04 set 2015

Eu passei por algumas fases ao longo desses sete anos escrevendo pro blog e no início eu usava muito sapato baixo e era sempre questionada se eu não usava salto. Nunca fui adepta e um problema na coluna contribuía para minhas preferências pelo pé mais próximo ao chão. =)

Um desses comentários rendeu o post do embate do salto alto x sapatilha que teve uma boa repercussão na época, que eu defendia que nenhuma mulher precisa usar salto para se sentir elegante ou que quem é baixa (!!!!!!) deve ser a eterna refém dos saltos plataforma. No!

O tempo passou e comecei a usar algumas doses de saltos aqui e ali, mas quase sempre com a tática de ir com uma sapatilha leve e o salto alto na bolsa de mão para trocar no lugar. Realidades de quem dificilmente anda de carro e vai mais no transporte público mesmo só que não quer deixar de usar o que quer!

Voltei a abandonar a ideia de saltos com o início do trabalho na consultoria de estilo, ficando menos tempo sentada em frente ao computador e andando mais em lojas e feiras e nos dias de shopping com as clientes, além das 4h em pé dando aula duas vezes por semana. Eu realmente preciso de sapatos mais práticos, confortáveis e que não detonem meus pés e minha coluna problemática.

Eu tenho joanetes e um pé ultra sensível, o que até dificulta o uso de algumas sapatilhas – certamente todo mundo tem aquelas mais duronas, que destroem o calcanhar e que apertam justo no joanete, além de estar cansada de oxford (o que já foi uma febre minha, confesso). Quando comprei meu primeiro tênis depois de anos e anos, tudo ficou melhor: os looks mais descolados, os mais arrumados com uma quebra interessante pelo esportivo do calçado, me apaixonei.

blazer branco, saia azul com babados, camiseta listrada e tênis azul claro

Look de 2013 flutuante com o conforto: depois ele figurou várias outras produções, um achado no site da Adidas por 79,00!

Aí veio o movimento unfashion com força, o desejo mundial de retomar as rédeas do que quer para si e simplificar para melhorar sua relação com o consumo. Para mim, funcionou assim: parei de comprar sapatilhas, fui mais em sandálias confortáveis pensando no calor constante do Rio e aguardei muito tempo para conseguir os tênis que eu queria!

Neste post de outubro do ano passado eu contei dos Keds e os Supergas que tinham entrado na minha lista de compras boas pensando em aliar aulas + consultoria + conforto. Dito e feito: alguns sapatos eu ganhei e foi bem legal, mas a ideia era investir somente nos tênis!

Inteligência fashion é prima-irmã da paciência e da perserverança, minha gente. A gente percebe o que precisa, mantém o foco e um dia tudo dá certo, sem desespero de ter-que-ter, de comprar logo, de seguir algo. Ó aí o Keds, do jeitinho que eu queria: sem ser açucarado demais, mas ainda assim com detalhes brilhosos, bem do meu jeito, haha!

Esse bonitinho aí embaixo custou excelentes 60 reais no Privalia! 😀

tenis-keds

Teve um frete de 13 reais e pra mim foi ok. Quando chegou, tomei um susto: tudo bem que eu tenho um pé maior que o outro (sim), mas a diferença estava gritante! Pensei em devolver, uma leitora no snapchat (me segue lá: hojevouassimoff) disse que essa folguinha era normal, que ele não sairia do pé e dito e feito! Fui dar aula e ele não machucou e nem saiu dos pés.

O segundo da lista de desejos antigos também foi aguardado e chegou pela campanha promocional no Privalia: meu Superga vermelhinho por 69,90. Esse foi polêmico, já que a forma dessa marca é gigantesca, mas nada que uma palmilha não resolvesse no meu caso. Acho esse modelito a coisa mais linda, com uma cara mais adulta que o Keds, mas em compensação não é muito confortável e demasiadamente pesado.

tenis-superga

O último é o que eu menos amei e esse, confesso, foi mais no impulso. Na época que a marca Isolda lançou sua parceria com a Converse, logicamente os preços de mais de 200 reais não me animaram, até porque All Star é o modelo que eu menos curto, que machuca meu pé, desconfortável, enfim. Mas nada como o passar do tempo e encontrar sem querer o último num site sendo seu número por ótimos 75,00!

tenis-converse

Adoro estampa, não resisti, mas esse eu não consigo usar como os outros e deixo só para momentos de lazer, como andar de bike ou skate. E uso com meia, porque não tem jeito, Converse me machuca mesmo.

