desenvolvida desconstruíndo e criando até novas peças a partir do acervo do brechó. Uma pena que eu não tenha cacife para os mais de R$1.000 de cada uma delas, em média…hahaha!

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A camiseta básica era a peça mais em conta, da coleção da ALG com a Hering: 119 reais.

E aqui embaixo outro registro de look, em mais um brechó a ser incluído no roteiro, o Cabideria Brechó, que me recebeu para as análises de cores! O espaço seleciona as peças de acordo com as estações do ano: agora as peças que remetem a coleção primavera estão nas araras e as mais quentinhas da coleção de inverno foram para a liquidação e, posteriormente, doação. Esse processo de renovação desconstrói o estereótipo de brechós serem apenas depósito de roupas velhas.

Cada peça custava no máximo 79 reais (a bota saía a 49 reais) e a blusa de tricô já voltou comigo pro Rio. 🙂 Em breve falarei dele no roteiro!

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Look pechincha no Cabideria!

Ah! Quem quiase saber mais sobre a análise de cores para descobrir as cores que mais te fazem lindona (ou lindão!), me escreve: contato@hojevouassimoff.com.br 😉

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