28 jun 2016

Não sei se será exatamente a próxima, mas em breve a C&A vai lançar uma coleção com o estúdio de tatuagem Led’s Tattoo. O estúdio paulistano, que é conhecido como o maior do Brasil, divulgou apenas um “vem aí” nas suas redes sociais:

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Criado nos anos 1980 por Sérgio Maciel, o Led’s (história completa aqui), o estúdio foi pioneiro ao se dedicar a desenhos de traços mais finos (o que não era comum pra época) e a profissionalizar o ofício no país. Desde então, a empresa se dedica ao aperfeiçoamento de profissionais de todas as áreas de atuação, além de equipamentos, técnicas e materiais.

Não conheço o trabalho dos caras, mas, pesquisando, vi que já participaram de campanhas muito legais como essa da Vasenol em prol de mulheres que venceram o câncer de mama, quando mais de 20 mulheres passaram pelo procedimento de reconstituição da aréola e mamilos por meio da tatuagem, além de participarem de ações em festivais como o Lollapalooza e salões de automóveis com a Harley Davidson.

Conversando com uma amiga, conjecturando sobre como poderia ser essa parceria, ela me lembrou do icônico Sailor Jerry, codinome de Norman Collins, que foi um dos primeiros a profissionalizar a tatuagem (quando ainda era feita de forma muito arcaica) e a abrir um estúdio para a arte nos anos 1920.

Ele serviu a marinha e, inspirado nas suas andanças e viagens, ficou conhecido por seus desenhos na linha old school ou tradicional, que se caracteriza pelas “linhas mais grossas, muitas vezes beirando o rústico, além do uso de uma cartela de cores de tinta bem pequena (vermelho, preto, verde, amarelo e azul são algumas delas)”(retirado daqui). Seus desenhos remetiam ao universo do marinheiro daquela época, com pin ups, andorinhas simbolizando o retorno à terra, o Havaí (onde ele abriu o primeiro estúdio) e caravelas.

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Após sua morte, em 1973, Ed Hardy foi um dos seus notórios discípulos que ajudou a divulgar e avançar mais com a profissão. A Sailor Jerry é uma marca, aliás, super conhecida de roupas, acessórios, flash tattoo e até bebidas que remetem ao universo e legado do seu artista criador.

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Algumas camisetas da marca Sailor Jerry

E é aí que eu quero chegar, depois de toda essa história: não vi mais informações sobre essa parceria da C&A com a Led’s, mas certamente virá inspirada em referências de sucesso como a Sailor, para uma collection mais descolada do que as que vemos nas araras e, arrisco dizer, que com uma pegada de festival de música – poderia muito ter também uma inspiração vintage, heim? Seria interessante ver uma linha de roupas fugindo completamente do que é normativo nessas coleções!

  • 7 Amaram
24 jun 2016

Complementando o post em que falei das bandanas, o passeio na Saara, nossas ruas de comércio popular carioca, rendeu também bons achados de acessórios, cla-ro!

Sabem aqueles brincões de resina e acrílico que estão super na moda, coloridos e grandões, de diversos formatos? Na Saara têm! Em várias lojas é possível encontrar por belezuras coloridinhas pela pechincha de R$5!

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Biju Prime
Rua da Alfândega, nº 213 / Rua da Alfândega nº 363 / Rua Buenos Aires, nº 241 – Centro RJ
Tel (21) 4103-1636

As outras lojas são as mesmas que entramos para procurarmos as bandanas. Olhem só essas argolas incríveis por R$6,50 que flagramos por lá! Eu me segurei no dia, mas preciso voltar para arrematar alguma, hehe!

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Destac Bijouterias
Rua Senhor dos Passos, 221
Tel (21) 2252-2948 | 2507-9976 | 3178-6196

Também provamos anéis do mesmo material, em várias cores 😉

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Maxibiju – Bijuterias e acessórios
Rua Senhor dos Passos, 151, Centro/RJ
Tel: (21) 2509-4974

E experimentamos vários colares no melhor estilo miçangas pro povo de Humanas, haha! Esse que a minha amiga Bruna provou custava R$25:

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E saca só esse brinco de tecido a R$8, além do colar miçangueiro que lembra esses acessórios de algas marinhas que também já avistei em lojas da zona sul a R$16!

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Mito dos Artesanatos
R. Sr. dos Passos, 87 – Centro,
RJ

Tel (21) 2252-7816

Antes de comprar algo “da modinha”, passa lá na Saara 😉

  • 22 Amaram
23 jun 2016

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Eu recebi o email da Thais Lina com uma questão super pertinente para o blog e pedi para respondê-la em formato de post! :) Ó o que ela escreveu;

“Olá Ana!

Adoro seu blog e me reconheço muito neste tipo de conflito entre querer novidades, estar antenada versus consumir menos, por questões de bolso, planeta e principalmente ESPAÇO!