Estes foram meus achados de tênis, gostaram? Estou adorando esse conforto criativo e as possibilidades de estar estilosa sem ter dor nas costas, hehe!

  • 10 Amaram
03 set 2015

Quando eu escrevi o post sobre a limpeza nas ideias, no armário e no estilo de vida, não me referia apenas a tirar um bando de roupa do armário e deixá-lo ainda mais enxuto: a mudança começou pelo meu cabelo, não sei se vocês notaram que eu abandonei o estilo sidecut.

Quando eu cortei assim pela primeira vez gerou rebuliço e assim continuou por algum tempo até eu trocar de cabeleireiro e ajustar o corte assimétrico do jeito que eu queria. O problema é que essa mudança foi interestadual – corto toda vez que vou a SP, o que não é suficiente para um cabelo que exige manutenção mensal. Eu já estava de saco cheio da agonia de correr atrás de profissionais que soubessem dar continuidade ao corte e que não custassem o olho da cara e, depois de 3 anos nessa, igualei as laterais.

cabelim

Eu achei que fosse perder minha identidade, deixar de me diferenciar, de mostrar minha irreverência, mas não: deu alívio. Eu já estava questionando não só o corte como a praticidade dele, de depender de profissionais que soubessem cortar do jeito que eu queria, de ter que secar com secador todo dia para ficar com o cabelo virado pra dentro, de passar pomada…me libertei e, pelo contrário, não só não estou sentindo falta como não uso secador há meses, já que o meu queimou.

Não acho que seja ainda um corte muito fácil, mas pelo menos não exige um grau de complexidade. Essa primeira limpeza no visual foi fundamental para eu me libertar de pelo menos uma das amarras complicadoras da minha rotina.

Não estou com tempo para ir nem até a esquina, pra que complicar mais? Não consegui ainda tirar tudo que eu quero do meu armário e contar a sua proporção atualizada, mas o processo começou e já entendi que eu também crio minhas muletas emocionais – o cabelo era uma delas. A necessidade de me destacar e me diferenciar dos outros que mora em mim desde criança não precisa mais de tanta informação tanto nas roupas quanto no corte. A essência colorida é a mesma, mas minha vida mudou e eu preciso me adequar a isso sem criar tantos percalços.

Minha fala e minha escrita tomaram a frente dos paetês e das cores. Eu sinto que não é mais o look do dia que todo mundo espera de mim. É o meu discurso o mais aguardado, é o meu posicionamento e minha maneira de perceber as coisas que tem feito muito mais a diferença. Da vestimenta para a fala, a ferramenta é a mesma, mas ficou tão poderosa quanto.

O blazer de paetê qualquer pessoa pode ter, mas qual é a sua mensagem nesses novos tempos? Parcelar no cartão? Ou se questionar?

Outro dia, em sala de aula no curso de formação de consultoria de estilo que dou no Senac, uma aluna até questionou essa onda de todo mundo estar simplificando, se eu enxergava isso como mais uma tendência-modinha em que daqui uns anos todas que estão de saco cheio do armário cheio voltarão a consumir loucamente.

Acredito que a forma que todas estamos percebendo o consumo de moda (e coloca outros itens aí!) mudou e foi para um caminho sem volta ao que era. Se há 5 anos eu pagava 500 reais de aluguel, hoje pago quase o triplo enquanto um trabalho que eu cobrava, por ex., R$2 mil só consegui aumentar a duras penas para R$2,5 mil. É aceitar essa desproporção ou não ter nem como pagar o aluguel. É aumentar mais e mais a carga de trabalho ou não ter reserva para os próximos meses.

Eu não sei pra vocês, mas a realidade, como sempre, chegou com os dois pés na porta. E não é parcelando no cartão que vou me iludir que tenho o mesmo poder de compra que há alguns anos. Não é passeando pelas lojas que em sua maioria só trazem mais do mesmo e gritam com todas as letras que só quem é magra, nova, garota de Ipanema e sarada que podem comprar ali, que estão há cada dia com qualidade mais inferior e preços ainda mais extorsivos. Desculpa aí, mas o meu armário tem muito mais coisa legal e melhor do que as araras de descontos.

Meu olhar está voltado para quem me surpreende, para quem me toca com propostas realmente boas, conscientes e inovadoras. Esse é o perfil melhorado de quem consome hoje, da pessoa que enche o saco de ver tanto look do dia com roupas novas sempre; a leitora quer ser maior que isso, ela não quer mais se endividar por conta de publicidade vazia. Se antes a gente não pensava no que estávamos consumindo, agora temos um True Cost no Netflix pra mostrar como é que a banda é tocada nesse mercado.

Não virei a pessoa mais consciente do mundo, estou longe ainda disso, mas se a minha balança tiver que pender pra um lado, eu prefiro que seja mais pro lado do bem do que do mal. E esse é sim um caminho sem volta que o mercado precisa acompanhar.

Como vocês podem ver, não foi só o meu cabelo que mudou, não.

  • 65 Amaram
02 set 2015

Há um mês, mais ou menos, a Amanda Moré, consultora de estilo do interior de São Paulo e querida colega de profissão, foi conferir o Shopping Outlet Premium e perguntou se eu queria um post com sua análise de lá! Como dizer não? Hehe!

Achei bacana principalmente porque dou mais dicas do Rio e é legal ter contribuições para as leitoras dos outros estados! Já tem tempo que a Amanda me mandou esse post, mas nessa correria que eu estou não consegui subi-lo no blog – por isso considerem as observações dela, mas também confiram se a loja já está com outra promoção ou algum bazar.

E aí lanço uma questão: será que esses shoppings outlet têm realmente bons preços? Sempre vejo promessas de lojas OFF mas todo relato que leio ou escuto é de que os preços no geral não se distanciam dos praticados nas lojas.

Amanda, obrigada demais pela sua contribuição! Vamos às impressões dela. :)

Outlet Premium – Itupeva – SP

O outlet fica a 72 km da capital paulista, na Rodovia dos Bandeirantes. Há translados que saem da capital e dois tipos de estacionamento para quem vai de carro: um gratuito, mais difícil de conseguir vaga e o vallet, que é pago.

O lugar é enorme! Para ver tudo, precisa ir com tempo e paciência! E se estiver chovendo, entre um bloco e outro você pode se molhar, já que não é coberto. O tamanho da praça de alimentação não acompanha a proporção, poderia ser maior.

Basicamente foi feita uma amostragem das lojas, já que é praticamente impossível visitar todas. Um setor que deixa a desejar é moda praia.

Todas as lojas possuem provadores.

Acho que a recomendação geral é ir com foco, como toda a ida a esse tipo de comércio. Abaixo um resuminho do que pude conferir.

FARM

As roupas eram divididas por araras: P, M e G. Acredito que seja uma questão da marca, mas o G não veste acima de 42.

Os preços eram 50% de desconto do que estava marcado na etiqueta. As blusas que fotografei eram viscose. Uma estava por R$ 64,50 e a outra R$ 69,50.

achados-outlet-8

achados-outlet-9

SIDEWALK

Sidewalk achei bem fraco. Fotografei um short jeans (lembrando da sua saga). Estava por R$ 98,00 72% algodão.

achados-outlet

HERING

Tinha bastante volume de roupa, a loja é relativamente grande. Mas conversando com uma cliente, ela disse que os preços estavam bem parecidos com uma Hering que ela tinha ido na semana anterior em São Paulo. Há uma seção para comprar roupas por kg.

Vi uma blusa de viscose por R$ 39,99, modelo bacana, porém, tinha um furinho. Aqui fica a dica de prestar mais atenção em roupas compradas em outlet. Porque pode ser algo que não tenha passado no controle de qualidade para ir ao varejo comum.

RICHARDS

A loja não é muito grande. É dividida em masculino e feminino. Havia algumas opções de calçados também. O sider estava metade do preço. Lenço de seda havia apenas um e bem pequeno (não lembro o preço exato, mas era menos que R$ 50,00). A saia da foto de baixo 6385 é 100% lã e estava por R$ 99,00. A saia da foto acima era de tule azul marinho com a barra na cor branca, formando um degradê, e estava de R$ 598,00 por R$ 99,00 (1/6 do valor!). O short jeans estava por R$ 119,00.

achados-outlet-7

achados-outlet-3

achados-outlet-4

MORANA

Para quem está precisando de acessórios, a Morana vale a ida! Os colares que no varejo comum custam R$ 100,00, lá estava por R$ 25,00. Achei até que não estava enxergando o número minúsculo da parcela que algumas lojas costumam fazer. Bastante variedade, praticamente igual às lojas do varejo comum. Uma ou outra coisa tinha acabado. Pelo que entendi o giro é alto! E faz pouco tempo que a loja foi inaugurada lá, aproximadamente 3 meses. Atendimento excelente!

achados-outlet-10

achados-outlet-5

LEVIS

A loja é grande, chega até a ser confusa. Porém não vi muita vantagem, a jaqueta jeans por exemplo estava por R$ 249,90.