Porém, estou passando por um dilema fashion que adoraria ouvir (ler?) seu feedback e que talvez seja o dilema de outras leitoras. Um guarda roupa interessante é construído por aquisições inteligentes feitas ao longo de anos, comprando peças de qualidade e mantendo-as bem cuidadas para durar bastante, certo?

Em tese, meu guarda roupa foi pensado deste jeito, mas o problema prático que estou vivendo agora é: ao longo dos dois últimos anos (tenho 27) engordei cerca de 10 kg. A gente vai engordando aos poucos, não percebe, compra algumas peças um número maior e o susto e a realização destes 10kg veio agora nesta última onda de frio em que os casacos de inverno que foram sendo tirados do armário depois de um ano não estão cabendo mais. Depois do choque, fui refletir sobre o que vinha vestindo nos últimos meses e notei que de um armário cheio acabo usando apenas algumas peças, que são aquelas que vestem bem com alguns quilinhos a mais.

Assim, estou com um armário cheio de peças que não me servem! Pretendo emagrecer e perder boa parte destes quilos extras, mas sei que esse é um processo que levará tempo. Enquanto isso, estou cansada de usar apenas as roupas de malha, porque as camisas de tecido plano não vestem bem com o braço mais cheinho.

Nestas horas, o que fazer? Investir em roupas maiores para criar um novo guarda roupa que me sirva? E quando eu emagrecer? Passo pra frente as peças que não cabem mais?  Se comprar um blazer tamanho 40 e ajustar depois da dieta, o que faço com o blazer tamanho 36 que eu já tenho? Quem tem dinheiro pra duplicar o guarda roupa todo porque o que já foi feito ao longo do tempo não serve?

Enfim, acho que deu pra ter uma ideia do dilema fashion de quem de repente se vê num corpo que não se reconhece mais. E veja bem, ainda acho que estou gata com o peso atual! Meu problema não é de autoimagem, mas fico em dúvida entre investir no novo guarda-roupa para meu peso no momento ou aguentar mais um pouco até voltar ao peso anterior?

Qual é a sua sugestão de estratégia para encarar esse momento de transição??

Abraços e beijos para o blog de moda mais consciente deste Brasil!”


Eu achei muito bacana a dúvida da Thais, porque ela também é a de muita gente e eu sempre respondo alguma assim nos workshops: quem sofre com variação de peso (seja emagrecendo ou engordando), deve investir em roupa nova? E se sim, quais seriam ideais?

Por coincidência a Thais Godinho fez um post relatando a sua experiência pessoal do que acrescentar no armário quando o corpo passa por grandes mudanças (aliás, vai ter mais uma edição em São Paulo do nosso workshop juntas, em julho, olha aqui!).

E, como ela e a sua xará Thais disseram, ninguém mais dispõe de grandes espaços para armazenar roupas e isso nem faz mais sentido: estamos cada vez mais nos distanciando da cultura do excesso e estabelecendo novas prioridades em nossas vidas.

A Thais deu dicas muito bacanas sobre isso e quero aproveitar para complementar algumas e trazer pra cá também essa questão!

Eu tenho um armário com peças de vários tamanhos, e agora?

Se você já não é PP ou GG há muitos anos, talvez seja hora de doar ou vender essas roupas que não servem mais. Até porque, o que envolve muito o processo de emagrecimento, por ex., é ter a oportunidade de comprar roupas atuais!

Dá para aumentar alguns números com um truque, levando na costureira para ela abrir a costura e colocar um tecido similar nas laterais ou com alguma sobra de tecido nas costuras (algumas calças têm sobra de 1,5cm nas costuras justamente para dar essa opção).

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O “V” da costura dessa foto é tecido extra que prendemos na lateral de um vestido!

Blazers não costumam ficar bons com ajustes, então guarde apenas aqueles mais preciosos, de tecido e qualidade boas, para garantir uma base caso a transição aconteça mais rápido. Lembre-se de não guardá-los em plástico (prefira capas de TNT) para não mofarem e de lavá-los com alguma frequência para o tecido não amarelar ou manchar de guardado.

Guarde peças que possam ser ajustadas ou transformadas, como uma camisa que pode servir para fazer uma saia, um colete de tecido plano que dá pra aumentar nas laterais com mais tecido.

Outro truque bacana para dar uma ajustada em roupas largonas ou larguinhas é de criar uma prega atrás e prendê-la com um alfinete internamente ou adorná-la com um broche! Ou então, para as mais habilidosas, costurar a prega ou colocar um elástico.

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Algumas marcas/costureiras são especializadas em afunilar bocas de calças jeans, o que pode ser uma boa para tirar aquele ar “largão” de uma peça com boca mais ampla. Aqui no Rio a Indistripe, fábrica especializada em jeans, faz esses ajustes de calças adquiridas lá sem cobrar.

Terceiras peças são boas para dar aquela disfarçada marota em peças mais larguinhas: joga um blazer, colete ou quimonão por cima e tá tudo certo! Ó na prática com esse cardigan que tem uma proposta mais ampla mesmo. =) Mas não esqueça de marcar a cintura ou ter uma divisão boa entre calça e camisa para não ficar tudo solto demais.

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foto: Luis Alvarenga

Eu quero roupas novas, em quais devo investir?

Bazar de trocas com as amigas são ótimos para não gastar nada e ainda ajudando a variar o guarda-roupa!

Se for comprar algo, pense em materiais maleáveis e que fiquem bem até oversized, como tricôs volumosos, maxi blusas, quimonos soltões de manga ampla, calças boyfriend ou cardigans. Para não parecer muito ampla, marque a cintura prendendo parte da blusa na calça.

Vale pensar em peças com elastano na composição do tecido, que ajudam na maleabilidade. Malhas também são boas nisso, mas o problema é que os visuais ficam mais “pobres” nesse tecido e não permitem ajustes.

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Algumas marcas oferecem tecnologia que permitem uma confortável variação de tamanhos: a Básico.com têm calças e bermudas com tecnologia Moovexx, um elástico nas laterais que promove conforto e outras com elásticos atrás.

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Conheci também a Ateliê GR, daqui do Rio, que têm à frente da sua criação uma modelista especializada em peças que vistam tanto quem é P quanto quem é GG e com preços super possíveis!

Eu ganhei deles uma calça/saia que é uma pantalona super ampla, de tecido plano, que tem um elástico que veste bem em tamanhos menores (sou 38) mas que aumenta para quem é maior, como um GG, e ainda mantém o caimento!

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Para quem ficou curioso, tem foto de uma parecida aqui, no facebook da marca!

Fiz fotos também de uma demonstração da calça no cabide, da firmeza do elástico tanto para aumentar quanto para diminuir:

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Outra peça que eu tenho e cabe bem nesse post, é essa saia da também carioca Vettori, de modelo envelope que usa metros e metros de tecido e aí dá para adaptar facilmente a cada tamanho. :)

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foto: Luis Alvarenga

E o que todo mundo bate na tecla, mas é a mais pura verdade: invista em acessórios incríveis, como um bom óculos escuros, colares e brincos de boa qualidade, que ajudam a dar outro tom e atualizar as produções.

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Vocês têm acompanhado essa série dos básicos, não têm? Saca só a mudança com apenas alguns detalhes e acessórios! Puxar as manguinhas, dobrar a barra das calças, prender parte da blusa na frente ou na lateral já dão outra proporção aos looks.

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fotos: Denise Ricardo

Alguém se identificou ou tem mais dicas? Manda ver nos comentários! =)

  • 30 Amaram
22 jun 2016

Quando eu disse que não sei e nem gosto me vestir no frio, foi a mais pura verdade. Qual carioca mantém roupas pesadas e quentes no armário, sabendo que as estações do ano alternam entre verão e inferno nessa cidade? Tenso, heim?

A gente não se veste pro inverno, carioca joga todas as roupas mais quentes por cima (ou seja, fedendo a mofo) e sai de chinelo com meia, hahahah!

Fui provocada e humilhada por gaúchas alegando que meu look de inverno do outro post era pro início do verão delas (HAHAHAHA, brincadeira, gente!) e para provar que eu me vesti pro frio rigoroso desse ano, eu cliquei a produção que usei em Juiz de Fora (quase Rio, vai, rs), numa noite que fez OITO graus! Ahá! Frio de verdade, hahaha

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A cara de quem se cobriu inteira, mal conseguia levantar os braços e ainda assim passou muito frio.

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Blusa gole rolê grossinha Gloria Coelho no enjoei – 40,00
Casaco Mango comprado em Barcelona (2012) – 90 reaisCalça de lã Stella McCartney para C&A (2011) – 180,00
Meias antigas Imporium
Oxford Louloux – 130,00
Bolsa Adô Atelier – 240,00
Brincos de sempre da Luiza Dias 111

fotos: Denise Ricardo

Nesse dia eu senti frio nas canelas, então desenterrei essas meias que – pasmem – tem uns 6 anos e nunca foram usadas da forma que mereciam: aparecendo na produção! Gostei porque resolveram o problema do frio com estilinho, ainda mais combinadas com o oxford prateado :)

Eu tenho calças de lã grossas, mas adivinhem? Nenhuma está com a bainha feita, então não pude usar. Pra eu aprender a não subestimar dias de possível frio aqui e em outros locais. Essa é de lã, esquentou, mas não foi a opção mais quentinha.

Esse casacão é meu único mais pesado, comprado numa viagem para me salvar da meia estação europeia. Eu quase não tenho casacões bacanudos e incríveis, justamente por não ter oportunidade para eles quase nunca. Acho que desde que voltei de viagem, só usei ele umas duas vezes até esse ano!

Invejo quem consegue montar produções incríveis, com bota de salto e tudo. Infelizmente meu armário é limitado de opções para essa estação, hehe!

Como vocês podem ver foi mais um look para sobreviver do que necessariamente desfilar estilo por aí, hehe! #invernonorioeufui

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