AREZZO

Loja de tamanho médio. As numerações maiores estavam mais privilegiadas com descontos chegavam até a 50%

ADIDAS

Poucas opções de tênis, preços estavam iguais ao varejo comum.

ASICS

Boas opções, porém preços iguais ao varejo comum.

ANY ANY

Média de 20 a 30% mais barato que o varejo comum, achei um pouco pobre de opções.

CHILLI BEANS

Preços iguais ao varejo comum.

POLISHOP

Preços iguais ao varejo comum.

A Amanda disponibilizou também os mapas do shopping para download – quem quiser baixar o seu e ganhar tempo, clica aqui!

  • 5 Amaram
31 ago 2015

Depois de um hiato nos looks…voltei, com meu melhor sorriso! :) Não consegui segurar o pique dos últimos dias mas pelo menos garanti um para não deixar o espaço tão vazio. Aliás, quando eu não atualizo o blog o espaço vazio é meu mesmo, aqui dentro. Não imagino minha vida sem compartilhar o que eu gosto, vejo por aí ou penso. :)

E durante os dias de cão eu tentei demais não deixar a peteca cair e me manter minimamente criativa em algumas produções. Uma delas foi este de hoje, que pra montar foi rápido mas concluí que mesmo pensado na velocidade da luz tinha muita misturinha boa de cores, estampas e materiais. Essa sandália foi uma compra bem ousada, mas há 1 ano eu a desejo loucamente, economizei, vendi uns sapatos encostados…e consegui arrematá-la nessa última ida a SP, era a última, uma sorte! Artesanal, produção local e design original <3

calca-coelho-4

calça sequinha em laranja terroso com estampa pb de coelhos estilizados, regata azul marinho com listras brancas, blazer boyfriend branco de linho, sandália de tiras rasteira verde folha e telha, bolsa saco caramelo

Ó ela no detalhe! É de amarrar no tornozelo, mas a calça ocultou esse detalhe. Aliás, mandei fazer bainha nessa calça pra ficar mais curtinha e não precisar dobrar.

calca-coelho-5

calca-coelho-3

calca-coelho

Regata Três – 39,90 49,90 (lembram da dica das camisetas básicas?)
Blazer antigo C&A de linho com forro de algodão – 89,90
Calça de algodão Maria Filó – 130,00
Sandália Laiá Shoes (Vila Madalena – SP) – 280,00
Anel Lita Raies para Ana Soares
Brincos Mimppy
Bolsa Adô – 270,00 em 3x

fotos: Paulo

Aproveitando que estou de blazer, lembrei de um comentário de uma leitora num post que estou de trench coat, se não me engano, em que ela perguntava como eu conseguia manter as manguinhas puxadas no lugar, sem que caíssem direto. Das duas, uma: ou a peça está bem justinha no meu braço e consigo fazer umas dobras  e puxá-la até senti-la bem firme no lugar, ou apelo pra esse truque que aprendi há séculos, o do elástico de dinheiro!

1) Passe o elástico por cima da manga

calca-coelho-7

2) Puxe pra cima e oculte o elástico cobrindo com a sobra de tecido, pode puxar bem.

calca-coelho-8

3) Pronto! Não gangrena o braço (HAHAHAHA), as mangas ficarão presinhas e, se arrebentar, só colocar outro!

calca-coelho-9

Eu acho uma super diferença no resultado final do look essas mangas puxadinhas, deixa o conjunto mais elegante quando mostra o punho, ainda mais com peças mais folgadas como esse blazer boyfriend. Saca a diferença no braço à sua esquerda, bem ao estilo Didi Mocó, e o outro à sua direita, com a manga puxadinha. :)

calca-coelho-6

Eu puxo nem que seja um pouquinho de nada, só pra mostrar essa parte fininha do braço mesmo. =)

  • 35 Amaram
Página 1 de 78612345